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História Middle of Somewhere - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oii, pessoal!

Alguns de vocês devem me conhecer pela história In Your Eyes, outros não. Mas enfim, a questão é: VOLTEI A ESCREVER!
Pode ser que a pandemia tenha me dado um empurrãozinho, mas era uma coisa que eu queria muito voltar a fazer. E tenho vários projetos iniciados.

MOS é uma proposta totalmente diferente de tudo que eu já escrevi, então, estou disposta à ouvir qualquer coisa que tenham à dizer sobre. É escrita com muito carinho, e eu espero mesmo que vocês gostem.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Hunt you down


Fanfic / Fanfiction Middle of Somewhere - Capítulo 1 - Hunt you down

— Londres; 05 de março 2018 em diante; 1:57 da madrugada.

Uma chuva fina caía, fazendo subir um cheiro desagradável de asfalto molhado, que inundou as narinas de Hinata naquela madrugada. A morena não pareceu se importar e continuou seu trajeto despreocupadamente.

Na noite escura ela não seria notada. 

Suas roupas eram todas pretas e os cabelos longos e lisos também eram escuros. Estava discreta, na melhor das hipóteses. 

Ela seguiu por um beco sujo e mal iluminado, pela lateral de um edifício comercial de luxo. Com a habilidade de um felino caçando, ela esgueirou-se para cima de um grande tonel de lixo e, em seguida, começou a subir pela escada de emergência. Hinata tinha habilidades incríveis e, fazendo o que fazia desde os 15 anos, nunca fora descoberta.

Cada vez que alcançava uma janela, verificava se a mesma estava realmente fechada. Tinha que haver uma falha. Pela luz acesa no oitavo andar, sabia que ele  ainda estava lá. A Hyuuga esperou a melhor noite para fazer seu trabalho, não poderia haver uma falha sequer.

Até que no quarto andar ela encontrou uma janela destrancada. Comemorou mentalmente e empurrou-a com cuidado, até que o vidro se abrisse apenas o suficiente. Deslizou com calma e silêncio para dentro do cômodo após concluir que ninguém estava ali. Seus pés, adornados por coturnos, fizeram um leve barulho no piso quando ela aterrissou de um pulo. 

O local estava calmo e silencioso, então deduziu que não teria maiores problemas. Empunhou sua pistola e seguiu sorrateira, próxima das paredes. Teria que ir de escada, ou denunciaria sua chegada. 

Ela gostava de chegar de surpresa, afinal era a Assassina do Lírio.

Seguiu para as escadas e subiu com agilidade, tendo o cuidado de não emitir ruído algum para não denunciar sua chegada. Ao alcançar o oitavo andar, ela ouviu o barulho de dedos batendo sobre as teclas de um computador. Seguiu calmamente, os joelhos se flexionando na medida em que andava em direção à única sala daquele andar. Hinata podia ver a luz acesa escapando pela porta entreaberta. 

Havia chegado a hora.

Parada ao lado da porta, pronta para o ataque, ela fechou os olhos por um segundo e pediu que tudo desse certo. Não tinha ideia se estava clamando aquilo para si mesma ou para algum ser divino superior — o que seria um tanto irônico.

Tão rápida quanto conseguiu, o pé atingiu a porta com força, que a fez ir para trás e atingir a parede branca imaculada. Hinata abriu um sorriso leve com os lábios pintados de escarlate. O homem, antes sentado, mantinha-se agora de pé, os braços esticados acima da cabeça e olhando horrorizado para a Hyuuga e em seguida para a arma nas mãos da jovem garota.

— Pode levar tudo o que quiser. — Ele começou a falar atropelando as palavras, enquanto a morena seguia até si com passos lentos e calculados. — Posso abrir o cofre. Tenho a chave aqui e… — Começou novamente e estendeu uma das mãos para a gaveta de sua mesa.

— Nem pense nisso. — Alertou enquanto mantinha a arma apontada para o homem. Ele parou tudo que fazia e voltou a ficar parado. — Não estou aqui para roubar nada. Não quero seu dinheiro sujo. 

— Então o que faz aqui? — Sussurrou, apesar de já deduzir a resposta.

— Você sabe a resposta, Jon. — Hinata continuava com a arma nas mãos. Era uma ótima atiradora, nunca errou um alvo sequer. — Talvez você não seja um chefe tão bom quanto pensa.

— Quem foi? — Jon perguntou com a voz trêmula. Mil nomes passaram por sua cabeça, mas não conseguia focalizar em um. 

— Privacidade do cliente. — Piscou para ele e, finalmente, endireitou os ombros. — Suas últimas palavras?

— Vai se foder. A polícia vai te pegar, sua… — Antes que ele concluísse a frase, Hinata puxou o gatilho.

O estouro foi alto e o corpo cambaleou antes de ir ao chão. A parede de vidro atrás dele ficou manchada de sangue. 

A Hyuuga observou a cena com deleite e capturou dentro do bolso de sua calça de couro um cartão. Nele continha uma imagem de um lindo lírio lilás; ela largou-o sobre o corpo, como fez tantas outras vezes e saiu dali da mesma forma que entrou.

x

Naquele mesmo dia, algumas horas mais tarde, a Equipe Especial do Centro de Inteligência Londrina, especializada em caçar serial killers, se reuniu em uma sala de reuniões. Chegaram na conclusão que já havia passado da hora de capturar o Assassino do Lírio, como chamavam o autor dos crimes onde, a única pista deixada para trás, era um cartão com um lírio desenhado.

Quando investigaram o primeiro caso, alguns anos atrás, imaginaram que poderia ter sido um engano — algum objeto deixado para trás pelo assassino por descuido ou algum objeto da vítima. Mas depois, ao verem isso acontecer em cada um dos assassinatos posteriores, eles chegaram na conclusão que era proposital.

Sasuke Uchiha era o líder da equipe. Um ótimo investigador, apesar de novo; o melhor que a CIL já havia contratado nos últimos anos. 

Sentado na ponta da mesa, ele mantinha a expressão séria de quando estava trabalhando. Atrás do Uchiha, um telão branco estava instalado.

— Bom, como vocês já devem ter visto no jornal, o Assassino do Lírio atacou novamente. — Sasuke jogou com força um exemplar do jornal daquela manhã no centro da mesa. — A CIL foi contatada às 4 horas, e eu fui dar uma olhada no corpo. — O líder continuou, com todos os olhares sobre si. — Um tiro. Nem mais e nem menos. Um tiro certeiro e nenhum rastro. Nada de por onde possa ter entrado, ou o motivo de ter ido executar o diretor Jon. Óbvio que isso estourou na mídia, o cara era rico ao extremo. As pessoas querem justiça.

— Mas Sasuke, não tem impressão digital em nada? Pistas? Pegadas? Cabelos? — Shikamaru perguntou enrugando a testa. Sasuke notou que ele começava a pensar. O Nara era o melhor estrategista que possuíam.

— Nada. Nem uma marca de dedo, nem uma pegada no tapete, nem uma digital em cadeira, mesa, porta, janelas. — O Uchiha se levantou e ligou o projetor. — Essas são as fotos da cena do crime. 

— A empresa não tem câmeras? — Questionou o Nara novamente, enquanto levantava a sobrancelha. Óbvio, as câmeras. 

— Tem. — Sasuke assentiu e mostrou as fitas, colocadas dentro de sacos plásticos. — Mas foram trocadas. Já as levei ao laboratório para análise básica, mas não obtivemos nada. O executor tem habilidades e sabe o que está fazendo, sabe onde está indo.

— Ou seja, não temos nem um princípio do que pode estar acontecendo? — Gaara perguntou com seu tom de voz firme e sério. — Em tantos anos, ainda estamos na estaca zero?

— Nada. Nem um suspeito sequer. — Sasuke passou os slides com o planejamento. — Vamos começar entrevistando os funcionários da empresa, depois dos comércios próximos, ver se existe uma câmera que possa ter capturado alguma imagem do nosso assassino. 

— Certo. — Naruto, um dos integrantes da equipe, murmurou.

— Quero que Naruto, você fique com Rock Lee no laboratório e analisem as fitas, não deixem passar nada, qualquer mínimo detalhe pode nos ajudar neste momento. — Ele entregou as fitas para os indicados. — Gaara e Neji, vocês ficarão comigo. Shikamaru, quero que você vá conosco e não deixe passar qualquer detalhe das entrevistas. Temos que pegar o Assassino do Lírio para ontem! — O Uchiha bateu a palma da mão na mesa e todos se levantaram. — Lee, Naruto, me avisem qualquer coisa.

Quando todos se dispersaram, Sasuke deixou o corpo relaxar na cadeira de couro. O trabalho não seria fácil — o assassino parecia saber muito bem onde estava atuando e com quem estava lidando. 

Tudo indicava que o assassino em questão era um homem acima dos trinta anos, para ter tanto conhecimento e não deixar o menor dos rastros; até mesmo marcas de calçados eles procuraram na cena do crime.

Ele fechou os olhos ônix por um momento, permitindo-se relaxar precariamente. Não faziam muitos dias que Sasuke havia saído de um conturbado caso de um assassino de crianças, onde levaram três meses para capturar o cafajeste. E, aparentemente, aquele caso não seria menos exaustivo.

x

Quando Neji entrou em casa, dois dias depois, com fundas olheiras e aparentemente mais magro, Hinata lhe observou com espanto. 

O primo jogou-se ao lado da morena, que estava no sofá, e fechou os olhos. Se não precisasse tanto comer e de um banho, poderia pegar no sono ali mesmo, naquele exato momento. Haviam se passado apenas 48 horas desde que começaram a investigar o Assassino do Lírio, e parecia que nunca teria fim.

Ele era um homem alto, alguns anos mais velho que Hinata e sempre fora seu protetor. Cabelos ainda mais longos que os da jovem Hyuuga e os mesmos olhos perolados e pele leitosa. Filho do irmão gêmeo de seu falecido pai, decidiram morar juntos quando a irmã mais nova de Hinata casou. 

Agora, dividiam um apartamento simples no centro da cidade.

— Neji? Está tudo bem? — Hinata lhe alisou os cabelos opacos com calma. 

— Estou cansado. — Resmungou e tornou a abrir os olhos perolados, fitando a mais nova. — Tem algo pronto para comer?

— Vou esquentar. Vá tomar um banho. — Ela levantou-se e seguiu para a cozinha.

Dois minutos após ouvir o barulho da água começar a cair no banheiro, seu celular vibrou, anunciando uma mensagem que lhe deixou temerosa:

“Precisamos conversar.

Amanhã, local de sempre, onze horas.

Y.”


Notas Finais


Bom, eu espero realmente que vocês tenham gostado e que deixem a opinião de vocês.

CONFESSO QUE TÔ NERVOSA DE ESTAR POSTANDO NOVAMENTE.

Enfim, vou tentar manter as postagens regulares, uma ou duas vezes por semana.
Beijinhos cheios de luz e até logo.


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