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História Middlun (NaruSasu) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente bonitaaa! Tudo bem? Espero que sim! 💖💖

Bem, esse capítulo não é o mais longo que nós temos mas está com algumas informações escondidas e espero que vcs n saquem tudo de uma vez ksksks

Queria agradecer também a todos os leitores, favoritos, incentivos, comentários, absolutamente tudo! Pq vcs que fazem eu continuar a fic e tô postando esse cap com mt carinho para vcs 💖💕

É isso, boa leitura!

Capítulo 5 - Manchado de Vermelho


Middlun

Capítulo Quatro: Manchado de Vermelho.


Sasuke Uchiha

Uma coisa que eu tinha reparado em Naruto Uzumaki é que ele nunca parava de falar.

Não que isso fosse ruim, na verdade, foi muito bom conversar com ele nesse curto tempo. Acabei descobrindo um pouco mais sobre o loiro e acho que entendi porque Itachi gostava dele. Naruto era animado e tinha um olhar diferente sobre o mundo, por mais que ainda achasse que ele tivesse a personalidade de uma criança de seis anos ou menos em certos momentos.

-Você tinha dito que morava naquele apartamento chique do nosso bairro, certo? – ouvi Naruto perguntar.

-Sim, sim. Fiquei surpreso quando disse que morava no mesmo bairro... – comentei e ele sorriu.

-Coincidência, né? Eu acabei de comprar uma casa que estava vendendo lá. – ele disse e meu queixo caiu por alguns segundos.

-Foi você que comprou a mansão da família Hatori? – perguntei e ele me olhou por alguns milésimos de segundo.

-Algum problema? – ele perguntou e eu reparei que o meu tom tinha sido de muita surpresa. Ri um tanto nervoso.

-Não... Mas se eu soubesse que ser empresário ganhava tanto dinheiro, tinha investido. – falei em tom de brincadeira e Naruto riu.

-Na verdade, não tive que tirar tanto dinheiro do bolso. Minha antiga casa era parecida com essa nova, então vendi aquela e comprei essa, não saiu tão caro assim – ele falou se explicando e eu arqueei a sobrancelha.

-Por que se mudou? – perguntei curioso. Ignorando a parte que ele já era acostumado a morar em casas daquele tamanho. Naruto não me respondeu rapidamente como sempre, na verdade, deveria ter passado alguns segundos até eu abrir a boca de novo – Desculpa, não precisa responder se não quiser... – falei mesmo não vendo muito problema, mas ele parecia ter se incomodado um pouco.

-Ah... Relaxa... Vamos dizer assim: o bairro estava se tornando um tanto quanto perigoso. – Naruto disse e eu não me senti tão convencido, mas preferi ficar quieto.

O que com certeza não deu certo, porque aquele era Naruto, não é como se ele me deixasse ficar em silêncio.

-E você? Quase não sei sobre você... – ele falou e eu suspirei.

-Não tenho muito o que falar sobre mim, não é como se eu tivesse uma mansão ou fosse dono de uma das maiores empresas de Konoha – falei um tanto sarcástico e Naruto riu fraco.

-Okay... posso te fazer perguntas então? – Naruto perguntou e eu fiquei me questionando sobre o que ele iria queria saber sobre mim.

-Pode ser. Mas não espere que eu vá te surpreender com alguma resposta. – falei e o Uzumaki sorriu.

Paramos em um sinal vermelho. Na verdade, aquele horário era horrível para dirigir. Era um daqueles horários de pico em que todas as pessoas resolviam sair de casa, seja porque tinha filhos para buscar na escolinha ou tinham que sair ou começar o trabalho. Parando para observar agora, estava muito perto do meu apartamento.

-Você tem quantos anos? – ele perguntou e eu reparei que só eu sabia a idade dele. – Deixa eu chutar, dezessete? – ele falou com um tom de brincadeira.

-Nossa, muito engraçado – falei fazendo uma risada falsa – Tenho vinte. – respondi e ele não pareceu surpreso. Parando para pensar, ele nem era tão mais velho do que eu...

-Vinte...? Você é cinco anos mais novo que o Itachi, né? – ele perguntou e eu pensei um pouco.

-Sim. Mas a mentalidade de Itachi é como se tivesse mais de 50... – comentei mais para mim do que para Naruto, mas ele pareceu ouvir.

-Ah, concordo! Muitas das vezes que tinha alguma festa da faculdade, Itachi recusava sem nem pensar duas vezes. Tivemos muito trabalho para fazê-lo sair de vez em quando... – Naruto falou e eu tive que sorrir, Itachi era exatamente daquele jeito quando o assunto era festas ou comemorações, ou até para sair de casa – Nem sei como arrumou um namorado de tão antissocial que era... – Naruto falou rindo e eu me virei para ele por alguns segundos.

-Namorado? – perguntei e Naruto me olhou por alguns milésimos.

-Você não sabia que o... – Naruto começou e o interrompi.

-Não, não... Eu sei que Itachi é bissexual... Mas você não se incomoda? – perguntei meio receoso, afinal, eu também era.

-Claro que não. Por que eu faria isso? – Naruto perguntou e soltou um sorriso para mim e eu fiquei pensativo por alguns breves momentos.

Eu não podia tirar nenhuma conclusão só com essa resposta, mas também não podia perguntar para ele, não é como se eu tivesse toda essa intimidade com Naruto.

-Então... Você já fez faculdade e essas coisas, certo? – Naruto perguntou e eu assenti.

-Meu curso não era tão longo, durou apenas três anos depois que saí do colégio. – falei e foi a vez dele ficar curioso.

O carro virou na rua de onde eu morava e me preparei para soltar o cinto.

-Apenas três anos? No que você trabalha, Sasuke? – ele perguntou quando estacionou o carro e eu me soltei do cinto, me sentando de uma forma que eu pudesse olhar o loiro de uma forma melhor, do mesmo jeito que ele também me olhava esperando uma resposta. O que posso fazer? Conversar olhando nos olhos era muito melhor.

-Ah, sou policial da Delegacia de Konoha. – falei sorrindo um tanto convencido.

Eu simplesmente amava meu trabalho e tinha orgulho de dizer que eu estava ajudando na defesa da cidade. Eu sonhava em ser policial desde pequeno, não tem nenhum motivo ou alguém que me faça sentir mal por ser um oficial.

Naruto me olhava surpreso. Não, surpreso não é a palavra certa, mas eu também não sei o que se encaixaria melhor na frase. Naruto pareceu pensativo algumas vezes e eu me senti estranho por alguns instantes, resolvi tocar no seu ombro para chamar sua atenção novamente, vendo os olhos intensamente azuis me encarando.

-Bom, queria agradecer pela carona. Foi muito bom conversar com você. – falei sorrindo fraco, ele não respondeu com palavras, apenas sorriu e assentiu.

Saí do carro já destravado e antes que eu pudesse fechar a porta, Naruto segurou meu braço, do mesmo jeito que Ukon tinha segurado, mas a sensação era totalmente diferente.

-Até que você me surpreendeu com essa resposta... – ele falou e eu sorri torto – Você realmente não tem cara de policial...

-Não sei se isso foi um elogio ou se foi uma crítica... – falei e Naruto riu. – Achei estranho Itachi não ter comentado com você... Itachi quando descobriu que eu passei espalhou para todo mundo que ele conhecia... Foi um saco... Por mais que Itachi não seja totalmente a favor que eu seja Oficial.

-Não, Itachi nunca havia me falado... – Naruto falou olhando para as próprias pernas – Mas quando ele falava, não parecia que você trabalhava com algo tão “perigoso". – acho que essa não era a palavra que ele iria usar.

Suspirei, só me faltava essa.

-Não é perigoso... – falei e ele me olhou com uma expressão que transmitia: “ah, sério?”. – Okay, talvez um pouco... Mas eu não costumo me envolver nos conflitos...


[•••]


-Sasuke? Chegou? – Kiara perguntou enquanto eu entrava em casa e trancava a porta.

-Oi. – falei e ela veio me ver. Ela estava sorrindo e vestida com aquele típico avental de cozinha que ela usava sempre usava quando iria preparar algo. – Só vou tomar um banho e volto... – falei mais para mim do que para Kiara, que apenas assentiu um tanto curiosa, mas ficou me deixou ir.

Caminhei até o meu quarto, trancando a porta e logo indo até o banheiro. Me despi totalmente e entrei dentro do box, girando o registro e deixando a água quente cair pelas minhas costas.

Na verdade, eu estava com aquilo na cabeça há algum tempo. Eu não conhecia muito Temari, não tinha porque mentir. Lembro dela na faculdade, no canto da sala e com sua própria companhia. Não que eu ache que ela se incomodava, Temari sempre teve uma personalidade difícil e era visivelmente irritada com qualquer coisa, mas é uma Oficial exemplar. Todos gostavam de chamá-la de veterana pelo simples fato de que as notas dela sempre era as mais altas ou uma das mais altas. Tinha um perfil perfeito na Delegacia, trabalhava na área de Perícia e não sei o motivo de ter ficado tão surpreso quando ela foi escolhida para investigar a cena do crime do último assassinato.

Agora, por que ela não apareceu? Karin tinha comentado que Temari também gostaria de ir comigo também. E não estou triste nem nada do tipo, estava preocupado.

Terminei meu banho alguns minutos depois, saindo do banheiro e indo procurar alguma roupa confortável. Escolhi uma blusa branca fina e uma calça moletom cinza, além da minha cueca também branca.

Saí do quarto com a toalha envolta da minha cabeça, secando meu cabelo. Kiara tinha colocado uma panela no meio da mesa com dois pratos, talheres e dois copos, além de uma jarra de suco. Me sentei em uma das cadeiras e liguei a NETFLIX, esperando achar algum filme interessante para ver com a minha quase irmã.

-Miojo? – perguntei sorrindo enquanto sentia o cheiro do macarrão vindo da panela.

-Não, é um macarrão extremamente chique feito em apenas três minutos com um tempero cancerígeno- ela falou e eu tive que sorrir colocando um pouco no meu prato – Como foi lá no apartamento do Blake? Temari foi legal com você? Dizem que ela é muito eficiente...

-Na verdade, não cheguei a ver Temari. Na verdade, ela não chegou a aparecer por lá. – falei e Kiara me olhou surpresa.

-Como? – ela perguntou com uma expressão chocada – Sasuke! Você ligou para ela? Meu Deus... E se tiver acontecido alguma coisa?

-Não tenho o número dela, Kiara... E fica calma, a Delegacia já teria nos alertado se tivesse ocorrido algo para se preocupar. – falei e Kiara pareceu se acalmar, assentindo e respirando mais calma agora. Por mais que eu também estivesse preocupado.

-Certo... – ela falou e depois ela pegou o celular com pressa – Eu tenho o número dela!

-Tem...? – perguntei curioso enquanto comia o “macarrão super chique".

-Tenho... - ela falou baixinho – Enfim! Vê se liga para ela e trata de irem amanhã mesmo no apartamento do Blake! A gente tem que avançar nesse caso...

-Certo, me empresta seu celular por dois minutos? – perguntei e ela assentiu, me entregando.

Peguei o celular e vi o contato salvo de Temari ali, o que era estranho já que a maioria dos contatos de Kiara tinham emojis ou era algum apelido que a morena tinha a facilidade de dar para as pessoas.

Liguei para Temari que demorou de atender. Eu estava na varanda enquanto observava a rua movimentada lá em baixo, mesmo sendo quase oito horas, a rua continuava cheia e me permiti pensar em Naruto por dois segundos antes da loira finalmente atender.

-Kiara? – ouvi a loira falar e suspirei.

-Não, aqui é o Sasuke. – preferi falar somente isso antes de soltar alguma indireta super direta de como ela me deixou plantado por uma hora.

-Ah, Sasuke... Desculpa por hoje! De verdade... – ela falou – Hoje surgiu um imprevisto e não pude nem te avisar.

-Tudo bem, fiquei preocupado por você não ter ido, mas todos temos imprevistos de vez em quando. – falei e ela suspirou aliviada.

-Posso te compensar por hoje. Amanhã de manhã, se você puder estar na cena do crime, posso investigar com você um pouco mais, e claro, te dizer sobre as coisas que sei. – ela disse e ela tinha me ganhado na parte do me dizer o que ela sabia.

-Tudo bem, iria propor nesse período também. – falei – Qual horário é bom para você? – perguntei querendo voltar a comer logo.

-Poderia ser as oito horas? – ela perguntou e eu falei um “uhum".

Ela iria dizer falar mais alguma coisa, mas do outro lado da linha, ouvi um “cheguei, amor" e preferi me despedir. Eu tinha mais o que fazer e aparentemente ela também.

-Tudo bem, Temari. Até amanhã. – falei e não esperei resposta, logo voltando para sala.

-Como foi? – Kiara perguntou enquanto eu me sentava.

-Amanhã iremos no apartamento de Blake, lá pelas oito. – falei e Kiara sorriu.

-Certo... Mas deixa eu te falar! Sabia que a Hinata vai casar? – Kiara perguntou animada e eu sorri, assentindo.

-Ela me disse hoje, na verdade. – Falei e Kiara parecia muito nervosa pro meu gosto – Aconteceu alguma coisa?

-Ai, ela me chamou para ser madrinha do casamento! Fiquei tão feliz! – A morena disse e eu sorri feliz por ela – Nem estou acreditando... Sabe, achava que ela poderia te chamar, porque, vocês são muito próximos! Mas fiquei muito feliz por ela ter me chamado... Eu nem sei o que eu vou vestir...

Os próximos cinco minutos foi Kiara surtando por ela nunca ter sido chamada para algo do tipo e eu tive que rir. Kiara sempre foi especial para todos a sua volta, por mais que muitas vezes, a morena se sentisse para baixo, mas eu não posso julgá-la, depois de tudo que ela passou, era óbvio que alguns vestígios seriam deixados.

Deixei Kiara ficar animada por um tempo, e depois que ela surtasse por esse motivo, eu diria que tinha sido chamado para ser padrinho da bebê que Hinata estava esperando – ou talvez do bebê. Eu conhecia Kiara, ela ficaria feliz por mim, por mais que eu não saiba, exatamente, se seria um padrinho muito bom.



O despertador tocou às exatas sete horas da manhã enquanto a música Don't talk to Me do N.F.I (feat. Riton) invadia os meus ouvidos e me fazia levantar da cama.

Normalmente, eu acordava uma ou até duas horas mais cedo do que hoje, mas como tinha compromisso apenas às oito, optei por acordar mais tarde.

Acabou que ontem Kiara teve a péssima ideia de assistir um dos filmes de Harry Potter, escolhendo o mais longo de todos e não posso dizer que não gostei, eu era simplesmente apaixonado pela saga assim como a morena que quase me convenceu a assistir o próximo da ordem, mas recusei quando vi o horário.

Com muita vontade de voltar para a cama, levantei de uma vez e logo tratei de arrumar a cama. Fui até o banheiro e tomei um banho rápido apenas para acordar. Depois que terminei de me secar, coloquei meu uniforme e passei um perfume fraco que eu simplesmente adorava. Arrumei meu cabelo que sempre acordava parecendo uma juba e tentei deixar ele perfeito, mas em vão. Nem sei porque tento.

Saí do banheiro exibindo meu emblema no meu uniforme mesmo que seja só para Kiara. Eu tinha acordado de bom humor e isso não era algo comum, não que eu acordasse todo dia com uma cara de morte e com pensamentos pessimistas, mas era raro eu acordar sorrindo e muito bem disposto.

Cheguei na sala e não fiquei surpreso de não ver Kiara acordada. A Yoshido era extremamente preguiçosa quando acordava ou no período matutino. Não quis ir acordá-la, até porque, não tinha motivos para eu fazer isso, a morena não tinha compromissos.

Além disso, era finalmente sexta-feira! Não que isso dissesse que eu não trabalharia amanhã, mas era muito bom saber que logo chegaria o domingo, e nesse dia eu não trabalho! Poder maratonar alguma série ou ler algum livro seria bom... Ou até sair com alguém. Enfim, pensaria nisso depois.

Fiz um café da manhã simples, não do mesmo jeito que Kiara fazia, mas não reclamei. Depois de comer, olhei o horário, faltava meia hora ainda para eu estar atrasado, então não me preocupei muito. Por mais que a minha vontade fosse de deixar Temari plantada por uma hora fosse muito convidativa, parei de ser infantil por alguns minutos e fui procurar meus fones de ouvido, além de pegar a chave do carro.


[•••]


Cheguei no mesmo bairro de hoje a noite, dessa vez com o meu carro, dez minutos atrasado. Temari estava em pé do lado do seu próprio carro com uma cara irritadiça, mas não é como se eu conhecesse outra expressão dela.

-Oi – falei e ela deu um pulinho com o susto, sorri e me segurei para não rir – Desculpe pelo atraso.

-Ah, tudo bem, ontem devo ter te deixado plantado aqui por bem mais tempo. – ela falou. – Bom, acho que nunca nos falamos muito, nem na faculdade, então, vou me apresentar melhor: sou Temari no Sabaku. Tenho dois irmãos e tenho namorado. E você?

Direta ela... Não é como eu estivesse interessado nela nem nada do tipo...

-Hm... Sou Sasuke Uchiha, tenho um irmão de sangue, mas trato Kiara como se fosse e seu namorado não precisa se preocupar, sou gay assumido há algum tempo. – falei sorrindo sarcástico e ela abriu a boca para falar algo mas desistiu, ri e chamei ela para entrar no apartamento.

-Não foi minha intenção ser direta daquele jeito lá em baixo, ontem briguei com o meu namorado um ciúmes idiota dele... – ela falou e eu dei de ombros.

-Tudo bem, não posso te julgar mesmo. – falei e ela sorriu fraco.

Talvez fosse por isso que ela não pode ir aqui ontem, mas preferi não perguntar. Ela era muito direta e talvez fosse muita intromissão caso eu perguntasse.

Chegamos no andar do apartamento de Blake, a porta era no final do corredor. A decoração não era lá grande coisa, mas não chegava a ser sem graça. Tinha alguns quadros e uns vasos com plantas, deixando o corredor levemente apertado para duas pessoas andarem juntas.

Uns três metros antes de poder abrir a porta, as faixas amarelas da polícia já estavam presentes. O cheiro também estava muito diferente do que deveria estar se eu fosse o primeiro a chegar aqui.

-Tivemos que recolher o corpo da vítima no dia do óbito, mas posso te mostrar o arquivo com as fotos de como ela foi encontrada. – Temari disse com um semblante mais sério.

-Claro. – disse passando pelas fitas. – Você disse “vítima”?

-Só o corpo de Natália foi encontrado, mas você já sabia disso – a loira respondeu e eu assenti.

-Quando me falaram que só o corpo dela foi encontrado, fiquei surpreso. – assumi e ela me olhou – Nenhum outro corpo tinha sido levado, o assassino não tinha se importado até esse momento em levar o corpo da vítima. Queria saber sua opinião, na verdade, você viu a cena e podia ter alguma ideia do motivo.

-Hm... O detetive é você, mas na verdade, eu tinha pensado nisso também. Não sei se já passou na sua cabeça, mas eu tinha uma leve teoria de que poderia ser mais de uma pessoa, talvez duas ou três. Como um grupo de assassinos, então, quando aumentamos mais o número de assassinos, mais o motivo de terem levado o corpo de Blake aumenta. Talvez tenham levado para tortura, para terem informações da Delegacia, talvez quisessem vender seus órgãos no mercado negro ou apenas algum deles possa ter um fetiche estranho e nosso querido Blake possa ter sido abusado. – Temari disse e eu desisti de abrir a porta do apartamento, dando mais atenção agora.

Fiquei quieto por um tempo. Qualquer que fosse o motivo dado, teria sido horrível.

-Por que levariam apenas Blake? Por que deixaram a namorada? – perguntei mais para mim do que para Temari, mas ela respondeu mesmo assim.

-Talvez não se interessassem por ela, Uchiha. Aliás, acho que de todas as mortes, Natália foi a que menos sofreu, apenas dois tiros. – ela falou e eu a olhei.

-Dois?

-Sim, um na cabeça, na nuca e foi muito certeiro. O outro, tinha sido nas costas, mas eu realmente não consigo ver o porquê de atirarem depois dela já estar morta. – Temari falou e eu fiquei confuso, mas preferi abrir de vez a porta.

O apartamento, por mais que estivesse sem o sangue, parecia estar bem sujo. Temari passou na minha frente e a vontade foi de soltar um “olha, que fofa" irônico, mas fiquei quieto.

Temari foi andando e como estava tudo muito silencioso, foi claro o som do piso solto no chão. Não demorou para eu dar dois passos e o som novamente. Esse apartamento deveria ser bem velho, além do piso, a parede parecia estar descascando.

Bem, o que era possível ver da parede.

Muitas fotos, teorias, nomes... todos grudados nas paredes e ligados por fios. Eu teria ficado maluco só de olhar aquilo por muito tempo.

A análise geral demorou para ser feita, e quando acabamos já era depois das treze horas. Investigamos praticamente tudo e foi bom ouvir a opinião da Sabaku enquanto analisava tudo. Na mesa central, tinha pilhas de contas e alguns remédios, como para ansiedade e depressão. Achei estranho, mas era fácil saber o motivo dos remédios fortes: Blake estava enlouquecendo pelo caso.

As paredes comprovavam e os remédios agora só eram um bônus. Suspirei, tirando isso, não consegui saber muito. William Blake não tinha quadros espalhados pela casa com fotos suas e de amigos, alguns que achei estavam jogados de baixo da cama, então talvez ele tenha se afastado de todos durante o caso. Blake passava horas trancafiado dentro de casa, era viciado em café e aparentemente tinha muitas contas para pagar. O computador tinha sido quebrado, jogado no chão e não funcionava de jeito nenhum e o celular estava em um pote de água há dias, ou seja, sem chance de uso.

Provavelmente, o assassino quem fez todas essas coisas.

Resolvemos finalmente ir embora, Temari já tinha decido na frente e eu terminava de ver a cozinha. Finalmente tinha desistido de achar algo e resolvi descer também.

Foi quando passei pela sala novamente, em direção a porta, um dos pisos tinha levantado a ponta, me fazendo tropeçar e quase cair de cara na porta. Olhei para trás e vi que o piso estava mal colocado, resolvi dar uma olhada.

Não daria em nada, eu sei. Mas já estou aqui mesmo...

Tirei o piso e achei nojento quando vi uma mancha de sangue por de baixo do piso. O vermelho era estranhamente vivo e por algum motivo, eu quis tocar, foi quando eu reparei que era um papel. Peguei o papelzinho com uma das mãos, logo o abrindo. Corri os olhos por ele todo, eram duas páginas e tinha muita coisa escrita... Mais o que mais me surpreendeu foi o final, escrito com uma letra tremida:

Assinado por William Blake | Ex-detetive da Delegacia de Konoha.


Notas Finais


E é isso minha gente! Antes de me matarem, queria dizer que fiz uma cena NaruSasu mais curta pq eles acabaram de se conhecer, ent n posso fazer pegação agr ksksks zoas, sou um anjinho

Obg por ler até aki, espero que tenha gostado! 🧡💙


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