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História Midnight - Capítulo 1


Escrita por: Ssinful

Notas do Autor


Oioi.

Esse FANFICÃO é dedicado a @ohsugarcube. É a alcoólatra (segundo ela mesma, haha sz) que mais ADMIRO nesse Spirit todinho. Demorou, mas saiu a sua fic, nenê <33
Espero que goste. Fiz inspirada em Sou Alaska! (Aliás, leiam. É dela, e é muito boa)

Boa leitura.

Capítulo 1 - Único - as noites foram feitas especialmente para nós



Midoriya ouviu pequenas batidas na porta de seu quarto. Por ter o sono leve, não fora difícil de escutar. Imaginando quem seria, logo se ajeitou na cama, encostando na parede.

— Eu sabia que tinha vindo em má hora...

A voz sussurrante de Katsuki adentrou o quarto. Ele entrou, fechando a porta e trancando-a.

— De forma alguma, Kacchan. — coçou os olhos. Katsuki logo se aconchegou entre os cobertores, junto de Midoriya. — Você sempre vem à meia-noite. Eu quem acabei pegando no sono.

— Odeio te acordar. Mas não consigo dormir mais...

Katsuki só fez o que pôde pensar no momento: colocou o rosto entre o pescoço de Izuku, inalando seu cheiro maravilhoso. Midoriya começou com sutis carícias em seu couro cabeludo.

— O que aconteceu dessa vez? — indagou, preocupado. Estava com sono, mas cuidar de Kacchan era sua prioridade no momento, então abdicou mão de seu sossego.

Porque é assim que o amor funciona. Você abre mão de tantas coisas por uma só pessoa, sem cobrar nada. Sem nem mesmo questionar.

Há mais ou menos duas semanas, numa noite fria — como a de agora —, Izuku acordou com alguém entrando em seu quarto. A princípio, levara um enorme susto e até se colocou em posição de combate. Contudo, todo seu medo se esvaiu assim que viu que o impostor era nada mais nada menos que Katsuki Bakugou, com um semblante derrotado, com o rosto molhado de suor e as lágrimas ressaltando seus olhos ígneos.

Izuku logo se preocupou e perguntou o que tinha acontecido. Nessa hora, Bakugou apenas negou, indo de encontro a cama, acolhendo Izuku nos braços e abraçando-o tão forte que lhe faltou ar.

A todo momento Katsuki murmurava que estava com medo, e quando Midoriya indagava o porquê, ele simplesmente era abraçado com mais força. Izuku então cedeu, acolhendo aquele garoto que parecia estar tão frágil em seus braços, querendo protegê-lo do mundo.

E desse dia em diante, Katsuki vinha todas as noites, exatamente à meia-noite. Nem um minuto a menos, nem a mais. Posteriormente, Izuku descobrira que o medo do loiro era proveniente de pesadelos onde ele perdia todos, e, principalmente Izuku para os vilões. Acordava no meio da noite todo suado e chorando e não conseguia dormir mais. 

Só quando estava com Deku. Katsuki deitava com o garoto naquele quarto de dormitório, naquela cama de solteiro, todo apertadinho. Mas não era um problema, porque assim ele podia ficar abraçado com Izuku como se o tamanho da cama fosse uma desculpa.

Até mesmo o relacionamento deles tinha mudado. Não brigavam mais, tampouco se xingavam com seriedade; passaram a andar juntos nos intervalos. 

Kacchan ainda era alguém cujas partes poderiam parecer incognoscíveis, mas havia muitas camadas para descobrir através de todos aqueles palavrões, brigas e animosidade. Camadas que nem todos estavam dispostos a descobrir, muito menos Katsuki deixar que fizessem isso.

Contudo, Katsuki poderia escolher qualquer pessoa do mundo para encontar seu porto seguro, e, ainda assim, ele já tinha encontrado em Deku há muito tempo.

— Estávamos em um campo de batalha, lutando contra vilões — fungou. — mas eu me distraí. Te perdi de vista por mínimos minutos e você sumiu. Eu fiquei desesperado, e quando te encontrei, você estava... — as lágrimas nublaram sua visão novamente. — encostado numa pedra grande, todo machucado. Tinha sangue por todo o seu corpo, e tudo cheirava a enxofre. Eu não entendi, mas desabei.

— Está tudo bem, Kacchan. Estou com você, não estou? — fitou aqueles olhos tão vermelhos quanto o sangue. Retirou algumas mechas espetadas e molhadas do rosto alheio, para então fazer um carinho na bochecha direita de Katsuki. — Eu não vou a lugar nenhum.

— Eu tenho tanto medo. — desceu os olhos por toda aquela face cheia de sardas. Viu a noite marrom cobrir o rosto dele. Era como se fossem constelações pintadas por Van Gogh.

— Sentir medo é humano, Kacchan. Tão humano quanto amar. — Izuku deixou um beijo a testa do outro, abraçando-o. — Eu sou durão, lembra? Ninguém vai me pegar.

— Deku... — Katsuki cerrou os olhos, deixando um fraco sorriso iluminar seu semblante miserável.

É como dizem: a madrugada é dos bêbados e daqueles que sofrem por amor.



— Espera, por que você pegou o Shoto no soco mesmo?

— Porque ele disse que ainda conseguiria você. Que mais cedo ou mais tarde você veria o quanto eu sou um ogro... — desviou o olhar, resmungando. Midoriya apertou com força o algodão no corte da testa de Katsuki. — Aai, porra! Por que fez isso?!

— Eu não sou um brinquedo para pertencer a ninguém, Katsuki. Não sei se você e o Shoto perceberam. — puxou Katsuki mais para dentro de suas pernas. O loiro colocou as mãos na maca ao lado do quadril de Izuku, que estava sentado na maca da enfermaria. — Parecem duas crianças.

— Eu não consigo te ver com ele...

Katsuki coçou a cabeça, observando Izuku colocar um band-Aid de bolinhas brancas em sua testa.

— Sim, Kacchan, mas se eu quisesse ele, estaria cuidando dele, certo? — viu o outro concordar. — E estou cuidando de quem mesmo, nesse exato momento?

— De mim... — virando o rosto, Katsuki fez um bico. Sentiu seu lábio inferior latejar por conta de uma das ferida. — Merda...

— Pois então. Deixe de ciúmes. — tomando o resto do amante nas mãos, ele passou os polegares sobre o lábio inferior de Katsuki, tomando cuidado com a ferida. Era difícil lidar com aquele briguento, tinha de admitir. — Seu irresponsável...

— Eu só...

Katsuki se calou quando, lentamente, recebeu um breve e delicado selinho. Izuku era tão gentil, fizera uma pressão tão sutil, que Katsuki nem sentiu o lábio doer.

— Já ouviu dizer que beijinhos curam dodói?

— Isso é tão ridículo, Deku... Me sinto uma criança. — negou. Com uma careta, recebeu outro selinho.

— Mas você é. É o meu bebê.

Ele jogou os braços ao redor dos ombros de Kacchan. Com um sorriso no rosto, deu leves cheiros na bochecha ralada do namorado, como se fossem beijos.

Katsuki então percebeu o efeito que Midoriya tinha sobre ele. Até algumas horas atrás, estava quebrado e choroso. Mas agora, estava feliz e bem melhor.

Era como se fosse um "efeito Midoriya."

— Merda, você não cansa de me constranger... — virou o rosto, totalmente corado. Izuku achando aquilo tão adorável, sorriu mais uma vez. Katsuki era adorável consigo. — Você terminou?

Ele se referia aos machucados.

— Ah, sim! Só vou passar um pouco de antisséptico no corte da boca... — molhou um novo algodão, tocando levemente a pele. — Por quê?

— Tenho que ir. Preciso terminar de explodir a cara do Shotinha.

Dessa vez, foi Bakugou quem não conseguiu conter um sorriso ao ter um semblante difuso e levemente tedioso voltado para ele.

Amar era mesmo complicado.

— Você não ousaria... — Izuku estreitou os olhos verdes. — Você vai hoje?

— Todos os dias. Com pesadelo ou sem pesadelo.

— Hmm, que horas? — ele sabia, nem sequer precisava perguntar. Mas gostou quando viu que suas perguntas faziam Katsuki trilhar seu pescoço de beijos.

— À meia-noite. Sempre.

Katsuki soltou um riso lento no processo da reposta, daqueles que só dava à Izuku. Midoriya também sorriu, segurando o rosto do namorado entre os dedos quentes; deslizando as palmas das mãos pela nuca dele.

E quando as bocas se encontraram, eles souberam que não tinha pesadelo no mundo que fosse capaz de tirá-los daquele sonho da meia-noite.


Notas Finais


É isso aí.

Eu honestamente gostei do resultado. Espero que você tenha gostado, nenê <33 Fiz com carinho

Aos outros também! Espero que tenham gostado. Qualquer coisa, me gritem. Tô sempre por aqui.

Bejão~


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