História Midnight in London - Capítulo 1


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Eurus Holmes, Irene Adler, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags John, Johnlock, Midnight In London, Sherl, Sherlock, Sherlocked
Visualizações 10
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Outra Johnlock. Me veio a ideia, e como eu sou paranóica, tenho que escrever antes que alguém tenha a mesma ideia. Apesar do título, não tem nada haver com o filme Midnight in Paris, até porque eu ainda não vi esse filme. Sem mais delongas, boa leitura.

Capítulo 1 - Frio como uma meia-noite em Londres


John Hamish Watson, vinte e três anos, cursando o segundo ano de medicina na Universidade de Medicina Londrina. Por causa de suas notas excelentes, ele foi transferido para o Hospital São Bartolomeu, um dos melhores de Londres, tanto em profissionalismo quando em ensino.

– Boa noite alunos... – o professor entrou, sendo seguido por John. – Temos um aluno novo, se apresente por favor.

John encarou a turma, trezes alunos, catorze contando consigo, mas ele já esperava essa quantidade, se tratando de uma turma noturna. – Boa noite, meu nome é John Watson, estudava na Universidade de Medicina Londrina, consegui uma vaga aqui no hospital, espero que possamos nos dar bem. – sorriu.

A turma não pareceu muito simpática. Só as garotas que sorriam para ele. – Quantos anos você tem? – uma ruiva perguntou.

– Tenho vinte e três. – respondeu sorrindo.

– Uau... – ela sussurrou algo para as amigas e riram juntas.

– Certo John, pode sentar. – o professor disse e sentou em sua cadeira.

John caminhou até uma das cadeiras da frente, sentando ao lado de um garoto que usava um capuz. – Posso sentar aqui?

– Não... – o rapaz respondeu.

– O que?! – John tentou encara-lo, mas o capuz cobria seu rosto.

– Você perguntou se podia sentar, e eu disse que não. – disse ríspido. – Entendeu, ou prefere que eu desenhe?

John sentiu uma leve irritação, mas deixou de lado ao ser puxado pela ruiva que perguntou sua idade. – Vem, senta aqui comigo. – o puxou para a cadeira atrás do rapaz de capuz.

– Bom crianças, vou avisando logo que amanhã nós vamos para o necrotério, entenderam? – o professor disse alto. – Não esqueçam.

Metade da turma bufou, menos uma garota meio loira, ela estava sorrindo anotando algo em seu caderno, cantarolando.

– Ah... – a ruiva ao lado de John suspirou. – Molly Hooper é a única que está feliz. Ela gosta dessas coisas, é toda estranha.

– Ela é Molly Hooper? – encarou a garota, a primeira vista não parecia estranha.

– Formem duplas, as mesmas da aula passada. – o professor ordenou.

– Que droga, eu queria ficar com você. – garota o segurou pelo braço. – Da próxima fazemos juntos. – sorriu. – A propósito, meu nome é  Sarah.

John sorriu, concordando com a cabeça. Sarah saiu de seu lado e foi até a mesa de um garoto gordinho.

– John Watson, venha aqui... – o professor chamou. – Sua dupla... – colocou o trabalho na mesa do rapaz de capuz. – Sherlock Holmes.

– Professor, eu não acho que este colega queira trabalhar comigo. – respondeu.

– Mas ele vai. – respondeu de volta.

– Você não pode me obrigar! – Sherlock levantou o capuz, irritado. – Eu sempre fiz trabalhos sozinhos, por que você quer me dar uma dupla agora?

– A sala sempre foi em número ímpar, agora que temos catorze alunos todos tem um par, dá certinho. – respondeu calmo.

– Então você nunca respeitou minha decisão de fazer o trabalho sozinho? – Sherlock estava indignado.

– Você conhece as regras de uma sociedade Sherlock, ninguém é capaz de viver sozinho. – o professor cruzou os braços.

– Eu sou! Sempre fui capaz de viver sozinho. – retrucou irritado.

– Ótimo! Se você consegue viver sozinho, consegue viver com outras pessoas.

– Eu me recuso!

O professor o encarou sério, e se aproximou. – Se você não se comportar, eu te reprovo, irmão. – disse baixo, e se afastou.

John encarou os dois, estranhando aquela situação, mas ficou quieto. Sentou ao lado de Sherlock, que bufava de raiva e voltou a cobrir o rosto com o capuz.

John suspirou. Qual era o problema? Ele tinha acabado de chegar. Não tinha passado nem uma hora ainda, qual motivo Sherlock teria para odiá-lo?

# intervalo #

John estava sentado sozinho em uma das mesas do refeitório, até que de repente Molly se juntou a ele.

– Oi, eu sou Molly, Molly Hooper. – disse sorrindo.

– John Watson, é um prazer. – sorriu fraco.

– Desculpe se vou parecer intrometida, mas eu percebi que você ficou irritado com o Sherlock.

John a encarou. – Anh? Bom, um pouco.

– Ele não tem nada contra você, é só seu jeito de ser. – comeu um pouco de sua salada. – Eu estudo aqui antes dele chegar.

– Vocês são amigos? Por que está defendendo ele?

– Não somos amigos, ele não tem amigos. – comeu mais um pouco. – Eu tentei ser amiga dele, mas fui totalmente rejeitada. – riu. – Eu sou presidente de classe, estava tentando ser simpática.

– Você está tentando ser simpática agora?

– Não está funcionando? – ela sorriu nervosa.

John sorriu junto. – Está indo muito bem. – comeu mais um pouco, e se surpreendeu ao ver Sherlock sentando na mesma mesa que eles. – O que...?!

– Essa é a mesa dos antissociais, esquisitões, novatos, etc. – Molly explicou.

 – Ah... – John o encarou, voltando para sua comida.  – Isso é bom.

– Sim... – Molly concordou.

# Aula de Anatomia #

– Agora, já com suas duplas, respondam as questões. Só vão para o necrotério amanhã aqueles que forem bem aqui. Os que reprovarem aqui, vão ter que reiniciar a matéria. – disse sério, recebendo protestos de metade da sala.

– Professor, mas o que- foi interrompido.

– Essa é a segunda vez que aplico essa prova. Na primeira só Stanford, Phelps, Hooper e Holmes passaram! – reclamou. – Vocês estão aqui para aprender! Não têm vergonha de estudar medicina? Vocês serão futuros médicos, precisam saber o essencial para salvar a vida e uma pessoa.

– Certo, certo. Perdão professor, eu estou errada. – uma garota de cabelos negros juntou as mãos e abaixou a cabeça.

– Vocês têm trinta minutos... Não, vinte minutos! – disse indo para sua cadeira.

– Então Sherlock- foi interrompido.

– Não fale comigo. Não quero ouvir sua voz, muito menos grava-la em minha mente.

John sentiu o sangue ferver. Suspirou fundo, tentando se acalmar. – Olha, eu acho- foi interrompido novamente.

– Só faça sua parte. Se você não sabe nada, é só dizer, que eu respondo tudo sozinho.

John puxou a prova das mãos dele. – Cale a boca! Eu não cheguei até aqui fingindo estudar! – disse irritado.

Sherlock o encarou em silêncio, o vendo responder cinco das dez questões. Mas não disse nada.

– Aqui, agora faça sua parte. – devolveu a prova para ele.

# Cinco minutos depois #

– Muito bem, Holmes e Watson, Hooper e Phelps, Stanford e Adler, Janet e Sarah... Vocês tiraram as melhores notas. O resto da turma foi regular. – o professor corrigia as provas. – Hm, acho que vocês vão se sair bem amanhã.

John sorria orgulhoso, pois acertou todas as questões que respondeu. Sherlock estava ao seu lado, encarando o quadro limpo, sem demonstrar nenhuma emoção.

– Bom, agora vamos continuar com a aula, e o pré-preparo para amanhã. – jantem antes de virem, mas não comam nada pesado ou vão vomitar. – disse rindo. – Bom, agora vamos falar sobre as veias, suas importâncias e o porquê de um bom médico as reconhecer.

# Fim da Aula #

– Que pena que a aula acabou, hoje foi muito produtivo. Acho que foi graças a você, John. – o professor sorriu para ele, que fez uma pequena reverência.

– Com certeza foi graças a você, com um ótimo professor, a aula não poderia ser diferente. – sorriu, ouvindo um “puxa-saco" bem baixo vindo do fundo da sala, mas fingiu não ouvir.

John arrumou suas coisas e se dirigiu a saída. Sherlock o seguia, ele percebeu mas não fez nada. Foi até a parada, ainda sendo seguido. Sentou no banco e esperou por alguns minutos até que o ônibus chegasse. Assim que o primeiro ônibus parou, John imediatamente entrou, ainda sendo seguido por Sherlock. Ele tinha vontade de perguntar, mas ainda estava irritado com o colega.

Passaram-se quinze minutos dentro do ônibus, até que chegaram ao centro. John desceu, sentindo o forte frio da meia-noite londrina. Olhou para trás, Sherlock o encarava, sem emoção.

– Você está me seguindo? – enfim perguntou.

Sherlock suspirou. – Que motivos eu teria para seguir você?

John olhou em volta. – Nenhum... – continuou caminhando, mas decidiu ir pelo lado esquerdo, e Sherlock tomou o direito. – Idiota. – reclamou.

Ele caminhou por menos de cinco minutos, parando em frente a um pequeno apartamento. Se surpreendeu ao ver Sherlock mais uma vez.

– Eu não acredito. – revirou os olhos. – Agora eu pergunto, você está me seguindo? – Sherlock o encarou, irritado. – O que você está fazendo aqui?

John se aproximou da porta. – Eu moro aqui. – apontou para o 221 B.

– Desde quando? – Sherlock o encarou.

– Desde hoje de tarde. – respondeu abrindo a porta.

– Ah... Eu moro aqui também, 221 B.

John o encarou, sentindo um pouco de vergonha. – Ah, me desculpe então. Eu me mudei para o 221 C. Acho que começamos com o pé esquerdo, que tal tentarmos de novo? – estendeu a mão para ele.

Sherlock a encarou, e passou direto. – Começamos com o pé esquerdo e vamos continuar nesse pé. – disse ríspido e subiu as escadas para seu quarto.

John sentiu uma raiva querendo tomar conta de si, mas respirou fundo e foi para seu quarto, com fome, raiva e frio. – Definitivamente, Sherlock Holmes é tão frio quanto a meia-noite de Londres.

# ♡♡ #


Notas Finais


Oi, oi. Desculpem se foi meio fraco esse primeiro capítulo, o próximo vai ser melhorzinho, prometo. Até, 😘😘😘💜


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