História MidNight- Taekook - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Histórias Originais
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
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Palavras 2.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Chapter I


 

Cladayn 

Conhecido como o Reino Sol, pela história contada por todos do reino para seus filho e netos a tempos, alegre, feliz, com pessoas harmoniosas, e que faziam o bem sempre, totalmente pacifico, e como o nome sugeria, cheio de luz e magico. Mas a realidade era outra, viver aqui é como viver em uma guerra constante. Os comandantes eram os bruxos mais fortes e poderosos, narcisistas, mesquinhos, e qualquer pessoa que não tivesse poder, ou ainda não tivesse desenvolvido, viravam escravos, ou produtor que era como se referiam a nós na intenção de amenizar.

Naquele lugar o poder era mais importante que qualquer outra coisa, você só seria digno se tivesse, nem que seja, uma faísca de poder em suas veias, e as crianças eram ensinadas a pensar assim desde pequenas, poder é tudo. A prova disso era os eventos mais importantes desse lugar, a luta de bruxos, uma delas, acontecia todas as noites, no maior coliseu, para decidir quem é o mais forte, onde todos treinam a vida toda para isso e no final entram, praticamente, estraçalhados.   

- Acorda, Jeongguk – Senti um tapa ser desferido em minha cabeça, me fazendo virar rapidamente, era Jimin, meu fiel amigo e companheiro de trabalho – O rei Kim está indo a praça local fazer um pronunciado. Arruma isso logo e vem! - Alertou, me tirando de meus pensamentos.    

Como eu disse antes, ou você tem poderes ou você é escravo, e advinha onde a sorte decidiu me colocar! Filho adotado de um fazendeiro, já idoso, trabalho no jardim real, ao lado de Jimin e outras duas pessoas que nunca fiz questão de me aproximar, eram apenas mais dois azarados, que lutaram para um emprego direcionado ao rei achando que seria a melhor escolha, mas descobrindo, assim como eu, que era o pior lugar para se trabalhar se quisesse manter um pouco de dignidade e vida social.   

Para os mais velhos, obviamente humanos, nós somos a geração do azar, segundo suas histórias, esse reino era o melhor lugar para se viver, os humanos viviam juntos aos outros seres mágicos, tudo em completa harmonia e que era lindo andar por esse lugar, não que o reino fosse feio, longe disso, era realmente o lugar mais lindo que meu pouco conhecimento já viu, mas que desde a guerra, que acarretou na morte da rainha, tudo mudou. É difícil acreditar que esse lugar já foi diferente, e se foi, tive o belíssimo azar de nascer nessa época. É realmente, a geração do azar. Não que os bruxos ligassem para o antes. 

Terminei de plantar a nova remessa de flores e me levantei tirando a luva de borracha suja de terra, me juntei a Jimin para caminhar para a praça central. A carruagem formosa passava com a bela, segunda, rainha sentada calmamente com seu filho mais novo, e logo atrás a cavalo vinha o rei, os mesmos olhos cansados e abatidos. Sempre tive uma incrível facilidade de saber o que a pessoa é só de olhar nos seus olhos, e os do rei passa tudo o que precisava confirmar quando ouvi pela primeira vez, o olhar de quem havia perdido uma pessoa muito importante e carregava um grande segredo nas costas, o segredo de uma lenda verdadeira e horripilante.

O príncipe mais velho, como sempre, era o centro das atenções, com a pose superior e seus olhos cor de mel brilhantes carregados de luxúria, que faziam os meus revirar. De todos os bruxos e bruxas desse reino, nenhum chega aos pés de Kim Taehyung, o primogênito do rei Kim Taeyang, e , segundo a lenda, o descendente de todo o poder da ex-rainha Kim Myung, Bruxa do Sol. Todos se derretiam por ele, as mulheres, e alguns homens em segredo, se arrastavam pelo Kim mais jovem, e ele sabia disso.    

Kim Taehyung era incrivelmente egocêntrico, sabia que era o melhor e aproveitava disso. Quando sua alteza passou por mim, me curvei, como forma de educação, igual a todos, elevando seu ego, se fosse possível, ainda mais. 

O rei subiu ao coreto decorado para seu pronunciamento, que era sempre ouvido e aclamado pelo povo, alguns a contragosto.    

- Vai para algum lugar hoje? - Jimin sussurrava no meu ouvido   

Não, só vou para casa descansar e aproveitar essa folga. Por quê?   

- Queria te chamar para ir a taberna comigo e os meninos, mas já que você vai "descansar", aproveite seu tempo – Deu ênfase nas aspas, declarando silenciosamente que já sabia dos meus planos.  

- Para, Jimin – Apenas sorri, sabendo que podia confiar no menor – Hoje não é o dia da fogueira?  

- Sim, vamos para lá logo depois. Se quiser aparecer vai ser ótimo. 

Apenas concordei com a cabeça. Dia da fogueira era uma tradição antiga dos humanos, onde sentávamos em volta de grande fogueira e cantávamos, dançávamos e os mais velhos passavam suas histórias antigas ou lendas já conhecidas, era a única comemoração do reino destinada a nós principalmente, muitos recebiam folga para poderem ir a nossa comemoração particular, e a única que nenhum bruxo conseguiu derrubar.  

Quando era pequeno adorava ir, sentava ao lado do ancião e escutava que ele tinha a dizer, ouvia todas as músicas e até participava das danças, mas agora apenas vou para poder beber e observar as crianças que são exatamente como eu era, além de aproveitar a merecida folga que quase nunca recebia,  e as vezes ajudar nas músicas, até porquê, não tem uma daquelas lendas que eu não tenha decorado de trás para frente. Já imaginava que meu destino era virar o próximo ancião dali. 

Voltei minha atenção para o rei que agora se despedia de seu súdito para voltar ao castelo, depois de algum aviso sobre a luta de bruxos, como já disse, o evento mais importante do reino. Caminhei calmamente, ao lado de Jimin, para a estufa real, que não era muito longe do castelo, e decidi terminar meu trabalho do dia. Sem me preocupar com a hora passando.   

- Ei, Gguk – Jimin chamou minha atenção e tocou em minhas costas – Vamos sair mais cedo. Cobre a gente? - Me levantei ficando de frente para o menor   

- Se alguém perguntar vocês estão nos fundos separando as novas sementes - Já estava acostumado com esses pedidos vindo dele.  

- Obrigado. Se divirta essa noite – Sorriu e eu retribui com o mesmo sorriso.  

- Vocês também – Me despedi dele com nosso toque de sempre e acenei pros outros dois que já estavam no portão esperando para sair, que educadamente me cumprimentaram de volta.  

Como meu trabalho estava quase acabando, decidi plantar novas sementes na terra que eles haviam preparado, também na tentativa de cobrir os fugitivos direito. Faltava apenas um cantinho e poderia regar, estava tão concentrado que nem percebi o príncipe entrando.   

- Se não me engano, seu horário semanal já foi cumprido, certo criado? - Taehyung falava atrás de mim - Não vai para a fogueira? 

Seu olhar passava pelas plantas do lugar, seus braços estavam para trás, sua postura era reta e ele esbanjava poder, assim como sua voz que era calma e firme, seus olhos logo pararam em mim. O cumprimentei como devia e me curvei, olhando ao redor para saber se havia mais alguém ali, e como esperado, seus guardas estavam na entrada. Taehyung era o único da realiza que perdia a maior parte do tempo naquela estufa, e eu sabia que ele é o de coração mais puro entre a realeza. 

- Deseja alguma coisa, alteza? - Tentei ser o mais formal, mas meus olhos queriam revirar em completo sarcasmo.  

- Não, estou apenas observando seu trabalho – Vazio, como sempre. Taehyung tentava disfarçar com seus sorrisos irônicos e sua pose de maioral, mas por dentro se via apenas o peso da responsabilidades - Pode continuar, por favor!   

Era mais um comando do que um pedido, mas assim fiz. Me abaixei para pegar o regador já cheio no carrinho e molhei as últimas sementes plantadas. Me certifiquei de que estivesse tudo certo e perfeito para o crescimento das mudinhas. Levantei e peguei o resto dos materiais para colocar em seus devidos lugares.   

- Como vai a nova leva de sementes? - Taehyung perguntou me acompanhando para os fundos da estufa.   

- Vai muito bem, esse novo vendedor é realmente de confiança e elas já chegaram prontas para o plantio.  

- Isso é ótimo, ainda bem que você gostou, Gguk... - Disse com a voz amorosa que só ouvia direcionada a mim, e provavelmente a sua família em momentos íntimos 

Guardei tudo em seu lugar e observei se seus guardas ainda estavam na entrada, confirmando o cuidado de Taehyung, e sua descrição. 

- Eu já mandei eles voltarem para o castelo  - Seus braços enrolaram minha cintura.   

- Certeza que está tudo livre?   

- Certeza, criado! - Sorriu e me prensou na parede ao lado das prateleiras de ferramentas.  

Taehyung era egocêntrico, narcisista, metido e lindo para um caralho, e todos do reino o queria, mas apenas eu o tinha e sabia que por trás dessas coisas feias, ele tinha qualidades encantadoras, e uma delas, com certeza, era seu beijo maravilhoso.   

- Como você passou esses dias? - Perguntou durante o beijo  

- Você sabe como passei. Que foi, decidiu que quer conversar agora? - Troquei nossas posições e o apertei na mesma parede que estava antes.   

- É... a gente conversa depois – Me puxou mais para seus braços.   

O puxei para o quartinho de descanso, como em quase todos os dias da semana, e tranquei a porta já o vendo se despir de suas roupas, e fiz o mesmo com meus trajes sujos e velhos de trabalho. Ele pulou no sofá, que era incrivelmente confortável, e me chamou com o dedo. Me aproximei, mas não antes de observar sua pele completamente desnuda bronzeada, típica de um bruxo do sol, passei a mão por todo seu corpo parando entre suas coxas.   

Peguei em seu pênis já ereto e comecei a fazer movimentos leves. Taehyung é pecado, a própria luz, a pureza, que de puro não havia nada, e ao mesmo tempo a luxúria, sua pele bronzeada emanava sensualidade, tão quente como o sol, tão lindo, tudo nele completava uma imagem perfeitamente desenhada. Transar com ele é sentir a própria fúria da estrela mais brilhante do céu em contato com minha pele fria, queimando-a instantaneamente.  

Ele levantou abruptamente, me assustando e me jogou no sofá na mesma posição que ele estava, e antes que pudesse pensar em algo, subiu em cima de mim, sentando em minha virilha. Agarrei o braço do sofá com uma mão e a outra foi para sua cintura, já preparado para o que ia acontecer. Ele sentou em meu membro e eu o senti afundar em sua entrada. Me enganei, nunca estaria preparado para isso, de nenhum jeito. Sentia meu corpo tremer com cada movimento do bruxo. Era o sexo mais carnal e mais errado que já tive, e amava aquilo.   

Bombeava seu membro enquanto ele cavalgado no meu, como se domasse o cavalo mais feroz, o que não deixava de ser verdade. Somos pessoas muito diferentes, mas a teimosia era igual, e Taehyung era o único que conseguia me domar, assim como eu era o único que conseguia o deixar manso, mesmo que apenas na cama.   

Seu corpo travava e tremia com os espasmos, e logo minha mão estava melecada de seu gozo. Ele jogou a cabeça para trás e respirou fundo antes de levantar e me olhar, seus olhos ligaram os meus e seu sorriso me causou arrepios, seu corpo foi deslizando para baixo e eu senti sua respiração em minha virilha antes de ser agraciado com um maravilhoso boquete, de tirar o folego, enquanto puxava seus fios quase dourados com força. 

Depois do maravilhoso orgasmo que tive afundei meu rosto nas mãos e dei espaço para o causador de meus delírios deitar e descansar, e assim ele fez. As duas respirações estavam aceleradas, e os corações disparados. Senti sua mão acariciar meu peito e pegar o colar de ametista azul, enrolada num cordão preto, ficamos um tempo assim, ele enrolando o cordão em seu dedo e eu pensando o que se passava em sua cabeça, até ele quebrar o silêncio acabando com minha dúvida.

- Ainda fico intrigado com a estória dele.

- Eu também. Por que alguém deixaria um presente com seu bebê antes de abandona-lo? Com certeza eram loucos - Usei minha típica ironia

- Você nunca quis saber o porquê seus pais te deixaram ele? Sabe... de verdade? - Perguntou soltando o mesmo de volta no meu peito e ignorando totalmente minha zero vontade de falar disso.

- A todo momento..

Fui abandonado ainda recém-nascido perto da fazendo de meu pai, ele nunca me contou muita coisa, mas como era sozinho e não podia deixar uma criança morrer assim, me pegou para criar. Sua falecida esposa sempre quis uma criança mais infelizmente morreu no surto da peste, e para honrar a mesma, tentou cuidar de mim, não era a melhor pessoa, mas pelo menos me dava um lar para dormir e comida todos os dias.   

- Sinto muito.  

- Tudo bem, já não há nada que fazer sobre isso mesmo... – Levantei, sentindo minhas pernas bambearem, pegando minha roupa e me vestindo enquanto o outro me observava com as sobrancelhas franzidas - Até mais, alteza – Me curvei antes que ele tentasse continuar o assunto, tentando soltar um sorriso em brincadeira

- Foi um prazer, meu criado – Sorriu malicioso – E que prazer!  

- Adeus – Abri a porta e caminhei para fora da estufa considerando entre ir para casa ou encontrar meus amigos na famosa taberna na cidade.   

Precisava tomar um banho e trocar de roupa antes, mas com certeza iria me divertir o resto dessa noite, e talvez o final de semana também.

  

 

Já trocado e devidamente vestido, depois de um banho relaxante, me direcionei, pela trilha, onde o festival acontecia sentindo a brisa fria da floresta me abençoar. O vento frio da noite sempre me agradou muito e isso me deixava triste, já que aquele lugar era incrivelmente quente, e parecia que a cada dia ficava mais quente e abafado, mas eu parecia ser o único incomodado com isso.  

Conseguia ver a fogueira já acesa com muitas pessoas sentadas em volta, mesmo nossa raça sendo a minoria no reino, e Jimin parado ao lado do que parecia ser uma improvisação de taberna com muitas outras pessoas ao seu lado. Me aproximei roubando a atenção do menor, que pediu mais uma caneca de cerveja, provavelmente para mim.  

- Bom que veio, Gguk. - Me entregou a caneca sorrindo  

- Não poderia deixar isso passar, de novo – Cumprimentei os outros presentes levantando a caneca e eles fizeram o mesmo.  

Dei um grande gole sentindo o líquido rasgar minha garganta. Aquela noite estava especialmente agradável, e podia ver isso em todos os presentes, todos estavam mais soltos e sorridentes. O velho da roda contava suas histórias de vida empolgado e as vezes fazendo mimicas e incorporando seu próprio personagem. Era a quinta caneca da noite e já me sentia flutuar, realmente estava a um bom tempo sem beber nada, e os meninos não estavam diferentes. Eram poucos os dias que podíamos beber com certeza de que nada iria acontecer, e todos aproveitavam isso.  

- Jeongguk, venha aqui – O senhor me chamou, com suas bochechas vermelhas de beber, e as minhas não estavam tão diferentes.  

Me aproximei sentando ao seu lado e ele me passou o instrumento tão conhecido por mim, sabia o que ele queria, era o mesmo ritual sempre, e me prontifiquei a cantar a música já decorada por mim torcendo para minha voz não estar embolada. Ouvindo depois, a introdução a lenda mais esperada da noite.  

- Crianças, estão prontas para ouvir sobre a lenda que envolve esse reino – Todas gritaram em animação e ele olhou para mim pedindo com os olhos que não parasse com o toque calmo – Uma lenda sobre amor, traição, magia e beleza. Sobre um sangue quente, puro e doce e outro frio, intenso e envolvente.  

- Senhor? - Uma das presentes ali levantou a mão, usando toda sua educação - O príncipe Kim tem o sangue doce, não é? - Sorri com a ingenuidade da pequena, achando incrivelmente fofa. 

- Sim, minha pequena – O velho respondeu sorrindo por ver que estavam realmente interessados no que falava e que podia continuar.  

Ela não estava errada, o sangue que corria nas veias do Kim era de uma princesa doce e alegre, mesmo não sendo sua mãe, e havia herdado isso. O Kim, mesmo sendo arrogante, no fundo era doce e encantador. Continuei ouvindo a história e ajudando com os toques das músicas que mudavam de acordo com o tom de voz do senhor. Mesmo já ouvindo milhões de vezes, ali ainda me encantava, com todos seus mistérios, era fascinante. 

A noite ainda não havia acabado, mas decidi ir para casa e descansar, depois de tudo que houve hoje, meu corpo precisava de uma cama. Entrei na casinha simples da fazenda, quase falida, e abri a porta do quarto do meu pai vendo que ele não estava ali, como esperava e subi a escada de madeira para deitar em minha cama e finalmente relaxar.  
 


Notas Finais


Faz um tempinho que não escrevo nada, talvez muito tempo na verdade
E sim, taekook BEM juntos logo no primeiro cap pq é de lei aqui


Espero que gostem <3


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