História Midori - Capítulo 8


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Categorias Inuyasha
Personagens Inuyasha, Kagome, Kikyou, Miroku, Personagens Originais, Sango
Tags Inuyasha
Visualizações 18
Palavras 678
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*Não tenho InuYasha.
*Midori (OC) e fanfic são de minha autoria.
*Sem fins lucrativos, só por amor mesmo de fã.
*Citações são permitidas se houver os devidos créditos.
*Sugestões e criticas construtivas são bem vindas.

Legenda:
em itálico são memórias ou pensamento.
~pensamento~

Boa leitura!

Capítulo 8 - Cap.8 - Proteção com vestes rubras: parte 2


Seu corpo aquecido ao abraço de InuYasha estremece a fugaz sensação de calafrio em seu dorso, e seus instintos aos gritos de “dejavu”, seus olhos verde e azul abrem-se em assombro enquanto vislumbram uma serpente albina alada pairando entre as arvores, o pânico invade seu coração ao lembrar-se do ataque que sofrera semanas atrás em sua era. InuYasha sentiu as nuances de sua súbita mudança de reação e cheiro, e outra constatação o surpreendeu, a presença dos “carregadores de alma”.

- Fique aqui! – ordena InuYasha e salta sob as arvores.

Midori recusa-se a espera-lo, mas ao tentar segui-lo sente uma forte pressão em seus membros, paralisando-a, enquanto uma luz azulada surge em seu corpo a preenchendo quase por completo exceto por sua resistência em submeter-se, e sua própria luz verde emergir fracamente em defesa. Midori consegue dar alguns passos imprecisos a sua esquerda, mas tropeça num tronco e cai de costas ao solo enlameado. Teimosamente resistindo ao domínio ergue-se em posição sentada e olha suas mãos há pouco limpas e enfaixadas, sujas com lama. O vazio sob a forma de uma lembrança a domina.

Suas pequenas mãos sujas com lama segurando pétalas devastadas de um lírio-aranha, seu olhar retorna ao que fora seu canteiro, seu cantinho preferido fora destruído, a morte de suas amiguinhas, arrancadas da terra e pisoteadas, assim como crisalida com a qual compartilhou cantigas, ao centro uma palavra riscada na lama – bruxa. Lágrimas competem com a chuva em sua face enquanto dirige-se ao refugio da arvore oca do jardim, que assim como Midori era incompreendida e rejeitada.

O ruído do vento trazendo-lhe vozes em sua mente, vozes que escutara horas antes e que por muitas vezes em sua infância foram dirigidas a Midori, por todos ao seu redor, mas as que mais a feriram foram ditas por crianças e seu tutor, palavras como “aberração”, “esquisita”, ”estranha”, “desgraça” entre outras eram familiares a Midori ainda antes da morte de sua mãe, mas com o tempo os insultos tornaram-se mais frequentes e ríspidos. Todavia, Midori repetia o conselho de sua mãe para si mesma: “Alguns temem, outros repudiam as diferenças, o desconhecido, o inexplicável e irão feri-la impiedosamente. Seja forte, resista e lute! Apenas e unicamente você mesma pode se nomear, se desejar. Você é a única que pode tornar o seu poder um dom ou uma maldição.”.

Seu choro a gritos abafados em suas mãozinhas.

~Mamãe, eu estou com medo.~

InuYasha depara-se com Kikyou e murmura seu nome, a sacerdotisa começa a aproximar-se, mas hesita após alguns passos.

- Maldição!

InuYasha vira-se e retorna a Midori, mas escutara o que Kikyou havia dito ao deixa-la: - A menina é mais importante, novamente, previsível e patético.

~Seu cheiro, eu quase não o sinto. Que merda é essa?!~ questiona InuYasha.

Ao chegar não avista Midori, seu único vestígio consiste em seu fraco aroma que paira a sua direção.

- Mamãe, sinto tanto a sua falta. – diz Midori aos prantos enquanto segura firmemente seu relicário com ambas as mãos.

~Eu estou sozinha, mamãe~ ~sempre sozinha...~ Seu pensamento é interrompido por uma voz distante que chama seu nome.

- Quem é? – pergunta aos soluços.

~Essa voz, eu...conheço ~

- MIDORI!

Midori reconhece-o e murmura seu nome, sua visão torna-se opaca em manchas verdes, seus sentidos beirando a inconsciência. Sua presença, seu cheiro e seu corpo visível novamente, InuYasha agacha-se perto de Midori:

- Ei, Midori.

Seu olhar vazio sem foco, InuYasha passa sua mão a frente dos olhos de Midori com a esperança de obter reação. Sem êxito, seu desespero acende e segura com ambas as mãos seu rosto e grita seu nome.

O calor em sua face, a voz tocando ferozmente seu espirito, Midori desperta e encontra-se com olhos dourados, a capacidade de distinguir com nitidez as nuances, contornos e texturas ao seu redor fora recuperada, sua visão acabara por retornar, assim como sua consciência.

~Eu não estou mais sozinha~

Em lágrimas, riso áspero exprimindo dor e gratidão, Midori faz um pedido:

- Não me deixe, por f...

- Não vou, eu prometo. – diz InuYasha envolvendo-a em seus braços.



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