História Mike - Príncipe do Domínio - Capítulo 1


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Postado
Categorias Michael Ronda, Valentina Zenere
Tags Adaptação, Michaentina, Romance
Visualizações 155
Palavras 1.488
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpe a demora

Capítulo 1 - Passado


Fanfic / Fanfiction Mike - Príncipe do Domínio - Capítulo 1 - Passado

Mike

Muitos anos antes... Londres, Inglaterra...

Eu paro em frente ao prédio e estendo o pescoço para trás para admirar a fachada de vidro. Uau, é enorme! O sol está refletindo nos vidros e isso oferece um conjunto de cores de tirar o fôlego. É tão bonito que suspiro. Sim, eu suspiro como uma menina. Eu rio de mim mesmo. Acompanhei a construção desse prédio, observando de longe o trabalho intenso das obras. Sempre que passava, não podia deixar de xeretar. Vejo um carro com o canto de olho parando no meio-fio e eu corro, avançando pela calçada. O mestre de obras sempre me enxotou a cada vez que parei aqui. Eles não gostam de garotos de rua perambulando nessa parte da cidade. Malditos riquinhos. Eu bufo.

Quando estou virando a esquina, paro e olho por cima do ombro. Um casal está saindo do carro. Eles andam de mãos dadas em direção à entrada. Um cara alto e corpulento e uma mulher ruiva pequena. Eu me encosto à parede e os observo de longe. A mulher é muito bonita e sorri docemente para algo que o homem está dizendo. O cara parece capaz de esmagar uma cabeça com as próprias mãos, mas sua expressão é derretida conforme a olha. Eu me vejo sorrindo para o estranho casal. O homem a beija nos cabelos e os dois entram no prédio. Saio das sombras e volto à minha posição para admirar só mais um pouco a fachada.

— Um dia... Um dia vou construir prédios tão grandes quanto esse. — murmuro sob o barulho do tráfego intenso.

Uma pancada, seguida de uma dor dos infernos, atravessa meu crânio e eu caio no chão com o impacto.

— Sabia que ia te encontrar aqui, seu imbecil! — a voz odiosa de Tony me faz enrijecer e me endireitar, tentando me levantar. — Você é a porra de um veadinho. Eu nem bati tão forte. — zomba antes de me dar uma rasteira e eu caio de novo.

Odeio esse idiota, ele é cruel. Ele me abrigou há alguns anos em sua gangue. Três anos, para ser exato. Mas adora me bater sem nenhum motivo, porra. Pensei que ele fosse a minha salvação quando me encontrou morrendo de fome em um beco depois que fugi da última casa em que o fodido sistema me jogou. Escapei de um inferno direto para outro.

Tony me levou para uma casa caindo aos pedaços no subúrbio de Londres, onde se escondia com mais quatro garotos e uma menina, sua irmã. Não havia móveis, apenas colchões imundos espalhados pelo chão. Temos passado por muitas coisas nesse mesmo estilo desde então. Invadimos e quando somos descobertos pela vizinhança, nos mudamos. A gangue sobrevive de pequenos furtos e vendas de drogas para um traficante que não conheço. Apenas Tony negocia diretamente com seus homens. Quanto a mim, acabei tendo que seguir sua cartilha ou morreria de fome. O filho da puta deixou bem claro logo no primeiro dia que só come quem contribui. Eu bufo me levantando e avanço para cima dele com tudo. Não me importa que seja muito maior e mais volumoso do que eu, preciso machucá-lo de volta. Aprendi cedo que se você abaixa a cabeça, todos vão querer tirar um pedaço do seu couro. Ser fraco nas ruas não é uma opção. Dou um soco bem no meio de suas pernas, atingindo seu saco em cheio e sou recompensado com o seu grunhido de dor.

— Você não tem o fodido direito de me bater, porra! — rosno, enquanto ele se encolhe, encostando-se à parede. Seus olhos castanhos chispam para mim, seus dentes rangendo. — Se me tocar de novo, vou te matar! Vou te matar, filho da puta! — brado, enfurecido.

Eu tenho esses arroubos de raiva quase incontroláveis quando sou injustiçado. Crispo os punhos, respirando com força, olhando-o ameaçadoramente mesmo que meu tamanho não queira dizer muita coisa contra ele. Nesse momento, quero esfolá-lo vivo. Tony parece perceber isso porque se endireita, mas não vem revidar. Em vez disso, ele ri. É uma risada com algo cruel brilhando nos olhos frios. Seu olhar me dá medo – é sem vida –, de alguém que não se importa com nada e nem ninguém.

— Ora, ora, o pirralho tem culhões, afinal de contas. — zomba mais uma vez. Eu rosno. Ele revira os olhos e puxa um pacote do bolso da jaqueta novinha que comprou na semana passada. Comprou com o dinheiro que eu e os outros fizemos. Ele sempre fica com as melhores roupas. Eu e o resto ficamos com as coisas de segunda mão ou que achamos revirando o lixo dos bacanas. — Você devia estar no ponto, vendendo os bombons, imbecil. — empurra o pacote em meu peito com força, quase me desequilibrando.

São bombons batizados, recheados com drogas. Alta dosagem. Não fui avisado a primeira vez que me disse para vendê-los e quase morri por comer apenas dois. Ele e os comparsas riram de mim,

enquanto eu passava mal e vomitava minhas tripas. Foram dois dias com uma diarreia dos infernos. Tony disse que era para aprender a lição e não ficar provando a mercadoria em vez de trazer o dinheiro para ele. Ultimamente, tenho pensado em fugir da gangue, mas as coisas não são boas nas ruas para um garoto sozinho da minha idade. Preciso suportar essa merda um pouco mais e rezar para não morrer antes de fazer pelo menos dezessete e dar no pé.

— Pegue. — ele rosna. Eu seguro o pacote, dando-lhe um olhar de morte. — Vá fazer dinheiro para mim e pare de sonhar acordado olhando a porra dos prédios, idiota. Parece uma bichinha, todo deslumbrado quando vê os edifícios.

Eu me estico, estufando o peito.

— Eu vou construir prédios assim quando crescer e for para a faculdade. — digo com toda a convicção que tenho dentro de mim.

Sua cabeça dispara para trás e ele cai na risada. Eu quero chutar suas bolas de novo. Mas, nesse momento, seus parceiros de crime dobram a esquina, juntando-se a nós. Eu me enrijeço novamente, sabendo que vão zoar e bater em mim porque sou o menor do bando.

Tony para de sorrir e ajeita sua jaqueta, empurrando-se da parede. Sua postura me deixa alerta.

— Sabiam que temos um futuro engenheiro na gangue, caras? — ele diz jocosamente sem tirar os olhos dos meus.

— Temos? Quem? — um dos maiores e tão filho da puta quanto Tony pergunta em tom de chacota.

— Nosso pequeno Mike. — Tony volta a rir, mas isso sai como uma careta em sua cara sinistra. Ele se aproxima mais e faz um gesto para os outros imbecis. Em segundos, estou prensado contra a parede. Meus braços presos dos lados, imobilizado. — Ele acha que é gente. — ri mais e os outros o seguem.

Antes de sequer me preparar, recebo um soco potente no intestino. Dor irradia em meu abdome e eu tusso, gemendo de dor. Não grito, porém. Não, eu nunca grito. Não posso dar esse gostinho a meu agressor. Isso o irrita, porque em seguida levo um gancho de direita no queixo, fazendo minha cabeça bater com tanta força na parede, que vejo estrelas. Sangue jorra em minha boca, quase me afogando. Mesmo grogue, eu o chuto no joelho e ele cambaleia com o golpe. A próxima coisa que vejo é que sou jogado no chão e um chute duro atinge minhas costelas. Eu fico sem ar, me dobrando, pedindo silenciosamente que alguém os pare. Mas isso nunca acontece. Ninguém se importa com gente como nós. Somos escória. Somos nada. Mais um chute e eu fico mole, achando que vou morrer antes mesmo dos doze. Uma bota pesada se instala em meu pescoço e eu abro os olhos, lutando para

respirar.

Olhos de psicopata me encaram de volta.

— Pensa que não sei que está pensando em fugir, em escapar de nós? — Tony rosna, intensificando seu aperto. — Seu ingrato de merda! Somos seus irmãos! Você não é nada sem a gangue. Eu o salvei! Eu, porra! — pego sua bota com as duas mãos, tentando escapar, mas ele aperta mais. — Um engenheiro... — bufa, rindo doentiamente olhando para os outros, que riem junto sem o menor remorso. — Você é lixo! Escória! Nunca vai sair, está entendendo? — ele parece um louco agora. — Ninguém sai dessa gangue vivo! — dirige seus olhos esbulhados para os outros, que mais uma vez concordam com seu líder. — Se ousar sair, eu vou atrás de você. — sua voz abaixa para um tom mortalmente frio. — Não importa quanto tempo passe, eu vou atrás de você e o farei pagar. Dez, quinze, vinte anos. — seu rosto está torcido enquanto me olha de maneira implacável. — Nunca cometa o erro de pensar que não irei atrás de você. Irei persegui-lo até o inferno!



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