História Mike - Príncipe do Domínio - Capítulo 5


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Categorias Michael Ronda, Valentina Zenere
Tags Adaptação, Michaentina, Romance
Visualizações 119
Palavras 6.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Roma


Fanfic / Fanfiction Mike - Príncipe do Domínio - Capítulo 5 - Roma

Valentina

Dois dias depois... Roma, Itália...

Termino de colocar o meu Valentino de cetim finíssimo. É um longo prata que molda o meu corpo de uma forma ao mesmo tempo sensual e elegante, graciosa. Sexy, mas não excessivamente chamativo. Bem, isso olhando de frente. Eu giro e sorrio satisfeita para o decote perigosamente baixo na parte de trás. Mike vai ficar louco quando me vir usando-o. Estamos em Roma, na luxuosa cobertura que Dam e Max deram de presente para ele em seu aniversário de trinta anos. Chegamos pela manhã e não me recordo de muita coisa, exceto meu príncipe me carregando ainda meio dormindo em seus braços para fora do jato. Passamos a tarde descansando e... Bem, namorando na cama e na banheira de hidromassagem do grande terraço com a vista panorâmica da cidade nos brindando. Ajusto as delicadas alças, o modelo do corpete justo valoriza meu busto cheio. Um drapeado desce até meus quadris e o tecido se abre na saia que se estende em uma cauda glamorosa. Minha mãe me deu fazendo recomendações de que o usasse na primeira noite em Roma.

Não seguro um pequeno sorriso, lembrando o brilho feliz em seus amorosos olhos verdes. Acho que todos desconfiam de que Mike fará o pedido nessa viagem. Ansiedade e excitação deliciosa me tomaram desde o momento em que entramos no jato. Ele não me revelou nosso destino até que aterrissamos no aeroporto. Mike leva suas surpresas a sério. Confiro meu coque elaborado no meio da cabeça. Coloquei uma fina e discreta tiara de brilhantes, realçando-o. Deixei apenas a franja solta, assentada, pendendo para o lado direito. Fiz uma maquiagem mais carregada também. Batom vermelho e olhos esfumados com sombra prata e fundo marrom. Minha mãe me ensinou alguns truques de penteados e maquiagens simples, embora requintados, quando era ainda adolescente. Ela diz que mesmo uma princesa precisa ser capaz de fazer a si mesma apresentável.

Depender sempre de profissionais tira alguns prazeres da vida, querida. Aprenda a ser independente, minha princesa. Parece que estou ouvindo suas palavras suaves, enquanto me penteava quando jovem.

Pego minha carteira e minha estola de pele prata, deixando o closet. Meu olhar desliza pela suíte máster até que encontro o que estou procurando. Ele está parado no limiar das portas de correr que dão acesso ao terraço, um copo de uísque na mão. Tomo o meu tempo admirando a forma como seus ombros largos preenchem o smoking. Essa visão é algo que sempre me impactou. Minha reação a ele nunca fica velha. Mike exala um poder sexual, uma força brutalmente excitante, que é impossível ignorar. Caminho devagar, os saltos da sandália de tiras no mesmo tom do vestido fazendo um clique suave contra o assoalho. Ele olha por cima do ombro, seus olhos ampliando e seu corpo vira para me encarar. Eu paro no meio do quarto, convidando meu homem a me apreciar. Um pequeno sorriso de aprovação curva um canto da boca e ele anda, descartando o copo vazio no aparador próximo.

Eu bebo sua graça felina, enquanto anda para mim. O cabelo está brilhando, ainda úmido, puxado para trás. Eu o amo em trajes formais. Mike os usa com tanta confiança, soberba, que me deixa sem fôlego. Ele para bem perto.

— Linda. — sussurra, suas mãos pegando a minha cintura e me puxando com delicadeza. Eu me colo a ele, quase gemendo de arrebatamento. — Pura e total perfeição, minha princesa. — seu olhar tem um brilho predatório, mas sua voz é rouca e suave. — Não acho que exista outra mulher tão bonita lá fora.

Meu peito derrete e arfo baixinho, apoiando a mão livre em seu peitoral sólido.

— Grazie, mas certamente há. — murmuro, olhando-o com adoração.

Um sorriso lindo curva seus lábios e o brilho intensifica nos olhos negros. Seu rosto aproxima mais do meu, sua boca pairando sobre a minha.

— Não para mim, bonequinha. — murmura e eu suspiro. — Nunca para mim.

Dio, ele me derrete quando fica assim, todo romântico.

— O mesmo aqui, amore mio.

E seus lábios descem suaves sobre os meus. Sua língua desliza, lambendo minha boca sensualmente, fazendo-me tremer. É uma coisa boa que estou usando um batom à prova de beijos hoje à noite. Eu aprofundo o beijo, entrelaçando minha língua na sua e ele geme profundamente, mas se afasta, fazendo-me chiar em protesto. Mike sorri, um brilho misterioso em seus olhos.

— Tenho algo para você. — diz baixinho e eu prendo a respiração. Já? A expressão em meu rosto deve ter me entregado porque ele sorri mais, algo perverso brilhando nas íris escuras. Enfia a mão no bolso da calça e retira o objeto reluzente. Eu ofego alto. É uma das gargantilhas que vi no quarto de jogos. Uma coleira. Brilhantes a envolvem em três tiras e no centro uma pedra de esmeralda. Sofisticada, mas nós dois sabemos o que ela simboliza: minha entrega e submissão a ele. — Vire-se e me deixe colocá-la, boneca. — eu faço e ouço sua ingestão de ar ao ver o decote traseiro. Sorrio, congratulando-me e agradecendo a minha mãe mentalmente. — Porra, Valu... — sua voz engrossa. — Esse decote vai sabotar meus planos românticos... — diz, enquanto acaricia meus ombros e minha pele arrepia quando sinto seu hálito quente em minha nuca. — Não me responsabilizo se algum idiota ousar olhar em sua direção. — ele morde suavemente a minha carne e uma quentura despudorada desliza em meu ventre, indo para baixo...

— Você está sendo irracional, não acha? — eu o atiço. Ele rosna e eu rio. Adoro provocá-lo.

— Apenas cuidando do que é meu. — diz, começando a prender o fecho. Seus dedos quentes e a sensação da joia em meu pescoço me faz ofegar baixinho. Meus mamilos formigam com o significado disso. Ouço seu sorriso pecaminoso bem no meu ouvido.

— Parece algo saído das cavernas para mim. — continuo provocando-o. Ele me gira de frente.

— Semântica. — curva os lábios num sorriso sedutor, seus olhos descem para o meu pescoço e ficam ardentes. Um brilho feroz tomando-o. — Valeu cada segundo de espera para vê-la usando isso. — toca a joia e desce a mão pelo meu colo, os dedos insinuando no meu decote, seus olhos prendendo os meus. — Droga, você está linda demais e quanto mais eu a olho, mais quero vê-la ajoelhada e nua, chupando o meu pau, usando apenas essa tiara e a minha coleira.

Eu gemo, satisfeita por afetá-lo dessa forma.

— Você pode.

Mike solta um rosnado baixo e bate na minha bunda, fazendo-me gemer desavergonhada.

— Sim, eu posso e vou tê-la assim. — sua voz e olhar estão escuros com depravação. — Muitas e muitas vezes, Valu. — eu gemo baixinho, excitando-me com a imagem surgindo em minha mente. Ele ri malvado e então balança a cabeça como que para clarear as ideias. — Mas não agora. Hoje é tudo sobre você. — sua mão sobe, acariciando a minha face. — Tudo para a minha princesa. — sussurra com emoção marcando seu rosto.

Aproximadamente trinta minutos depois, a limusine dirigida por Harry, tendo Lorenzo como parceiro no banco da frente, para na área reservada nas proximidades do Teatro dell’opera di Roma.

Mike comprou os ingressos para a nova versão de La Traviata que estreia hoje. É uma das minhas peças favoritas. Ele sabe disso e está tornando esta noite muito especial. Mike sai antes e me estende a mão, ajudando-me a sair do veículo. Há filas e filas de carros para todos os lados. Nossos seguranças estão nos seguindo discretamente enquanto andamos, descendo os degraus para a entrada. Os flashes espocam em nós e Mike passa um braço em minha cintura. Um sorriso derretido se abre em meus lábios. É isso. Estamos nos mostrando como um casal para todo o mundo.

Dio, finalmente!

Mais cliques quando os profissionais da imprensa e paparazzi, separados por cordões de isolamento ladeando o tapete vermelho, nos reconhecem. Há muita gente como era de se esperar em um evento como esse. Famosos de várias partes do mundo e famílias nobres italianas estão à vista. Mike me solta, segurando a minha mão, entrelaçando nossos dedos e andamos pelo tapete. Eventos assim nunca me deixam nervosa. Estou acostumada a aparecer em público, bem como com a atenção da imprensa. Entretanto, hoje, meu estômago está dando cambalhotas. Não de nervosismo, mas de felicidade, excitação. Estou reivindicando meu homem publicamente e vice-versa. Sorrio para as câmeras e aceno enquanto passamos. É claro que ouvimos perguntas e mais perguntas, mas não respondemos nada, apenas seguimos sorrindo e acenando como fomos ensinados desde pequenos.

Paramos na área reservada para fotos e Mike me rodeia a cintura. Dessa vez, ele me puxa de frente com as duas mãos. Apoio-me em seu peito e levanto o rosto para o seu. O que vejo lá me deixa de pernas bambas. Ele tem o sorriso mais bonito e satisfeito escancarado. Seus olhos capturam os meus e eu arfo com a intensidade neles. Olhamo-nos assim, embevecidos, perdidos um no outro sob os flashes incessantes.

— Um beijo para a foto, altezas!

Alguém pede e nós rimos como dois adolescentes no primeiro encontro.

— Una Bella coppia!

Grita outro entusiasmado. Nossos sorrisos vão morrendo à medida que sua boca chega mais perto da minha. Posso ouvir o burburinho à nossa volta, contudo, eu me perco quando seus lábios reivindicam os meus. Gememos baixinho por saber que não podemos exagerar. Isso é apenas para dar algo real à imprensa. Mike suga delicadamente meu lábio inferior e quase choramingo por não poder ceder ao desejo de mergulhar em sua boca pecaminosa. Sorrio quando sinto a coluna grande e espessa da sua ereção começando a acordar contra a minha barriga. Ele também sorri da nossa situação.

— Você me deixa louco... — rosna contra a minha boca e sussurra, os olhos semicerrados nos meus. — Temos que parar antes que eu fique completamente duro e estrague nossa primeira aparição em público.

— De acordo. — meu tom é meio frustrado e levemente arfante.

Ele ri, voltando a me olhar e com um selinho comportado me libera do seu domínio. Nos viramos de frente para as câmeras, oferecendo mais algumas fotos para os cliques sedentos e acenamos antes de nos dirigirmos para dentro. Atravessamos o hall, chegando ao salão de recepção, o ambiente é iluminado por um imenso lustre pendendo do teto alto. Gente vestida com as roupas da última coleção dos estilistas mais famosos desfila para lá e para cá. Como também é comum em noites de gala, seus narizes estão empinados e seus peitos estufados, como se fossem donos do mundo. O que me dá certa satisfação perversa é o fato de que todos, mesmo os declaradamente esnobes, curvam-se quando nossos olhares se encontram e nos reconhecem. Karol também adora essa parte. Somos cumprimentados por alguns conhecidos, mas eles percebem logo que estamos em uma noite de casal e se despedem educadamente em seguida, deixando-nos sozinhos.

Mike me puxa em direção à escada e subimos para o nosso camarote. Harry e Lorenzo se mantêm por perto, mas a alguns degraus de distância para nos dar privacidade. Se é que é mesmo possível privacidade para qualquer um de nós quando saímos em público. Após entrarmos em nosso camarote privado, um garçom nos traz um balde com champanhe no gelo. Eu ando até a amurada, olhando o espaço ornado com requinte. Pessoas começam a preencher os outros camarotes e os assentos no térreo, diante do palco. Ouço o barulho suave da garrafa sendo aberta e instantes depois, uma mão morna está escorregando a estola dos meus ombros, desnudando minhas costas. Um gemido baixo e gutural retumba bem perto do meu ouvido.

— Amo o seu corpo... — Mike sussurra, deslizando as pontas dos dedos pela minha coluna até parar na extremidade do decote. Minha respiração engata, minha pele aquecendo, formigando com seu toque. Ondas de prazer me engolfam e eu gemo baixinho. Ele ri suavemente, pressionando seu corpo contra as minhas costas. — Amo essa pele, esse cheiro... — rosna baixo, correndo o nariz pelo meu ombro e um braço possessivo enrola em minha cintura, a mão abrindo em meu ventre e me puxando para sentir o volume crescendo em sua virilha. Lábios mornos e pecaminosos sugam a minha pele, deslizando até o pescoço, onde mordisca acima da coleira. Choramingo, umidade se reunindo em minha calcinha. — Posso passar horas dentro de você e ainda estarei com fome... Sempre morrendo de fome por você, bonequinha.

— Dio, eu também. — coaxo debilmente. — Sempre faminta por você, mio moreno sexy.

Sua risada é suave e rouca enquanto sobe, sugando a concha da minha orelha. Eu giro a cabeça para olhá-lo. Ele traz a taça para a minha boca e eu bebo um gole generoso sob seu olhar flamejante. Toma um gole também e mergulha a boca na minha, sondando sedutoramente, lambendo meus lábios. Estendo um braço por trás do seu pescoço e o deixo me provar sem pressa, mordiscando minha boca, esfregando seu pau duro em minha bunda. Nossas línguas se encontram, entrelaçando-se e o beijo vai aquecendo. Ainda é lento, mas carregado de sensualidade. Protegidos pela amurada, sua mão desce e se estabelece em cima do meu sexo. Ele cava suavemente, segurando e massageando meu centro com a palma da mão, enquanto devora meus lábios. Minha vagina lateja, pulsa com devassidão. Estou encharcada e ofegando quando ele se afasta, arrastando meu lábio inferior entre os dentes e se vai.

Droga. Eu gemo necessitada. Mike me encara, um arremedo de sorriso perverso curvando sua boca.

— Mais tarde, amor... — promete com voz grossa. — Vamos nos acomodar, a peça não deve demorar a começar.

Quando saímos da ópera e nos acomodamos na limusine, Mike me surpreende e excita em igual medida quando mostra uma venda. Seus olhos estão suaves, mas um brilho perverso sombreia o seu rosto. Inclino-me sem dizer uma palavra e ele a desliza sobre os meus olhos. Seus lábios mornos acariciam a minha têmpora em um beijo terno e entrelaça sua mão na minha. Ele está relativamente comportado e brando nesta noite. Aprecio esse lado dele também. A forma como me olha e me toca com pura devoção, faz com que eu me sinta como uma princesa de contos de fadas. Exceto que meu príncipe é um dominador viril, duro, devasso, em vez de encantado.

Dio, eu adoro.

Algum tempo depois, o carro para e Mike me conduz cuidadosamente para fora. A brisa noturna acaricia minha pele, arrepiando-a. Ouço o barulho de hélices nas proximidades. É um helicóptero? Pergunto-me animada. Sempre amei passear com ele pelo céu de Londres. Ele parece ainda mais másculo pilotando a máquina. Sempre fantasiei secretamente que estávamos em encontros quando me levava para o céu. Mike me segura com firmeza, levantando-me nos braços e sinto um banco embaixo de mim. Seu hálito quente está bem próximo, a sua boca respirando na minha.

— Minha boa menina... — elogia com um toque de diversão e indulgência próprios dele. Eu bufo baixinho. Claro que o agrada me ver toda submissa seguindo seu script sem argumentar em nenhum momento. Suas mãos firmes prendem o meu cinto e em seguida a porta é fechada.

Eu me forço a manter a calma, embora a ansiedade e curiosidade estejam quase me dando comichões na pele. Ele fará o pedido hoje, sinto isso em meu coração. O passeio não é tão demorado. Percebo a aeronave pousando não muito tempo depois. Novamente Mike abre a porta e me pega no colo. Eu rio, encostando a cabeça em seu peito largo.

— Eu poderia me acostumar a isso. — murmuro entre sonhadora e provocante. Um beijo suave cai na minha testa.

— Acostume-se, boneca. — diz em sua voz profunda, causando euforia em minha barriga. — Estamos chegando.

Depois de mais uma breve viagem de carro, ele me ajuda a descer e ouço vozes masculinas ao redor, como se estivessem cochichando para eu não ouvir. Os seguranças, suponho. Os murmúrios cessam e Mike me conduz novamente. A brisa fresca fica para trás e meus sentidos entram em atenção total. Entramos em uma construção, posso afirmar pela forma como o ar é contido. Sou levantada mais uma vez em seus braços fortes e subimos degraus. Muitos degraus. Alguns instantes depois, a brisa volta a correr em minha pele, soprando como uma carícia. Mike anda mais alguns passos e me escorrega para os meus pés lentamente.

Suas mãos se afastam, seu calor se esvaindo antes que eu possa falar alguma coisa. Estendo a mão à minha frente, procurando-o e não encontrando nada. Ele sorri baixinho.

— Chegamos. — sua voz é sussurrada com alguma emoção engrossando-a. — Tire a venda, meu amor.

Meu coração começa a bombear apressado com a expectativa do que está por vir.

— Você foi tão malvado. — faço um beicinho. — Sabe o quanto amo quando pilota. Ouço seu sorriso rouco e profundo, mexendo ainda mais com as emoções.

— Vai aproveitar o passeio de volta, bonequinha. Prometo. — sussurra. — Vamos, tire a venda.

Eu levanto as mãos e puxo as laterais do tecido. A primeira visão do espaço me assalta, fecho os olhos e os reabro para me familiarizar. Estamos em uma sacada enorme, com amuradas de pedras, provavelmente uma construção antiga. Mais abaixo, descendo a montanha, a vista de um lago imenso é deslumbrante. Sorrio, meu peito inchando com o reconhecimento.

Ele me trouxe para Bracciano, uma pequena cidade medieval perto de Roma. Nós a visitamos logo após meu aniversário de dezesseis anos. Mike tinha passado uma temporada longa no Egito e quando voltou estávamos morrendo de saudade um do outro. Meu pai deixou que me trouxesse a

Roma depois da celebração obrigatória em Ardócia. Foram três dias inesquecíveis. Passeamos muito, fomos a restaurantes, à ópera e, claro, dormimos juntos. Meus olhos marejam com a lembrança daqueles dias e de como eu já ansiava por ser dele. De como sonhei que seria o meu príncipe. De como fui feliz estando apenas com ele, sozinhos, como dois namorados. Uma menina sonhando com o amor de um homem. Suspiro e ando para perto da balaustrada, olhando a vastidão ao redor. É absolutamente lindo! Mike se lembrou do quanto apreciei nossa visita a esse castelo. Isso foi doce e atencioso. Emoção aquece meu corpo inteiro. Eu o amo tanto.

Eu salto, susto me tomando quando fogos de artifício sobem explodindo no céu. Madonna mia! Sorrio, vendo mais e mais explosões multicoloridas se espalhando em vários pontos, iluminando a sacada, o que me faz perceber o chão coberto de pétalas de rosas. Com o coração batendo freneticamente, eu giro e o encaro. Mike está bem perto, seus olhos escuros e penetrantes, sua expressão séria, solene, então a minha respiração engata quando o vejo cair sobre o joelho direito. Oh, Dio! Dio mio... É agora. Eu não acho que tenha visto algo mais bonito em toda a minha vida.

Eu engasgo, levando a mão ao meu peito, meus olhos sendo inundados por lágrimas.

Suas mãos estendem, abrindo uma pequena caixa de veludo vermelho. Ofego, vendo o anel lá dentro. Parece uma das peças de minha avó, Valentina. Arrasto meus olhos para os seus e as lágrimas escorrem em minhas bochechas. Meu coração está batendo tão descontrolado que tenho medo de desmaiar antes mesmo de ouvir suas palavras.

— Valu... — murmura, engolindo audivelmente. — Nosso amor estava destinado a ser desde o princípio. E isso cresceu tanto, tanto, bonequinha. — mais lágrimas transbordam em meus olhos, ouvindo o leve tremor e a emoção em sua voz profunda. — Não há nada que eu não faria por você. Absolutamente nada. — diz com ferocidade. — Te amo tão profundamente que meras palavras nunca dariam conta de expressar a extensão dos meus sentimentos. — ele engole mais uma vez, os olhos muito brilhantes, preenchidos com amor e tanta ternura que me deixa sem ar. — Então me dê a honra de lhe mostrar isso todos os dias, minha princesa. Case-se comigo, meu amor. Seja completamente minha e eu cuidarei e amarei você até o fim dos nossos dias.

Santo cielo. Minhas pernas estão moles. Meu corpo inteiro está trêmulo. Vê-lo assim aos meus pés, meu lindo príncipe malvado e sexy, sendo todo romântico, seguindo a cartilha do príncipe encantado me pedindo para ser dele para sempre, me desfaz. Ah, Dio, sonhei tanto com isso. Eu choro copiosamente.

— Mike... Meu Mike... — balbucio, lutando contra as lágrimas. — Mio bello i amato principi. — engasgo, não me importando em fazer um papelão porque esse homem é tudo com que tenho sonhado desde os quinze anos. — Ti amo, amore mio. Si. Si! Dio, si! — um grande sorriso se espalha em sua boca, os olhos de ônix ficando ainda mais intensos. — Eu sempre fui sua. Pertenço a você desde que me entendo por gente. — é a vez de ele respirar ruidosamente, seu belo rosto marcado pelas minhas palavras. — Nada me fará mais feliz do que tornar isso oficial aos olhos de Deus e do mundo.

Mike

Eu sugo o ar bruscamente ao escutar seu pequeno discurso emocionado. Estou tremendo. Mesmo sabendo que essa seria a resposta, só após ouvi-la saindo de sua boquinha linda, meu corpo relaxa, alívio me tomando. Porra. Estava tão nervoso. Acho que nenhum homem fica tranquilo quando está pedindo à mulher da sua vida que se case com ele. Eu queria que esse momento, esta noite fosse perfeita. Meu coração está trotando em meu peito, meus olhos ardendo muito, mas estou sorrindo largamente. Suas palavras embargadas vão direto ao meu coração. Seu lindo rosto corado e banhado de lágrimas acima do meu é uma visão que nunca vou esquecer. E ela está tão arrebatadoramente linda esta noite, que tem sido difícil tirar meus olhos de cima dela. Retiro o anel da caixa e pego sua mão trêmula, deslizando-o em seu dedo. Beijo em cima da joia e em seguida deslizo os lábios sobre os nós delicados dos dedos. Valu suspira, os grandes olhos verdes estão presos aos meus, cintilando de uma forma que faz minha garganta fechar. Emoção crua rasga-me ao meio.

Amo tanto essa menina. Meu coração só bate assim por ela. Sempre Valu.

Eu me levanto e ela pula em meus braços. Sorrio, rosnando alto, minha boca abaixando para a sua com urgência em um beijo quente, molhado. Agarramo-nos e nos beijamos com fome. Nossas bocas se devoram ansiosamente, enquanto gememos, arfamos. Línguas e dentes entrando em ação e tudo vai ficando mais inflamado, apaixonado. Seguro sua nuca e inclino sua cabeça. Mordo sua boca. Ela estremece, ofegando. Eu rio, voltando a mergulhar profundamente, mais exigente, dominante. A sensação da boca macia, quente, deliciosa na minha sempre me nocauteia. Não posso evitar. Basta tocá-la para incendiar e meus planos de uma noite romântica estão prestes a irem para o espaço se não desacelerar as coisas. Desço a mão da cintura para a bunda arrebitada e a aperto, trazendo nossos sexos juntos. Meu pau lateja, dói, pulsa. Cristo. Você poderia pensar que tem tempos que não a fodo pela reação do meu pau esfomeado. Eu rosno, determinado a não perder o controle. Não hoje. Esta noite é sobre a minha menina, não sobre o mim, ou meu fodido pau.

— Porra, te amo tanto, bonequinha. — digo entre beijos abafados. — Minha princesa... Minha Valu... Sempre minha.

— Eu também te amo demais. Demais. — Valu geme, sugando minha língua. — Si, amor, para sempre sua.

Meu pau está duro como uma barra de ferro, mas tento me conter. Essa noite eu quero tudo tradicional, como alguém da linhagem dela merece. Hoje quero ser o mais próximo da porra de um príncipe encantado que consigo ser. Por ela, faço qualquer coisa. Qualquer coisa sem pestanejar. Eu a levanto, tirando seus pés do chão e rodopio com ela. Sua risada suave e feliz ressoa contra meus lábios. Os fogos de artifício continuam explodindo no céu, enquanto giro com a minha menina nos braços.

Felicidade.

Pura e absoluta felicidade.

Eu me forço a acalmar o beijo, mordiscando sua língua antes de arrancar minha boca da sua. Valu geme, esfregando a pélvis contra meu pau duro. Eu rosno porque provavelmente percebeu que estou no meu melhor comportamento hoje e como a menina travessa que é vai me tentar até a morte para me ver sucumbir. Sorrio-lhe com condescendência e a abaixo para o chão, afastando-me um pouco. Um sorriso quase desafiador curva os cantos da boca luxuriosa e meu pau treme em resposta. Resmungo um palavrão. Essa menina pode tentar um santo. Sorrio lento e malvado, levantando uma sobrancelha, aceitando o desafio. Vamos ver quem está no comando, princesa. Digo-lhe com meu olhar.

Valu ofega, sua expressão se tornando ainda mais excitada. Como eu, minha boneca adora o jogo de dominação. Sorrio, tentando aplacar nosso tesão latente.

— Venha. — sussurro em tom mais suave. — E me deixe alimentar a minha noiva.

Deus, eu quase gemo de prazer ao pronunciar essas palavras. Seu lindo rosto muda também, ficando mais terno, os olhos de esmeralda voltando a brilhar com lágrimas.

— Diga isso de novo, per favore. — pede, ainda pendurada em meu pescoço. Abaixo minha boca outra vez para a sua, nossos olhares presos.

— Minha noiva. — digo baixinho, minhas mãos passeando amorosamente pelas suas costas nuas.

— A mulher da minha vida.

Ela inspira bruscamente, os olhos transbordando mais uma vez.

— Mio fidanzato...— murmura. — U omo della mia vita.

Porra. Ela vai começar a falar italiano e eu estou perdido. Encosto minha testa na sua, excitado e amolecido com sua declaração.

— Valu... — gemo baixinho. — Não comece a me tentar com esse sotaque sexy, boneca. — roço a minha boca na sua em uma provocação sensual antes de capturar seus lábios nos meus mais uma vez. Então, nos perdemos um do outro por não sei quanto tempo. Gemo longamente com a varredura suave de sua língua macia contra a minha. Em resposta, eu chupo a sua com força, subjugando-a. É a sua vez de gemer. Rio satisfeito. Quando nos separamos, estamos ofegando e fodendo com nossos olhos.

Dando mais um beijo breve na boca carnuda, tomo-a pela mão, conduzindo-a até a mesa posta para dois. Uma garrafa de champanhe está descansando no balde de gelo. Eu a agito brevemente e empurro a rolha, que sai com um estampido suave, espuma derramando no chão. Sirvo duas taças de cristais sob o olhar cheio de apreciação de Valu. Eu me aproximo mais, entregando-lhe uma. Meu braço enrola automaticamente em sua cinturinha e nos olhamos fixamente.

— A nós, meu amor. — minha voz é um pouco áspera pela emoção.

— A nós, amore mio. — repete, adorando-me com esses lindos olhos que puxam a minha alma. Tocamos suavemente as taças uma na outra e tomamos um gole.

Alguns minutos depois, estamos acomodados na mesa, saboreando nosso jantar e o serviço de dois garçons que o acompanhou. Encomendei o serviço completo em um dos restaurantes que Valu apreciou quando estivemos em Roma há cinco anos. Cordeiro em crosta de ervas é o prato principal e Tiramisù para sobremesa. A carne está suave e suculenta e nos esbaldamos em um silêncio tácito nos primeiros momentos. As luzes multicoloridas ainda espocam no céu, agora mais distante, na baía do lago Bracciano. Valu segue o meu olhar e sorri levemente, terminando de mastigar uma porção.

— Por quanto tempo ainda vão continuar? — pergunta, tomando um gole da sua taça de vinho encorpado, os olhos brilhando com o reflexo dos fogos.

Valu ama fogos de artifício. Esses mais pirotécnicos e menos barulhentos, quero dizer. Lembro-me de ter contratado um cara para ficar soltando fogos por toda a noite em seu aniversário de quinze anos. Naquela noite, adormeceu em meus braços na sacada do meu quarto. Um sorriso feliz estampado no rosto e os fogos continuaram até o amanhecer. Valu nunca soube que fiz aquilo.

— Por quanto tempo ficarmos aqui. — respondo em tom presunçoso. Seus olhos pousam nos meus e há um brilho suave e divertido lá.

— Como na noite do meu aniversário de quinze anos? — pergunta, levantando uma sobrancelha bem-feita.

Estreito meus olhos, fazendo seu sorriso impertinente aumentar. Ela sabia.

— Você sabia. — afirmo em vez de perguntar.

Acena.

— Eu sempre soube, seu bobo. — sorri com travessura, ficando séria em seguida. — Apenas uma pessoa faria algo tão mundano e ao mesmo tempo tão doce para mim... — não podendo mais ficar sem tocá-la, estendo a mão, alcançando a sua por cima da mesa. — O meu Mike.

Sussurra e eu me derreto todo, porra.

— Tudo para a minha preferida. — digo, trazendo sua mão para a minha boca. Em vez de beijar o dorso, eu a viro e deposito um beijo vagaroso e sensual no pulso. Valu ofega, lambendo os lábios vermelhos. — Do desejo mais mundano ao mais caro e requintado... — raspo os dentes arrastando em seu pulso, sentindo-a estremecer e gemer baixinho. — Sempre farei tudo para a minha bonequinha.

— Amore mio... — sua voz é um esgar cheio de necessidade, amor, candura.

Como mais um beijo suave, libero sua mão e voltamos a comer em novo silêncio. Quando estou satisfeito, limpo minha boca com o guardanapo e me recosto na cadeira. Rodo o vinho na minha taça, meus olhos presos em Valu enquanto ingere suas últimas garfadas. Um pequeno sorriso enrola em minha boca diante do prazer óbvio em sua expressão. Vê-la devorar um prato é algo que sempre me divertiu. A princesa adora comer. Deus, não sei como consegue manter esse corpo perfeito, a barriguinha lisa e impecável. Ela olha para cima e me pega encarando-a. Seu rosto cora levemente, um sorriso encabulado surgindo.

— Pare de encarar. — reclama.

— Impossível. — digo baixinho.

Rola os olhos e limpa a boca, pegando sua taça, tomando um pequeno gole.

— Você está treinando para príncipe encantado?

Arqueia aquela sobrancelha linda e altiva de princesa. Eu rio lentamente, tomando outro gole, olhando-a por cima da borda.

— Nós dois sabemos que sou degenerado demais para me encaixar nesse estereótipo, princesa. — eu zombo e ela ri, uma risadinha provocante que incendeia meu pau. — No entanto, posso ter uma noite romântica com a minha menina. Consigo ficar horas apenas olhando-a e tratando-a com a cortesia que merece. Sou um namorado de muitos talentos.

Eu pisco sedutoramente e Valu meneia a cabeça.

— Consegue? — sua voz é apenas um ronronar.

— Valu... — meu tom carrega uma advertência, então meu semblante e voz amolecem. — Quero ser capaz de lhe oferecer o melhor dos dois mundos. O romance que tem sonhado desde que era uma menina. — os olhos verdes ficam quentes, ternos, enquanto me encara. — E o prazer sem limites do sexo sem tabus que tanto apreciamos. — completo.

— E você o faz, amore mio. Grazie por esta noite tão especial. — diz com leve emoção. — Você não esqueceu... — sua voz fica mais rouca e ela sussurra: — Eu amei aquela viagem.

— Eu sei. — respondo. — Tudo relacionado a você jamais é esquecido, boneca.

— Eu já queria você na época. — suas bochechas coram ao admitir isso. — Era apenas uma menina, mas já o queria como o meu homem.

Caralho. Eu adoro quando fala assim, direta, despida de pudores.

— Eu sei. — digo, tornando a segurar sua mão sobre a mesa, beijando sobre a pedra do anel brilhando orgulhosamente em seu dedo. — Comecei a queimar por você naquela viagem. — meus lábios torcem em depreciação. — Você sempre foi tão linda, bonequinha. — o elogio a faz abrir um meio sorriso sonhador. — Porém, aos dezesseis, estava começando a se transformar em uma mulher exuberante, estonteante pra caralho... Eu estava tão confuso, Valu. Eu me recriminei e me achava o mais baixo dos baixos por não ser capaz de conter as reações do meu corpo às mudanças do seu. Eu queria matar os homens que olhavam para você com cobiça.

Seu sorriso se espalha, obviamente satisfeita com a minha confissão. Mas, para o seu crédito, ela apenas diz:

— Você se cobrou demais, Mike.

— Eu queria parar de dormir com você quando comecei a me sentir assim. — digo seriamente. — Mas sou um idiota egoísta, muito egoísta e possessivo quando se trata da minha princesa. — eu praticamente rosno a última parte.

Valu dá uma risadinha.

— Bem, somos dois, mio principi. — murmura com voz sedutora. — Você é meu. Só meu. — diz com uma ferocidade que faz meu pau sofrer espasmos e engrossar. — Não suporto ver as puttanas cobiçando você.

Seu olhar fixa no meu, mandando-me um recado velado. Eu sorrio, sabendo que vai me pressionar sobre Vivian. No entanto, não quero estragar a nossa noite trazendo antigas subs para a nossa conversa. Falaremos sobre isso quando retornarmos à Ilha. Decido provocá-la para descontrair.

— Tão linda com ciúmes, boneca. — murmuro, debruçando-me sobre a mesa, olhando-a perversamente. — Me deixa tão duro, porra. — rosno. — Seu ciúme sempre deixou meu pau absurdamente duro. Mesmo quando era apenas uma criança, eu era insanamente louco por você.

Ela bufa baixinho, mas seus olhos dilatam e arfa levemente.

— Não tente me distrair com sua depravação, caro mio. — quase ronrona, enfurecendo ainda mais o meu pau, que pressiona o zíper da calça, fazendo-me assobiar baixo.

— Bom saber que minha a depravação a distrai, princesa. — sorrio presunçoso. Ela bufa mais uma vez, mas sorri também.

O garçom aparece com a sobremesa. Passamos os próximos minutos degustando e compartilhando nossas porções de Tiramisù. Encomendo mais uma fatia para viagem. Valu levanta uma sobrancelha sapeca para mim. Apenas sorrio, encarando-a fixamente e a deixando saber que tenho planos bem sacanas para mais tarde. Eu a levo para a amurada quando terminamos a refeição. Ficamos aconchegados pelo que parecem horas, vendo os fogos na baía do lago. Quando a temperatura começa a cair, cubro seus ombros com a estola e deixamos o castelo.

O passeio de helicóptero na volta é carregado de tesão, energia sexual bruta crepitando entre nós. Posso sentir seus olhos a maior parte do tempo sobre mim, o que me deixa envaidecido, sentindo-me o bastardo mais sortudo no mundo inteiro. Uma princesa. Ela é uma princesa e ama um ex- delinquente de rua. É surreal, para dizer o mínimo.

Quando chegamos à cobertura, eu a levo direto para o terceiro andar, onde fica a nossa suíte máster. Valu se dirige ao terraço, enquanto seleciono algo no sistema de som. Opto pela seleção que ela fez ontem. Miracles do Coldplay começa e ajusto o volume. Saio alguns minutos depois. A visão dela perto da balaustrada olhando Roma toda iluminada abaixo de nós me faz desacelerar o passo. Sua mão direita está acariciando a gargantilha levemente. Meu peito incha, vendo as duas joias simbolizando que é minha. Minha coleira e o anel secular em seu dedo. Dam o pegou com a rainha e o guardou em meu quarto antes de viajar a Mônaco. Pertenceu a avó de Valu, mãe do rei, mas pedi ao joalheiro da família real para fazer algumas mudanças.

O grande diamante branco foi substituído por um verde com detalhes esbranquiçados que brilham lindamente de acordo com a posição da luz. Também mandei gravar a inscrição minha preferida no interior da argola de ouro branco. Ela gira a cabeça em minha direção e um sorriso suave inclina sua boca, enquanto se afasta da vista e vem me encontrar no meio do caminho. Faço uma mesura cavalheiresca, estendendo-lhe a mão, pedindo uma dança. Seu sorriso amplia e coloca a mão delicada sobre a minha. Eu quase gemo quando deslizo o braço em sua cintura e a puxo suavemente contra o meu corpo.

Seus braços rodeiam meu pescoço e começamos a nos mover devagar, apenas um sensual e lento roçar de corpos. Sua cabeça inclina para trás, os grandes olhos verdes se prendendo aos meus. Abaixo minha testa na sua, precisando respirar o mesmo ar que ela. Subo uma das mãos da cintura bem devagar, acariciando a pele nua das costas esguias. Seus olhos incendeiam, seus lábios entreabrindo em um ofego baixo. Os cantos da minha boca tremem arrogantemente. A próxima música é Helium de Sia. Valu, Anna e minhas ruivinhas gostam muito dessa artista. Devo confessar que aprecio alguns de seus trabalhos também. Agarramo-nos mais, olhando-nos nos olhos, deixando a letra derramar sobre nós.

E se você deixar eu flutuarei até o sol Eu sou forte porque você me preenche

... Eu sou sortuda porque você está ao redor

— Eu o quero dentro mim. — sussurra bem perto da minha boca. — Estive a noite inteira molhada para você. — caralho, ela vai começar a usar artilharia pesada, pelo visto. — Me use, mio dominatore...

Porra. O que eu disse? Artilharia muito pesada. Meu sangue inflama, todo o fluxo correndo para o meu pau, que está em riste contra a sua barriga. Seguro sua nuca com firmeza e mordo seu lábio inferior. Ela estremece, gemendo. Sorrio, gostando de provocá-la e levo a minha boca até o seu ouvido.

— Hoje é tudo sobre você, princesa. Quero te tocar, beijar e acariciar por inteira. Fazer amor, me deleitar em cada parte desse corpo lindo e delicioso sem pressa. — murmuro, mordiscando seu lóbulo, fazendo lamuriar e gemer mais. — O dominador está de folga hoje, bonequinha. — informo e ela lamenta. — Mas amanhã... — eu rio malvadamente, esfregando minha ereção nela. — Amanhã, escrava. Amanhã, eu a quero pronta para atender cada uma das minhas demandas...

Ela geme, os olhos acendendo com luxúria.

— Sempre, mio maestro. — murmura de maneira sedutora.

Eu abaixo a boca para a sua e a levanto nos braços, carregando-a para o quarto, onde passo as próximas horas fazendo o que planejei – amando e adorando a minha princesa.



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