1. Spirit Fanfics >
  2. Mikrokosmos (Jeon Jungkook - BTS) >
  3. Linhas imprevisíveis.

História Mikrokosmos (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


*Tirando a poeira, dando beijinho na minha bichinha, pedindo mil desculpas e abrindo aquele sorriso na maior cara de pau*

Oi, oi...

Avisos:
🔭 O assunto é complicado e eu não tenho experiências reais, certo? Eu só estudei a respeito, portanto, por favor, quem tiver experiência mesmo com o assunto e vê que eu me equivoquei em relação ao assunto, me dá um toque. Aceito críticas, construtivas, é claro.
🔭 Apesar da Fic se passar na Coréia, achei por bem criar uma cidade fictícia já que eu não possuo conhecimento sobre o país num geral.
🔭 NÃO TERÁ HENTAI. O foco de Mikrokosmos é outro e a relação entre os dois personagens será como uma TLY da vida (uma outra fic minha), então tenham paciência em relação ao romance dos personagens.
🔭 Suehyung tem 17 anos e o Jungkook tem 22.
🔭 Nenhum dos personagens é perfeito, eles cometem erros e aprendem com eles.
🔭 Os capítulos serão narrados pelo Jungkook.

Eu tô é com medo, misericórdia.
Boa leitura <3

Capítulo 2 - Linhas imprevisíveis.


Fanfic / Fanfiction Mikrokosmos (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 2 - Linhas imprevisíveis.

Imprevisibilidade:

Aquilo que não se consegue prever; que não pode ser conhecido, sabido. 

Me pergunto como e/ou quando deixei que essa variável enchesse minha vida regada por um absolutismo fiel, quase cego, de linhas imprevisíveis imaginárias; é quase um enigma de tão complexo a se definir. E, certamente, quanto aceitei a proposta de Park SooBin, diretor do maior hospital de Busan, não fazia ideia no emaranhado de confusão em que estava me inserindo. Na hora me pareceu absoluto e certo, apenas. Hoje, no entanto, se eu acreditasse que arrependimentos matassem, notoriamente, minha cova estaria cheia de camélias, que por sinal, são as minhas flores favoritas; e minha tia — única parente próxima e viva — estaria dançando em cima, absurdamente feliz. 

Todavia, deixando para trás o desgosto da minha tia por mim e focando no atual raiz do problema, posso afirmar que o dito cujo começou quando Kim Seokjin, um dos meus professores da faculdade, ligou todo animadinho às três da manhã. Eu realmente devia ter desconfiado que tudo seria uma grande roubada; quem liga às três da manhã?!

Levantando da cama a contragosto, conseguindo nem ficar com os olhos abertos devido a fadiga, tateei por meu celular, mas acabei pegando os óculos de grau e colocando no ouvido — Sem me julgar, por obséquio, é tudo culpa do sono —, mas fui rápido — ou quase isso — em constatar que aquilo era de fato um óculos, então larguei o acessório no colchão e fui em busca do celular outra vez no móvel, achando-o e anotando mentalmente para colocar um toque menos irritante. 

— Alô? — Bocejo, ainda entorpecido por uma bolha de instáveis pensamentos. Só queria dormir.

— Preciso da sua ajuda. É urgente, Gukkie.

— Hm? — Foi tudo que eu consegui responder, sem ao menos pensar, como eu havia supracitado acima: meus pensamentos estavam instáveis, em outras palavras, eu 'tava pensando coisa com coisa e no final nada fazia sentido. 

— Um amigo muito próximo meu precisa de ajuda com a filha, ele vai viajar por um tempo e, no momento, nenhum dos filhos mais velhos vão estar presentes… — Sua voz, na minha cabeça, estava distante. Minhas pálpebras continuavam fechadas e eu só queria que ele chegasse logo ao ponto. —… Eu queria poder ajudar, mas não vou poder, tenho um seminário sobre ervas medicinais, então eu pensei em você, já que é meu aluno de ouro.

— É muita gentileza sua, hyung, mas- 

— Garoto, quieto, que eu não terminei de falar. — Repreendeu-me o outro, que mal educado. Sua sorte é que um Jungkook com sono não consegue fazer guerra com ninguém. — Só que tem um porém: você precisa me dizer agora, porque amanhã mesmo você pega o trem para ir até a casa dos Park's; vamos lá, Gukkie, o que me diz? 

Minha resposta seria não, certo? Mas por um equívoco — Leia-se: grogue de sono. —, ciciei um "sim" baixinho. Meu professor gritou e falou mais várias e várias coisas para enfim desligar a chamada e eu só deixei para processar tudo no outro dia, voltando a deitar na cama, sem preocupar com nada, até com os óculos de grau que havia jogado por ali. Peguei no sono definitivamente assim que deitei e sonhei apenas com um borrão negro. Foi como um piscar de olhos. 

No outro dia, mais uma vez, fui acordado por Seokjin hyung, e, sinceramente, anotei mentalmente de deixar o aparelho celular no silencioso, todavia, não consegui expressar o meu aborrecimento contra ser acordado, pois o mais velho já estava na porta do meu pequeno apê, gritando para abrir a porta e fazer as malas o quanto antes; o trem partiria às dez e eu estaria a caminho de Moonji, uma cidadezinha pacata do interior. 

Só então a ficha caiu. 

E eu não fazia a mínima ideia do fuzuê que minha escolha acarretaria. 

[🧠🔭]

Os fones estavam devidamente colocados nos meus ouvidos e minha playlist estava na ordem aleatória, começando tocar Only then do Roy Kim e me deixando embalar pela melodia e solfejando as notas, enquanto via a paisagem da janela. Estava sem o óculos, preferir deixar ele guardadinho dentro da mochila para não correr o risco de quebrar como aconteceu noite passada, eu acabei deitando em cima dele. Minha sorte é que esse objeto é um guerreiro e sobrevivente nato. 

 Lembrei, assim, de tudo o que o hyung me disse antes de pegar o trem, na verdade, ele não me explicou muitas coisas. Disse apenas que seria uma oportunidade muito boa para o meu currículo, já que me formaria em psicologia no próximo semestre e com a recomendação do senhor Park seria bem mais fácil conseguir uma vaga no HGB — Hospital Geral de Busan — na ala infantil, começando a pôr em prática os seis anos estudando como um condenado para aprender a lidar com outros seres, mesmo que esses seres sejam pequenininhos e, na minha humilde opinião, menos complicados que os seres maiores. 

Apesar das vantagens aparentes, eu me sentia inquieto, porque, primeiro: estou lidando com algo que, mesmo tendo um breve conhecimento sobre, ainda não tenho um embasamento concreto a respeito ou alguma experiência. Por isso, prefiro ter exatidão em tudo que faço; segundo: estarei interferindo numa vida que não é minha. Veja bem, mal sei cuidar de mim, então como raios posso cuidar de outra pessoa? E, terceiro, mas não menos importante: tô morrendo de de medo de não conseguir atender as expectativas do meu professor. 

Para todos os efeitos, eu prometi e meus pais, quando ainda vivos, me diziam que promessas são dívidas que devem ser quitadas. E eu respeito muitos os seus dizeres. 

Soltei um muxoxo e encostei a cabeça no vidro da janela do trem e fechei os olhos rapidamente, pensativo. A esta altura, uma nova música já tocava nos fones e eu a reconheci imediatamente, era Blueming da IU, minha cantora feminina favorita. 

Pensei, então, numa forma de saber mais sobre o assunto e não parecer um completo leigo, mesmo tendo em pauta uma série de ensinamentos com a faculdade. Peguei o celular e liguei a internet móvel, pesquisando a palavra Autismo no Google. 

Como sempre, a vasta aba de pesquisas me deu uma penca de informações e sites logo de cara, entrei em um, sai de outro e entre uma informação e outra descobri que o Autismo — ou seu nome técnico: Transtorno do Espectro Autista (TEA) — é um déficit na comunicação social, isto é, socialização num geral, sendo ela verbal ou não verbal, caracterizados por vários subtipos do transtorno, por isso o nome "Espectro". Além disso, há pessoas que desenvolvem tanto o déficit quanto outras doenças e condições associadas. 

É um assunto complexo demais que requer mais que meras pesquisas na internet, mas no momento, é apenas isso que possuo. Isso é um pouco frustrante, mas teria que me contentar com as pesquisas do meu querido Google, por hora. 

Depois de aproximadamente duas horas desembarquei na estação da cidade de Moonji e, através do aplicativo de mensagens — Kakao talk — Recebi o endereço da casa e peguei um táxi que me deixou na porta. Bati educadamente e uma moça, aparentemente mais velha que eu, convidou-me para entrar.

Senhor e senhora Park estavam agitados e afobados, dando-me informações básicas demais como o nome da filha deles, Suehyung, e que ela atendia por Sue. Era fofo, devo admitir. Como também para ter paciência porque ela era meio difícil de se lidar. Bom, isso, pelos meus cálculos, não seria uma tarefa tão complicada assim, já que eu era quase um psicólogo e gostava de observar o comportamento das pessoas em um determinado meio e tirar minhas próprias conclusões ou me inseri no ambiente. 

Porém, fatos realmente importantes, como a condição da jovem, nem ao menos um "a" ou o objetivo pelo qual eu estava lá, eles me deixaram a par. 

Agora me diz, por que eu não escutei o que tinha de escutar quando o hyung me ligou às três da manhã? 

A porta se fechou e a moça que me deixou entrar estava lá, observando tudo. 

— Vamos, Senhor Jeon, mostrarei seus aposentos. 

Visivelmente confuso, segui a moça que se denominou de Bina. Subimos para o andar de cima e no último quarto do corredor, a moça abriu uma porta, mostrando-me um quarto grande e, gentilmente, desejou-me boas vindas e pediu para eu me acomodar. Curvei-me em respeito quando ela me deixou a sós, matutando com os meus neurônios perdidos. 

Qual era, de fato, minha função ali? Alguém me dá um toque?


Notas Finais


Para quem leu TLY e já conhecem a vibe da outra fic, lhes garanto que essa terá a mesma vibe, só que retratando um outro tema, mas tão significativo quanto.

Espero que vocês tenham gostado dessa introdução do Jungkook, os próximos capítulos serão maiores (eu acho, né. Prometo nada.) e vamos conhecer um pouquinho da Sue, além de algumas coisinhas a respeito do TEA.

Nossa viagem intergaláctica começou (emogi de confete)!

Será que eu mereço um Feedback? :')
Continuo?

Nos vemos por aí 🖤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...