1. Spirit Fanfics >
  2. Mil historia de um vampiro >
  3. Doce beijo e mochila imensa

História Mil historia de um vampiro - Capítulo 16


Escrita por:


Capítulo 16 - Doce beijo e mochila imensa


— você não muda mesmo né sempre botando seus interesses em primeiro lugar — Eliza bufou duas palavras com sua rose diária de sarcasmo quando entrei na casa, meu braço e roupa estavam ensopados por eu ter o lavado no riacho a uns minutos do lugar, não sei como ela sabia talvez por causa do nosso passado como os três estranguladores, bom talvez.

— aqui de está — jogo o pacote na mesa me sentando.

— vai demora pelo menos uma semana, Saturno está longe esses dias — ainda acho que ela apenas falava essas coisas pra parecer impressionante ou poder roubar um pouco pra ela.

— onde ela está? — pergunto me levantando deixando o anel na mesa.

— está próximo dela, me dá ciumes — ela usa de novo seu sarcasmo saindo da sala para sua biblioteca mal iluminada.

— ela está certa, senhor, o senhor nunca foi de se importa com pessoas

— ela é útil Alexander só isso — falo o cortando, seguindo para o quarto esperando ver Nessa lá, mas o quarto se encontra vazio, um brilhar azul vinha da floresta, saindo da casa caminho pela terra barrenta até o estranho brilho.

Quem está aí? — pergunto já esperando o pior cerrando os punhos, podia ser uma criatura que não conheço mandada por ele.

— oque? — ouço uma respiração cansada vindo até mim

— oque está fazendo cara pálida-Nessa fala saindo do meio dos arbustos completamente suja de terra

— oque está fazendo aí? — pergunto me recompondo

— sabe como é apenas observando as estrelas — ela gagueja tentando esconder o bastão e suas mãos visivelmente estavam machucada e sangrando.

— vamos, deixe eu ver suas mãos — falo me aproximando dela.

— eu tô bem — ela gagueja desviando o olhar, era péssima em mentir

— por favor nessa — falo estendendo minha mão — des de quando me chama de Nessa? — ela pergunta tentando mudar de assunto

— nunca fiz isso — respondo sua pergunta estranha e sem sentido-vamos logo — falo pegando sua mão, ela grunhiu de dor — relaxe viu ajudar — falo ao ver as feridas em suas mãos, bolhas, pele em carne viva além das lascas de madeira — oque vai fazer? — ela berra com um misto de dor e raiva — silencio — falo colocando minhas mãos encimam das delas, logo a magia flui pelas minhas mãos produzindo um brilho branco cobrindo completamente nossas mãos.

— oque? — ela pergunta pasma, mas a ignoro, era muito difícil manter um feitiço mesmo por pouco tempo — você, como?

Alguns segundos e suas mãos já estavam boas novamente, porém, eu estava exausto.

— vamos entrar — falo voltando pra casa — como você usa magia? Sei muito bem que vampiros não podem usar magia — ela pergunta correndo atrás de mim com aquele bastão.

— sou um vampiro diferente — falo entrando no salão da casa, Elizabeth estava dormindo na mesa com uma garrafa de vinho vazia, Alexander já tinha ido dormir.

— vamos fale — Vanessa falou me seguindo para o quarto

— esqueça Vanessa — falo entrando no quarto, jogando meu sobre tudo na cama

— isso não faz sentindo quero saber

Ela contou falando martelando em algo que queria esquecer.

— Manuel…-ela falou sufocando, quando dei por mim, estava apertando seu pescoço

— de… desculpe falo a largando, — você está bem? Aproximando meu rosto do dela — to… Desculpa te encher — ela fala meio nervosa ficando meio avermelhada. Naquele momento não estávamos pensando direito e acabamos aproximando nossos rostos cada vez mais até nossos narizes se encostarem junto a nossas bocas em um beijo silencioso nossas bocas se encontraram e o mundo paralisou junto aos nossos corpos que se aproximaram, parecia uma eternidade aquele beijo, nossas mãos inevitavelmente se tocando e apertando, nossas salivas se trocando em um gesto de desejo e amor…

— não-grito me afastando — isso não devia ter acontecido

— mas…-ela fala, mas saiu do quarto antes que ela pudesse terminar a frase.

— droga — grito jogando uma pedra nas árvores que se racha em um trac único, gritava sovando tudo que via na frente, árvores, morrinhos oi até mesmo sapos que pulavam na lama — eu não devia, eu não devo-gritava puxando meus próprios cabelos caindo de joelhos em um baque surdo, soquei o chão, o primeiro soco deixou uma marca no chão o segundo fez um buraco, o terceiro amassou levou…

Eu trai ela, a mulher que amo eu a trai, não estava com estava da Vanessa ou de nada apenas raiva de mim, por que estava fazendo tudo isso? Vingança não posso me permitir a ter distrações, vivo para vingar a mulher que amo.

— não se atreva a esquecer isso — grito comigo mesmo. Após alguns minutos me levantei, a raiva não diminuirá nem um pingo, sou um fracassado sei bem disso-eu falhei… talvez — penso colocando minha mão no meu próprio pescoço, meus olhos ficando vermelhos e negros novamente, agora as unhas de minha mão ganhando uma tonalidade negra crescendo rasgando as pontas dos meus dedos, cada vez mais apertando meu pescoço, era justo sofrer por esquecer por um minuto meu objetivo de vida, quebrar meu pescoço não iria me matar, mas iria casar muita dor — é justo — falo apertando com força meu próprio pescoço.

Estava prestes a quebrar o osso que fazia minha cabeça ficar erguida quando caiu de joelho projetado por um empurrão.

— que droga saia do meu caminho, seu imprestável-a voz feminina falou como um gorila — oque? — berro me levantando de pressa, pra ver uma morena de cabelos cacheados carregando uma mochila três vezes mais larga que ela com metade de sua altura.

— prazer sou a vendedora, caracol precisa de algo seu verme?-ela grunhiu com sua voz grossa e seus olhos castanhos cerrados.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...