História Mil historia de um vampiro - Capítulo 26


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Capítulo 26 - O pai determinado


— vamos querida, vou deixar você comer sorvete hoje — o velho Gustavo falava destrancando a porta de sua casa, tentava chamar a atenção de duas filha — vamos filha — ele vai até ela se abaixando — oque foi filha?

— papai olha — ela fala apontando pra terra do gramado — tem um bicho esquisito

— filha, é uma minhoca — o velho pega o pequeno animal com as pontas dos dedos, deixando que rastejasse pela sua mão.

— posso ficar com ela papai? — a garotinha pede com seu olhar de cão pidão.

— não querida, ele faz parte da nossa vida, é importante de mais para ficar presa.

— mas pai… — a garota começa a choramingar.

— filha, vê aqueles pássaros? — ele pergunta apontando Para o céu laranja.

— sim pai, mas eu queria…

— aqueles pássaros podem vir a ser comida para alguém faminto, mas se não comerem vão morrer de fome, se eles não tiverem comida a pessoa também ira morrer de fome.

— mas pai… — ela parecia querer chorar

— esta pessoa com fome poderia ser alguém importante no futuro, como um médico que poderia salvar varias vidas, minha querida como eu lhe dar comida para que cresça bem, essa minhoca pode salvar o mundo algum dia, este é o ciclo infinito da vida — ele volta a formiga ao gramado.

— então essa minhoca é muito importante — ela observava cuidadosamente a minhoca.

— agora você entende, então vamos tomar sorvete?

Ele sorria de forma carinhosa para sua filha de cabemos vermelhos e pele branca rosada.

— vamos papai — ela corria para a porta com suas pernas curtas não foram capazes de se afastar do pai.

— vai lá filha, só vou ver as cartas — com autorização do pai ela correu para a cozinha, o homem de meia-idade seguiu com as cartas que havia pego no tapete diante da porta.

— contas, contas, oferta de viajem — ele seguia para a cozinha olhando as cartas, passando pela sala e um corredor bem iluminado chegando a cozinha grande e branca com uma mesa no centro e nas paredes vários armários também brancos, uma geladeira cor de prata estava aberta com a pequena rebeca, tentando alcançar o sorvete mesmo em cima de um banco não conseguia.

— papai — ela clamou, e logo o pai veio e sua salvação pegando e sorvete e colocando na mesa.

— filha papai ta cansando pode trazer o meu na sala?

— claro pai, assim que eu fizer o melhor sorvete do mundo.

Então ele saiu segurando uma carta escrita em um vermelho grande “NEGADO” — não pode ser — ele sussurrava quase chorado — oque vou fazer agora — se jogou no sofá amassando.

— aqui papai — a garota vinha correndo da cozinha quase tropeçando nas próprias pernas — papai? — ela bocejou perdendo o passo e se desequilibrando, o pote de sorvete escorregou da sua mão pequena caindo direto ni chão e se espalhando.

— FILHA! — o homem gritou correndo para sua filha, rapidamente a pegando pelos braços subiu a escada pulando degraus, não procurou um telefone para ligar para ambulância, mas a levou para o seu quarto, chutando a porta a deitou em sua cama de casal com cobertores nunca trocados.

— onde esta, onde esta — ele repetia jogando seis objetos da comoda pra longe, parou apenas quando achou um estojo preto, logo o abriu quase o rasgando e quebrando um frasco pequeno com um líquido verde nele. A garota começara a tremer compulsivamente.

— só mais um pouco filha — ele pegou a siringa do estojo logo a pressionando sobre o próprio braço até conseguir tira uma pequena porção de sangue fresco vermelho claro de mais para ser humano. Ele se lançou até a filha ficando de joelhos, ver ela convulsando partiu deu coração mais uma vez, o pai ver sua filha morrendo, perdendo aquilo que mais ama não é um sentimento fraco, mas sim devastador. Sem pensar duas vezes ele injetou o líquido na Corina misturando o ao seu sangue, e logo o brilho roxo e negro surgiu da siringa, injetou no braço da pequena garota que parava lentamente de tremer, por minutos que para o pai demorou anos, sua filha parecia estar apenas dormindo.

— droga — ele escutou a porta se abrindo, tinha esquecido de a trancar, sentiu sua espinha tremer esperando o pequeno Gabriel entrar no quarto com um revólver para o matar, tomando coragem ele se levantou trancando a porta atrás de si para proteger sua filha. Não falou nada andando nas pontas dos pés até as escadas, sentindo sua garganta secar e seus olhos arderem seus punhos de fecharam preparando-se para lutar não por sua vida, mas pela vida de sua filha.

— quem está aí — ele sussurrou preparado para se atracar com vários homens, não seria está noite que ele morreria, não sem garantir que sua filha fique bem.

— olá eu sou — assim que ele escutou a voz intimidante e sem vida. Pulou na figura misteriosa, o derrubando e acertando vários murros, até que o ser o acertou um de direita quase quebrando seu queixo fazendo o cair no chão.

— está louco! — a figura girou se levantando, o pai determinado se ergueu preparado para matar ou morrer.

— não vou deixar você machucar minha filha, vamos me enfrente — mesmo determinado ele sabia que não podia lutar, não lembrava da última vez que lutou, no ensino médio ou na faculdade talvez.

— eu não quero te machucar eu estou aqui a mando — antes que o ser pudesse terminar sua frase e matar de uma vez o pobre pai, Gustavo pegou o abajur da mesa do lado do sofá e bateu com fúria na cabeça do ser, fazendo o objeto se parti em vários cacos.

— droga você quer me matar, Elizabeth me mandou, Elizabeth Bathory — o ser finalmente falou com a mão em sua cabeça sangrando — me chamo Manuel — ele se ergue mostrando seus olhos levemente vermelhos.

— então é você, Manuel a Elizabeth fala muito de você — Gustavo percebeu a bagunça toda além do abajur quebrado também havia o sorvete de amora derretido no chão — desculpe, sente aqui vou cuidar disso — Gustavo era determinado, mas de coração mole e a culpa vazia ele se sentir horrível e responsável por aquele homem.



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