História Mil historia de um vampiro - Capítulo 30


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Capítulo 30 - Golpe de estado


— Manuel certo? Me fale o porque esta me procurando e o porquê disto — ele fala colocando o revólver na mesa, era obvio um criminoso que amedrontou uma cidade não seria pego tão facilmente, e aquele odor de bala e bombom fazia Manuel lembrar de algo — nunca nos vimos, eu sei tenho uma boa memória, porque o velho elfo te mandou aqui, não tinha ninguém maior? — ele gargalhava derramando as cinzas do cigarro no chão úmido, Lara sentara na cadeira atrás da mesa, era visível que a cadeira era muito maior do que Lara.

— eu não sei, fizermos um trato, eu te levaria pra ele e ele me daria uma coisa.

— um livro — a prostituta completou pegando um dos cigarros.

— que livro é esse? — ele sorriu

— não é da sua conta — Manuel exclama se debatendo em fúria.

— pobre homem, acha que é o primeiro que ele manda? Escute aqui — ele tossiu — ele mentiu pra você, não sou o criminoso dessa cidade — ele se aproxima lentamente dr Manuel — vou te soltar, mas não quero gracinhas — falou mostrando a arma na sua cintura, logo ergueu a corda que prendia as mãos de Manuel, parecia fácil, ele ergueu Manuel como se fosse uma bolsa velha e logo o, pois no chão, seus pulsos estavam roxos, logo o homem alto e robusto colocou sua mão no ombro de Manuel, a cabeça de Manuel parecia uma bola tênis perto da mão do misterioso homem.

— venha também Larissa, cansei de machucar esses, caras — ele apagou o resto do cigarro na mesa. Larissa se levantou da cadeira com seus pés voltando a alcançar o solo, em um silêncio fúnebre saíram por outra porta, uma contrária da que dava pro bar. Esta dava para a lavanderia, ou melhor, para o depósito da lavanderia.

— essa é a verdade — ele bufou acendendo a única lampada velha da pequena sala, era azulada com prateleiras de ferro-velho e enferrujado, se dividiam entre roupas, produtos de limpeza e diversos fracos e sacos de comida, amontoados com etiquetas em cada monte de alimento.

Bufou novamente — Deve ter percebido a discrepância nessa cidade, lugares amontoados de casas pequenas e miseráveis, outros lugares com verdadeiros palácios e ruas vislumbrantes, o cara que te mandou aqui é um corrupto de merda, ele rouba mais que qualquer um fazendo a cidade se dividir em soberba riqueza e uma desesperada miséria, não que eu seja perfeito, mas sou o único que tem coragem de bater de frente com Gustavo, roubando seu dinheiro e comida para distribuir para bairros que não podem se salvar.

Larissa seguiu o irmão se pondo em seu lado.

— vá embora! Essa luta não é sua — ele falou voltando para o seu escritório — desde que eu comecei a lutar, Gustavo me persegue com raiva por perde duas grana e mantimentos, pegamos dados casas e escolas dessa gente rica — voltou a sentar escondendo sei rosto irritado de sobrancelhas grosas e lábios seca cor da sua pele — pode nos ajudar Manuel, Ajudar essa cidade, se pudéssemos capturar ele, poderíamos tomar a cidade, sabe mudar as coisas — ele bufava contendo sua esperança, Larissa desamarrava Manuel, com um olhar de culpa e peso na consciência, Manuel se levantará rapidamente disparando para a porta, pensava em fugir dali eta uma loucura e ele não tinha nada a ver com aquilo, pensando que poderia pegar o livro a força, mas uma desagradável sensação subia em sua boca, junto a uma voz família que partiu seu coração — ela sempre quis ajudar a todos — ele sussurrou pra si mesmo voltando a trancar a porta fechando a visão da rua clara, mas não da garota sentada no chão implorando por comida diante do bar, aqueles olhos nunca iriam sair de sua mente, o olhar de uma garota que entendia que teria que vender sua virgindade o mais caro possível.

— sente garoto, irei te explicar tudo que previsa saber — o homem falou fechando o maço de cigarros e jogando na gaveta da mesa, da própria tirou uma cartela preta com letras fitas e douradas, a abrindo tirou um longo e escuro charuto Boliviano, trazido ilegalmente pela fronteira, claro como saberiam que precisava cavar um buraco de vinte metros no lugar certo para achar um pequeno túnel produzido por toupeiras, claro, não toupeiras comuns, mas toupeiras controladas pelo rei dos ratos um ser que ninguém nunca viu, ou ninguém sobreviveu o bastante para descrever seu rosto, tudo que sabiam era que ele podia aparecer em qualquer lugar e controlava qualquer roedor, mas principalmente ratos, era um ser misterioso não respondiam ao lorde do vampiro nem dos elfos puros ou qualquer organização, tudo que respeitava era o poder puro e único, um poder sem surtos uma visão de poder que ele e poucos entendiam.

— ele subiu rapidamente ao poder com, você sabe aquelas velhas promessas de acabar com a corrupção e salvar os pobres, em um ano ele mudou tudo de fato, dividiu a cidade, pobres e ricos, aqui você morre pobre sem escolhas fazendo de Tudo para sobreviver, se conseguisse uma pequena fortuna ele vinha e pegava ou se você recusar em horas você simplesmente sumia, sem registros sem mais comprovante de nascimento — ele bufa, de lado encostada na parede lá estava Larissa, o ar de tristeza pairava pelo ambiente — se os pegássemos, ele simplesmente sumiria e poderíamos mudar — ele bate na mesa com raiva — você simplesmente poderia deixar a porta aberta, saberíamos que estão a sós daríamos um fim nele, você pegaria seu livro e nunca mais veríamos uma criança faminta, um estudante morto por ser confundido com um bandido ou um pai de família morto, faça isso noa ajude a mudar o mundo — ela berrava naquele momento, parecia verdade, as etiquetas tinham nomes de bairros alguns que havia passado, eram deploráveis como ninhos humanos com pessoas socadas a força em um lugar apertado.

— esta bem — afirmo voltando a pegar minha arma, e saindo — hoje anoite mesmo — fecho a porta atrás de mim, passando pelo pequeno homem que ora se apresentava como um bandido da pior categoria, agora se passava por um líder revolucionista.

Ainda dentro do escritório mal feito sussurravam.

— você o escolheu não foi? É um deles, o tempo todo mesmo com o domo que bloqueia o sobrenatural ele ainda pode sentir o sangue o tempo todo esperando uma anomalia que apontaria que estivéssemos mentindo.

A garota se ergue da parede, saltitando e segurando a tosse, não estava acostumada a fumar — eu não sei do que você esta falando — ela sai saltitando do escritório seguindo Manuel.

Sozinho ele continuou pensando em algo que o incomodara, o sentimento que ele não sentira apenas oque aquele homem realmente era, mas algo pior no fim do odor de sangue daquele homem, algo mais velho que o próprio tempo, algo que ele nunca sentira, preso no final das estranhas sobrenaturais daquele ser alguém qur nem a prostituta com o dom de farejar magia pode sentir.



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