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História Mil historia de um vampiro - Capítulo 32


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Capítulo 32 - Luvas irmãs


— que horas são? — Manuel pergunta, havia minutos que estava esperando, tomara dois copos de chocolate e comido quatro pães, estava ciente que suas horas como humano estariam acabando junto ao sabor delicioso da comida, não era como se o sangue tivesse o gosto de ferro, mas não era tão delicioso quanto.

— mais duas pizzas e um copo de vitamina de abacate por favor — ele berrava para o garçom que se virou para o lado constrangido.

— vai comer até morrer? — Lara perguntava sentada em outra mesa da lanchonete “Fritas e sirvas Dr. Comilão” juma lanchonete de esquina, mesmo pequena era muito linda com uma cor tema branca, balcão branco, chão e paredes brancas, mesas e cadeira brancas, detalhes em vermelho.

— obrigado — Manuel agradeceu tomando um gole do líquido viscoso e verde.

— no que esta pensando, não vai da pra trás — ela pergunta, mas sua atenção estava na comida, “idiota” Manuel pensava sem notar que a garota estava sem comer o dia todo.

— pose comer estou completamente cheio, vou pegar um ar — o novo humano fala saindo da mesa deixando umas notas na mesa.

— olhando agora — ele começou se recostando na parede sentindo o ar gélido seu rosto — as coisas tendem a ficar confusas às vezes, um golpe de estado, certo? — põe as mãos no bolso, o frio parecia mais agressivo agora — não parecia tão ruim assim, devia ser o desespero… Desespero… — ele parou olhando para o chão sujo, se recordando de tudo cuidadosamente, pensando agora aquele, cara, o Gustavo parecia nevoso sorrindo, mas nervoso — aqueles olhos — ele pensou, se lembrando amargamente do seu reflexo no espelho, a, décadas atrás, antes de fugir de sua morte certa…

— olhos de quem vai perder alguém que ama — ele pensou olhando a casa de longe, via as luzes do segundo andar acesas em dois cômodos.

— droga! — ele exclamou quase berrando, tentando andar devagar para não chamar a atenção de Lara que comia alegremente com um pouco de desespero como que achasse que iam te roubar a comida.

Sem problemas ele desviou das poucas pessoas que calabreavam bêbadas, até a casa do seu novo alvo, sem problemas caminhou até a porta, alegremente ou frustrante ela estava aberta.

— Sou eu Manuel — ele berrou avisando que estava entrando na casa e logo a fechando.

— a Manuel! — o velho exclamou descendo a escada — algum problema?

— quem está lá em cima? — Manuel logo perguntou olhando pelas janelas se certificando que não iam os atacar.

— do que você ta falando? Estou aqui sozinho — ele falou sorrindo quase gargalhando forçadamente.

— se não falar irei eu mesmo ver, e acho que isso não seria legal né?

— droga — o velho Gustavo se sentou no sofá bufando, se desprendendo de suas amarras com o gosto amargo de dizer a verdade a contra gosto — minha filha, oque esta acontecendo aqui é uma irritante conhecidencia, preciso daquele homem para curar minha filha, do sangue dele, na verdade — ele se recostou no sofá — mas está tudo bem, ele logo, logo vem né? — se levantou pegando um copo de wisk — não se culpe, ele já te contou tudo né, é tudo verdade eu lamento, não sou um anjo, só queria uma vida melhor para minha filha… — parou dando um gole — Manuel ficara paralisado desviando o olhar do homem.

— pode fujir com sua filha talvez

— não Manuel, você não intendeu — deus outro gole — preciso do sangue dele, minha filha não vai viver sem a cura e o sangue dele é um ingrediente, abra logo a porta e vamos acabar logo com isso — ele andava por toda a parte tomando um pequeno gole do copo, Manuel quase não vira que o homem tinha jogado sal grosso nas escadas.

Alguns minutos tinham se passado, Gustavo não olhara para Manuel, ficou de costas esperando seu destinto imutável, com um pesar na consciência, Manuel caminhou até a porta cada passo parecia uma sentença de morte que dava a alguém que talvez não merecesse.

E com um ranger longo e fino da porta, um ranger que não tinha notado antes, viu os olhos famintos do leprechau e seus seguidores na esquina escura, Lara também estava lá.

Teria que defender esse homem, ajudar a todos que precisam, foi o ensinamento que sua amada o deixo.

— aqui seu livro Manuel, vai embora.

Manuel receberá o livro de bom grado, capa marron descascada e desbotada, letras em um preto grosseiro.

Mas sua atenção fora toda desprendida do livro, o homem havia colocado luvas brancas, engraçado é que uma nevoa surgiu da lua junto a luz roxa envolvia todo o velho, quando se distinguiu ele estava diferente, sua camisa fora rasgada e músculos definidos por todo deu corpo se formou.

— luvas que impedem que o domo faça efeito aos seus portadores, não vou me entregar sem lutar.

— se tiver um par, deixe eu as usar.

— lamento não tem utro par, essa luta não é sua, vá embora.

— saiam da frente! — um grande homem gritou, era alto dava dois de Manuel, usando trapos entrou aos berros na casa quase quebrando a porta, no momento Manuel se virou para lhe dar um soco no rosto, mas foi impedido, com uma braçada o gigante jogou Manuel para o outro lado da sala batendo na mesa e caindo em um estardalhar no chão quebrando tudo que havia na mesa e a própria havia desmaiado.

— isso não foi gentil — Gustavo disse solenemente se virando, suas orelhas se faziam pontiagudas e seus olhos amarelados vivos, com um rugido o gigante partiu para cima de Gustavo, mas antes de chegar a encostar no homem, havia caído no chão, Gustavo havia em um milésimo de segundos desferido vários socos no gigante até ele desmaiar — não vai entrar velho amigo — Gustavo perguntando, bufou sem ar.

— como vai Gustavo?

O leprechau perguntou desviando do capanga gigante desacordado — essas luvas de novo? —  perguntando, as conhecia muito bem, quase não fugira de Gustavo quando o mesmo as usou.

— quer tentar fugir? — Gustavo parecia desleixado, mas não era uma má ideia o afastar da casa.

— dessa vez não, levei tempo, mas — falou erguendo sua mão uma luva verde-escuro, amarrotada e remendado, um sorriso meigo aparecia em seu rosto.



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