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História Mil historia de um vampiro - Capítulo 46


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Capítulo 46 - Lágrimas ao despertar


— fique calma — ela escutava deitada, sentia seu estômago queimar — não devia, por quê? — ele fungou cortando as faixas da ferida do estômago de Vanessa, Gustavo estava acostumado a essa situação, como um médico já viu várias pessoas machucadas, mas o olhar e a resistência a dor que Vanessa fingia ter, incomodava o doutor político.

— sabe, você não tem culpa — e apontou para Manuel acamado, estava menos morto aparentemente — ele vai melhora, e… — ele pausou — todos sabia os riscos, você não estava pronta.

— eu devia estar pronta — ela cerrou seus punhos com uma fina lágrima escorrendo pelo seu rosto delicado.

— agora descanse — O velho se ergueu lançando suas coisas no canto e saindo da toca.

— como ela está? — o velho carrancudo perguntou sentado na grama-baixa observando seu grosso braço.

— vai ficar bem — bufou sentando na grama — ela vai ficar ali? Desde que ele chegou ela não se aproxima — sussurrou olhando para uma árvore haste cheia de maçãs, abaixo uma garota aparentemente dormindo.

— vai entender com o tempo, sua filha vai ficar marrenta como á Lara, e ela esta magoada não superou aquilo, não com Manuel — se levantou vendo seus dedos de Argila se movendo — nem quero ver quando ele acorda.

Eles descansariam aquela tarde esperando que o Rei dos Ratos voltasse com novas informações, mas perceberam que isso não aconteceria quando Eduardo entrou na toca e saiu correndo, Vanessa disparará em sua cola segurando sua espada rachada, preferiram se deitar, Duardo poderia se virar afinal ele era mais rápido, o mais rápido de todos eles, e nem se quisessem, poderiam alcançar os dois.

— PARA DROGA — Duardo gritou tropeçando a saltos longos, cerca de dois metros cada, Vanessa logo copiou seus movimentos mesmo que saltos menores, balançava sua espada, feito louca, mas firmes.

— tenho que fica mais rápida — bufou perdendo o ar com seus pulmões ardendo, deu saltos menores quando seus membros arderam ela tropeçou perdendo o resto de ar parou sufocando com seus olhos vermelhos.

— vai com calma, droga — Eduardou fungou aborrecido se aproximando de vagar da garota.

— preciso… Preciso ficar mais forte — ela bufou sem ar, dobrada se alongado nas pernas, respirava desesperadamente vendo a grama virando um grande borrão verde Carmesin.

— vamos com calma, esse é o problema seu corpo não se acostumou a esse esforço, mesmo com magia precisa ter cuidado — se sentou suado e meio cansado, não acreditando no quanto aquela garota tinha feito forte em tão pouco tempo, se atreveu a pensar por um segundo que a lenda poderia ser real.

— bom já estar melhor? E o seu ferimento? — finalmente falou vendo que ela recuperou o fôlego — vamos brincando pega-pega, e sem espada — falou pegando a espada da mão de Vanessa e a jogando na grama — vamos, você tem que me pegar — então desapareceu deixado, resquícios de luz, Vanessa olhou para o nada com um mesclar de raiva de determinação e desapareceu seguindo Duardo.

Os dois velhotes ficaram passos os vendo apenas de relance, quase sempre borrões ou um chamuscar em quando na grama, a garotinha achando que eram luzes de festas tentou alcançar las frustradamente.

Lara disfarçadamente entrou na toca como quem não quisesse nada se aproximou do leito de Manuel.

— não é possível — levou á mão á boca chocada vendo o defunto, lagrimas escorreram pelo seu rosto, vendo que ele mal respirava e todos seus ferimentos que teimavam em se curar — idiota — sussurrou secando suas lagrimas coma a manga da blusa (marrom) folgada de Duardo, se sentou na borda da cama alisando o rosto mais gélido que o normal, sentia que a vida de Manuel estava por um triz, mesmo magoada com ele, sentia muito medo de que ele não resistisse, os sentimentos são uma droga viciante.

Sentada ali percebia que aqueles cabelos longos não eram tão feios assim, lembrando do que acontecera depois daquele dia, quando viu sei irmão desmembrado teve que o carregar sozinha pelos fetos todos lhe fechando as portas, todos que eles ajudavam lhe negando ajuda, lembra vivamente do rastro de sangue que ficou pelo chão de ter que esconder seu irmão dos polícias, mesmo que Manuel tivesse um bom motivo, ela nunca esqueceria dos gritos do irmão quando teve que costurar a ferida exposta, e logo depois ele apareceu com um fedor horrível entrou na lavanderia com aquela máscara negra, prometendo ajuda do que chamou da próxima guerra santa.

Foi um desapego quando entrou na carruagem estranha daquela criatura carregando o irmão, decerto não rasgou a garganta daquele elfo por causa daquela pequena criança.

Pensando em retrospecto, seu irmão parecia ter entendido os motivos daquele homem, pareciam até amigos e ele não fez mais que sua obrigação fazendo aquele braço.

— no que esta pensando?

— nada só… — Lara deu um pulo de medo caindo em pé a quase dois metros da cama — Manuel? — fungou tentando conter a felicidade sem sucesso, vendo ele de olhos mesmo que parecesse muito fraco, finalmente estava acordado.

— não confio que eu ia te pagar aí veio atrás? — ele sussurrou fracamente de olhinhos miúdos tentando sorrir.

— como você se sente? — ela perguntou extasiada se ajoelhando, pegando a mão gélida do enfermo.

— só meio cansado, aonde eu estou? — perguntou olhando ao redor.

— um refúgio, esta tudo bem agora, irei chamar os outros.

— outros? Lara oque esta acontecendo? — se levantando lentamente sem forças.

— fique calmo, as coisas estão mãos complexas do que você acha Manuel, por agora descanse, temos muito oque falar.

Então ela saiu, logo Manuel a perdeu de vista, á própria fraca e turva, caiu de volta á xama tentando se lembrar de um sonho estranho.

— cartas é?

Tudo que lembrava era de um dos jogos de cartas, mas dezenas de jogos e depois teve que ler seu livro cada nome pelo oque pareceu uma eternidade, ele leu mais de 300 nomes de quase vitimas.

— sou apenas um monstro doente — ele pensou tirando do bolso do seu casaco seu pequeno e grosso livro de couro escuro e páginas amareladas aonde escreveu nomes de dezenas de vítimas para nunca esquecer que é um animal medonho que merece morrer.



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