História Mil vezes intenso - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek
Visualizações 414
Palavras 5.007
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Infinito


Me desculpe, se eu não entendo.

De onde isto tudo está vindo.

Eu pensei que nós estávamos bem (oh nós tínhamos tudo [para estar bem] )

Sua cabeça está um turbilhão outra vez.

Minha querida, nós ainda temos tudo

E são apenas coisas de sua cabeça (yeah, mas isto está acontecendo)

Você tem tido pesadelos reais oh oh

Você costumava deitar-se tão perto de mim oh oh

Não há mais do que lençóis vazios

Entre o nosso amor, nosso amor

Oh, nosso amor, nosso amor...

Apenas me dê uma razão

Apenas um pouco é o suficiente

Só um segundo que não estamos quebrados apenas dobrados

E podemos aprender a amar novamente

Eu nunca parei

Você ainda está escrito nas cicatrizes no meu coração

Você não está quebrado apenas dobrado

E podemos aprender a amar novamente

Oh, lágrimas, dutos e ferrugem

Eu consertarei isto por nós

Nós estamos empoeirados

Mas nosso amor é o suficiente

Você está escondendo isto dentro de si

Você está servindo (preparando) uma bebida

Não, nada é tão ruim quanto parece

Nós iremos limpar (a poeira)

Pov Chanyeol.

Depois que Baekhyun saiu pela porta, eu senti um vazio no coração.

Me joguei na cama e deixei as lágrimas escaparem envergonhado por minhas atitudes. Como eu fui capaz de feri-lo daquela forma?

Eu quase cedi ao desejo.

Kyungsoo me provocava a cada instante, suas mãos sempre percorrendo meu corpo em pontos estratégicos para me enlouquecer, palavras sussurradas em pura malícia, falando sujo e me incentivando a toca-lo, até em segundo parei para pensar sob nós dois rolando em uma cama, me perguntei se aqueles adoráveis olhos ficariam mais arregalados enquanto eu investia com força o fodendo cada vez mais fundo, se seus gemidos seriam longos e manhosos me pedindo por mais.

Aquele foi o pior erro.

No momento que você pensa em algo desse nível, se torna um caminho sem volta.

Chegou a ponto de eu não consegui tocar em meu próprio marido... Não que eu sentisse desejo por Baekhyun, porra, eu continuava louco por ele, mas não sentia mais intensidade em nossos momentos. Ele não me incitava da forma que Kyungsoo fazia, ele não me dizia palavras sujas e me tentava e eu fiquei enojado por saber que meu coração estava com um e meu desejo estava com outro.

Há quem diga que quando você está divido entre duas pessoas deve se escolher a segunda, pois se amasse realmente a primeira não estaria confuso.

Mas eu não podia ficar com Kyungsoo.

Eu não queria ficar com Kyungsoo.

Infelizmente, só fui perceber isso quando Baekhyun nos pegou daquela forma no salão. A decepção em seu olhar me machucou, a forma magoada e dolorida que ele me encarava me feriu mais que qualquer outra coisa. Minha vontade foi toma-lo em meus braços e o proteger de tudo e principalmente de mim mesmo. Era impossível não se admirar pela sua postura firme diante da situação, ele não se desesperou e nem fez escândalo como qualquer um faria; ele manteve sua dignidade até onde conseguiu aguentar até ceder ao desespero.

Eu não pensei duas vezes em ir com ele quando foi me dada a escolha de ficar, pois eu jamais poderia escolher minha segunda opção sabendo que Baekhyun era a maior certeza da minha vida. Ver seu desespero me fez ver o erro que estava cometendo, a forma agoniante que ele procurou em si um defeito que justificasse minhas falhas, aquela foi a maior dor que já senti em minha vida.

Ouvir cada acusação da sua boca não foi fácil, só então pude ver o estrago que havia feito com meu pequeno. Me sentia o pior dos seres humanos ao saber que chamava o nome de outro enquanto dormia. Não que fosse culpa minha, afinal não podia controlar meus sonhos que, na maioria das vezes, eram lembranças reais de Kyungsoo me provocando e eu fugindo, mas saber que Baekhyun sofreu durante todo esse tempo sozinho e calado era desesperador, e a culpa me consumia cada vez mais sabendo que ele continuou carinhoso e cuidadoso comigo mesmo machucado.

E como eu pude duvidar que ele era o homem da minha vida?

Eu só esperava que não fosse tarde o suficiente parar corrigir meus erros.

Rolei na cama abraçando seu travesseiro. Inspirei seu cheiro de morango e suspirei trêmulo, tudo parecia tão vazio depois que ele saiu dessa forma.

Meu celular tocou e eu, afobado, tateei a cama na esperando de ser Baekhyun, mas meu corpo ficou tenso ao ver o número de Kyungsoo.

- O que você quer? - rosnei atendendo.

Será que ele não estava satisfeito com a confusão que causou?

- Chanyeol, vamos conversar - sua voz saiu chorosa e eu vacilei porque sabia que ele estava apaixonado. Não era um simples desejo da parte dele.

- Kyungsoo, por favor, você quase destruiu meu casamento - implorei de forma indireta que ele deixasse em paz.

- Se você me odiasse por isso, não teria atendido meu telefonema. Você me quer como eu te quero... Dê uma chance a nós dois, Chanyeol, eu posso te fazer feliz - respirei fundo com suas palavras.

- Kyungsoo, eu amo Baekhyun - falei calmamente. - Eu não estou negando que sinto atração e desejo por você, mas tudo isso aconteceu porque você me ofereceu algo que havia esfriado em meu casamento; tesão, intensidade e provocações... Eu não posso fazer isso com Baekhyun, não posso fazer isso comigo mesmo... Eu cometi um erro quando me permiti pensar em você de forma diferente ao invés de sentar com meu marido e conversar - eu precisava dar um fim naquilo de uma vez por todas. - Eu machuquei a pessoa mais importante da minha vida, e não importa... Enquanto eu tiver amor sempre irei lutar por ele.

- Por Deus, Chanyeol, se você me atendeu é porque Baekhyun não está aí! Você quer lutar por alguém que não esta lutando por você? - seu tom de indignação me fez grunhir exasperado.

- Kyungsoo, chega! - falei firme. - Baekhyun me deu uma chance e eu não vou desperdiçar. Ele é o homem que amo então, por favor, apague meu número de seu celular e eu conversarei com Joonmyun para me mudar de setor na empresa. Não me procure mais, esqueça que eu existo - desliguei o celular sem esperar sua resposta e, em seguida, apaguei seu número.

Ele voltou a ligar, mas eu recusei a chamada.

Só mantive o celular ligado na esperança de Baekhyun me ligar.

Eu estava decidido a consertar nosso amor.

Peguei uma mochila e coloquei algumas roupas já deixando a mala pronta para amanhã. Enquanto revirar o guarda roupa em busca de roupas de calor, encontrei um pequeno baú de madeira escondida em baixo das roupas de Baekhyun. Peguei o baú e sentei no meio da cama e o abri curioso. Me surpreendi ao encontrar várias fotos minhas com Baekhyun, havia uma espécie de caderneta lá dentro e curioso o abri.

Arregalei os olhos ao ler a primeira página.

 

"Sei que parece patético escrever sobre meus sentimentos, mas sinto que se não desabafar de alguma forma irei explodir. Conhecer Chanyeol acho que foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Como ele consegue ser tão perfeito? Seu sorriso, seus olhos, sua boca... Eu me sinto hipnotizado. Queria ter coragem para me declarar, mas ao menos sei se ele gosta de meninos, por enquanto estar perto dele é o suficiente para mim. Se ele pudesse ver um terço do que sinto, ficaria surpreso ao ver a intensidade do meu amor."

 

Meus olhos se encheram de lágrimas.

Comecei a folhear o pequeno diário emocionado por saber que ele anotava tudo desde que nos conhecemos com 15 anos.

Eu não merecia Baekhyun.

Outro trecho chamou minha atenção, relatando nossa primeira noite.

 

"Eu me sinto em estado de puro êxtase. Pela primeira vez, eu fui tocado por desejo e a sensação é como se minha pele ainda estivesse formigando por seus toques. Chanyeol foi um perfeito cavalheiro e me amou como a mais bela joia rara nesse mundo. Eu me entregaria a ele quantas vezes fosse preciso e tudo se torna mais lindo sabendo que também fui seu primeiro, pois a ideia de outra pessoa o tocando é a mesma sensação de como se estivessem arrancando meu coração, mas não irei me preocupar com isso por mais inseguro que eu seja, pois quando o digo que o amo e ele responde que me ama de volta, eu sinto com aquela chama no olhar como se meu coração fosse explodir de felicidade com a certeza que nosso amor será eterno como a estrelas."

 

A dor em meu peito se tornou maior.

Eu não havia respondido mais cedo e isso o machucou mais ainda.

Eu era um desgraçado.

 

"Eu estou preocupado com Chanyeol, já enfrentamos muitas crises, mas essa tem sido difícil e sei que a culpa é minha, tenho trabalhado dobrado em meu livro esses dias e não estou lhe dando a atenção que deveria. O que mais machuca é saber que ele mantem um sorriso no rosto e me apoia mesmo magoado pela minha distância, não me sinto digno de seu amor. Chanyeol não merece isso, ele é como uma pedra preciosa que deve ser cuidada todos os dias, eu amo com todo meu coração e eu espero que ele se lembre disso nos momentos difíceis, mesmo que não seja capaz de dizer."

 

Levei a mão ao rosto limpando as lágrimas que me cegavam.

Era doloroso demais ler sobre a intensidade daquele amor e saber que não dei valor a ele.

 

"Hoje descobri o verdadeiro significado da palavra dor. Chanyeol ultimamente tem falado muito sobre um colega de trabalho, chamado Kyungsoo. Eu não disse nada a ele, mas me incomoda, é como se esse homem tivesse tentando rouba-lo de mim. Me sinto infantil por saber que estou com ciúmes, eu confio nele, mas não consigo controlar meu medo de perde-lo. Eu vou tentar confiar em nosso amor, porque por mais amigo que esse Kyungsoo seja duvido que ele conheça meu Chanyeol como eu, só eu sei o controlar quando ele esta nervoso, o momento certo de abraça-lo, suas manhas, seus defeitos e só eu sei cada brilho do seu olhar e isso ninguém nunca poderá tirar de mim".

 

Machucava demais.

Meu coração estava murcho em culpa.

 

"Chanyeol chamou o nome de Kyungsoo enquanto dormia. Eu tento me fingir de forte, mas está doendo tanto. A ideia desse homem tocando meu grandão me assusta, eu quero confiar nele, mas está difícil. É como se eu estivesse ficando louco com essa insegurança. Eu não poderia suportar saber que ele pertenceu a outra, seria como esmagar meu coração com as mãos. Eu sinto como se tivesse um abismo entre nós, procuro saber aonde eu errei para consertar e me pergunto o que Kyungsoo tem melhor do que eu para eu mudar, parece doentio meu desespero por Chanyeol, mas por ele eu mudaria e não hesitaria um segundo em fazer qualquer coisa. Eu só queria entender o porquê ele estar fazendo isso comigo. Eu me sinto despedaçado."

 

Me joguei na cama sem conseguir continuar a ler, não dava para suportar toda a dor descrita ali. Eu iria ficar louco em tanta culpa, minha vontade era ir atrás de Baekhyun naquele momento mas não tinha ideia de que hotel ele ficaria.

Arrisquei ligar para seu celular, mas ele não me atendeu.

Tentei novamente.

E novamente.

- Oi - prendi a respiração ao ouvir sua voz.

- Me deixa ouvir sua voz - pedi.

- Chanyeol...

- Por favor - insisti antes que ele pudesse negar. - Não mereço nada, mas, por favor... - implorei.

"E ainda assim te cuidarei quase te lendo o pensamento e ainda assim eu ficarei sempre ao seu lado junto a seus silêncios e ainda assim te seguirei até que o mundo mude e gire ao contrário. Aqui estarei" - ele cantarolou baixinho e aquelas palavras me fizeram deseja-lo aqui ao meu lado para que eu pudesse abraça-lo e ter certeza que tudo ficaria bem.

Comecei a chorar baixinho e ele do outro lado da linha.

Nossos choros se mesclaram quase em desespero eu por não saber como corrigir as coisas e ele por não saber como me perdoar. Estávamos tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

Mas em meio àquela turbulência eu tinha uma certeza.

Eu reconstruiria nosso amor.

 

 

Esfreguei os olhos e busquei o relógio que marcavam 5 da manhã.

Olhar para os lençóis vazios e não ter Baekhyun ali era estranho. Eu nunca gostei de ficar só, mas sabia que estava pagando por algo que eu mesmo fiz.

Só então me lembrei que havia adormecido ouvindo sua voz. Busquei meu celular perdido na cama e suspirei ao ver a ligação encerrada a algumas horas. Eu havia dormido mais de 12 horas, nem mesmo sabia que estava tão cansado.

Me arrastei da cama e iria tomar um banho para ir ao aeroporto, não iria correr o risco de não chegar a tempo.

Eu teria uma longa batalha.

Conhecia Baekhyun e sabia que quando ele estava machucado, ficava instável, agia com frieza e depois se desesperava, tentava fugir, mas logo precisava de mim, de um abraço apertado.

Eu sabia que seria difícil lutar, mas eu não iria desistir.

Eu precisava reconquista-lo.

Me arrastei para fora da cama e fui direto para o chuveiro.

Enquanto a água quente caia sob meu corpo, eu sentia como se o peso do mundo estivesse sob minhas costas. Descobri que a culpa é o pior sentimento que se pode sentir, ver as coisas escapando do controle a cada erro e toda sua vida virar de ponta cabeça em poucos segundos e saber que você causou aquilo era deprimente.

Saí do chuveiro mais confiante, pois sabia que mesmo quebrado o coração de Baekhyun ainda era meu e prometi a mim mesmo que juntaria cada caquinho e o colaria com uma cola permanente e pintaria de uma cor bonita para que jamais ele pudesse sentir as cicatrizes escondidas.

Me sentei na cozinha e peguei uma fruta para comer algo, a verdade é que eu não sentia fome. Eu sentia meu estômago revirar em ansiedade e, por um momento, parecia como se eu fosse me declarar pela primeira vez como 5 anos atrás.

A lembrança daquele dia me fez sorrir.

As bochechas coradas de Baekhyun, acho que nunca o vi tão vermelho quanto naquele dia. Oh não, eu vi sim e foi na nossa primeira noite junto, foi tudo perfeito e intenso. Eu lembrava claramente de seus gemidos manhosos, ele me enlouquecia quando gemia daquela forma em meu ouvido e arranhava minhas costas pedindo por mais.

Me senti tolo por achar que outra pessoa poderia me dar o prazer que Baekhyun me proporcionava.

Eu sabia que existiam altos e baixos nos relacionamentos, mas nunca pensei que iria ceder dessa forma e machuca-lo da forma que fiz. Todo relacionamento acaba por cair na rotina um dia e já havia acontecido conosco, mas Baekhyun fora forte o suficiente para lutar por nós e inovar, mas eu fui fraco e o afastei.

Eu sentia vergonha de mim mesmo.

Balancei a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos, estava na hora de parar de me afogar em culpa. Se eu não me perdoasse, Baekhyun não me perdoaria.

Eu seria o homem por quem Baekhyun se apaixonou e que eu tinha orgulho de ser.

Me levantei pegando a bolsa com meus pertences, e fechei todo nosso apartamento.

Peguei um táxi rumo ao aeroporto.

Eu teria meu Baekhyun de volta.

 

 

Cheguei no aeroporto às 7:05.

Sentei em uma poltrona perto do balcão aonde vendia as passagens para Jeju.

Eu estava tão ansioso que de 5 em 5 minutos olhava para o relógio.

Quando o relógio marcou 7:37, vi a figura de Baekhyun aparecer entre a multidão. Como um imã nossos olhos se encontraram, pude ver o alívio ao me ver e a surpresa por eu ter chego antes de si. Ele se aproximou lentamente e eu me senti incomodado com a atenção que ele chamava, aonde ele chegava ele sempre atraía olhares de homens e mulheres.

- Oi - ele murmurou assim que se aproximou e eu suspirei.

- Oi, amor - respondi e ele fez careta como se ouvir aquelas palavras fosse doloroso para si.

- Tem certeza que quer ir? Comprarei as passagens - ele avisou com um olhar avaliativo.

- Baekhyun, eu não vou desistir de nós - minhas palavras o atingiram em cheio e ele assentiu freneticamente como uma criança perdida e caminhou em direção ao balcão.

Foi tudo rápido e não trocamos nenhuma palavra, fizemos o check in em silêncio e aquele clima desconfortável pairou até entrarmos no avião.

- Preciso conversar uma coisa com você - falei quando vi que ele estava acomodado na poltrona do avião e recebi um olhar curioso.

- Sobre o quê?

- Assim que você saiu de casa, o Kyungsoo me ligou - confessei e ele me olhou sem expressão.

- E o que ele queria? - sua voz saiu firme, o que me surpreendeu.

- Tentou me convencer a te largar e dar uma chance a ele - fui sincero mesmo sabendo que aquilo iria machuca-lo.

- E você? - ele me encarava quase desafiante.

- Deixei claro que o homem que eu amo é você e pedi para ele nunca mais me procurar - respirei fundo vendo sua postura ainda tensa. - Disse que iria pedir para Joonmyun me mudar de setor, mas não quero que você fique inseguro então decidi pedir demissão da empresa - pude ver a surpresa em seus olhos para em seguida suas feições se tornarem desesperadas.

Antes que eu pudesse acalma-lo, ele se levantou apressado e foi em direção ao banheiro do avião.

Suspirei frustrado, ele iria explodir agora.

Baekhyun era uma criança assustada no final de tudo, e vê-lo daquela forma me machucava tanto.

Me levantei e fui atrás dele, respirei aliviado quando vi que a porta não havia sido trancada. Um nó se formou em minha garganta quando eu o vi com as mãos apoiadas na pia enquanto as lágrimas caíam incessantes. Entrei e tranquei a porta.

- Eu não sei o que você espera que eu diga - sua voz saiu machucada. - Acha que tudo vai ficar bem somente com isso? Porque vendo você se esforçar dessa forma só me deixa mais inseguro, como se, no fundo, você estivesse fugindo do que sente por Kyungsoo e mentindo para mim e, principalmente, para si - encostei na porta e fechei os olhos. Ele estava duvidando dos meus sentimentos por si e eu merecia aquilo. - Você estragou tudo - suas palavras foram como agulhas perfurando meu peito.

- Eu não tenho dúvidas de que te amo - não me deixei abalar por mais ferido que eu estivesse.

- Não, não, não! - ele gritou e se voltou para mim socando meu peito. - Você não tem certeza - para minha surpresa ele puxou minha camisa arrancando todos meus botões e deixando meu peitoral desnudo. - Você o desejou, você quis toca-lo... O que ele tem de melhor que eu? - suas mãos percorreram meu peitoral me deixando arrepiado. - Você o quis gemendo para você? - suas unhas rasgaram meu peito e não o parei; sabia que ele precisava disso. - Ele conseguia te excitar como eu consigo? - sua boca se fechou em meu mamilo e eu ofeguei. - Você ficou duro por ele? Se masturbou chamando seu nome? - eu quis gritar que nunca havia feito isso, mas meu cérebro não funcionava, não quando seu joelho estimulava meu membro e seus dentes mordiscavam meu mamilo. - Desejou que fosse ele do seu lado de noite em nossa cama? - gemi com as mordidas que ele dava em meu abdômen.

- Baekie... - grunhi enroscando minhas mãos em seu cabelo quando ele se ajoelhou abrindo o botão da minha calça e a puxou para baixo fazendo meu membro saltar endurecido.

- Você sonhava fodendo ele? - revirei os olhos quando senti sua mão segurar meu membro com firmeza. - O que ele falava para você? - sua pergunta foi debochada, mas eu não tinha uma linha de raciocínio coerente com ele me masturbando lentamente. Ergui a cabeça fitando seus olhos. - Que queria seu pau enterrado bem fundo nele? - ele falou rouco e eu choraminguei quando ele apertou meu membro com mais firmeza. -Você imaginou se ele era mais apertado que eu? - ele rosnou e eu revirei os olhos quando seu dedo passou pela fenda e meu corpo estremeceu.

Merda, tudo havia saído do controle e eu estava desesperado por alívio e machucado por ouvir aquelas coisas de sua boca.

- Baek, por favor... - grunhi sentindo que poderia gozar a qualquer momento.

- Oh, você está gemendo meu nome... Por que não chama por Kyungsoo? - ele grunhiu e levou dois dedos a boca e contornou com a língua os umedecendo, e eu prendi a respiração com aquela provocação.

- Não fale isso... Baekie, eu te amo - choraminguei e ergui meu quadril gemendo mostrando o que eu queria.

- É isso que você quer? - ele perguntou rouco levando um dedo úmido até minha entrada e contornou me fazendo gemer arrastado. Sua mão não parava, e ele fez questão de aumentar a velocidade me deixando louco.

Não trocávamos de posição com frequência e eu sabia que ele estava fazendo isso para punir.

- Me ama, mas quis outro - fechei os olhos assim que ele enfiou um dedo em meu canal me fazendo revirar os olhos e gemer dolorido. - Tão apertado... - ele falou rouco, levando um dedo mais fundo e gemi manhoso sentindo meu corpo dar um solavanco.

- Olha para mim e veja quem está te chupando, porque eu duvido que aquela puta de olhos arregalados possa te dar o prazer que eu te dou - abaixei o rosto e abri os olhos. Gemi arrastado com a cena de sua boca deslizando lentamente em meu membro. Inclinei-me puxando seus cabelos com força enquanto gemia descontroladamente. Seus dedos me fodiam fundo e sua boca deslizava de cima a baixo, a cada subida ele passava a língua na fenda lambendo o pré-gozo que escapava.

- Vira - ele mandou e eu sabia o que ele queria.

- Baekie... - busquei se olhar. - Nós não trocamos de posição com frequência, se você fizer isso sem lubrificante irá me machucar. Mas se você me disser que precisa disso, eu aceitarei sem reclamar - acariciei seu rosto vendo ele voltar a si. - Mas sei que depois você irá se sentir mal e se culpar por isso - ele arregalou os olhos, horrorizado, e eu praguejei com o desespero em seu olhar.

- Meu Deus, o que eu fiz? O que eu estou fazendo? - ele se afastou passando as mãos no cabelo de forma desesperada e eu respirei fundo e ajeitei minha roupa com meu membro dolorosamente duro.

Puxei Baekhyun para fora do banheiro, ele parecia anestesiado e perdido. Sentei na poltrona e o puxei para meus braços. Agradeci aos céus quando ele não se afastou e, sim, se agarrou a mim deitando a cabeça em meu peito.

- Está tudo bem, amor - sussurrei acariciando seus cabelos. - Nós vamos ficar bem - afirmei enquanto ele chorava baixinho.

Eu havia feito marcas profundas em Baekhyun e somente eu tinha o dom para cura-las.

Depois de um tempo, sua respiração foi se tornando mais leve e seu corpo pareceu relaxar. Continuei fazendo um carinho em seus cabelos enquanto minha mente trabalhava desesperadamente em busca de uma solução para consertar aquilo.

Mas, naquele momento, nada importava, não quando eu segurava meu mundo em meus braços.

 

 

Chegamos em Jeju e eu chamei um táxi, mas o silêncio de Baekhyun estava me incomodando.

Por um lado, acho que preferia ouvir suas acusações amargas, pelo menos nesses momentos ele falava comigo.

Eu não sabia o que fazer para romper o abismo que criei entre nós dois.

Assim que chegamos em nossa casa, ele foi direto para o banheiro tomar um banho. Eu me encostei no parapeito da sacada fitando o mar ao longe. Com nossas condições financeiras nos permitimos ter aquela casa como mimo. Pagamos caro para ter essa casa em um local isolado.

Os momentos que tive ao lado dele naquela casa foram inexplicáveis.

- Eu quase te machuquei... - a voz de Baekhyun me assustou e eu me virei dando de cara com sua expressão triste, seus cabelos estavam úmidos e ele vestia um moletom.

- Anjo, você não me machucou - movimentei a cabeça indicando que ele se juntasse a mim, ele encostou na sacada ao meu lado. - Suas palavras me feriram - confessei ainda olhando para o mar.

- Eu queria que doesse em você - eu sabia.

- Eu sei.

- Mas doeu mais em mim.

- Eu sei.

- Eu me descontrolei.

- Eu sei.

- Será sua resposta para tudo? - ele brincou e eu sorri triste.

- Eu criei esse abismo entre nós e não sei como construir uma ponte para chegar até você novamente, eu me sinto perdido, Baekie - falei sem medo e seu silêncio foi esmagador.

-Já tivemos crises antes - sua resposta veio um longo tempo depois.

- Não como essas - retruquei amargo deixando a culpa me dominar.

- Sabíamos que não seria fácil - fechei os olhos.

- Você está dizendo para mim ou para si mesmo? - perguntei sem abrir os olhos.

- Para mim, estou tentando acreditar que tudo isso vale a pena - suas palavras me machucaram.

- Está escurecendo - mudei de assunto. Não queria entrar na pilha de suas palavras quando ele claramente queria me magoar.

- Eu sei - podia rir da tentativa frustrada de humor.

- Quero ver a lua com você, da mesma forma que fazíamos antigamente - falei e ele se virou para mim surpreso e com os olhos brilhantes.

- Sério? - ele perguntou duvidoso e assenti.

- Vem, meu anjo - estiquei a mão e sorri quando ele a segurou sem hesitar.

Segurei sua mão e segui rumo a praia.

De mãos dadas, caminhamos pela areia.

O céu já estava escurecido e eu respirei fundo.

Eu precisava apenas de uma chance para mostrar a Baekhyun que ele era minha preciosidade e era o único na minha vida.

O fiz sentar na areia. Deitei a cabeça em seu colo e sorri contido quando ele começou a acariciar meus cabelos.

Meu pequeno ainda estava ali.

Aquela praia deserta, o barulho do mar e a lua brilhando de forma intensa no céu escuro me deram ideias tentadoras, mas precisava ir com calma, pois Baekhyun havia cedido, mas ainda estava magoado.

- Quero fazer um acordo com você, pequeno - me virei encontrando seus olhos confusos.

- Acordo? - podia ver a curiosidade em seu olhar.

- Feche os olhos - pedi e sorri quando ele o fez sem hesitar, significava que ele ainda confiava em mim. - Quero que apague todas as lembranças ruins, toda vez que falei o nome de Kyungsoo dormindo, cada vez que te afastei, toda vez que não respondi de volta que te amava, toda a cena que você viu naquele salão, esqueça a existência de Do Kyungsoo; apague da sua mente - pedi e ele abriu os olhos atormentados.

- Eu não consigo - sua voz saiu chorosa e eu me sentei na areia sorrindo suave e segurei seu rosto com as duas mãos.

- Você consegue, amor, feche os olhos - ele tornou a fecha-los e eu respirei trêmulo. - Apague tudo de sua mente e, quando os abrir, veja em meus olhos o tamanho do meu amor você, veja que você é o único que eu amo e que eu sou inteiramente seu - minha voz saiu embargada pela emoção.

Baekhyun respirou pesadamente e suas feições estavam assustadas.

Ele abriu os olhos.

- Oh, Channie - sua voz saiu choroso enquanto ele olhava em meus olhos. - Meu Chanyeol - ele murmurou se jogando em meus braços e eu o segurei.

- Conseguiu ver? - perguntei baixinho.

- Você me ama e ainda é meu como sempre foi - suspirei aliviado por ele ter conseguido enxergar.

O afastei buscando seu olhar.

- Eu te amo e sou seu - afirmei olhando em seus olhos e fui recompensado com um sorriso mínimo. - Eu vou tirar, meu anjo... Eu vou tirar toda essa mágoa do seu coração - prometi e ele assentiu com um bico choroso. - Quando as lembranças ruins vierem e a insegurança tentar te dominar, me abrace que eu vou te segurar e te proteger do mundo.

Seus olhos brilharam daquela forma que me deixava encantado.

- Promete? Promete que nunca mais vai me machucar dessa forma? - ele buscava segurança e eu assenti firmemente.

- Nunca mais, bebê, eu prometo - o assegurei. - Essa semana nós vamos nos encontrar novamente e corrigir esses problemas juntos. Eu preciso de você, Baekie - sussurrei e ele assentiu parecendo mais seguro.

- Eu te amo, meu Chanyeol - suas palavras me aqueceram e me permiti mostrar que ouvir aquilo ainda me dava aquela mesma reação única de antes.

- Eu te amo, meu anjo - respondi sem hesitar me deliciando com o brilho dos seus olhos.

Enrosquei as mãos em seus cabelos e puxei seu rosto de forma delicada e rocei no meu. O desejo queimou minha pele, eu queria provar seus lábios. Não hesitei, mordisquei seu lábio inferior e ele gemeu baixinho se entregando completamente. Deixei minha língua invadir sua boca e dei início a um ósculo lento e apaixonado.

Naquele momento, eu descobri que a intensidade do nosso amor sempre esteve aqui e eu apenas me perdi no meio do caminho, mas Baekhyun havia segurado minha mão e como uma luz me guiado novamente.

No meio daquela praia deserta, com a luz de testemunha, eu e Baekhyun voltamos a ser o infinito.

 

 

 

 


Notas Finais


Mais tarde posto o último capitulo


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