História Mil vezes intenso - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek
Visualizações 490
Palavras 13.975
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Mil vezes intenso


Me dê um motivo

Só um pouquinho já basta

Só um segundo, nós não estamos quebrados somente fora do eixo

E nós podemos aprender a amar novamente

Está nas estrelas

Tem sido escrito nas cicatrizes em nossos corações

Nós não estamos quebrados, somente fora do eixo

E nós podemos aprender a amar novamente

Oh, nós podemos aprender a amar novamente

Oh, nós podemos aprender a amar novamente

Não estamos quebrados, somente fora do eixo

E nós podemos aprender a amar novamente

Pov Baekhyun.

Abri os olhos quando um barulho estrondoso me acordou.

Olhei para o lado na cama e franzi o cenho ao não ver Chanyeol ali.

Noite passada, ficamos até tarde trocando carinhos e mimos. Eu me sentia mais calmo porque pude ver o amor nos olhos de Chanyeol e a certeza que ele queria corrigir as coisas. Eu não iria fugir e confiava que nosso amor iria superar a fase ruim.

Desci as escadas em busca de Chanyeol e o barulho que havia me despertado e me assustei ao encontra-lo caído no chão com um bico nos lábios.

- Está tudo bem? - perguntei me ajoelhando em sua frente.

- Cuidado, eu quebrei a jarra de vidro - ele falou afobado. - Eu estava tentando fazer um café da manhã romântico para nós dois - arqueei a sobrancelha pela sua expressão adoravelmente sem graça.

- E o que aconteceu? - prendi o riso tentando manter uma expressão séria diante seu rosto envergonhado.

- Os ovos queimaram, aí fui tentar pegar a frigideira, mas esqueci a luva e queimei a mão. Então decidi passar geleia no pão, mas descobri que não era geleia e, sim, doce de goiaba, resolvi fazer um suco, mas a jarra escorregou da minha mão e quebrou - não consegui evitar a gargalhada diante da narração daquele desastre, quase me senti mal ao vê-lo abaixar a cabeça, constrangido.

Chanyeol era um desastre na cozinha, mas meu coração se aqueceu ao ver que ele estava se esforçando para me agradar.

Meu riso morreu ao ver a mancha vermelha no chão.

- Oh Deus, você se machucou! - falei afobado e ele tentou esconder a mão e me senti culpado por ter tirado sarro quando vi seu rosto vermelho. - Vem, eu vou cuidar disso - o puxei o levando para o banheiro cuidadosamente para que ele não se machucasse mais.

O fiz sentar em uma cadeira enquanto buscava a caixinha de primeiros socorros que a senhora que cuidava da casa semanalmente sempre guardava ali.

- Você é uma criança grande mesmo hein, Channie? - ralhei enquanto limpava sua mão cortada com álcool e ele resmungava em um bico choroso.

- Desculpe - ele sussurrou e eu suspirei parando o que estava fazendo e segurei seu rosto com as duas mãos.

- Sei que não estamos em nossa melhor fase, eu estou magoado e você está se esforçando - ele tentou desviar o olhar, mas eu o forcei a me encarar. - Desculpa ter dado risada de seu esforço, foi idiotice da minha parte, e obrigado pelo esforço em me mimar e me deixar feliz - arranquei um sorriso aliviado de seus lábios e aquilo me fez sorrir também. - Agora me deixe limpar isso, resmungão, e vamos limpar aquela cozinha e eu vou preparar algo decente para nós - brinquei e deixei um selar em seus lábios.

Ambos sabíamos que eu não estava confortável e ainda ferido, mas eu sabia que se queria consertar as coisas teria que ceder aos poucos.

E pelo nosso amor eu o faria.

Não era fácil.

Mas ali, sentado no colo de Chanyeol, enquanto ele me alimentava carinhosamente e me segurava de forma tão única, percebi que no fundo ele não foi o único errado em toda aquela história. Ao invés de batalhar por nós, eu me refugiei em minha mágoa, pois era cômodo eu ser a vítima. Eu havia me esquecido que a vida a dois era mais do que ser magoado e fazer o outro se afundar em culpa, era perdão, era lutar pela felicidade, pois a vida não é como um conto de fadas; ela é dura e se você não aprender a perdoar e a batalhar pela felicidade diária estará condenado a viver uma vida de mágoas e sofrimento.

Eu não queria aquilo para mim.

Mas ainda me sentia inseguro.

Por Chanyeol ter escapado dos meus dedos e eu ter o soltado.

O abracei forte.

Ele parecia ter entendido o recado, pois me segurou. Fiquei feliz por ele o ter feito e sua teoria estava certa, quando a insegurança veio nada melhor que o calor do seu corpo e seus mimos para me provar que ele era meu e somente meu.

Chanyeol estava ali e me segurava como quem segura seu mundo.

E, naquele momento, eu tive a certeza que eu era, na verdade, nunca havia deixado de ser.

- Eu te amo - aquelas palavras vieram em forma de lembrete e tentavam me dar a segurança que eu havia perdido em seu amor.

Mas, aos poucos, eu me reencontrava.

Reencontrava nós dois.

Eu amava novamente.

- Eu te amo, meu príncipe - minhas palavras o fizeram sorrir, daquela forma gostosa e despojada que acelerava meu coração.

- Quando você sorri, faz com que eu me lembre da sensação de como é se apaixonar por um sorriso - contornei seus lábios enquanto murmurava, eu sentia necessidade ser doce com Chanyeol e o fazer se sentir amado.

Seus olhos brilharam.

- Eu entendo a sensação, me sinto da mesma forma quando você sorri - suas mãos acariciaram meu rosto e inconscientemente o sorriso se desprendeu dos meus lábios. - Me faz sentir que tudo ficará bem, faz com que eu encontre tudo que havia esquecido - naquele momento, prometi a mim mesmo que sempre que ele se perdesse no caminho, eu o ajudaria a se encontrar. - Obrigado, por me fazer acordar e me lembrar como é gostoso e certo te amar - suas palavras me emocionaram.

Pois eu sabia como no mundo de hoje era fácil ceder ao desejo e saber que Chanyeol estava disposto e reconstruiu o amor que sentia por mim e se perdeu na rotina cansativa era o suficiente para mim que ali, naquela sala, ouvindo o barulho do mar, também reconstruía meu coração que havia murchado no amor depois de me machucar continuamente.

Era apenas o primeiro dia longe de tudo.

E nós com palavras carinhosas, carícias singelas enquanto limpávamos a bagunça de nossos corações, aprendíamos a amar de novo e de novo.

Passado o dia inteiro agarrado a ele no sofá conversando sobre coisas banais, me senti mais próximo de si do que há muito tempo não sentia. Falei minhas ideias pro próximo livro e me animei com as ideias que ele me deu. Conversamos sobre seu trabalho e ele me falou o quanto estava cansado daquela rotina.

Estava satisfeito pelo rumo que as coisas estavam tomando até aquele momento.

Mas eu queria mais.

Eu queria provoca-lo.

Queria faze-lo lembrar o porquê sempre me desejou.

Sentei escarranchado em seu quadril e ele me olhou confuso e quase inconsciente segurou minha cintura.

- Sabe, Channie, eu não vou tirar minha culpa pelo que aconteceu entre nós - minhas palavras o deixaram confuso. - Eu sei que também errei e algumas partes - vi em seus olhos que ele queria me assegurar que fora o único errado. - Em algum momento, em nosso caminho, seu desejo por mim diminuiu por causa dessa rotina cansativa, fiquei magoado, sim, por você não ter conversado comigo, mas eu também poderia ter lutado um pouco mais ao invés de me refugiar em meu sofrimento e me acostumar em ser a vítima - falei apressadamente antes que ele pudesse me interromper. - Por isso vamos mudar essa situação - sorri e lentamente comecei a rebolar em cima de seu membro.

- O que você quer dizer com isso? - ele gemeu semicerrando os olhos.

Aposto que eu o surpreenderia agora.

- Se você parou de me desejar, devo te lembrar o porquê você sempre foi louco por mim - sorri lascivo, decidido a lutar pelo homem que eu amo com todas as armas que tinha.

- Ainda não entendo, anjo - eu gostava quando ele me chamava daquela forma.

- Não serei um anjo agora, baby - falei sugestivo e ele semicerrou os olhos, desconfiado. - Lembre-se, você não pode me tocar - avisei sem parar me movimentar e sorri com seu membro já endurecendo.

Eu já estava excitado só com a ideia de provoca-lo.

- Você não vai fazer isso - sua voz saiu rouca e seus olhos brilharam em expectativa.

Eu podia ver o quanto a ideia o excitava.

Me inclinei sob seu corpo e mordisquei o lóbulo da sua orelha. Ofeguei quando ele apertou minha cintura com força.

- Eu gosto quando você morde minha orelha devagarzinho... - sussurrei em seu ouvido e fechei os olhos me entregando às lembranças de sua boca me incitando. - Quando chupa meu pescoço e o morde... - minha pele formigou como se pudesse sentir as sensações vividas. - Me deixa tão quente, Yeol - raspei minhas unhas em sua nuca e puxei seus cabelos de leve o fazendo gemer alto. - Só de imaginar você me tocando, me deixa louco... - meu membro já estava semi ereto e seu ofegar me deixou com mais tesão.

Abri os olhos e encontrei seu olhar luxurioso sob mim.

Era tão bom saber que aquele olhar era meu e só meu.

- Quando você me toca, aqui, com a boca, eu sinto que posso gozar... - apertei meus mamilos por cima da blusa e um gemido manhoso escapou dos meus lábios.

- Baekie... - sua voz saiu rouca e me senti vitorioso ao senti-lo mais duro e podia ver em seus olhos a necessidade de me tocar.

- Chanyeol! - gemi seu nome de forma sôfrega enquanto tombava minha cabeça para trás. - Quando você morde meu mamilo, enquanto seu pau me fode com força, eu sinto que vou enlouquecer de tanto prazer.. - minha voz estava rouca, meus olhos pesados e meu membro endurecido implorava por alivio.

- Baekie... Me deixa... - mordi o lábio ao sentir sua mão começar a subir pela minha cintura.

- Não vai me tocar, Chanyeol. Vai apreciar a visão e lembrar que eu sou o único que te deixa assim tão rápido - deixei minhas mãos passearem até o botão da minha calça e lentamente a retirei sob seu olhar quase desesperado.

Me sentei do outro lado do sofá me afastando dele.

Não queria que as coisas tomassem o rumo que havia tomado, mas ver sua necessidade me enlouquecia.

Eu podia sentir seu desejo emanando.

Mas queria mais.

Queria vê-lo implorar para me tocar.

Retirei minha blusa quase desesperadamente e desabotoei minha calça libertando meu membro.

- Gosto quando aperta minha cintura e me segura com força, me dá tesão toda sua brutalidade - segurei meu membro endurecido e sorri ao vê-lo afobadamente desabotoar sua calça. - Chanyeol... - gemi enquanto dava início a uma masturbação lenta e torturante.

- Me deixa te tocar - ele implorou e eu neguei.

- Eu quero, Chanyeol... Quero seu pau me fodendo fundo - ele gemeu e eu mordi o lábio enlouquecido, minha vontade era jogar tudo para o alto e pedir para ele me tocar. - Yeol... - aumentei o ritmo da minha mão.

Não consegui falar mais nada, gemidos manhosos escapavam de meus lábios e nossos olhares se ligavam como imãs enquanto nossas mãos continuavam a se mover freneticamente. Chanyeol gemia rouco testando o pouco de sanidade que tinha. Mas decidi que eu seria o vencedor daquela provocação.

Me livrei de minhas calças quase desesperado.

Ergui minhas pernas apoiando no sofá expondo minha entrada diante de seus olhos.

- Porra, Baekhyun! - ele grunhiu e seu corpo estremeceu.

Com uma mão me masturbava e a outra levei a boca contornando meus dedos com a língua.

- Baekie... - sua voz saiu desesperada e eu sorri de lado. - Droga, esta me deixando louco, pequeno - era aquilo que eu queria ouvir.

Quando senti meus dedos completamente úmidos, levei até minha entrada contornando a área. Meu corpo convulsionou e eu gemi enfiando um dedo. Não conseguia ver mais nada. Somente conseguia ouvir os gemidos de Chanyeol, introduzi mais dois dedos. Minha mão se movia desesperadamente e meus dedos iam cada vez mais fundos pressionando meu local de mais prazer. Minha boca clamava por Chanyeol e o som da sua voz rouca chamando meu nome me deixava cada vez mais insano. Meu corpo convulsionava e com um choramingo manhoso chamando por seu nome gozei entre meus dedos enquanto ouvi seu grunhido quase animalesco indicando seu ápice.

Meu corpo amoleceu e minha respiração estava irregular.

Abri os olhos vendo o corpo ofegante de Chanyeol e seu gozo melecando seu abdômen e dedos. Seu peito subia e descia e seus olhos não se desprendiam de mim. Nem havia reparado quando ele tirou a roupa toda, mas não pude deixar de notar o quanto ele era perfeito com o corpo suado e manchado com o seu prazer. Quando senti um pouco mais de firmeza nas pernas me forcei a ir até sob ele e soltei um gritinho quando ele me puxou bruscamente quando me aproximei.

Sua mão puxou meus cabelos com força e sua boca tomou a minha em um beijo desesperado. Era tão bom sentir aquela necessidade dele sob mim.

- Você me enlouquece, pequeno - seus dentes mordiscaram meu lábio e eu sorri contra sua boca.

- Era isso que eu queria - ronronei satisfeito.

- Conseguiu, meu anjo - sorri mais largo ainda. - Eu te amo - seu nariz roçou no meu e suspirei satisfeito.

- Eu te amo, grandão - seus olhos brilharam e ele deixou mais um selar em meus lábios.

- Vem, vamos tomar um banho, pequeno provocador - me deixei ser carregado no colo e me aconcheguei contra seu corpo.

Era só o primeiro o dia ali longe de tudo e Chanyeol já conseguia me fazer lembrar o porquê de ser o homem da minha vida.

 

 

2º dia.

- Você é um babaca, Chanyeol! - rosnei irritado e minha raiva só aumentou quando ele começou a gargalhar mais alto. - Insuportável! - bati o pé irritado e isso o parecia divertir mais.

- Oh... Você está me xingando? - arregalei os olhos com seu tom sugestivo e comecei a correr pela casa sendo perseguido por ele.

Chanyeol era uma criança.

Havia me acordado cedo com uma ideia estupida de fazer um bolo, mas quando foi fazer a cobertura, aquele panaca melecou meu rosto inteiro.

- Se você me sujar mais, eu vou arrebentar sua cara - grunhi quando fui encurralado entre a estante e a parede.

- Vai precisar subir em um banquinho se quiser acertar meu rosto - ele ronronou e o olhei furioso.

Malditas piadinhas sobre meu tamanho.

- Criança - xinguei e ele sorriu divertido.

- Baixinho.

- Poste.

- Pintor de rodapé.

- Dumbo.

- Oi? Não consigo te escutar aí de baixo.

- Como não? Com o tamanho da sua orelha você praticamente rouba a audição do mundo.

Ele fez um bico e eu reprimi uma risada que logo virou um grito quando ele se aproximou com a mão toda suja chantilly pronto para me sujar mais. Quando ele chegou perto, tentei fugir, mas suas mãos me apertaram com firmeza, então comecei a me debater e a gargalhar quando ele começou a encher meu rosto de chantilly e depois lamber.

- Seu nojento - gritei gargalhando e ele me puxou com força fazendo nós dois nos desiquilibrarmos e eu caí por cima dele no chão.

- Sabia que você é pesado? - seu tom foi de brincadeira, mas busquei seu rosto e o olhei indignado.

- Está me chamando de gordo, Park Chanyeol? - perguntou em tom ameaçador e ele soltou um risinho baixo e ainda no chão me abraçou com força.

- Anjo, você esta longe de ser gordo... Você é gostoso - seu nariz roçou no meu pescoço e eu soltei um suspiro com a carícia.

- Idiota... - resmunguei sem graça e ele riu alto sabendo que eu havia ficado constrangido.

Naquele momento, não me importei com mais nada, nem por estar todo sujo de chantilly. Tudo que importava era eu e Chanyeol ali.

- Podemos ficar assim hoje? Abraçadinhos no sofá vendo filme? - seu pedido me fez sorrir.

- Nós viemos para a casa na praia para ficarmos no sofá vendo filme? Poderíamos ter feito isso em casa. - ri baixinho acariciando seus cabelos.

Ele no fundo sabia que eu amava ficar daquela forma.

Chanyeol puxou meu rosto me obrigando a olha-lo nos olhos.

- Eu quero te sentir - suas palavras me deixaram desconcertado. - Quero ter certeza que você sempre estará nos meus braços, quero seu cheiro impregnado no meu corpo - me surpreendi ao ver que Chanyeol estava inseguro. - Eu 'tô me fazendo de forte, de lutador... Mas estou assustado, Baekie - sua sinceridade e o medo em seus olhos deixaram meu coração apertado.

Eu não queria que ele se sentisse daquela forma.

Mas eu consegui entender suas palavras. Ele tinha medo que quando eu pensasse em Kyungsoo e o que aconteceu eu o afastasse, jogasse em sua cara, que nos ferisse mais ainda. Chanyeol tinha medo de me perder.

- Hey, grandão - acariciei seu rosto. - Nós vamos ficar bem, eu prometo - lhe assegurei. - Eu não vou a lugar nenhum e nem vou deixar você escapar de mim novamente - beijei seus lábios e ele me abraçou com força.

- Desculpe por estar sendo fraco - sorri, afundando o rosto na curva de seu pescoço.

- Não se desculpe, meu príncipe - mordi de leve seu pescoço e deixei um selar de leve. - Eu sei que estamos tentando fazer tudo ficar bem, mas ao mesmo tempo estamos desconfortáveis - suspirei e ele me apertou com mais força.

- E o que fazemos? - sua pergunta saiu quase desesperada e eu relaxei em seus braços.

- Vivemos um dia de cada vez até que isso vire apenas uma lembrança ruim - ergui o rosto encontrando seus olhos novamente e recebi um sorriso mais calmo.

- Gosto disso, anjo. - seu nariz roçou no meu e eu sorri enlacei meus braços em seu pescoço.

- Então, grandão - selei nossos lábios. - Você me ofereceu uma tarde nos seus braços vendo filme, o que estamos fazendo nesse chão ainda? - murmurei contra sua boca e ele se ergueu comigo no colo.

- Vamos tomar um banho primeiro - ele falou e eu fiz careta me sentindo grudento pelo chantilly.

Enquanto Chanyeol me carregava no colo percebi que teria que ser forte não só para lutar por nós dois, mas para me livrar daquela mágoa que sentia e aplacar não só minhas dúvidas, mas as dele também. Ver Chanyeol perdido e sofrendo era insuportável para mim.

Naquele segundo dia, me lembrei que ver Chanyeol bem sempre foi e sempre será minha maior felicidade.

E em seus olhos vi que ele se sentia da mesma forma comigo.

Aos poucos, eu e Chanyeol nos encontrávamos novamente.

 

 

3º dia.

Eu me sentia realizado.

Esses três dias ao lado de Chanyeol havia nos aproximado mais ainda. Seus carinhos e mimos me faziam sentir em completo estado de felicidade, toda aquela e mágoa que estavam em meu peito se esvaiu dando lugar a imensidão do nosso amor.

Pela janela do quarto, vi Yeol sentado na areia observando o mar.

Sorri suave.

Ele parecia imerso em pensamentos observando as estrelas.

Desci as escadas e caminhei pela grama até atravessar as barreiras, pousando meus pés na areia. A noite estava quente. Silenciosamente, caminhei em sua direção e ele não esboçou reação quando me sentei entre suas pernas, apenas me puxou contra seu corpo.

Eu gostava de seu silêncio.

- Está pensativo - não sei porque senti a necessidade de ouvir sua voz e ter a certeza que ele está bem.

- Já ouviu o mito do sol e da lua? - ele perguntou e eu ergui o rosto curioso.

- Não - confessei e ele olhou para céu vendo a lua brilhante.

- Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e,

a partir daí, começaram a viver um grande amor. Acontece que o mundo ainda não existia e, no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então toque final... O brilho. Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados. Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam. A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária. O Sol por sua vez havia ganhado um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz - Chanyeol narrou lentamente e eu olhei para a lua e me entristeci por ela estar longe de seu amor.

- Isso é triste - sussurrei buscando os olhos de Chanyeol e ele sorriu suave acariciando meu rosto.

- Isso mostra que eu não posso viver sem você, pequeno. Como posso brilhar sem meu sol? - ele perguntou e eu abri a boca sem saber o que responder.

- Channie... - minha voz saiu falha pela emoção que me consumia, mas ele apenas ergueu os dedos e colocou em meus lábios me silenciando.

- Deus então chamou-os e explicou-lhes: Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio. Você, Lua, iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados. Quanto a você, Sol, será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecendo calor aos seres vivos. A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio... Já o Sol, ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater, pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus. No entanto, sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Ele: "Senhor, ajude a Lua. Ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão!". E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela. A Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem. Hoje, eles vivem assim... Separados. O Sol finge que é feliz, a Lua não consegue esconder sua tristeza. O Sol ainda esquenta uma grande paixão pela Lua. Ela ainda vive na escuridão da saudade - ele murmurou me apertando contra seu corpo e eu afundei o rosto em seu peito.

- Isso é tão injusto, Channie. - falei indignado.

Eles se amavam então tinha que ficar juntos.

- Calma, pequeno, escute o resto - Chanyeol soltou um riso baixo e acariciou meus cabelos.

- Então conta logo - pedi ansioso erguendo o rosto.

- Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso. Quando feliz, consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho. Lua e Sol seguem seu destino, ele solitário, mas forte. Ela acompanhada das estrelas, mas fraca. Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível. Nem mesmo o da Lua e o do Sol... E foi aí então que ele criou o eclipse. Hoje Sol e Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer. A lenda diz que quando você olhar para o céu e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar. É ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse. Dizem que o brilho desta paixão é tão grande que é aconselhado não olhar para o céu nesse momento. Seus olhos podem cegar de ver tanto amor - sorri diante suas palavras.

- Então no final eles podem ficar juntos - fiquei extremamente satisfeito com aquilo e Chanyeol assentiu rindo. - Mas ainda assim é triste, eles só podem ficar juntos no eclipse e isso demora - fiz bico contrariado.

- Oh, meu anjo - ele beijou meus lábios e deitou na areia me puxando para seus braços. - Eu penso que o sol e a lua são como nós dois - olhei confuso diante aquelas palavras.

- Por que? - questionei curioso.

- Porque mesmo diante de todos os obstáculos, nosso amor sempre será mais forte - senti as lágrimas acumularem em meus olhos. - O mundo pode tentar nos afastar, pode nos derrubar, nos enfraquecer, nos confundir... Mas isso aqui... - ele puxou minha mão colocando em seu peito e eu podia sentir seu coração batendo desenfreado assim como o meu. - Isso aqui é seu e nada no mundo vai mudar isso. Você é meu sol, Baekhyun, ilumina minha vida e faz de mim o que sou - as lágrimas escorriam dos meus olhos sem que eu pudesse evitar. - E te amar é o maior privilégio que já tive em minha vida, então obrigado por me permitir te amar - não sabia o que responder, então fiz a única coisa coerente que podia.

O beijei.

Suas mãos enroscaram em meus cabelos me aproximando mais, enquanto nossas bocas se moviam lentamente em um ósculo completamente apaixonado. Seus dentes mordiscam meus lábios e eu gemi contra sua boca.

Rolamos na areia trocando carícias sob a luz do luar.

Naquela terceira noite, Chanyeol mostrou que nosso amor era tão real quanto o sol e a lua e nada no mundo poderia mudar isso.

 

 

4º dia.

- Channie - chamei manhoso pela quinta vez e bufei quando ele resmungou e se virou de bruços querendo voltar a dormir.

Estava um sol maravilhoso entrando pelo nosso quarto.

Eu queria ir à praia, mas Chanyeol não cooperava.

Bufei indignado, mas logo um sorriso malicioso escapou dos meus lábios.

Engatinhei na cama e sentei sobre as coxas de Chanyeol. Inclinei meu corpo sob o dele e, de leve, mordi sua nuca e prendi a risada ao ver que mesmo adormecido seu corpo reagia ao meu e me deliciei com o arrepio que percorreu em sua pele. Deixei alguns selares carinhosos para em seguida começar a mordiscar e sugar com leveza.

- Golpe baixo, pequeno - sorri contra sua nuca e mordi com força. Seu gemido rouco me fez arrepiar.

- Quero ir à praia - comecei a dar a mesma atenção em suas costas.

- Assim você faz com que eu queira ficar na cama - sua voz saiu em um gemido arrastado e eu mordi suas costas com força e arqueei a sobrancelha com seu choramingo quase necessitado.

Chanyeol era um selvagem.

- Quero entrar no mar - resmunguei me erguendo e soltei um grito estranho quando, de surpresa, ele se virou quase me derrubando, mas foi rápido o suficiente para me segurar e me puxar para sua cintura.

Ele ainda tinha os olhos fechados.

- Posso te convencer a ficar na cama...? - sua pergunta tinha outras intenções claramente eu revirei os olhos.

- Quero ir à praia, Channie - pedi manhoso do jeito que ele nunca resistia e sem desfazer meu rosto de cachorrinho pidão sorri internamente quando ele abriu os olhos.

- Não faça essa carinha - sua careta indignada como se não resistisse a aquilo me fez perder a pose e rir alto.

- É sério, vamos! - insisti e ele sorriu de forma carinhosa e eu sabia que já havia ganhado a batalha.

- Vamos, meu anjo - sorri largamente com sua resposta, mas antes que eu pudesse me levantar ele me puxou com força e eu caí sob seu peito e ergui o rosto confuso. - Eu não vou ganhar nenhum beijo de bom dia? - eu ia negar só para provoca-lo, mas seu olhar sob minha boca me deixou com vontade de provar seus lábios.

- Yeol... - murmurei desejoso e mordi o lábio quando sua mão puxou meus cabelos me fazendo tombar a cabeça.

- Eu faço isso - seu rosnado me fez estremecer.

O fitei confuso.

A pergunta que queria escapar dos meus lábios se transformou em um gemido quando seus dentes mordiscaram meu lábio inferior e, em seguida, ele sugou com força. Grunhi frustrado quando ele não deu início ao beijo e ficou apenas naquela provocação mordendo e sugando meu lábio.

Maldito provocador.

Quase raivosamente segurei seu rosto com as duas mãos e o puxei para beijar seus lábios quase desesperadamente. Senti seu sorriso contra minha boca. A cada movimento de nossos lábios naquele ósculo intenso, eu sabia que Chanyeol gostava de me ver enlouquecer por ele. A forma insana que eu desejava sua boca o divertia, mas eu não queria e nem tinha forças para negar.

Eu sempre seria louco por Chanyeol.

Depois de muito tempo, consegui convencer Chanyeol a descer. Eu queria aproveitar o sol, não é sempre que o clima favorecia um banho de mar. Caminhamos de mãos dadas até nossos pés molharem na beira da água.

- É tão bom estar aqui com você - sussurrei com os olhos fechados deixando os raios solares bater em meu rosto.

- Eu sempre vou estar aqui para passar esses momentos ao seu lado - abri os olhos vendo o sorriso tímido do meu grandão.

- Amo quando você é romântico - aquilo só deixou suas bochechas mais vermelhas - Vem! - o puxei até entrarmos mais fundo no mar.

Soltei um gritinho quando ele bateu na água, fazendo-a espirrar no meu rosto.

- Idiota - resmunguei pagando na mesma moeda.

E como aquelas cenas ridículas de um romance clichê começamos uma guerrinha patética na água para acabar com uma troca de olhares intensa quando ele me puxou bruscamente pela cintura.

- Isso é tão clichê - debochei sem consegui evitar, mas, em resposta, recebi um sorriso de lado totalmente sacana.

Aquele sorriso, de muitos, que me deixavam desnorteado.

- Eu quero viver todos os clichês ao seu lado - sua resposta me deixou tímido.

Depois de tantos anos, as palavras de amor que Chanyeol proferia me atingiam com a mesma intensidade.

- Então me beija - pedi vendo seu sorriso se tornar largo.

- Beijar seus lábios é como um clichê - seus dedos contornaram minha boca e seus olhos a fitavam de forma pesada e como se a venerasse.

- Como assim? - suas palavras não tinham sentido para mim.

- Não importa quantas vezes aconteça, sempre dá aquela sensação gostosa de felicidade e prazer - suas palavras saíram suaves e eu respirei fundo.

Amaldiçoei Chanyeol por conseguir me quebrar com palavras bonitas de significados perfeitos.

- Tem como eu te amar mais? - perguntei baixinho e ofeguei quando ele puxou meus cabelos e seu nariz passeou pela minha pele molhada.

- Você me ensinou a amar novamente, me mostrou que por mais que a vida tente me confundir, que alguém apareça para atrapalhar nossa felicidade, meu coração sempre estará em suas mãos - mordi o lábio tentando conter a emoção e o puxei para um beijo antes que cedesse a emoção pelas suas palavras.

No meio do mar, entre risos, brincadeiras, carícias e palavras carinhosas, eu e Chanyeol montávamos o quebra cabeça de nossas vidas que havia sido bagunçado quando achamos que tínhamos todas as peças em seu devido lugar.

Eu estava feliz por estarmos nos encaixando novamente.

E foi na imensidão daquele momento que Chanyeol me lembrou do porquê nós fomos destinados um para o outro.

Éramos as peças mais perfeitas de um quebra-cabeça que o destino havia juntado.

 

 

 

5º dia.

- Eu quero conversar sobre Kyungsoo - minhas palavras o pegaram desprevenido.

Nós passamos cinco dias em perfeita paz e amor, e eu sabia que pedir aquilo era pisar em um campo minado e tudo explodir e acabar com tudo que estávamos reconstruindo.

- Baekie...

- Nós precisamos - com firmeza, interrompi e ele abaixou a cabeça. Minha vontade foi de atravessar a sala e me jogar em seus braços, pedir para esquecer aquilo, mas não podia. - Eu preciso saber tudo para conseguir te perdoar de uma vez e poder lembrar desse assunto sem mágoas e sem rancor - expliquei e ele ficou tenso.

Era uma situação estranha. Estávamos sentados um de frente para o outro, cada um em um sofá e sabíamos que qualquer palavra errada poderia arruinar tudo.

- Foi tesão - sua voz saiu alta e ele parecia firme. Seus olhos encararam os meus sem medo e sem hesitação e eu me senti mais seguro com essa atitude. - Nosso sexo virou algo sem sentido, nós transávamos para saciar o corpo, nos abraçávamos e dormíamos... Não que fosse bom, sempre foi... Mais faltava algo - ele estava certo e respirei fundo.

- Você está certo - ele pareceu surpreso com minha admissão. - Eu não quero admitir que estava certo porque para mim isso não é justificativa, mas não posso negar porque eu quero que você seja sincero, então também tenho de ser... Só assim podemos corrigir nossos erros - ele pareceu relaxar com minhas palavras, pois mesmo com sua postura firme, seus olhos denunciavam seu medo e tensão.

- Não justifica, eu vou ser sincero em como me senti - ele prometeu e eu aguardei ansiosamente. - No começo, eu me senti envergonhado e culpado por não estar satisfeito com o que tínhamos - por mais que fosse difícil, eu entendia seu lado e ergui a mão pedindo um tempo.

- Eu entendo. Eu me senti da mesma forma, mas nunca admiti para mim mesmo. Quando me vinha na cabeça a insatisfação, eu afugentava ela fingindo que estava tudo bem - suspirei sem desviar nossos olhares. - Mas só quero que no futuro lembre que isso foi um erro e mesmo que seja difícil, vergonhoso e assustador, venha a mim sem medo de me magoar, pois as consequências podem ser piores que uma mágoa momentânea - avisei e ele assentiu.

- Hoje eu vejo isso amor - eu vi em seus olhos a sinceridade e tinha certeza que agora lidaríamos melhor com isso. - Kyungsoo parecia ter percebido minha confusão, ele começou com pequenas insinuações. Eu já havia percebido seus olhares, mas nunca dei importância porque sempre deixei claro para todos que tinha marido e que o amava - assenti e mexi a mão o incentivando a prosseguir. - Até que ele começou a falar coisas sujas, dizendo que eu deveria ser selvagem na cama, conversas pesadas e obscenas... Ele foi fundo, Baekie, me cercava e me acariciava, mas eu sempre o afastava. No começo, tinha raiva daquela atitude, mas depois...

- Depois começou a se deixar levar porque ele estava te tentando em algo que você sentia falta e que estava desejoso de ter - completei quando sua voz morreu e ele assentiu de forma envergonhada. - Ele foi esperto - fiz careta sentindo um ódio mortal por aquele anão de olhos arregalados.

- Foi - sua voz saiu baixo. - Ele sussurrava coisas que queria que eu fizesse com ele, algema-lo, o foder de quatro, puxar seus cabelos enquanto metia nele sem dó. Dizia que queria que eu o fodesse em cima da mesa de reuniões e sempre que estávamos lá ele passava a mão na minha coxa, mas nunca o deixei subir mais e nem me tocar em locais íntimos - aquelas palavras me deixaram enojados e eu suspirei trêmulo.

- Seja sincero comigo - pedi e ele assentiu com os olhos banhados em culpa. - Você ficou duro por ele? Se tocou pensando nele? Você o beijou? - perguntei com a voz marcada pela dor, mas sem hesitar, mesmo com medo da resposta.

- Ele tentou me beijar inúmeras vezes, mas uma vez nossos lábios roçaram de leve quando ele me pegou de surpresa e eu juro que não tive culpa e ainda dei um soco em seu rosto por ele ter feito isso - fiquei satisfeito com aquilo e acreditei em suas palavras. - Sei que vai te machucar, mas, sim, fiquei duro pensando nele e imaginando fazer as coisas que ele dizia - fechei os olhos recebendo aquelas palavras como um balde de água fria. - Mas me recusei a me tocar, jamais faria isso... Só por tais pensamentos, já me sentia um maldito traidor - abri os olhos respirando de maneira falha e assenti.

Eu iria lidar com aquilo.

- Por mais que eu me sinta idiota por falar isso, eu te entendo - seus olhos se arregalaram. - Eu não sou hipócrita para dizer que eu não me sentiria confuso se alguém aparecesse me oferecendo aquilo que eu precisava no meio da tempestade - respirei fundo. - Mas isso não significa que doa menos.

- Eu quis ceder, Baek, e mais vezes do que você possa imaginar - eu sabia que ele quis me machucar naquele momento, e eu agradeci por ele estar falando de uma vez tudo que me faria sofrer.

- E por que você afirma que me ama com tanta convicção? - o desafiei e ele prendeu meu olhar com aquela expressão firme.

- Por que toda vez que quis Kyungsoo foi sexo, foi tesão, eu queria foder, Baekhyun, não tinha amor - arqueei a sobrancelha com aquelas palavras.

- Eu sou seu marido, eu estou aqui não só para fazer amor, mas para foder também - rebati e ele vacilou.

Eu havia tocado no ponto alto de sua confusão.

- Eu me senti sujo de pensar dessa forma em relação a você - a vergonha em sua voz me fez olhar incrédulo.

- Droga, Chanyeol! - bufei em entendimento. - Você preferiu colocar Kyungsoo na sua mente e imaginar alguma foda selvagem com ele porque acha que não deve fazer isso comigo! - minha voz saiu suave e ele respirou fundo como uma criança fazendo traquinagem.

- Eu não sabia o que fazer, droga, Baekie... Eu não posso estragar o que temos - sua voz saiu desesperada e eu massageei a têmpora respirando fundo.

- Amor... - falei calmamente como se fosse explicar a uma criança. - Eu sou um homem, Chanyeol, eu também tenho desejos, fetiches... Já realizamos muitos deles, fizemos sexo selvagem... Qual o problema com seus desejos? - perguntei direto, mas, por dentro, já sabia a resposta.

- Sempre foi com amor - ele ignorou minha pergunta e sua postura se tornou tensa.

- Chanyeol, eu te amo, eu também tenho desejos e quero sexo brutal às vezes, sem carinho, sem romantismo, apenas o desejo insano... Você realmente teve medo depois de cinco anos juntos que eu não aceitasse isso de você? - minha voz saiu baixa e ele assentiu envergonhado e eu respirei fundo, caminhei até ele e sentei em seu colo. - Eu sou seu marido, Chanyeol, tudo que tem a fazer é conversar comigo e se tiver algo que eu não queira, eu irei falar e nós buscaremos uma forma de consertar isso - falei calmamente.

- Me perdoa, por favor... - ele pediu e eu suspirei.

- Não deixe mais ninguém entrar quando estiver confuso e cansado da rotina, venha a mim - pedi e ele assentiu freneticamente. - Não só no sexo, Channie, em tudo! Eu sou seu marido, seu melhor amigo, sua caixinha de segredos, nunca se sinta sujo por querer algo de mim. Eu gosto, sim, de ser carinhoso, dos toques, da lentidão em que você se enterra em mim me levando a loucura, quando sussurra no meu ouvido palavras de amor enquanto nos tornamos um só, mas também gosto de sexo, quando você me pega com força, me fode rápido, me dá tapas e fala palavras sujas em meu ouvido. Eu topo qualquer coisa com você, Chanyeol! - sussurrei e ele me apertou em seus abraços.

Eu me senti pronto para perdoa-lo.

E o perdoei com todo meu coração.

- Sempre foi você, meu anjo - busquei seus olhos, confuso, com aquela frase e ele me encarou amoroso. - Eu nunca desejei outra pessoa em meus braços durante a noite e muito menos quis outro sorriso. Sempre foi você que eu desejei ver todas as manhãs quando eu abro os olhos, é seu sorriso que me encanta, é seu corpo que me enlouquece de desejo, são seus mimos, seu ciúme, suas birras, seus bicos, seu jeito divertido e arteiro que me fazem te amar. Obrigado por mostrar que é o único em minha vida.

Beijei-o.

- Kyungsoo agora é uma página virada em nossas vidas - murmurei contra seus lábios. - Obrigado por ter sido sincero, por não ter desistido de nós e por ter se mantido fiel a mim mesmo quando sua mente e seu corpo queriam me trair. Obrigado por continuar seguindo seu coração - deixei um selar em seus lábios.

- Meu coração é seu, e nada mais importa. Por te pertencer é que vou sempre segui-lo.

Naquele quinto dia, Chanyeol me lembrou que a sinceridade e a conversa franca são essenciais. Às vezes, escondemos e guardamos coisas que nos frustram com medo de magoar que amamos, mas as consequências disso podem machucar muito mais.

A vida a dois não é fácil e, às vezes, temos que ceder para ver quem amamos feliz.

E ali deitado naquele sofá enquanto era beijado de forma lasciva e desejosa vi que os tropeços são vários, mas nosso amor era a certeza que fazia tudo valer a pena.

 

 

 

6º dia.

- Acho que posso ficar aqui para sempre - murmurei enquanto recolhia conchinhas a beira mar e admirava o pôr do sol.

- Você é rico, neném, você pode me sustentar - Chanyeol brincou e eu semicerrei os olhos fitando seu sorriso divertido.

- Babaca - retruquei tímido, pois não me sentia confortável quando ele me elogiava por ser famoso. Isso o fez rir.

- Você fica tão bonitinho com vergonha - revirei os olhos disposto a ignorar suas palavras. - Sabe, Baekie... - não resisti e virei o rosto encontrando seu cenho franzido. - Eu fiquei com ciúmes de Joonmyun - não entendi o porquê daquelas palavras naquele momento e fiquei meio sem saber o que falar.

- Ele só estava me ajudando por saber que Kyungsoo estava tentando nos separar, ele queria te provocar - expliquei e ele bufou.

- Típico - não entendo o porquê de sua expressão raivosa.

- Não entendi - falei em um tom que deixava claro que queria respostas.

- Eu pude ver no olhar dele que ele se interessou por você - pude sentir a firmeza em suas palavras e revirei os olhos.

- Impossível, Yeollie, ele mesmo me aconselhou a reconstruir o que tínhamos e me deu conselhos para nos acertarmos - argumentei, mas por dentro estava feliz por ver que ele realmente se sentiu afetado com aquilo.

- Eu conheço Joonmyun, meu anjo - sua voz saiu suave e eu olhei com curiosidade querendo entender aquelas palavras; - Ele é um bom jogador, claro que ele estava fazendo isso porque ele não iria colocar tudo a perder dessa forma - ainda estava sem entender e ele pareceu perceber isso, pois respirou fundo. - Baekie, ele estava contando que eu fosse ceder e adivinha quem seria o bom moço que iria te consolar? - ignorei seu tom sarcástico e olhei surpreso por saber que Joonmyun era desses.

- Sério que ele é desse tipo? - eu realmente fiquei chocado, pois ele me pareceu sincero.

- Tenho! - ele fez uma careta desgostosa. - Eu sei disso porque ele já se envolveu com uma funcionária da empresa que estava com problemas no casamento, adivinha quem foi o conselheiro amoroso dela? - seu tom sugestivo me fez arquear a sobrancelha.

- Mas talvez eles tenham se apaixonado nessa situação - tentei argumentar para saber se Joonmyun realmente era um mau caráter ou era só implicância de Chanyeol.

- Acredito que não, pequeno - sua voz saiu suave. - Foi um escândalo na época, porque o marido da mulher foi na empresa e o atacou e, pelo que eu entendi da discussão, o homem estava distante, pois estava trabalhando dobrado para uma viagem a Paris que era o sonho da mulher. Joonmyun fez a mesma coisa e a incentivou a consertar as coisas e meio que confiava tudo a ele e, pelo que o homem gritava, ele começou a colocar coisas na cabeça da mulher dizendo que ele poderia a estar traindo - arregalei os olhos, horrorizado, com a história.

- Mas eles se envolveram? - perguntei escandalizado.

- Sim, eu ajudei a mulher que chorava desesperada por culpa dizendo que tinha perdido o homem que amava por confusão - seu cenho franziu. - Me lembrando disso, percebi que eu poderia ter tido o mesmo destino daquela mulher, pelo que eu soube ela entrou em depressão depois que pediu demissão e o marido não a perdoou - sua voz saiu pesarosa e eu o olhei compreensível.

- Por que nunca me contou isso antes? - questionei curioso.

- Isso aconteceu naquele tempo que estávamos afastados por causa do seu livro, depois me fugiu da mente e não me pareceu ser algo relevante - ele deu de ombros e eu assenti. - Mas estava pensando no que fazer e me recordei disso.

- Você não precisa sentir ciúmes de Joonmyun, eu amo só você - afirmei recebendo um sorriso tímido em resposta. - Mas como assim pensando no que fazer? - perguntei confuso.

- Eu realmente vou pedir demissão da empresa, amor - suas palavras saíram firme e eu larguei as conchinhas na areia e fui em sua direção.

Me sentei entre suas pernas e ele me abraçou me refugiando em seus braços.

Aquela era uma conversa importante.

- Você tem certeza disso, amor? - perguntei suave. - Acho que por agora não iria me sentir confortável com você perto de Kyungsoo, mas não posso ser egoísta e pedir para você fazer isso por mim - fui sincero e ele depositou um beijo em minha nuca.

- Lembra quando começamos a namorar e você me contou que antes de nos conhecer havia se apaixonado por um garoto chamado Luhan? - sua pergunta me deixou desconcertado por vários motivos, mas principalmente por ele lembrar o nome de Luhan e daquela história.

- Sim? - respondi completamente confuso por ele ter tocado naquele assunto.

- Você me disse que começou a gostar dele, mas quando o conheceu descobriu que ele era homofóbico e um completo idiota e ficou por um bom tempo se perguntando como pode gostar daquele babaca - podia notar seu tom satisfeito por isso.

Mas era verdade, até hoje me pergunto como pude gostar daquilo.

- Acho que todos nós nos apaixonamos por alguém e mais tarde nos perguntamos o porquê... O que tínhamos na cabeça para gostar de certa pessoa? - ri baixo, acho que todas as pessoas no mundo já se sentiram assim. - Eu me sinto assim em relação a Kyungsoo. Depois que a confusão passou e eu fui sincero com você e comigo mesmo, fico tentando entender como pude me sentir dessa forma em relação a ele, não tem sentido - sua voz saiu amarga e eu me senti satisfeito por ele estar se sentindo daquela forma.

- Não pense, apenas o esqueça - entrelacei nossas mãos.

- Eu sei, mas quero fazer isso por mim, por você e principalmente por nós. Não porque acho que ele vá nos atrapalhar novamente, mas porque quero recomeçar e apagar tudo de ruim que o passado nos mandou. Acho que cada vez que eu olhar para ele, me sentirei culpado e não quero correr o risco que vocês se encontrem e ele tente te magoar - apertei sua mão querendo dizer de forma muda que o entendia. - Eu sei que quando a gente ama de verdade, a sensação de saber que outra pessoa está ali, tentando roubar o que é seu é dolorosa e traz muita insegurança, eu não quero que você sinta essas coisas de novo, Baekie - sorri com suas palavras doces. - Eu quero que você se sinta seguro em relação a mim e nunca duvide que eu sou seu de corpo, de coração e de alma. Ninguém no mundo tem o poder de mudar isso! - suas palavras aqueceram meu coração de forma inimaginável.

- Obrigado, meu amor - murmurei sem esconder a emoção. - Obrigado por nunca desisti de mim.

- Não se desisti daquilo que nos faz viver - sorri apaixonadamente. - Porque você é a razão da minha vida, baby, é tudo que eu tenho - busquei seus olhos e beijei seus lábios demoradamente.

Eu gostava daquilo.

Gostava de Chanyeol me colocando em primeiro lugar e fazendo novos planos para o nosso futuro. Só então eu percebi que nosso relacionamento estava se desgastando com a rotina e que havia se passado muito tempo desde que conversamos sobre nosso dia-a-dia e coisas banais. Não estávamos apenas aprendendo a nos amar novamente, mas também aprendendo a ser um casal de novo.

Naquele sexto dia, Chanyeol me mostrou que tudo era mais perfeito quando se tinha um motivo para seguir sempre em frente.

E nós encontramos um no outro o motivo para se viver.

 

 

 

7º dia.

Era nosso último dia ali.

Eu e Chanyeol não havíamos feito amor ainda. Eu estava disposto a mudar aquilo e sair daqueles toques ousados que nos deixavam cada vez mais desejosos. Acho que, no fundo, nós tínhamos medo de ir até o fim e continuar com aquela insatisfação.

E eu sabia que essa era nossa última pendência.

Ele havia ido para o quarto a algum tempo alegando iria arrumar nossas malas, pois amanhã cedo teremos que ir para o aeroporto.

Subi as escadas me sentindo preparado para mudar as coisas e fazer daquela noite inesquecível.

Eu estava nervoso, era como se fosse nossa primeira vez de novo.

Assim que abri a porta, arregalei os olhos ao ver o quarto escuro, iluminado por velas e Chanyeol sentado à beira da cama vestindo apenas uma boxer.

Engoli em seco.

A tensão sexual tomou conta do quarto.

- Você demorou - sua voz soou rouca e eu estremeci.

Mil ideias indecentes surgiam em minha mente.

- Estou aqui agora - minha voz saiu em um sussurro rouco e desejoso.

Ele ergueu o rosto e, mesmo no quarto mal iluminado, podia ver o brilho de luxúria em seus olhos.

- Eu vou fazer amor com você, Baekie... Vou amar cada pedacinho do seu corpo e eu vou te foder gostoso - mordi o lábio reprimindo um gemido esganiçado sentindo a excitação percorrer meu corpo. - Tira a roupa! - meu corpo estremeceu com o comando em sua voz.

Eu adorava quando ele me dava ordem.

Lentamente, comecei a me despir. Nossos olhares não quebravam a conexão nem por um segundo e eu mal podia sentir meus olhos piscando.

Fiquei nu diante seus olhos.

E só aquela tensão foi o suficiente para meu membro ficar semi-ereto.

- Você é tão gostoso - eu estava excitado demais para sentir vergonha naquele momento.

Ele ficou de pé e caminhou em minha direção. Eu podia sentir toda a intensidade no momento em que ele segurou minha cintura. Chanyeol roçou seu nariz no meu e suas mãos percorrem meu corpo até chegar em meus cabelos, que ele puxou vagarosamente enviando uma onda de calor a meu corpo.

- Me deixa te amar? - nossos lábios se roçaram, e ergui o rosto querendo seus beijos, mas ele se afastou e me fitou esperando uma resposta.

Enganchei minhas mãos em seus cabelos e o puxei mordendo seus lábios com vontade.

- Eu deixo você me amar... Pela eternidade - sorri contra seus lábios e ele suspirou.

Gemi baixo quando segurou meus braços e me virou bruscamente, colando meu corpo contra a porta. Ele prendeu minhas mãos acima da cabeça e fui obrigado, pela posição, a grudar meu rosto na parede fria. Chanyeol colou seu corpo contra o meu, e podia sentir seu membro duro contra minha bunda.

- Yeollie... - gemi arrastado quando sua boca encostou na minha nuca, prendi a respiração e fechei os olhos. Quando ele começou a sugar e raspar os dentes, gemidos escaparam da minha boca sem permissão.

Eu estava tão quente.

- Tudo em você me enlouquece, Baekhyun... Eu te amo tanto... - ele falou rouco em meu ouvido e choraminguei quando senti seus lábios sugando o lóbulo da minha orelha. - Essa bunda empinada me deixa louco de tesão - desceu uma mão pelo entorno do meu corpo enquanto a outra segurava meus braços com firmeza. Gemi manhoso quando ele apertou minha bunda com vontade.

- Yeol, por favor... - choraminguei. Chanyeol grunhiu, mordendo minha nuca com força e me fazendo gemer de dor e prazer.

- Eu vou te foder gostoso e te fazer gemer bem manhoso do jeito que me enlouquece - falou controlado e esfregou sua ereção em minha bunda. Ofeguei. Sua mão percorreu meu corpo até chegar em meus cabelos, foi quando senti o puxão com força, me fazendo gemer baixinho enquanto minha cabeça tombava em seu ombro.

Oh porra, há quanto tempo ele não me segurava com tanto desejo?

Meus olhos reviravam de puro prazer.

Abri a boca em busca de ar, mas a única coisa que consegui fazer foi gemer manhoso quando suas mãos seguraram minha cintura, me puxando mais contra seu corpo. Ele esfregou seu membro em minha bunda com força e eu a empinei, começando me esfregar na sua ereção em busca de mais contato.

- Por Deus, Baekie... - ele grunhiu mordendo meu ombro. - Pare de testar meu controle - rosnou quando eu comecei a acelerar os movimentos e rebolar com mais vontade. - Baekie... Porra! - ele gemeu e eu senti meu corpo estremecer com aquela voz rouca em ouvido.

Era meu nome que ele chamava com tanto desespero. Era por mim que ele estava duro daquela forma.

A temperatura no quarto havia aumentado alguns graus.

- Chanyeol, por favor... Eu preciso... Yeol! - gemi manhoso e eu falou palavrão roçando nossos corpos com mais força.

- Você vai me deixar louco gemendo assim - ele grunhiu sugando minha nuca com força e eu choraminguei tendo meus cabelos puxados com brutalidade, sua língua deslizou no meu pescoço me deixando completamente arrepiado. - Você quer baby? Quer meu pau te fodendo com força? - ele falou rouco me fazendo gemer longo e arrastado. - Eu vou te foder tão fundo, tão forte que nós dois nunca mais vamos nos sentir inseguros - ele rosnou e suas mãos abaixaram e seguraram minha cintura com força. Meu corpo foi virado com brutalidade, atacando meus lábios selvagemente. Suas mãos desceram até minha bunda e apertou com vontade. Gemi manhoso e me esfreguei em seu corpo. Levei minhas mãos em seus cabelos e puxei com força o fazendo me olhar.

- Porque nós pertencemos um ao outro e nada pode mudar isso - mordisquei seu lábio. - Eu vou fazer de um jeito que nunca mais você vai duvidar de nós dois - ronronei lambendo seus lábios antes de beija-lo com vontade.

Ah, Yeol, eu iria te enlouquecer.

Vou mostrar que sou muito melhor que aquela coruja albina dos olhos de peixe morto.

- Eu te quero - gemi necessitado e ele grunhiu um palavrão, inclinando-se para me puxar pelas coxas. Eu enlacei minhas pernas em sua cintura e meus braços em seu pescoço. - Eu preciso de você, preciso do seu pau me fodendo com força - rocei nossos lábios e ele mordeu meu lábio me fazendo suspirar.

Chanyeol me deitou na cama aos beijos, quase desesperadamente. Rodei na cama ficando por cima e lentamente comecei a rebolar em seu membro, me deliciando com seus gemidos.

- Gostoso - murmurei contra seus lábios e rebolei em seu membro. Acabei sorrindo de lado quando ouvi seu gemido baixo. Subi um pouco meu corpo e fitei-o de cima. - Você é perfeito e é todo meu - ronronei arranhando seu peitoral até seu abdômen e me deliciei com o gemido sôfrego que escapou de seus lábios.

- Todo seu - ele ronronou e eu abaixei meu rosto levando a boca sua orelha.

- Eu vou te enlouquecer - sussurrei mordendo o lóbulo da sua orelha e sorri de lado ao ouvir seu gemido baixo.

- Mais? - ele perguntou gemendo as palavras e busquei seus olhos novamente.

- Com prazer - murmurei fitando aqueles lábios carnudos novamente. - Ah, Yeollie, eu vou realmente te enlouquecer - grunhi.

Mordisquei seu lábio e suguei com vontade, só me dando por satisfeito quando seus lábios estavam completamente vermelhos e inchados, para então deixar minha boca passear por sua pele. Mordi seu pescoço e suguei, fechando os olhos ao sentir o gosto do seu suor. Eu sentia prazer em toca-lo, queria marca-lo de todas as formas. Deixei minha língua deslizar por sua pele enquanto de sua boca saíam sons desconexos de puro prazer. Minha língua passeava pelo seu peitoral deixando um rastro molhado.

Quando cheguei em seus mamilos, levei meus dentes ali e mordisquei levemente e lambi, deixando-os eretos e fazendo minha língua brincar gostosamente com o pequeno broto duro que se projetava. Suas mãos se enroscaram em meus cabelos e seus gemidos se tornaram mais graves, me fazendo sugar com mais vontade. Comecei a chupar com força me deliciando com a rouquidão que seus gemidos saíam. Quando dei por mim, já estava gemendo contra seu peito e rebolava atritando nossos membros. Me arrumei em seu colo e me inclinei sob seu corpo fitando seus olhos escuros.

- Está com pressa, grandão? - ronronei rebolando com força e ele ergueu a mão puxando meus cabelos com força me fazendo gemer alto. Tirei a sua boxer e joguei em um canto qualquer, segurei seu membro e comecei a masturba-lo lentamente.

- Baekie... - ele falou e eu apertei seu membro com mais força o fazendo gemer alto e murmurei um "hum?" debochado. - Eu... Por favor... Eu preciso de você... Não me provoca... - ele se contorceu e eu ronronei apreciando seu desespero para ter meus toques.

Abaixei o rosto tomando seu membro em minha boca e dei uma lambida rápida, arrancando um gemido alto de seus lábios. Fechei minha boca na ponta de seu membro e o suguei com força, deixando minha língua brincar com a fenda de onde escorria uma quantidade exagerada de pré-gozo.

Ele estava tão excitado.

Mas eu não estava diferente; estava tão duro que meu membro pulsava dolorido. Seus quadris se inclinaram impulsivamente e seu membro foi até o fundo da minha garganta. Gemi diante seu desespero. Chanyeol grunhiu, levando as mãos até meu cabelo, o puxando de leve, me fazendo engolir mais.

- Yeollie... - chamei autoritário e ele levantou a cabeça, seus olhos desfocados. - Fode a minha boca! - mandei e ele gemeu rouco, seus olhos rolando pra trás. Abri a boca, dando um tapa leve em sua coxa, indicando que ele começasse, então se inclinou e segurando meus cabelos. Ele olhava diretamente nos olhos enquanto ditava o ritmo e eu apenas me deliciava ao vê-lo revirando os próprios de prazer enquanto seus gemidos saíam descontrolados enquanto seu membro deslizava de maneira precisa até o fundo da minha garganta.

- Boquinha deliciosa - ele gemeu, quando me afastei, se sentando e levando os lábios ao meu rosto, limpando o pré-gozo que havia melecado minha boca.

- Gostoso... - grunhi e ele tomou meus lábios novamente. Sua boca se movia contra minha de forma rápida e controladora, cravei minhas unhas em suas costas gemendo pela forma que ele estava me dominando.

- Eu vou fazer amor com você - ele sussurrou mordiscando o lóbulo da minha orelha e eu soltei um arquejo necessitado. Queria me roçar contra ele, mas seu corpo me prensava na cama com força, me deixando incapacitado de me mexer. - Vou amar lentamente seu corpo... - ele falou envolvendo meu lóbulo todo na boca e sugando com vontade. A cada sugada, meu membro pulsava e eu sabia que ele estava me enlouquecendo com as aquelas pequenas carícias e palavras sussurradas em meu ouvido. - Te marcar todo... Te foder... Te amar - ele falou baixinho deixando uma última mordida em minha orelha.

Sua boca deslizou pelo meu pescoço e eu não consegui responder. A sensação do seu corpo me prensando na cama e sua boca em minha pele já era o bastante para meu corpo ferver. Senti minha pele ser sugada com vontade e seus dentes morderem, em seguida, me deixando todo arrepiado.

Como se respirava mesmo?

Droga, fazia tanto tempo que não era tão intenso.

Um grito esganiçado saiu de meus lábios quando ele mordeu meu mamilo com brutalidade. Gemi de forma manhosa e sôfrega quando envolveu meu mamilo em sua boca, sugando e rodopiando a língua na ponta para raspar os dentes, deixando meu mamilo intumescido e completamente sensível. Seus dentes mordiscavam com força e ele logo passava a língua me deixando enlouquecido. Ele sabia que era completamente sensível e não cansava de me maltratar ali.

Choraminguei baixo, erguendo meu quadril, roçando em seu membro e isso só me fez gemer mais alto. Chanyeol sugava com força e com a outra mão acariciou meu outro mamilo apertando com força. Meus olhos reviravam de prazer.

Eu não tinha mais nenhum controle sob meu corpo.

Ergui meu corpo, gemendo necessitado, e ele aumentou a pressão em meus mamilos raspando os dentes com mais força. Gemidos descontrolados saíam de minha boca. Eu poderia gozar só com aquele estímulo. Ele levou a boca ao meu outro mamilo dando a mesma atenção pecaminosa. Fechei os olhos, com a cabeça tombando para trás e soltando gemidos roucos de prazer.

- Delicioso... Tão gostoso... - ele ronronou lambendo meu abdômen e eu me contorci desesperado.

- Yeol... - gemi praticamente implorando em necessidade para que ele fosse mais rápido - Eu amo a forma que você implora - ele rosnou e sua boca mordeu meu abdômen com força. Contraí, me inclinando e enroscando as mãos em seus cabelos para puxar levemente.

- Oh Deus! - grunhi um tanto desesperado.

- É isso o que quer, bebê? - sua mão segurou meu membro com força e eu soltei um arquejo em desespero.

Por que ele me provoca tanto?

Chanyeol queria me deixar louco.

- Por favor, Yeollie... - choraminguei um tanto desesperado e ele gemeu baixo.

Inclinou a cabeça e sua boca envolveu meu membro. Senti o ar me faltar, abri a boca e gemi manhoso tentando recobrar um pouco da sanidade que não tinha há muito tempo.

- Caralho, Chanyeol... - revirei os olhos quando senti um dedo úmido na minha entrada e ele contornou me fazendo gemer rouco. Sua boca subia e descia em meu membro, aumentava e diminuía a velocidade me deixando louco e aquela carícia depravadamente deliciosa me deixaram com a mente em branco.

Um choramingo esganiçado saiu de meus lábios quando ele enfiou o dedo em meu canal me fazendo revirar os olhos.

Eu estava enlouquecendo.

- Mais... Por favor... Mais... - implorei rouco e senti e ele levar mais um dedo, indo cada vez mais fundo. Soltei um grito choroso, sentindo meu corpo convulsionar.

- Eu... Por favor... Yeollie... - gemi, buscando seus olhos e a imagem de sua boca deslizando em meu membro me deixou insano. Para meu desespero, ele enfiou mais um dedo e eu quis fechar os olhos e gemer descontrolado, queria implorar para que ele me deixasse gozar, mas apenas encarei seus olhos deixando murmúrios desconexos sair pela minha boca, contra minha vontade.

Podia ver a diversão e adoração em seus olhos.

Seus dedos me fodiam fundo e sua boca deslizava de cima a baixo. A cada subida, ele passava a língua na fenda lambendo o pré-gozo que escapava. Me inclinei, puxando seus cabelos com força enquanto gemia descontroladamente.

Eu estava chegando ao meu limite.

- Por favor... - gemi alto. - Chanyeol! - grunhi puxando com mais força tentando tirar sua boca de meu membro. - Eu vou... Porra! - gritei quando ele deslizou meu membro até o fundo de sua garganta. Meu corpo tremeu e meus olhos reviraram, com um gemido manhoso gozei naquela boca pecaminosa.

Ele ergueu a cabeça e lambeu os lábios com um sorriso sacana no rosto.

Aquele sorriso que deixava minhas pernas bambas e meu coração acelerado.

- Porra... Eu te amo tanto - grunhi e o sorriso dele se tornou mais largo. Gemi sôfrego sabendo o que estava por vir quando ele me puxou pelas pernas e me abriu todo a seus olhos.

Mordi o lábio em expectativa.

Ele me levava a loucura com aquela carícia depravada.

- Posso te enlouquecer muito mais - ele ronronou malicioso, erguendo minhas pernas. Senti meu membro mole pulsar com aquelas palavras.

- Não vejo a hora de me enterrar fundo em você, tão apertado... Caralho, Baekhyun eu vou te arrombar - ele gemeu e um choramingo necessitado escapou dos meus lábios por causa das suas palavras sujas.

Ele me deixava com mais tesão quando falava dessa forma.

A necessidade em seus olhos me deixava tudo mil vezes mais intenso.

Subiu meu quadril, e eu lambi os lábios recebendo um sorriso antes dele abaixar a cabeça e sua língua roçar em minha entrada. Meu membro pulsou totalmente duro com aquela carícia completamente deliciosa.

- Chan... Yeol... - gritei rouco com aquela sensação. Sua língua entrava e saía, lambendo aquela região. Estava me fodendo sem dó daquela forma, o músculo molhado deslizando por aquela zona erógena era indescritível. Meu membro pulsou latejante e eu não aguentei; gemi rebolando contra sua língua.

Isso era tão depravado.

Tão delicioso.

A língua de Chanyeol era fodidamente maravilhosa.

- Yeollie... - grunhi rebolando e gemi mais alto quando senti sua língua indo mais fundo. Começou dar pequenos chupões na minha entrada.

- Oh... Eu... Channie... - meus olhos reviravam, e meu corpo mal recuperado do orgasmo anterior, estremeceu. Só consegui gemer coisas desconexas.

- Por favor, Chanyeol... Eu preciso... - implorei desesperado, eu iria gozar novamente se sua língua continuasse naquele ritmo.

- Precisa do que, neném? - ele perguntou suave erguendo o rosto enquanto introduzia dois dedos em meu canal fazendo movimentos tesoura, me alargando.

- De você dentro de mim. Agora! - rugi e ele gemeu baixo me puxando e encaixando seu membro em minha entrada. Ofeguei em expectativa.

- Eu te amo - ele sussurrou e eu suspirei, sentindo meu coração bater desenfreado pela forma possessiva que ele me tocava. Inclinou o corpo sob mim e tomou meus lábios em um beijo lento e eu gemi manhoso quando sentindo seu membro lentamente entrando em meu canal.

Doía, mas era uma dor prazerosa.

- Chanyeol... - gemi seu nome cravando as unhas em suas costas quando ele estava completamente dentro.

- Ah Baekie... - ele gemeu arrastado.

Ele esperou um tempo para que eu me acostumasse com o volume em mim, enquanto isso me masturbava lentamente. Logo meus gemidos foram tomando conta do quarto novamente, depois eu já estava mais que pronto e completamente necessitado. Me mexi dando liberdade para se movimentar. Começou com movimentos lentos e logo comecei a me movimentar contra ele.

- Mais forte, por favor... - gemi quando ele começou a acelerar os movimentos. Sua mão maltratava minha cintura com o aperto forte e seu ritmo era descontrolado.

- Você é tão gostoso! - ele grunhiu apertando minhas coxas, acelerando ainda mais os movimentos. Meus gemidos eram incontroláveis, meus olhos reviravam imersos ao prazer. Minhas unhas rasgavam seus ombros enquanto choramingos necessitados escapavam de minha boca.

Mas eu precisava de mais...

Muito mais.

Eu queria controlar aquilo.

Com ele ainda dentro de mim, puxei-o bruscamente rolando na cama e ficando por cima. Chanyeol soltou um gemido arrastado e gritei esganiçado quando senti seu membro indo mais fundo pela posição.

Sem esperar mais nada, comecei a descer e subir em um ritmo frenético.

- Chanyeol... Eu... Yeollie... Ahn... - gemi manhoso quando ele impulsionou o quadril para cima pressionando meu ponto com brutalidade. Abri a boca, mas não saiu som nenhum. Minha mente ficou em branco e, quando sua boca fechou em um dos meus mamilos, senti minhas forças se esvaindo de tanto prazer.

- Caralho... Mas que porra, Baekhyun... - gemeu segurando minha cintura, enquanto ele erguia o quadril, me acompanhando em um ritmo insano. De forma inconsciente, contraí minha entrada arrancando grunhidos animalescos de sua boca. Nossos gemidos ecoavam pelo quarto, minhas unhas arrancavam sangue de sua pele o fazendo revirar os olhos e sentir mais prazer.

- Yeol... - gritei tentando recobrar um pouco de sanidade e puxei seus cabelos com brutalidade, trazendo seu rosto para mim. Minha boca mordia seus lábios tentando conter meus gemidos desesperados em busca de alívio. O gosto ferroso de sangue só deixava tudo mais prazeroso.

Meu corpo parecia que iria explodir de tanto prazer.

- Chanyeol! - gemi fraco quando meu corpo convulsionou e eu joguei a cabeça para trás. Um gemido manhoso desprendeu de meus lábios, gozei novamente gritando seu nome e senti minha sanidade esvair ao ouvir seu gemido rouco. Logo em seguida, ele se tremeu em um orgasmo intenso.

Caí exausto por cima de seu corpo. Meu corpo estava mole.

- Isso... Foi... - sua voz estava ofegante e eu sorri com peito subindo e descendo enquanto ganhava fôlego.

- Intenso - afundei o rosto na curva de seu pescoço com a sensação gostosa pós-orgasmo.

- Eu te amo - ele respondeu e eu sorri contra sua pele.

- Eu te amo mais - deixei um selar em seu pescoço e ele me abraçou com força.

- Sexo de reconciliação sempre é perfeito - ele brincou e eu revirei os olhos.

Mas ele estava certo; eu havia me esquecido o quão intenso nós dois podíamos ser na cama. O desespero do toque, a loucura do sentimento.

- Amor... - chamei baixinho e ergui o rosto buscando seus olhos - Obrigado por me ensinar a amar novamente - rocei nossos narizes e ele deixou um selar em meus lábios.

- "Desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansado ainda exista amor pra recomeçar" - ele sussurrou fazendo meu coração acelerar.

- Que assim seja, para sempre - murmurei.

- Baekie, eu quero recomeçar... Não quero que quando formos embora amanhã tudo volte a ser como antes, eu quero manter isso... Que todo dia seja intenso, seja amor, seja desejo... Quero te amar Baekie, eu quero isso todos os dias - sorri suave com suas palavras e deixei um beijo demorado em seus lábios.

- Nós vamos fazer dar certo, baby - prometi e ele desviou o olhar me fazendo arquear a sobrancelha. - Me diga o que quer Chanyeol, diretamente - pedi suave sabendo que ele estava hesitante em falar algo.

- Já estamos juntos a tanto tempo... - ele respirou fundo como se buscasse encontrar palavras para me explicar seus pensamentos. - O que acha de aumentarmos a família? - sua pergunta me perguntou de surpresa e eu arregalei os olhos.

- Você realmente quer adotar uma criança? - perguntei extasiado e surpreso com seu desejo.

- Eu quero tudo com você, Baekie. Construir uma família e restaurar nosso amor como ele sempre foi, era algo que eu já queria há muito tempo e não sabia como dizer já que você nunca mostrou interesse - sorri largamente e um tanto abobado por suas palavras.

- Com nossa rotina, eu nunca havia parado pensar sobre isso, mas sempre tive vontade. Podemos conversar mais sobre isso quando chegarmos em casa? - pedi e ele assentiu infantilmente como uma criança que havia ganhado um doce.

- Esse é um bom recomeço, certo? - ele perguntou divertido e ri beijando seus lábios.

- Com certeza! - suspirei enquanto ele rolava comigo na cama e eu fiz careta ao sentir o gozo escorrer entre minhas pernas. - Temos que tomar um banho... - resmunguei sem graça e ele sorriu malicioso.

- Para que banho? - sua mão deslizou pelas minhas costas e eu senti meu corpo arrepiar e gemi quando seu dedo deslizou entre minhas nádegas e contornou minha entrada melada de gozo. - Se nós ainda temos a noite inteira para nos divertir? - ele introduziu um dedo em meu canal e mordeu meu lábio, sugando-o com vontade.

Gemi me entregando às suas carícias depravadas.

Chanyeol estava certo, tínhamos a noite toda para tirar o atraso.

Mas tínhamos a vida inteira para nos amar todos os dias.

Me entreguei a ele sem medo e sem hesitação. Ele era tudo o que eu queria e precisava e nada no mundo poderia mudar isso. Naquele sétimo dia, eu senti que poderiam vir todos os obstáculos do mundo que nós conseguiríamos superar.

Enquanto existisse amor para recomeçar, nós ficaríamos bem.

 

 

 

Abri a porta do nosso apartamento.

- Lar doce lar - Chanyeol ronronou me fazendo sorrir.

- Mas lá também é nossa casa - falei largando as malas no chão e ele acendeu as luzes e, em seguida, me abraçou pela cintura colocando a cabeça em meu ombro.

- Eu sei e eu amo ficar lá - virou o rosto o suficiente para deixar um selar em meu pescoço. - Mas aqui... Aqui é onde temos compartilhado nossos melhores e piores momentos, aqui é nosso cantinho, nossa casa... - sorri apaixonadamente e ele me virou pela cintura, segurando meu queixo e me forçando a olha-lo. - Mas tudo isso não importa.

- Não importa? - perguntei confuso encarando seus olhos brilhantes.

- Não, porque meu lar é onde você está, é em seus braços - suspirei envergonhado com seu olhar intenso e deitei a cabeça em seu peito.

- Eu te amo - abracei seu corpo com força e ele me refugiou em seus braços.

Eu estava exausto. Chanyeol havia me tocado de todas as formas imagináveis. Ele foi bruto, romântico, lento, rápido e eu havia perdido as contas de quantas vezes havíamos feito amor durante a noite, saciando nosso corpo e aquele desejo insano. Tudo que meu corpo pedia era cama e dormir pelo menos 12 horas seguidas.

- Eu também te amo, pequeno - ele beijou o topo da minha cabeça e se afastou fechando a porta. Com carinho, me puxou delicadamente até o quarto. - Vamos dormir um pouco, huh? - nem precisei responder e ele já me jogou na cama e me puxou para seus braços.

- Você me cansou essa noite - falei manhoso, esfregando meu rosto em seu peito. Revirei os olhos com seu risinho convencido.

Entrelacei nossas mãos enquanto escutava lentamente as batidas de seu coração. Sua respiração foi se tornando cada vez mais suave e eu sorri vendo o quão rápido ele se entregava ao sono.

Eu estava feliz.

Esses sete dias ao lado de Chanyeol fortaleceram aquele sentimento tão bonito que tínhamos um pelo outro. As coisas ruins não poderiam ser apagadas, mas eu apenas as via como uma nuvem negra que veio e fez chover, mas agora não tinha mais força nenhuma. Eu sabia que havia dessas fases na vida e estava decidido a ser mais forte que elas. Chanyeol era minha vida e meu destino e eu não perderia meu futuro me afundando por erros de percurso. Enquanto eu tivesse forças lutaria para ser feliz ao seu lado.

"Baekie... Eu... Eu te amo."

Prendi a risada quando o ouvi roncar baixinho após murmurar as palavras.

Agora, sim, estava tudo em seu devido lugar.

Inclusive nosso amor.

 

 

 

9 meses depois.

- Estou ansioso para o lançamento do meu livro - me aconcheguei nos braços de Chanyeol enquanto fitava o pôr do sol e as crianças correndo próximo as margens do rio.

Era um bom lugar para se passear com a pessoa que ama, com a família.

- Hey, por que estava tão nervoso? Com certeza, vai ser um sucesso como todos os outros - Chanyeol me apertou mais contra seu corpo e eu dei um sorriso suave.

- Não sei... É que eu fugi do tema sobrenatural que estava acostumado a escrever e fico hesitante que não seja bem recebido - confessei recebendo um selar na nuca.

- Sem medo, bebê, você viu que é um dos livros mais aguardados do ano e muita gente está em expectativa com esse novo projeto - me acalmei mais com suas palavras. - E outra... Todos vão amar, porque você escreveu nossa história - seu tom convencido me fez rir.

- Não se esqueça que é uma história hétero - fiz careta e eu ele riu alto.

- O que vale é a intensão. E é o esperado já que ainda existe muita gente preconceituosa no mundo e bem, você já usa um pseudônimo por isso... Imagine o escândalo que seria se soubessem que você é homossexual? - seu aperto se tornou mais firme como se quisesse me proteger do mundo.

- A única coisa que me importa é ter você do meu lado - fechei os olhos com o carinho que ele fez em meus cabelos.

- Mas eu ainda não entendo, Baekhyun, por que o título é "Mil Vezes Intenso"? - ainda de olhos fechados, sorri.

Até que Chanyeol demorou para me questionar sobre o título que havia escolhido há alguns dias.

Virei o rosto e abri os olhos.

- Porque conta a história de um casal que acabou caindo da rotina, e o marido fica sendo tentado pela sua secretária. Só que ele ama a esposa o suficiente para saber que aquilo é só uma fase ruim, mesmo magoada com o marido a esposa lhe dá 7 dias para ele a reconquistar, mas, nesses sete dias, eles aprenderam muito mais que isso - seus olhos brilharam de forma intensa com minhas palavras, - Aprenderam que acima de qualquer obstáculo e qualquer pessoa, o amor deles sempre seria mil vezes intenso. Eles só tinham que aprender a amar novamente.

- Eu realmente quero te beijar agora... - ri baixo de sua voz quase desesperada.

- Provavelmente, metade das pessoas e crianças que estão aqui no parque ficariam chocadas - brinquei e ele fez um bico adorável.

- Olha só quem esta por aqui, o casal do ano - enrijeci com aquela voz e Chanyeol arregalou os olhos levemente.

Do Kyungsoo.

Fiquei de pé encontrando o deboche no fundo daqueles olhos arregalados.

- Kyungsoo! - Chanyeol se levantou, fitando aquele anão de olhos arregalados e segurou minha mão com firmeza.

- Como vai, Yeollie? - ele brincou e eu apertei sua mão com força, raivoso por ele estar usando o apelido que só eu posso usar.

- Só Baekhyun pode me chamar dessa forma - sua voz saiu fria e sem emoção.

- Você já foi mais agradável, Chanyeol - seu sorriso irônico me fez revirar os olhos. - Eu estou com saudade... Não sabia que você me queria tanto a ponto de pedir demissão da empresa - suspirei cansado.

- Kyungsoo, faz um favor para nós três: esqueça que eu existo, finja que não me conhece... Você foi apenas uma pedrinha na minha vida com Baekhyun, que a gente chutou e, hoje, já não tem capacidade para nos machucar - vi o brilho de mágoa nos olhos do rapaz e suspirei.

- Yeollie, não precisa disso - murmurei para a surpresa dos dois.

- Eu não vou deixar ele te machucar, baby - ele fez um carinho suave em minhas mãos.

- Ele não vai, ele não é importante... Eu sei que você me ama e é a única coisa que me importa, apenas o ignore... Ele não pode me afetar - ignorei totalmente a existência de Kyungsoo a nossa frente.

- Você se acha não é Baekhy...

Arregalei os olhos quando vi uma bola de lama ir de impacto ao rosto de Kyungsoo. Seus olhos só faltaram saltar de seu rosto pelo impacto de surpresa.

Olhei para o lado dando de cara com Sangwon que tinha um sorriso arteiro.

- Filho... - Chanyeol murmurou assustado e Kyungsoo olhou surpreso para nosso pequeno Sangwon.

- Não se preocupe, papai Yeollie, eu cuido do papai Baekie! - ele sorriu suave e eu reprimi uma risada quando ele virou o rosto encarando Kyungsoo e fechou a expressão. - Eu ouvi meus papais falando sobre você - a voz de Sangwon era cheia de raiva e acusatória e nem eu e Chanyeol conseguimos esboçar o mínimo de reação. - Fique longe dos meus papais! - ele falou furioso e Kyungsoo limpou o rosto respirando fundo.

- Não sabia que tinham adotado uma criança - ele murmurou cansado.

- Faz dois meses que saiu a guarda definitiva. Nós entramos com um processo algumas semanas depois do que aconteceu - expliquei calmamente.

Sangwon caminhou até mim parando na minha frente de forma protetora. Foi impossível não sorrir.

- Olha... Desculpa - Kyungsoo falou de repente e eu franzi o cenho. - Eu realmente gostei do Chanyeol e tive esperanças, você pode não gostar de mim, mas pode entender meu lado, certo? - ele perguntou diretamente a mim.

- Eu posso - admiti a contragosto, mas se ele havia dado um passo para pedir desculpas, eu o escutaria, pois não queria reviver aqueles dias de angústia novamente.

- Eu estou bem, eu segui em frente e estou namorando um rapaz, chamado Yifan. Eu estou feliz - seus olhos brilharam de forma carinhosa ao falar o nome de seu namorado e eu arqueei a sobrancelha. - Acho que isso foi mais por raiva, eu achei que havia superado... Mas, de certa forma Chanyeol, me magoou muito - ele respondeu como se tivesse entendido meus pensamentos.

- Eu peço desculpas, Kyungsoo, se em algum momento eu te dei esperanças para você achar que eu desistiria do meu casamento... Mas fico feliz que você tenha seguido em frente - Chanyeol falou calmamente e eu resolvi não me pronunciar mais.

- Acho que eu precisava disso para seguir em frente completamente - ele coçou a nuca sem graça e respirei fundo.

- Está desculpado. Espero que seja feliz - falei sinceramente e ele sorriu parecendo aliviado e ergueu a mão para mim. Surpreso e me sentindo melhor, segurei-a a apertando firmemente.

Ele se despediu e eu sorri calmo me virando para Chanyeol.

Foi como se um peso tirado de nossas costas. Não que isso nos impedia de viver, mas, às vezes, me vinha na cabeça como seria reencontrar Kyungsoo e como Chanyeol agiria, principalmente quando escrevia meu livro. E foi como se finalmente toda aquela história tivesse sido enterrada.

Eu estava mais que satisfeito pela defesa de Chanyeol e principalmente de Sangwon, meu pequeno homenzinho era extremamente forte, cada dia que se passava eu sabia que havia sido a melhor escolha em minha vida chama-lo de filho. Ele ajudou a fortificar meu amor por Chanyeol e deu um verdadeiro significado as nossas vidas.

- Papai, você está bem? - Sangwon perguntou preocupado e eu sorri minimamente.

- Papai está ótimo, obrigado por cuidar de mim, meu anjo - me inclinei beijando sua testa e ele me abraçou forte.

Ri baixinho quando Chanyeol me abraçou por trás. Virei o rosto selando nossos lábios.

- Eu te amo - sussurrei e ele roçou nossos narizes.

- Eu te amo mais - ele murmurou contra meus lábios.

O amor que eu sentia por Chanyeol crescia a cada dia e, quanto a escuridão queria nos dominar, transformávamos aquele sentimento em nossa luz. Era forte, era inquebrável.

Era mil vezes intenso.

 


Notas Finais


Obrigada pelo carinho de todos :D


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