História Milagres - Capítulo 7


Escrita por: e showtae

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bottom!jungkook, Drama, Gabzi, Guelbs, Hard Lemon, Jeon Jungkook, Jungkook, Jungkook!ômega, Kim Taeho, Kim Taehyung, Milagres, Mpreg, Taehyung, Taehyung!alfa, Taekook, Top!tae, Top!taehyung, Vkook, Vminbrotp
Visualizações 1.290
Palavras 11.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaa 11k de palavras, me superei dessa vez. Bom, eu dedico esse capítulo para minha esposa Bruna, afinal, nossa neném sofia é o Taeho completamente e, uma cena desse capítulo foi inspirada em um vídeo que recebi da sofia brincando de xadrez ♡

Também quero dedicar esse capítulo pra Ana Paula, melzinho do meu curau doce ♡ Parabéns meu amor, eu te amo muito e estou morrendo de saúde :(( Compra logo um celular, não aguento mais!!

Marsel para de ser feia e falar que o capítulo tá feio que você gosta que eu sei sksksksks

Eu revisei muito rápido, porque eu fiquei com preguiça kkkk Então relevem se tiver algum erro rsrsrs

É isso! Boa leitura.

Capítulo 7 - Winter Heat


Fanfic / Fanfiction Milagres - Capítulo 7 - Winter Heat

 

— Winter Heat

 

“— Taeho, o que você comeu para fazer tanto cocô, hein? — O quarto da criança fedia em demasia, e Taehyung não sabia se deixava o pequeno na cômoda onde o arrumava e pegava um aromatizante, ou se fugia para bem longe a fim de nunca mais sentir aquele cheiro horrível. O bebê apenas ria e balançava as pernas de uma lado para o lado, melecando ainda mais o bumbunzinho com o cocô, deixando o alfa ainda mais desesperado. — Você acha engraçado o sofrimento do seu pai, não é moleque?

O alfa pegou o lenço umedecido da caixinha puxando uma quantidade absurda de lá e removeu o excesso do cocô que estava grudado no bumbum de seu filhote, que não parava quieto um segundo sequer. O pequeno não facilitava de forma alguma.

— Tenha pena do seu pai, Taeho! — Pediu choroso, olhando para o sorriso de apenas dois dentinhos de seu filho. O bebê era a coisa mais linda do mundo, e Taehyung nunca cansaria de falar que seu filho era a criança mais bonita da face da terra, mesmo que tenha vindo com uma carga de pilha enorme e que nunca acabava, cansando Taehyung em demasia.

O pequeno alfa tinha completado um ano a pouco tempo e ainda não tinha dado suas primeiras palavras, apenas soltava sons que o Kim não sabia decifrar, deixando Taehyung deveras preocupado com o atraso de seu rebento, contudo, o pediatra de Taeho falara que era algo normal e que logo, logo o pequeno estaria tagarelando pelos corredores da casa, enchendo Taehyung de perguntas.

Estavam se arrumando para verem Jeongguk no hospital. Essa era a rotina daqueles dois, Taehyung precisava manter-se perto do ômega para continuar tendo forças por conta da ligação que tinham através da marca, assim como Taeho, que por ser muito pequeno, precisava de Jeongguk para não estranhar o ômega depois. Taehyung não gostava de levar o rebento todas as vezes para o hospital e, em muitas visitas, preferia deixar a criança com seu melhor amigo.

— Aish, será que foi o mamão que te deixou assim? — Taehyung estava frustrado olhando para aquele amontoado de papel sujo de cocô no lixo, passava devagar os lenços no bumbum do pequeno alfa, que, continuava rindo sem entender nada. — Só pode ter sido o mamão.

Resmungava sozinho, jogando os diversos lenços sujos no balde de lixo, passando a pomada para evitar assaduras no bumbum — agora limpinho — de seu bebê e em seguida espalhando talco pelo pescoço e axilas da criança. Arrumou a fralda nova no corpo pequenino de seu filhote e o pegou no colo, indo até o armário para procurar uma roupa quentinha para vesti-lo.

— Que tal você vestir uma roupa parecida com a do seu papai? — Sugeriu, mesmo sabendo que Taeho não o responderia com palavras concretas. Apenas sons engraçados saíram da boca do pequeno, fazendo Taehyung rir e apertar o narizinho de seu bebê que chiou em protesto. — É, vai se vestir que nem o papai mesmo.

Saiu do quarto recém arrumado de seu filhote e caminhou até seu próprio, procurando por uma sacola em meio a bagunça de roupas ali presentes dentro do guarda-roupa. Jeongguk era quem arrumava as roupas de Taehyung sempre, o alfa era um pouco avoado e sempre esquecia de organizar suas coisas, sobrando para o Jeon fazê-las. Sentia saudades de ouvir os resmungos de Jeongguk, irritado com a bagunça, sempre falando que era a última vez que arrumaria as roupas de Taehyung e, uma semana depois a mesma cena se repetia. Ah, como Taehyung sentia falta daquilo.

— Achei! — Gritou eufórico, puxando a sacola de cor verde água e colocando o pequeno no andador. Puxou de lá um casaco da puma preto, com desenhos militares na frente e com um capuz de tubarão. — Estava na promoção pai e filho, você vai ficar adorável, Ho.

O pequeno alfa andava de um lado para o outro no andador, mexendo os braços para cima para baixo, brincando com o mordedor de mãozinha rosa e azul. Taehyung levantou e procurou pelo seu próprio casaco, vestindo-o assim que o achou. Tirou o rebento do andador e voltaram para o quarto dele. O mais velho procurou por uma roupa quentinha e no final colocou o tal casado, olhando bobo para seu bebê.

— Você está lindo vestido de mini Taetae. — Balançou o filhote nos braços que ria gostoso. Taehyung amava aquela criança em demasia e reprimia-se sempre que lembrava que cogitou levá-lo para adoção algumas semanas depois de seu nascimento. Passou por tanta coisa, que achara que jamais daria conta, porém, vendo seu pequeno com um ano de vida, percebia como teria feito a maior idiotice de sua vida se o levasse para o lar adotivo. — Agora vamos ver o papai Jeongguk e depois vamos jantar na casa do tio Jimin.

[...]

O trajeto para o hospital fora tranquilo, as ruas de Seul estavam calmas e poucos carros rondavam por ali, era agradável ver as poucas pessoas passando com seus cachecóis no pescoço e mãos escondidas no bolso do casaco, protegendo-as do frio daquele inverno.

O quarto de Jeongguk, como sempre, exalava uma aura mórbida demais e Taehyung odiava isso. Queria apenas poder ver o sorriso de seu ômega e a aura de felicidade e determinação que pairava sobre ele antes do acidente. Detestava aquele cômodo monótono e detestava ainda mais levar Taeho para lá. Nada podia fazer afinal, tanto ele quando o filhote necessitavam da presença de Jeongguk e Taehyung ainda tinha um pouco de fé que seu garoto logo iria acordar se continuassem o visitando.

Abriu a porta do quarto com cuidado, vendo o ômega deitado na cama, ligado a diversos aparelhos diferentes, os olhos fechados e sem mover um músculo sequer. O único barulho predominantemente naquele leito era o bipe vindo das máquinas ao lado do corpo inerte do mais novo.

Andou um pouco, passos lentos e contados, sempre a mesma quantidade de passos. Oito passos até chegar a cama desconfortável de Jeongguk, oito segundos para poder tocar nas mãos pálidas e ressecadas do ômega e, oito batidas aceleradas de seu coração angustiado de saudade e solidão. Não aguentava mais, um ano sem Jeongguk… Um ano sem acordar ouvindo o bom dia caloroso do mais novo após ter o resto beijado inúmeras vezes antes de poder abrir os olhos e fitar o negrume das orbes do mais novo. Trezentos e sessenta e cinco dias sem ouvi-lo dizer “eu te amo” antes de dormir e um ano sem poder vê-lo sorrir.

— Papai… — Assustou-se de repente, mexendo a cabeça para desligar os pensamentos melancólicos que tomavam conta de sua mente. Olhou para o filho que apontava com os pequenos dedinhos enluvados para o corpo inerte de Jeongguk. — Papai!

— Espera. O que? — Tentava assimilar o que estava acontecendo naquele momento. Seu pequeno apontava para Jeongguk e o chamava de papai. — Taeho, você…

— Papai. — Insistia, puxando o corpo para frente tentando alcançar o ômega no leito.

Taehyung deixava lágrimas finas rolarem por sua tez amorenada, emocionado com a cena que seguia-se a sua frente. Seu bebê havia acabado de dizer as primeiras palavras concretas e estas, foram direcionadas a Jeongguk. Não poderia estar mais feliz com isso. Atendeu ao pedido do menor e o colocou na maca, vendo o pequeno deitar sobre o peito coberto do ômega, encolhendo o corpo e fechando os olhinhos em seguida.

— Papai.”

 

Um mês havia se passado desde que Jeongguk acordara do coma. O ômega preparava-se para ir embora daquele hospital depois de longos trinta dias, não aguentava mais ficar deitado naquela maca desconfortável, indo fazer inúmeros exames e a cansativa fisioterapia toda a noite. As pernas do Jeon já haviam ganhado um pouco mais de massa — ainda não estavam torneadas como a cinco anos atrás e, ele sabia que isso demoraria a acontecer —, não sendo o suficiente para sua autoestima e isso o incomodava, queria poder voltar para a academia logo e exercitar seu corpo da forma que mais gostava o mais rápido possível.

Esperava Taehyung sair do trabalho para irem embora e poder finalmente estar em casa, dormir em sua enorme cama ao lado de seu alfa e não precisar mais ir na fisioterapia toda noite — agora teria que ir pelo menos uma vez na semana por mais um mês. Contudo em sua mente, martelava sempre a imagem de seu filho, que sempre fazia de tudo para importunar o ômega no hospital — na concepção deste —, fazendo diversas perguntas chatas que Jeongguk não sabia responder e nem queria. Taeho não parava um segundo no quarto, subindo e descendo da maca, tagarelando sem parar e perguntando para quê todas aquelas coisas estranhas — os equipamentos ao lado do leito — serviam.

Jeongguk conseguia enxergar a felicidade no olhar de Taehyung para com aquela criança tagarela e era pelo alfa que o Jeon sempre sorria e respirava dez vezes antes de responder a algum questionamento do pequeno alfa que sairá de dentro de si. Era torturante para Jeongguk ter que sustentar um sorriso quando estava deveras incomodado com a presença de Taeho no quarto o tempo todo, mas não podia fazer nada, afinal, magoar Taehyung era a última coisa que queria.

Questiora a Taehyung sobre qual turno o Kim mais novo estudava e quando recebeu a resposta de que Taeho estudava pela manhã e ficava as tardes na casa de Jimin, quase pulou da cama feliz, contudo, Taehyung alargou tanto o sorriso que Jeongguk soube, que, naquele momento não viria coisa boa e, definitivamente não veio. O alfa havia lhe dito logo após o questionamento do ômega que, agora, Taeho não precisaria mais ficar com Jimin, que ficaria com Jeongguk em casa. Ah, como quis morrer. Não iria aguentar passar dez minutos com aquele pequeno projeto de gente, mas Taehyung estava tão feliz que não tardou em sorrir para o alfa e dizer que ficaria sim com Taeho e o cuidaria tão bem que a criança não iria mais querer ficar com o mais velho.

A enfermeira responsável por Jeongguk já tinha tirado o soro e a agulha de seu dorso podendo sentir-se aliviado sem aquele pequeno objeto pontiagudo furando-lhe a pele. Trocava de roupa, tirando finalmente aquele pijama que deixava suas nádegas a mostra, vestindo um conjunto delicioso e quentinho de moletom que Taehyung havia deixado mais cedo para ele trocar quando recebesse alta. Não via a hora de ir para casa e ficar ao lado de seu alfa.

Imaginava que Taehyung passaria antes no hospital e depois na casa do melhor amigo para buscar Taeho e, pensou que poderia persuadir o mais velho para que deixassem a criança lá por uma noite para que pudessem ficar a sós um pouco. Jeongguk sentia saudades de ficar com Taehyung e precisava desse momento com ele. Esperava que quando Taehyung chegasse, conseguisse aquele momento entre eles. Jeongguk sentia através da marca que seu alfa estava deveras cansada e sabia também que o único que o faria melhorar verdadeiramente era o ômega, com sua presença ao lado do Kim.

A porta do quarto logo se abriu e para a surpresa de Jeongguk, Taehyung segurava o rebento nos braços. A criança parecia com sono, estava com a cabeça deitada no ombro do alfa e ronronava baixinho enquanto seu alfa acariciava os cabelos negros iguais aos de Jeongguk. O Kim andou sorridente até o ômega, mostrando aquele belo sorriso retangular que derretia as pernas do ômega, dando-lhe um selinho simples para enfim falar:

— Vamos para casa.

Taehyung desejou tanto dizer essas três palavras que, no momento a qual elas saíram de sua boca rosada, as lágrimas escorreram por sua tez amorenada, molhando todo o rosto do alfa. Jeongguk o abraçou com tanta força que acabou acordando o pequeno nos braços do mais velho, que coçou os olhos devagar, vendo seus pais unidos e felizes depois de tanto tempo. Taeho sempre sonhou em saber como Jeongguk era quando estava com Taehyung e vendo tão de perto, mesmo que sem entender, sabia que seus dois pais se amavam muito e precisavam mesmo ficar juntos.

Não se moveu, fingindo que ainda dormia no colo do alfa, não queria tirar ambos do aconchego daquele abraço em meio a lágrimas de saudades. Tio Jimin sempre disse ao pequeno Taeho que quando duas pessoas estavam juntas por amor, as pessoas de fora conseguiam enxergar um brilho diferente nos olhos, e Taeho jurou ter enxergado esse brilho nos olhos de Kim Taehyung e Jeon Jeongguk naquele breve momento, antes dos dois fecharem os olhos e aproveitarem o calor daquele abraço quentinho.

[...]

Quando chegaram em casa, Jeongguk fechou os olhos, respirando profundamente o ar da sua residência, onde, o cheiro de Taehyung mais se fazia presente. Sentiu tanta saudade de casa que, vasculhou cada cantinho, de cada cômodo, matando a saudade aos poucos e sentindo o coração aquecido, o alfa segurou a mão do mais novo entrelaçando os dedos e sorriu retangular, mostrando a fileira de dentes brancas e bem alinhadas. Lar doce lar.

Taehyung levou o filhote para o quarto, depois de alguns minutos esperando o ômega se acostumar com a casa novamente, sendo seguido por Jeongguk e o colocou na cama, trocando as roupas da criança com cuidado para não acordá-lo. Começou tirando o par de All Star preto, depois o moletom cinza e por fim a blusa de algodão branca.

— Gukkie, você pode pegar o pijama dele, na última gaveta? — Taehyung pediu, virando-se para o ômega que estava encostado na porta com os braços cruzados, observando a cena que se desenrolava à sua frente. O alfa parecia ter o maior cuidado para não acordar a criança e Jeongguk percebeu como ele fazia isso com uma facilidade absurda.

— Claro. — Sorriu, mesmo não querendo sorrir e andou até o guarda-roupa, abaixando-se para abrir a última gaveta e tirar de lá qualquer pijama que encontrasse. — Toma. Eu estou no quarto, Tae, não demora.

— Não vou demorar, amor, só irei terminar aqui.

Jeongguk deixou um breve selinho nos lábios de seu alfa e saiu do quarto, indo tomar um banho bem quente. Queria deitar em sua cama e dormir ao lado de Taehyung como sempre fizeram. Ao chegar no banheiro, o ômega despiu-se por completo e encheu a banheira com água quente para relaxar os músculos. Sentiu tanta saudade de casa, era bom estar novamente em seu lar depois de tanto tempo longe.

A banheira abrigava todo seu corpo, deixando apenas a cabeça do lado de fora, e o ômega fechou os olhos para apreciar aquela água quente que o cobria até o pescoço. Os banhos no hospital não eram tão bons e, se pudesse, passaria a noite inteira banhando-se ali, até acordar no dia seguinte com os dedos enrugados e a água fria pelo tempo. Decidiu dormir um pouco enquanto esperava pelo alfa, já sentindo o cansaço tomar conta de seu corpo inerte dentro da banheira.

 

Taehyung terminou de vestir seu filhote e o arrumou na cama, cobrindo o pequeno corpo adormecido com o edredom grosso e ligando o aquecedor do quarto para que a criança não sentisse frio durante a noite. Estava ficando cada vez mais frio e como Taeho ficava resfriado com muita facilidade não arriscaria deixar o rebento sem o aquecedor. Saiu do quarto e deixou a porta encostada, como sempre fazia, não gostava de fechá-la por segurança ao seu bebê que já havia ficado preso no quarto quando a maçaneta emperrou, quando ele tinha três anos.

Entrou em seu quarto, sentindo o cheiro doce de Jeongguk começar a tomar conta do cômodo. Inalou aquele aroma delicioso e o seguiu, entrando no banheiro e tendo a bela imagem do ômega deitado na banheira de olhos fechados. Parecia estar dormindo. Taehyung despiu-se devagar e com cuidado para não acordar Jeongguk, sentou-se atrás do mais novo, sem obter sucesso. O ômega abriu os olhos e sorriu ao sentir o cheiro forte do alfa atrás de si, e encostou a cabeça no ombro alheio, aceitando as carícias que as mãos de dedos finos faziam em seus cabelos negros.

— Você demorou, Taetae. — Sussurrou, voltando a fechar os olhos e entrelaçando os dedos aos de Taehyung, na mão livre que não estava espalmada em sua cabeça.

— Vim o mais rápido que pude, amor. — Amor. Como sentiu falta de chamar Jeongguk assim e ouvi-lo chamá-lo também. Era tão bom tê-lo novamente. Afundou o rosto nos cabelos sedosos e lisos do ômega e inalou o perfume doce que ele exalava naturalmente. Taehyung esperou tanto tempo para poder ter novamente seu garoto em seus braços, sentiu tanta falta da textura macia da pele do rapaz, dos beijos dele, do cheiro doce, do sorriso dele. Não havia caído a ficha ainda que Jeongguk estava de volta. — Eu senti tanto a sua falta.

— Eu estou aqui agora, Tae, não vou embora nunca mais. — Jeongguk falou, ainda de olhos fechados, acariciando com o polegar o dorso do mais velho. — Estou feliz que tenha me esperado.

— Eu sempre irei te esperar.

[...]

Agora, deitados em suas camas, os dois rapazes, aproveitavam a noite na companhia um do outro. Jeongguk estava deitado sobre o peito nu de Taehyung e, este, acariciava os fios negros do ômega com seus dedos longos. Taehyung sentia seu coração aquecendo-se aos poucos e seu lobo, não mais chorava de angústia e tristeza. O alfa estava nas nuvens, tendo seu ômega consigo novamente depois de tantos anos em coma.

Jeongguk ronronava baixinho, a respiração leve do mais novo, batendo contra o pescoço amorenado de Taehyung. Cada vez que o sopro quente do ômega lhe tocava a pele, sentia um choque percorrer todo seu corpo. O quarto dos dois rapazes estava uma completa bagunça, deixando registrado o que haviam feito ali minutos atrás após o banho. Taehyung sorriu, Jeongguk estava finalmente em casa.

Sentiu um beijo singelo ser depositado em seu ombro e logo em seguida no pescoço, fazendo-o o alfa suspirar em deleite. As mãos de Jeongguk começaram a acariciar o torso de Taehyung, passando os dedos de forma quase superficial pela tez bronzeada do mais velho. Era gostoso sentir aqueles dedinhos acariciando sua pele desnuda.

— Tae… — Chamou pelo alfa, ainda passeando os dígitos quentinhos pela epiderme do mais velho.

— Hum.

— Como você cuidou do Taeho durante todo esse tempo? — Essa dúvida já pairava na cabeça de Jeongguk a algum tempo. Mesmo que, não sentisse nada por aquela criança, sentia por Taehyung e queria saber como seu alfa se virou durante todos esses anos sem sua presença para cuidar do filho. Tinha noção que os pais de ambos com toda certeza, não mexeram um dedo para ajudar o Kim.

— Foi difícil, Gukkie. — Começou a falar, descendo as mãos, que antes jaziam nos cabelos escuros do ômega, para o pescoço, começando novas carícias. — Eu achei que não iria conseguir, pensei em desistir várias vezes.

— E o que você fez? — Perguntou curioso.

— Eu chorava.

— O Taeho fazia você chorar? — Não conseguia acreditar que aquela criança havia feito seu alfa chorar por diversas noites.

— Não. Não foi ele. O Taeho nunca me fez chorar, era a situação em que me fazia chorar. Eu não sabia o que fazer, eu ficava o tempo todo pensando no que você faria e acabava chorando junto do Taeho, ele com fome ou com cólica, sujo de cocô, eu desesperado, angustiado, sem você para me ajudar. — Jeongguk percebendo que a voz do alva começava a falhar, plantou um beijo casto nos lábios do alfa, encarando as orbes castanhas e cristalinas do mais velho. Taehyung respirou fundo, e voltou a falar: — Eu ligava para o Jimin o tempo todo e ele vinha correndo me ajudar, porque, quando eu ligava para ele, era porque eu já estava desistindo, achando que eu era incapaz de cuidar do nosso filho.

— Você não é incapaz de nada, Taetae. — Jeongguk falou, tentando passar conforto ao mais velho mesmo que, ele próprio, estivesse completamente desconfortável com aquela conversa que ele mesmo havia iniciado. Amava Taehyung e percebia através da marca como ele tinha sofrido nesse meio tempo que ficou inconsciente. Deveria mostrar ao alfa que se importava com ele e, de fato se importava, porém, falar sobre Taeho ainda o incomodava um pouco. Saber que Taehyung passou muita coisa para criar a criança o deixava de coração partido pois, tinha compreensão que, se, Jeongguk estivesse acordado quando a criança nasceu, as coisas teriam sido totalmente diferentes.

— Eu fiquei com tanto medo de não conseguir. — Taehyung já deixava suas lágrimas salgadas molharem a pele amorenada, deixando Jeongguk com o coração ainda mais apertado do que outrora. Odiava ver seu alfa triste, era de partir o coração vê-lo daquele jeito. — Sabe, Gukkie, achei que o Taeho fosse morrer. Ele ficou tanto tempo na incubadora, que eu achei que ele não fosse resistir.

— Mas você conseguiu, Tae, e… — Fez uma pequena pausa respirando para poder continuar —, é isso que importa. — Falou, acariciando os fios castanhos do mais velho e este por sua vez, escondia o rosto no peito nu de Jeongguk, procurando abrigo, como sempre fazia em noites como aquela, quando tinha alguma discussão com seus pais ou com Sooyoung.

— Ele é muito importante para mim, Gukkie. — Ouvir aquilo, incomodava o ômega em demasia. Sabia que não deveria sentir ciúmes de uma criança com apenas cinco anos de idade, porém, era inevitável. Taeho havia tomando uma grande parte do coração de Taehyung, que antes, pertencia somente a Jeongguk.

— Eu sei que é. — Mesmo não querendo, falou. Por mais que quisesse que fosse mentira, aquela criança era importante para seu alfa e Jeongguk teria que aprender a conviver com o pequeno alfa, afinal, era seu filho também. Seu filho e de Taehyung. — Dá ‘pra ver.

[...]

Uma semana havia se passado desde que Jeongguk voltara para casa e quase dois meses que o ômega havia acordado do coma. Naquela manhã, Jeongguk estava na cozinha fazendo o almoço e os dois alfas encontravam-se na sala jogando xadrez. O dia, tinha amanhecido extremamente frio. Em Janeiro, a temperatura caia bem mais se comparada com o último mês do ano e esses últimos dias tinham sido um pouco difíceis, Taeho havia gripado e, se recuperava aos poucos. Taehyung descobriu que seus melhores amigos tinham dado sorvete a criança, e quase matou os dois quando o primeiro espirro e coriza do pequeno alfa se fez presente.  

— Não, Taeho, é a vez do papai agora. — Taehyung falava, enquanto tentava mover sua peça, sendo impedido pelo filhote, que moveu seu peão branco por todo o tabuleiro. — Filho, o peão só anda uma casinha do tabuleiro.

— Eu sei jogar, papai, é assim. — Taeho continuava movendo seu peão branco, parando ao lado do peão preto de Taehyung e o tirando do tabuleiro, fungando um pouco por conta do narizinho corizando.

— Ah, é? — Riu, e colocou novamente a peça no tabuleiro.

— É, papai, eu aprendi na escola. — Movia agora o bispo branco por todo o tabuleiro, passando por cima das peças do alfa mais velho.

— Você vai ter que ensinar o papai a jogar, então.

— Eu vou te ensinar a jogar xadrez. — Taehyung acabou rindo baixinho da pronúncia errada de seu filhote, engolindo o r.

— Então tá, ensina o papai a jogar. Eu vou colocar todas as peças no tabuleiro de novo. — Taehyung começou a tirar as peças e as arrumar em seu devido lugar, tendo a mãozinha pequena de Taeho o impedindo de continuar.

— Não, papai, deixa onde ‘tava. Não pode mexer, não. — A criança mexia as perninhas no ar, por conta da posição que estava. As mãozinhas pequeninas encontravam-se apoiadas do queixo, após ter impedido o pai de mover a peça.

— Ah, desculpa, papai não sabia.

— Quando você mata um — Começou sua explicação, movendo novamente o mesmo peão branco pelo tabuleiro de xadrez. Taehyung sorria abobado vendo sua criança alegre naquela manhã, ensinando-lhe a jogar um jogo a qual ele era veterano. —, você tem que matar o outro que te matou, entendeu?

— Entendi.

— Tá, agora vamos jogar. — Taehyung soltou uma gargalhada alta e ajeitou-se no chão, cruzando as pernas que estavam esticadas em volta do tabuleiro. — Te matei.

— Ah, você me matou, filhão. — Fez uma falsa expressão emburrada e cruzou os braços.

— Agora é a sua vez, papai.

— Então eu posso andar aqui e te matar? — Seguindo as regras de Taeho, o alfa mais velho andou pelo tabuleiro com a rainha, e matou o peão branco dele.

— Ei, não pode, não, papai. — Protestou, colocando novamente sua peça no tabuleiro. — Essa peça é minha.

— Mas você matou o papai. — Taehyung não conseguia segurar o riso, afinal, as regras de seu rebento, não faziam sentido algum.

— Mas essa peça é minha, não pode matar ela, não. — Taeho sentou-se de joelhos, e colocou suas peças e as de Taehyung em novos lugares, bagunçando todo o jogo anterior, coçando o nariz em seguida com o punho do casaco.

— Ah, tá, desculpa o papai.

— Você só pode matar a rainha, papai. — Moveu novamente o peão, como se ele fosse a raiva. Taehyung ria olhando para as outras peças do jogo largadas enquanto seu filhote usava um peão para tudo, que, de acordo com ele, era a rainha. — É assim que joga xadrez, papai.

— Agora eu aprendi.

— Não aprendeu, não, papai. Ainda tem que proteger o rei, a rainha e a princesa. — Era engraçado ver seu filhote engolindo os r’s das palavras difíceis. Taeho pegou três peões e colocou no final do tabuleiro, colocando todas as outras peças na frente como se fosse uma muralha. — Os guardas têm que proteger o rei, a rainha e a princesa, se não eu posso te matar com meu rei, papai.

— Ah, então esse aqui — Pegou o cavalo. — é o cavaleiro?

— Não, papai, esse é o cavalo do cavaleiro, dãh. — Falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo e bateu na testa.

— Ih, Taeho, o seu pai ainda não aprendeu a jogar — A voz de Jeongguk se fez presente na sala, fazendo ambos os alfas olharem na direção do ômega. — Taehyung, vem aqui na cozinha por favor.

— Estou indo, amor. — O alfa levantou-se do chão e, antes de ir para a cozinha, plantou um beijo na testa de seu rebento. — Bebê, guarda as pecinhas na caixa para não perder, tá bom?

— ‘Tá bom, papai.

Taehyung saiu da sala, após verificar que seu filhote estava guardando todo o jogo e caminhou até a cozinha onde Jeongguk estava. Ao entrar no cômodo, o cheiro de Kimchi invadiu seu olfato. Amava a comida caseira de seu ômega e, agora, tinha ela novamente, todos os dias.

Jeongguk estava parado, encostado próximo ao balcão de mármore preto, com os braços cruzados e a expressão fechada. Taehyung conhecia muito bem aquela face, o ômega estava irritado com alguma coisa e, sorrindo amarelo, imaginando que ele havia feito algo de errado, caminhou até o mais novo e o segurou firme, apertando com firmeza os dedos longos na cintura de Jeongguk, passando o polegar devagar sobre o tecido grosso da camisa que ômega usava, simulado uma carícia.

— Você não vai me comprar com suas carícias baratas. — Falou firme, porém, contrariando sua própria fala, puxou Taehyung pela gola do suéter que usava, fazendo o corpo do alfa chocar-se contra o do Jeon de forma bruta.

— O que eu fiz dessa vez, amor? — Perguntou abrindo ainda mais o sorriso ao sentir o cheiro doce de baunilha de Jeongguk intensificar-se e tomar conta de toda a cozinha. Taehyung raspou o nariz pela tez alva do pescoço alheio, inspirando o local, deixando aquele aroma adocicado penetrar seus pulmões. — Puta merda, seu cheiro está delicioso.

— Não tente me distrair. — A voz do ômega saiu em um sussurro, levando as mãos ao cabelo castanho de seu alfa e os puxando, embolando os dedos nos fios sedosos e cheirosos de Taehyung.

— Longe de mim fazer algo desse tipo, amor. — Beijou o pescoço de Jeongguk, que mordeu o lábio ao sentir a língua quente de Taehyung molhando sua pele, devagar e tortuosamente.

— Tae, eu estou falando sério.

— Eu também estou. — Segurou ainda mais firme na cintura de Jeongguk e o levantou, fazendo o ômega sentar-se no balcão e, como se fosse um ato involuntário, o Jeon prendeu as pernas no corpo de Taehyung, puxando-o para mais próximo de si, os peitos cobertos pelos casacos e blusas grossas se tocando superficialmente e o cheiro doce de Jeongguk cada vez mais forte tomando conta de toda a cozinha, mascarando o antigo cheiro de Kimchi que antes banhava o lugar.

— Taehyung, deixa eu falar. — O cheiro de Jeongguk ficando cada vez mais forte deixava o alfa atordoando, enterrando seu nariz no pescoço branquinho do ômega, inspirando o aroma delicioso e sentindo todo seu corpo responder de forma prazerosa e agradável. Como amava aquela fragrância natural que o mais novo exalava.

— Não estou te impedindo, Gukkie… Ainda. — Sem falar mais nada, atacou os lábios fartos de Jeongguk, enfiando a língua faminta de uma só vez dentro da boca convidativa do ômega, explorando cada parte daquela cavidade que tanto conhecia e tanto sentira falta nos últimos cinco anos.

Jeongguk arranhava o pescoço do alfa com suas unhas curtas, puxando-o pelas pernas para que ficassem ainda mais próximos, como se fosse algo possível. As mãos grandes de Taehyung, adentraram a blusa branca de mangas compridas do mais novo, sentindo a textura macia da cintura delgada, apertando a tez branca, que, logo, logo, estaria pintava de vermelho. O cheiro forte de baunilha começava a ficar mais forte e, Taehyung parou o com o ósculo quando percebeu o que estava acontecendo.

— Caralho, Jeongguk, vocês está no cio.

Taehyung recobrou a consciência e sanidade por alguns segundos quando lembrou-se que Taeho estava na sala brincando sozinho enquanto via desenho. A criança não poderia ficar com eles enquanto Jeongguk estivesse no cio e, como se a ficha tivesse caído somente naquele momento, o ômega arfou e levou as mãos ao pênis ereto dentro da calça de moletom que usava, chamando por Taehyung e tentando fazê-lo voltar para próximo de si o mais rápido possível, esticando as mãos para alcançar o corpo do Kim.

O lobo do alfa clamava e suplicava pelo lobo de Jeongguk o mais rápido possível, sentindo falta de passar os cios com ele, porém, precisava tirar seu filhote de casa antes, o mais rápido que podia, afinal, não poderia deixar o ômega esperando por muito tempo pois poderia ser prejudicial ao mais novo já que era atado a Taehyung.

— Gukkie, vai para o quarto, por favor, eu preciso tirar o Taeho daqui. — A voz rouca saia aflita e nervosa, o corpo amorenado suava querendo tocar no de Jeongguk logo e, parecia que o ômega não estava colaborando nenhum pouco para que mantivesse a sanidade por algum tempo.

— Ele não vai incomodar a gente. — Jeongguk desceu da mesa e aproximou-se a passos lentos e perigosos, puxando Taehyung e colando novamente os corpos necessitados um do outro. As ereções já visíveis se esbarraram uma na outra, causando um choque delicioso pelo corpo de ambos os homens. O alfa gemeu alto e rouco ao sentir o membro ereto do mais novo encostar-se no seu e, fechava os olhos com força na tentativa de não sucumbir-se ainda àquele prazer descomunal que estava sentindo.

— Jeongguk, o Taeho não pode ficar aqui. — Falou baixo, com o rosto próximo demais ao do ômega, precisava tirar seu rebento logo daquela casa antes que não tivesse mais controle algum sobre seu próprio corpo. Jeongguk, por outro lado, não se importava com nada, começou a acariciar o peito coberto pelo casaco de lã que Taehyung usava, descendo os dedinhos curiosos até à barra, na tentativa de tirá-la do corpo de seu alfa.

— Vamos para o quarto juntos, Tae, ele nem vai sentir nossa falta. — Sussurrava próximo ao ouvido do mais velho, a voz saindo de forma completamente manhosa. Taehyung sabia que não teria controle se continuasse ali, precisava tirar Taeho de casa logo.

Em um ato extremamente rápido, pegou o telefone no bolso da calça, tentando esquivar-se de Jeongguk, ela doloroso para si, assim como era para o ômega não ficarem juntos logo. Contudo, Taehyung conseguiu sair da cozinha às pressas procurando pela criança que não estava mais na sala vendo desenho. Desesperado e com seu lobo gritando para que fosse ao encontro de Jeongguk na cozinha, o alfa discou o número do melhor amigo, desejando que o Park atendesse logo a chamada enquanto procurava pelo rebento pela casa.

— Taeho cadê você? — Conseguia ouvir da cozinha as súplicas de Jeongguk e sentia cada vez mais seu corpo ficar quente, a marca ardendo em seu pescoço e seu lobo gritando em desespero.

Alô, Tae? — Ouviu a voz do beta de repente do outro lado da linha, puxando-o bruscamente para a terrível realidade que era aquele momento.

— Jiminie… — Falou choroso. Corria pela casa desesperado a procura de seu filhote.

O que foi, Tae? O que aconteceu? — O tom preocupado do Park se fez presente, enquanto Taehyung ainda corria pela casa procurando pelo filho. Subiu as escadas desesperado, precisava achar Taeho logo.

— O Jeongguk entrou no cio.

Bastou que essa fala saísse dos lábios de Taehyung para Jimin finalizar a ligação após proferir que estava indo agora pegar Taeho. O alfa ouviu o barulhinho de carro motorizado vindo do quarto da criança e correu até lá, o encontrando sentado no tapetinho vermelho brincando com os carros de corrida que tinha.

— Taeho, onde está sua mochila do Homem de Ferro? — Perguntou, desesperado, largando o celular na cama do rebento e abrindo todas as portas do guarda-roupa, tirando de lá várias mudas de roupas, sem nem saber se combinavam ou não.

— De baixo da minha cama, papai. — Taeho brincava distraído, apenas respondendo a Taehyung sem tirar sua atenção do pequeno carro de controle remoto.

— Taeho, coloca um casaco, agora! — Levantou o pequeno de vez, colocando-o em pé na cama e vestindo um casaco quente de forma apressada em seu filho, que, não entendia o que estava acontecendo.

— ´Pra onde a gente vai, papai?

— Você vai para a casa do tio Jimin, o papai precisa resolver algumas coisas com seu outro papai. — Tentava manter a calma enquanto colocava o casaco no filhote. Em seguida, socou todas as roupas dentro da mochila que pegara em baixo na cama e colocou nas costas da criança, entregando o carrinho e controle. — Calça o sapato e desça.

— Mas eu não quero ir, papai, quero ficar com você. — Encolheu-se na cama, negando-se a calçar os sapatos.

— Não me faça perder a paciência. — A cada minuto que passava longe de Jeongguk, sentia-se mais exausto e furioso. Seu lobo implorava para ter o logo do ômega o mais rápido possível e torcia para que Jimin chegasse logo. Os arfares do Jeon ficavam mais altos e, isso, não ajudava nada na pouca sanidade que ainda restava em Taehyung. Buscou por qualquer sapato no armário da criança, e o calçou, ignorando o choro e os pontapés que Taeho dava para não calçar os tênis.

— Eu não quero ir, papai. — Tentava desamarrar os cadarços e batia o pé no colchão da cama, queria ficar com seus pais.

— Você vai.

Ouviu a porta de sua casa ser aberta e suspirou aliviado, pegou Taeho — que ainda chorava e esperneava — no colo e desceu as escadas as pressas, não iria aguentar esperar por muito tempo. Jimin estava o esperando na porta, e sem demora, passou a criança para os braço do Park, que relutava tentando grudar-se ao pescoço de Taehyung.

— Papai ama você. — Plantou um singelo beijo no topo dos fios negros de seu filhote e sorriu para Jimin.

— Eu não te amo mais, papai. — Enterrou a cabeça no pescoço do Park, fungando baixinho. O coração de Taehyung apertou no mesmo instante, mas, por ora, ele não poderia fazer nada, precisar ir até Jeongguk na cozinha o quanto antes.

— Obrigado, Jiminie.

— Se cuidem. — Saiu e fechou a porta.

[...]

O corpo de Jeongguk suava em demasia, a ereção em suas pernas doía e incomodava dentro da calça de moletom. Queria esganar Taehyung por deixá-lo sofrendo daquele jeito e ter ido dar atenção ao pirralho que, em sua concepção, ficaria muito bem dentro do quarto brincando. A canhota apalpava o momento coberto na tentativa falha de alívio, tinha ciência que somente seu alfa conseguiria sanar toda a dor em seu baixo ventre.

Suplicava desesperado, chamando por Taehyung que não voltava. O calor já era insuportável e, sem esperar pelo Kim arrancou todas as blusas e o moletom que usava, deixando exposto todo o peitoral, até então, imaculado de Jeongguk. A canhota adentrou o tecido da cueca apertada, apertando o membro rijo e gemendo manhoso ao sentir seus dígitos se encontrarem com a pele fina de sua extensão. A dor que estava sentindo era quase dilacerante e seu logo chorava pedindo por alívio, chamando pelo alfa.

Taehyung chegou ofegante na cozinha, deixando sua presença ser sentida e, fazendo Jeongguk direcionar as orbes negras na direção do mais velho, implorando para que ele finda-se de vez aquela dor incômoda. As pupilas do alfa encontravam-se dilatadas e lufadas de ar saíam das narinas dele, ofegante demais. Jeongguk apertou involuntariamente a ereção, gemendo por Taehyung e fazendo mais velho o puxar com força pela nuca e colar os lábios famintos. Os corpos se chocaram de uma vez, e as línguas afoitas enroscavam-se uma na outra e as ereções se batiam bruscamente.

Taehyung sentia-se entrando em combustão, o suor escorrendo por toda sua pele amorenada, molhando suas roupas quentes e já tão incômoda para si naquele momento. Levantou o corpo de Jeongguk, fazendo o ômega entrelaçar as pernas em sua cintura sem descolar as bocas famintas. Devagar, fora guiando seu corpo para as escadas, subindo-as lentamente para que não caísse com Jeongguk. Abriu a porta do quarto com as costas e deitou o ômega na cama, engatinhando até ele.

— Ah, como eu estava com saudades de você assim. — Engrossou a voz, mordiscando o lóbulo da orelha de seu menino, enroscando a língua na argola prateada ali presente, tirando arfadas manhosas de Jeongguk.

— Você me fez esperar. — Mesmo que estivesse irritado por Taehyung tê-lo feito esperar por um bom tempo, estava completamente entregue aquele que chamava de seu. Não vira o tempo passar enquanto estava em coma, mas sabia que o alfa havia sofrido muito durante esses cinco anos e, não gostava nem de pensar como que ele se aliviara em seus cios sem Jeongguk por perto. Tinha certeza que havia sido algo extremamente torturante.

— Desculpe-me, amor, eu precisava tirar o Taeho daqui. — Não esperou que Jeongguk falasse mais nada, juntando novamente os lábios, os gostos já tão conhecidos misturavam-se um ao outro, as mãos grandes de dedos finos de Taehyung apertavam a cintura delgada de seu ômega com força, querendo marcar toda a pele branquinha dele.

Jeongguk puxou o casaco e a blusa que Taehyung vestia de uma vez, queria ver e tocar aquele torso amorenado que tanto amava. O vislumbre foi tamanho que não aguentou, rodou os corpos pela cama, sentando em cima da virilha de seu alfa e sorrindo arteiro antes de abocanhar o mamilo direito de Taehyung, lambuzando o botão amarronzado com sua língua. O alfa apertava a cintura fina de Jeongguk com força, sentindo a saliva quente dele entrar em contato com seu mamilo enquanto uma das mãos apertava o outro botão. Arfava rouco sob Jeongguk, sentindo as nádegas cobertas pelo moletom roçarem em seu membro ereto.

O ômega estava afoito, marcando a pele amorenada de Taehyung com sua boca enquanto rebolava em cima do pênis rijo do mais velho. O alfa soltava arfares roucos pela boca, dobrando as pernas e impulsionando a pélvis para cima na tentativa de uma simulação de penetração em Jeongguk.

— Ah, Tae… — Estavam imersos naquele prazer, Jeongguk rebolava sobre o membro rijo de seu alfa e mordiscava os mamilos de outrem.

Taehyung estava quase para ter um colapso ali mesmo, banhando em prazer que, a muito tempo não sentia. Inverteu novamente as posições, ficando por cima de Jeongguk e mordiscando o pescoço alvo de seu ômega, os dentes de Taehyung doíam, implorando para morder e marcar — novamente — Jeongguk, porém, não faria isso agora. Prolongaria ao máximo aquele prazer  que, ainda sentiram e, apenas ao final do cio do seu ômega, que renovaria aquela marca tão bela que pintava o pescoço avermelhado — decorrente das mordiscadas e chupadas que o Kim dava — do ômega.

Desceu os beijos do pescoço para a clavícula exposta de Jeongguk, deixando o local marcado por seus dentes, pintando a pele branca como a neve de rubro. Era satisfatório para o alfa ouvir os gemidos manhosos do mais novo abaixo de si, contorcendo os dedos dos pés e arqueando a coluna a cada sensação nova que Taehyung causa em seu corpo seminu. Fora descendo ainda mais os selos, rodeando os mamilos marrons do ômega com a língua afoita e beijando o umbigo alheio até parar no cós da calça cinza de moletom. Taehyung achava que Jeongguk ficava extremamente sexy usando aquela peça de roupa, porém, no momento, preferia ter o vislumbre do corpo desnudo de seu garoto.

Com os dentes fincados na barra da calça, foi puxando para baixo lentamente, numa tortura tremenda para Jeongguk que tinha o pênis dolorido e a lubrificação natural escorrendo pelas pernas, molhando o tecido da roupa que, ainda, usava.

— Anda, Tae. — Suplicou choroso, sentindo o tecido grosso do moletom escorregar por suas coxas e os dentes de Taehyung rasparem por sua pele. O alfa puxou a calça com tudo do corpo de Jeongguk, deixando-o com a cueca branca que, deixava à mostra todo o contorno do membro rijo do ômega. Jeongguk estava no cio, porém Taehyung não estava e, ele faria seu garoto sentir cada gotinha de prazer que não sentia a cinco anos.

Esticou a mão para a cômoda e puxou a segunda gaveta de forma rápida, tirando de lá alguns utensílios peculiares que, quando Jeongguk percebeu o que era arregalou os olhos.

— Amor… — Sibilou baixinho ao ver o sorriso malicioso de Taehyung sendo direcionado totalmente para si. —  você usou tudo isso nos seus cios?

— Está vendo o que me fez passar, Jeonggukie — O ômega estremeceu após a fala do mais velho. A voz de Taehyung saíra alguns tons mais alta e bem mais rouca que o normal. — Sabe o que eu vou fazer com eles agora?

— O que? — Sabia a resposta e aguardava ansioso por isso.

— Irei usar cada um em você.

Jeongguk gemeu alto, quase gritando ao ter o vibrador de cor azul em formato de concha estimulando seu membro por cima da cueca. O brinquedo era encaixado nos dedos de Taehyung e, este, regulava o tamanho da vibração que queria no momento. Nele havia um alto relevo como se fosse uma escova, e elas também vibravam. O alfa deleitava-se com a visão de seu ômega revirando os olhos em puro prazer à medida que o brinquedo percorria toda sua extensão, causando choques elétricos por todo o corpo do mais novo.

Taehyung sentou sobre as coxas do mais novo e passou a impulsionar o brinquedo com mais força pelo pênis ereto do companheiro, tendo como música para aquele momento os gemidos manhosos a altos que Jeongguk soltava sem pudor algum. Era insano como aquele pequeno vibrador deixava as pessoas tão a mercê e, o alfa não pararia até ver o mais novo gozando apenas por ter aquele estímulo.

Por cinco longos anos Taehyung passou seu cio usando esses brinquedos em seu membro, cada ciclo sexual era um objeto diferente para, ao menos, tentar amenizar a dor incômoda que sentia enquanto deveria cuidar de seu rebento que, a todo momento chamava pelo pai sem nem ao menos saber o que estava acontecendo. Algumas vezes, conseguia a ajuda de Jimin ou de Yoongi para que pudesse se aliviar por breves momentos em seu cio. Era vergonhoso, mas não podia fazer nada a respeito, se não, se adaptar aquela rotina horrível sem seu ômega do lado.

Aumentou a velocidade do brinquedo, inclinando-se para poder beijar Jeongguk, queria sentir cada sensação que estava passando para o mais novo e, por sorte, a marca o proporcionava isso. O ósculo dos dois rapazes famintos em cima daquela cama iniciou-se afoito, Jeongguk chiava em meio ao beijo sentindo o membro vibrar e o corpo todo tremelicar em espasmos gostoso. Taehyung apertou o último botão sabendo que seu garoto estava próximo do primeiro ápice, e continuou a beijar-lhe, mantendo o corpo suspenso pela destra, enquanto a canhota passeava pela extensão do mais novo.

Os espasmos de Jeongguk aumentaram assim como a vibração em seu pênis e, logo Taehyung sentiu o membro teso contrair-se sob o brinquedo e o tecido da cueca ficar completamente encharcado. O alfa desligou o objeto, sentindo a respiração entrecortada de Jeongguk bater contra seu rosto, plantou um singelo selinho nos lábios inchados e vermelho de seu ômega e desceu o corpo para próximo da pélvis do mais novo. Tirou o vibrador de seus dedos e o jogou na cama, usando — dessa vez — as mãos para tirar a última peça de roupa que adornava o corpo de Jeongguk. O pênis, agora adormecido pelo recente orgasmo, saltou para fora da cueca e o mais novo arfou agradecendo por, finalmente, estar livre do aperto daquela roupa incomoda.

Os lábios do Kim foram de encontro com a virilha lisinha de Jeongguk, livre de qualquer pêlo pubiano que pudesse existir naquela parte da epiderme do mais novo, passando a língua necessitava por toda aquela região. O corpo de Taehyung reagia a cada toque que dava no ômega, a saudade e angústia era tanta que o lobo do alfa uivava dentro de si, deleitando-se de cada reação que Jeongguk tinha. O membro rijo do mais velho pulsava dentro da calça apertada, gritando por alívio imediato, porém, o alfa queria primeiro enlouquecer Jeongguk completamente antes de penetrá-lo e aliviar tudo o que acumulou durante os cios que passara sozinho.

A cada mordida e lambida de Taehyung dava no mais novo, estalos eram soltos de sua boca e gemidos arrancados bruscamente de Jeongguk, era erótico demais e gostoso demais. Puxou mais um dos brinquedos que havia jogado em cima da cama e, ao contrário do antigo, esse novo objeto era posto no membro do ômega e controlado por Taehyung em qualquer lugar que ele estivesse. O mais velho acoplou o vibrador no membro, já ereto, de Jeongguk, vendo-o suplicar com os olhos ébanos para que fosse logo e acabasse com toda àquela tortura. Queria Taehyung dentro de si o mais rápido possível.

O alfa por outro lado estava envolto no prazer que era Jeongguk suplicando mudamente para que ele andasse rápido e, querendo prolongar ainda mais aquela sensação deliciosa que sentia, lambeu a parte do pênis do mais novo que ficava para fora do brinquedo, sentindo as veias pulsando sob o músculo quente do Kim.

— Ah… Tae! — Jeongguk gemia manhoso o nome de seu alfa, arqueando as costas e contorcendo os dedos no lençol da cama. Sabia que, no mesmo instante que Taehyung ligasse aquele maldito brinquedo, gozaria.

Taehyung parecia querer enrolar o mais novo, passou a beijar as coxas de Jeongguk, enquanto segurava o controle em mãos, mordendo cada parte da pele branquinha do ômega, fazendo sua própria aquarela na tez lisinha de outrem.

— Vai, Tae! — Pedia de forma manhosa, não aguentava mais toda àquela tortura que seu alfa estava fazendo consigo, queria pular tudo e passar para a parte a qual Taehyung o penetrava fundo e forte, sem dó alguma. O Kim parou de beijar as coxas de seu garoto e abaixou o corpo, ficando de bruços entre as pernas de Jeongguk e podendo ver sua entrada contrair-se de forma rápida.

— Ah! Não goza agora, amor. — E, ao terminar sua sentença, invadiu o ânus alheio com a língua ao mesmo tempo em que ligava o vibrador no máximo que estava no pênis de Jeongguk. Mal conseguiu adentrar o buraquinho do mais novo e já sentiu os espasmos dele vindo, sorriu arteiro vendo os jatos saindo com força e melecando ainda mais o abdômen do ômega. Ele estava super sensível aos toques do mais velho. Fingindo decepção, subiu o olhar avelã para o mais novo. — Poxa, Jeonggukie, eu pedi para você não gozar ainda.  

— Tae, eu não aguento mais. — Sussurrou, sentindo o corpo mole e dolorido, precisava de Taehyung o mais rápido possível. — Por favor, Tae.

Aceitando que já havia torturado demais seu garoto, resolveu que cederia ao seu pedido, porém, deixou o vibrador acoplado no pênis de Jeongguk, que, logo, logo ganharia vida novamente.

— Tudo bem, meu amor. — Levantou-se da cama, tirando a calça que usava juntamente com a cueca preta, jogando-a para longe, voltando a ficar entre as coxas do mais novo.

Abriu as pernas de Jeongguk e passou os dedos pela entrada molhadinha pelo lubrificante natural, abaixando novamente o corpo e ouvindo as arfadas manhosas que o mais novo ainda soltava pela boca. Voltou a fazer o que fora impedido de fazer anteriormente, passando a língua, dessa vez de forma lenta, pelo ânus pulsante de Jeongguk, sentindo o corpo menor se contorcer na cama e as pernas dobrarem ainda mais. Devagar, foi empurrando o músculo para dentro do ômega, sentindo as paredes se contraírem e apertarem sua língua.

Taehyung começou a estocar o ânus de outrem com seu músculo, entrando e saindo, lubrificando ainda mais a entrada apertada de seu ômega. Jeongguk gemia cada vez mais alto, levando os dedos até os cabelos castanhos de Taehyung e maltratando o couro cabeludo dele com suas unhas curtas. Um segundo dedo fora inserido junto a língua afoita do alfa, entrando e saindo de maneira rápida. O quarto de ambos, antes tão frio por conta da neve que caía lá fora, agora, estava pegando fogo, os cabelos negros de Jeongguk grudavam na testa suada e Taehyung deleitava-se com a visão de seu ômega completamente sensível e entregue a si.

O segundo dedo veio quando o alfa retirou sua língua encharcada de lubrificante natural, limpando o canto da boca rubra com luxúria. Os movimentos de tesoura começaram em um ritmo que era enlouquecedor para Jeongguk, que revirava os olhos num prazer imenso que tomava conta de cada parte de seu corpo nu. O lençol da cama, estava completamente bagunçado, metade dele já havia sido retirado da cama pelos dedinhos agoniados do mais novo que não paravam quietos um segundo sequer. Taehyung inseriu o terceiro e último dedo, alargando um pouco mais a entrada deliciosa de seu ômega. Num ímpeto movimento, tocou a prostata de Jeongguk, sentindo todo o corpo do mais novo se contrair e, mais uma vez, expelir todo seu líquido pegajoso no abdômen branquinho e completamente sujo de esperma.

Três vezes.

E Taehyung o faria gozar mais ainda.

Retirou-se de dentro de Jeongguk, ouvindo as lamúrias insatisfeitas do ômega, implorando por mais. O Kim riu, adorando ter a visão do mais novo completamente entregue àquele momento só deles. Sentiu tanta falta de tê-lo em seus braços daquela forma, que aproveitaria ao máximo aqueles dias de cio como se fossem os últimos. Precisava de Jeongguk de todas as formas possíveis, foram cinco anos sozinho, sem seu parceiro e amor da sua vida e, agora o tinha novamente. Não deixaria que ele escapasse. Nunca mais.

Uma fina lágrima escorreu pelo rosto amorenado de Taehyung e, sem deixar que Jeongguk percebesse, tratou de beijar-lhes os lábios rosados e inchados, um beijo terno e banhado de paixão e saudade. Amava Jeongguk e sentira uma saudade imensa pela ausência dele nesses cinco anos. Não aguentaria passar por tudo novamente, sabia que, se ficasse longe do mais novo novamente, seu lobo não aguentaria a solidão e morreria, levando o alfa junto. As mãos de dedos finos, agora, acariciavam a pele pintada de vermelho de seu garoto, deslizando os dígitos pelo abdômen  — não mais tão sarado — de Jeongguk, sentindo a maciez da tez, antes tão branca como as gotas de neve que caíam lá fora.

Taehyung era um emaranhado de sentimentos naquele momento, queria aproveitar cada pedacinho de Jeongguk, queria tê-lo todo e completo para si. Somente para si. Não o largaria nunca mais. Apertou o corpo suado contra o seu, deixando as ereções se tocarem brevemente, sentindo o brinquedo que, ainda estava acoplado ao pênis do ômega, esbarrar-se em seu próprio, causando um choque elétrico por toda a espinha do alfa.

— Ah, Tae! — Jeongguk gemeu ao sentir as ereções se tocando. Os dedos voaram para as costas de mais melanina e fincaram as unhas na pele de outrem, arranhando toda a extensão do mais velho, deixando rastros de sangue surgirem ali.

— Eu te amo. Eu te amo muito, Jeongguk. — Confessou, deixando um pequeno selo no canto dos lábios avermelhados do mais novo, mesmo já tendo dito essas palavras várias vezes, sentia que, nesse momento, precisava falá-las. Seu coração aquecia cada vez mais, sentindo os corpos se tocando e o suor escorrendo por seus rostos. Não queria nunca mais sair dos braços do ômega.  

— Eu também amo você, Taetae. — Mesmo entorpecido pelo cio, Jeongguk conseguia assimilar as palavras de seu alfa. Acariciava a pele amorenada do rosto de Taehyung, como se tentasse decorar cada traço, já tão conhecido por si.

Taehyung plantou mais um pequeno beijo no canto dos lábios de seu garoto e moveu a cabeça para próximo do lóbulo de sua orelha, acariciando com sua língua a pele manchada de roxo, brincando com a argola prateada. Ah, como sentiu falta daquela parte do corpo de Jeongguk, sempre gostou de tocar e beijar o lóbulo da orelha alheia, em qualquer momento que estivesse, os dedinhos do alfa estariam tocando aquele local, como um verdadeiro vício. Um vício bom.

Desceu os beijos para a clavícula do mais novo, beijando um pouco o local e logo voltando seu trajeto, descendo mais e mais até tocar os lábios na virilha sensível de Jeongguk, ouvindo os gemidos deleitosos dele ecoarem pelo quarto. O ômega estava necessitado, sua entrada extremamente molhada, implorava por seu alfa, precisava dele o quanto antes e, de súbito, arrancou o brinquedo de seu membro, invertendo as posições e ficando por cima de Taehyung e arfou surpreso ao ter as costas chocando-se contra o colchão encharcado de suor.
— Jeongguk! — Rosnou, ao sentir as nádegas do mais novo rasparem por seu membro rijo.

— Você está me enrolando, Taehyung. — Rosnou em resposta, passando a rebolar sobre o pênis do alfa que, agarrou a cintura fina com possessão, apertando a carne leitosa com seus dígitos grandes. Jeongguk não esperou por Taehyung, levantando o corpo e segurando o membro teso do alfa contra seu ânus, ouvindo o mais velho rosnar ainda mais alto e revirar os olhos num prazer absurdo. O ômega foi escorregando pela extensão do Kim lentamente, sentindo sua entrada engolir o pênis de outrem completamente. — A-ah! — Gemeu manhoso e alto.

Os olhos dilatados de ambos se encontravam, o som das respirações pesadas ecoavam pelo quarto e, sem esperar que Jeongguk se acostumasse com a invasão, o alfa impulsionou o quadril para cima e para baixo de uma só vez, arrancando um gemido tão alto que quem estivesse passando pela casa deles teria ouvido. A presença de Taehyung começou a se fazer presente no cômodo abafado, não existia mais frio algum naquele quarto, era como se nem fosse inverno.

Jeongguk começou a rebolar sobre o membro do alfa, mexendo o quadril para frente e para trás, para cima e para baixo. Entrando e saindo. Conseguia sentir o falo de Taehyung tocando suas paredes internas e involuntariamente, fechada seu entrada, prendendo o pênis do mais velho que arfava rouco. As mãos grandes do Kim passeavam pelas coxas do mais novo, parando apenas quando tocava na bunda farta e apertava a carne com força desmedida, vendo as costas de outrem arquearem em deleite. Impulsionou o corpo novamente, rolando com Jeongguk e voltando a deixar o ômega por baixo de si, voltando a estoca-lo com força e precisão.

— Taehyung! — A sanidade de Jeongguk esvaiu-se completamente quando o alfa atingiu seu ponto sensível sem piedade alguma. A voz começava a falhar e tinha quase certeza que, até o final de seu cio, estaria sem voz alguma para gritar e implorar por mais.

Os corpos se chocavam sem parar moldando-se perfeitamente um no outro e, como se tivessem sido feitos especialmente para ficarem juntos. Jeongguk querendo sentir mais de Taehyung dentro de si, enroscou as pernas na cintura do mais velho, sentindo o membro do alfa ser engolido cada vez mais por sua entrada molhada. Tentava não gozar novamente, queria prolongar aquele prazer que estava o consumindo por mais tempo. Gemia manhoso e sôfrego, sentindo os pelos de seus braços arrepiarem a cada toque de Taehyung em si.

O alfa ia e vinha, acertando a próstata do mais novo de forma certeira, já conhecia aquele local de cór e, sabia que deixava Jeongguk ainda mais sensível quando surrado daquela maneira bruta. Levantou a perna esquerda do ômega, pondo ela em seu ombro, tendo mais acesso a entrada — agora — mais alargada de Jeongguk. A visão de seu membro entrando e saindo do buraquinho de seu garoto era maravilhosa, a boca de Taehyung salivava em deleite e seu pênis pulsava dentro do mais novo.

Inclinou-se sobre Jeongguk, iniciando um ósculo faminto, sem parar com os movimentos dos corpos, que, ficavam cada vez mais intensos à medida que sentiam o orgasmo vindo. Taehyung sabia que teria que renovar a marca de Jeongguk no cio, mas o faria agora, no último dia, morderia o ômega novamente e sentiria toda àquela sensação de prazer que sentira quando o marcou da primeira vez. A marca era algo marcante para um casal, e Taehyung sempre amou a dele e a de Jeongguk. No pescoço de ambos era estampado as iniciais deles, cercado por um ramo de rosas, como se os tivesse protegendo. Lembrava exatamente o que sentira quando colocou os olhos no desenho em sua pele pela primeira vez. O sentimento de preenchimento o invadindo completamente enquanto admirava a marca pelo espelho, enquanto Jeongguk dormia na cama, antes mesmo que se mudarem.

Um dia após marcar o mais novo, fora uma completa confusão, ambos os progenitores dos garotos não aceitaram aquilo, acharam um absurdo tremendo, uma irresponsabilidade enorme e, mesmo que não houvesse a aprovação das pessoas que mais amaram no mundo, estavam felizes, afinal, se amavam em demasia e tornaram-se um do outro para sempre.

Os dentes do mais velho ardiam, sentindo o orgasmo vir, era ainda melhor, pois o corpo de Jeongguk tremia embaixo de si, mostrando que, naquele momento estava em seu limite também e logo derramar-se-ia novamente sobre o próprio abdômen. Taehyung voltou a estocar com força, sem parar de acertar a próstata do ômega. Seus joelhos doíam e tinha ciência que, quando gozassem, teriam pouco tempo para descansar, afinal, o cio de Jeongguk duraria pelo menos quatro dias e Taehyung aproveitaria cada milésimo.

As presas cresciam na boca do alfa, indicando que o orgasmo, continuou estocando Jeongguk, que, gemia cada vez mais alto e manhoso, os corpos se chocavam com uma brutalidade imensa e sem demora, o ômega desfez-se novamente, em jatos fortes, acertando toda sua barriga que contraia-se. A entrada do mais novo prensou o membro de Taehyung no mesmo momento que o sêmen no alfa o preencheu, a glande inchou e nó começou a se formar dentro de Jeongguk, junto ao esperma que escorria aos montes pelas pernas do mais novo. Taehyung atacou os lábios entreabertos do Jeon, tentando amenizar a dor de seus dentes por não marca-lo naquele momento. O ósculo fora recebido pela língua faminta do ômega, entrelaçando-se na do alfa que, aos poucos foi diminuindo o ritmo.

— Temos que descansar. — Falou ofegante, caindo em cima do corpo do mais novo e sendo abraçado por ele. Retirou-se de dentro do ômega e ajeitou-se melhor, enroscando as pernas na cintura fina de seu garoto.

— Sim. — Jeongguk ofegava cansado, abraçando o corpo de Taehyung e acariciando os fios castanhos de seu alfa com delicadeza. Os dois corpos se encaixavam perfeitamente e o ômega sentia  a respiração do mais velho ir se acalmando aos poucos. Era gostoso sentir o peito do alfa subindo e descer e as lufadas de ar quente que saiam do nariz um pouco avantajado dele. Virou o rosto para fitar as orbes cor de avelã de Taehyung e perdeu-se naquela imensidão que eram os olhos castanhos. Taehyung mantinha um brilho lindo e Jeongguk era completamente apaixonado, acabou por lembrar-se que Taeho tinha esses mesmos olhos e, não tinha como não achar bonito. Eram os olhos de Taehyung afinal. — Taetae, dorme um pouco. — Sibilou baixinho, conseguia sentir o quão o mais velho estava cansado naquele momento.

— Mas você vai precisar de mim nestante, amor. — A voz rouca penetrou os ouvidos de Jeongguk, mas era evidente que Taehyung estava acabado.

— Eu te acordo. — E com certeza acordaria.

— Tudo bem. — Plantou um singelo beijo nos lábios rosados de seu ômega e deitou a cabeça do peito alheio, se aconchegando ainda mais nos braços de seu garoto, permitindo-se dormir um pouco até o próximo ciclo sexual de Jeongguk começar. Ambos sabiam que iria ser um longo cio e, em todos os intervalos entre o orgasmo, precisavam descansar. — Eu amo você, Gukkie.

— Eu também amo você, Taetae.

E, assim, Taehyung aconchegou-se em Jeongguk, era inverno,, mas sentiam os corpos quentes e unidos esbarrando-se um no outro, acomodando-se naquele abraço gostoso. A ficha do alfa aos poucos ia caindo, cinco anos sem seu garoto e, agora, o tinha cem por cento somente para si. Estava completamente feliz e não poderia pedir coisa melhor em sua vida. Tinha as duas pessoas que mais amava no mundo, seu ômega e seu filho.

Os flocos de neve caíam do lado de fora da residência de Taehyung e Jeongguk, porém, não parecia que estava frio. Não para eles.

O inverno nunca pareceu tão quente quanto naquele momento, afinal, os dois corações que, dividem um amor, estavam aquecidos, batendo forte dentro dos peitos suados e nus. Compartilhariam sempre deste grande amor que viviam e não poderiam pedir nada melhor para suas vidas do que poder ficarem juntos para sempre.  

[...]

Taeho chorava baixinho, fungando sem parar, sentado no canto da sala de Jimin, encolhido no sofá enquanto um desenho, a qual não prestava atenção no momento, passava na televisão a sua frente. Nunca havia ficado tanto tempo longe de Taehyung como estava acontecendo agora e não entendi porquê não poderia ir para casa logo. O alfa, mesmo quando entrava no cio, tomava inúmeros remédio passado pelo médico para que pudesse continuar ao lado do filhote, tendo pequenos intervalos de tempo para aliviar-se com seus brinquedos ou sua própria mão no banheiro, e voltar a dar atenção a criança que não desgrudava um segundo sequer de si. Quatro dias sem seu papai. Taeho contava nos pequenos dedinhos os dias que se passavam e estava longe do mais velho.

Não prestava atenção nos personagens engraçados que cantavam e falavam de forma abobalhada na televisão, que, em outro momento, com certeza prenderia a atenção de Taeho que responderia a todas as perguntas dos bonequinhos engraçados. Encolhia-se cada vez mais do sofá da casa de Jimin e fungava baixinho. Taeho gostava de ir para casa de Jimin, mas neste momento, não queria estar lá, queria estar em sua casinha com seu papai brincando de xadrez. O pequeno sempre ia a casa do beta em dias de semana para que Taehyung trabalhasse e agora que Jeongguk estava acordado ele ficava em casa com o ômega. Por isso, não entrava em sua cabeça porque seu papai o havia tirado tão rápido de casa e não ter ligado ou ido até a residência do Park ainda para buscá-lo.

O relógio corria e nada de Taehyung aparecer.

Quatro dias.

Noventa e seis horas.

Quatro dias era tempo demais para aquela criança que somente queria ir logo para casa abraçar seu progenitor e brincar com ele até a hora de dormir, onde receberia um beijinho de boa noite na pontinha do nariz e um cafuné gostoso nos cabelos. Nem mesmo o carrinho de controle remoto jogado no carpete da sala atraía a atenção de Taeho naquele momento. Nada atraía a atenção da criança.

Jimin o olhava entristecido, sabia que a culpa não era de Taehyung. Jeongguk precisava dele no cio, e como alfa é parceiro do rapaz, deveria ficar com ele durante todos esses dias. Mas Taeho tinha apenas cinco anos de idade, não sabia o que era um ciclo sexual de alfas e ômegas, não sabia o porquê havia sido jogado daquela forma para os braços do beta. Jimin sentia a angústia da criança e era doloroso vê-lo assim.

— Bebê — Aproximou-se do pequeno de forma cautelosa, Taeho estava birrento durante esses quatro dias e não o culpava, afinal, tudo o que o pequeno alfa queria era o colo de Taehyung. Abaixou-se em frente ao corpo pequeno encolhido em seu sofá e, devagar, desceu as perninhas dele para baixo, tentando ver o rostinho do Kim mais novo. As bochechas avantajadas estavam vermelhas, assim como os olhos banhados em lágrimas e os lábios inchados formando um bico melancólico demais para uma criança de cinco anos. —, o Taehyung não largou você. Seu papai te ama muito, mas ele precisava fazer uma coisa muito urgente junto ao seu outro papai.

— Ele não ama mais o Taeho. — Sussurrou, coçando os olhinhos com as costas das mãos. Jimin sentiu seu coração apertar dentro do peito e olhou para a porta da sala vendo Yoongi escorado na parede, com uma feição preocupada estampada na face.

— Ele ama sim, bebê. Mas olhe — Voltou a falar, tentaria explicar de uma forma simplista a situação de Taehyung e Jeongguk. —, o Taehyung precisava muito fazer uma coisa com o Jeongguk e você não podia estar lá, sabe por que?

— Por quê? — Fungou choroso e Jimin riu ao ter a completa atenção da criança sobre si.

— Você é pequeninho e eles iam fazer coisas chatas de adultos grandes, e aí, se você ficasse lá ia ser muito, mas muito chato. Ia ser chato demais porque ninguém ia poder brincar com você e aqui, no meu palácio real — Riu baixo quando percebeu os olhos amendoados brilharem após sua fala —, enquanto seus papais fazem essas coisas chatas de adultos, você tem eu e o tio Yoon para explorar o castelo todinho e salvar a princesa do dinossauro malvado. Mas você ignora a gente. — Fez um biquinho, fingindo estar triste e abaixando a cabeça em seguida.

— Eu não ignoro, não. — O beta sentiu as mãozinhas pequenas tocar sua bochecha apertando-as e levantando a cabeça de Jimin.

— Então você vai brincar comigo e com o tio Yoon agora? — Era engraçado como crianças mudavam da água para o vinho em questão de segundos. Sempre ficava impressionado como Taeho conseguia passar de uma criança triste para uma completamente alegre e alheia a tudo em um estalar de dedos.

— Vou sim, tio Jiminie. — Ficou de pé no sofá, começando a pular no estofado como se fosse um pula-pula.

— Taeho, não pula no meu sofá. — A voz suplicante de Yoongi se fez presente pela primeira vez no cômodo. O alfa era extremamente ciumento com aquele móvel que fora caro em demasia.

— Larga de ser chato, Yoongi, deixa o menino brincar um pouco. — Jimin era o típico tio coruja que sempre fazia todas as vontades de Taeho.

— Mas o meu sofá.

— Mas o seu sofá nada, amor, deixa ele.

— Tio, Yoon, vamos salvar a princesa do “diano-ssauro”! Você é meu cavalo branco e eu sou o “cavaleiro” que vai salvar a princesa. — Pediu empolgado, e Jimin caiu na gargalhada. Yoongi odiava brincar de quaisquer coisa que usasse suas costas. No final da brincadeira as costas do alfa ficavam sempre extremamente doloridas.

— Jimin, por que ele não pede ‘pra você?

— Porque você é o tio preferido dele. — Sorriu arteiro.

— Uhum, sou. — Respondeu irônico, todo mundo sabia quem era o tio preferido de Taeho. — Vem, pirralho, vamos salvar o príncipe do dinossauro.

— Eba! — A empolgação da criança era tamanha que, naquele momento Yoongi não se importaria nem um pouco com suas costas. Sentou no sofá e deixou Taeho montar em si gargalhando alto e balançando as perninhas curtas no ar quando o alfa se levantou e começou a correr pela sala e começou a atacar o dinossauro que era interpretado por Jimin, sendo guiado pelo pequeno que fingia usar uma espada.

A campainha fez cessar os risos dos dois mais velhos, e Yoongi fora com Taeho atender a porta sem demora. A criança gritando empolgada que salvaram a princesa e mataram o dinossauro, nem lembrando-se mais da tristeza e falta que sentia de Taehyung. Porém, assim que abriu a porta da residência dos tios, lá estava ele, seu papai sorrindo em sua direção.

— Até que enfim. — Yoongi sibilou, abrindo completamente a porta e deixando Taehyung entrar.

— Papai, papai, papai! — Taeho mexia-se nas costas do Min, tentando ir para o colo de seu pai o mais depressa possível. Yoongi virou de costas para que o Kim mais novo grudasse do pescoço de Taehyung e, assim foi feito.

— Oi, meu filho — Apertou o rebento contra os braços. Após o efeito do cio de Jeongguk, a primeira coisa que pensou foi em como seu bebê estava. E, ficou incrivelmente contente de ser recebido pelo filhote de braços abertos, afinal, as últimas palavras da criança para o alfa fora que não o amava mais e, mesmo estando alterado pelo efeito no ciclo de Jeongguk naquele momento a qual dera Taeho para Jimin, sentiu o coração apertar dentro do peito somente pela possibilidade de tal. Mas, lá estava seu garotinho, enroscado em seu pescoço, balançando as perninhas no ar. —, como você está, meu bebê?

— Você demorou, papai.

— Desculpa o papai.

— Tio Jimin disse que você ‘tava fazendo coisa chata de adulto com o papai Jeongguk. — Falou sorrindo, arrancando uma gargalhada rouca de Taehyung que olhou para Jimin, este, que dera de ombros e voltou para a cozinha.

— Era muito chato, muito melhor ficar aqui o tio Jimin e o tio Yoon, né?

— Não. — Apertou ainda mais os braços ao redor do pescoço de seu pai. — Eu prefiro ficar com você papai.

— Cadê o Jeongguk, Tae? — Yoongi interrompeu, sabia que Taehyung estava cansado.

— Está dormindo, vim buscar o Taeho rápido antes dele acordar. — Suspirou, não aguentava ficar um segundo longo de seu filhote, mesmo sabendo que ele estava seguro e em boa companhia.

— Vai tomar um café antes, você está acabado. — Riu sugestivo, e Taehyung concordou. Talvez um café quentinho fosse algo bom.

Estava feliz por finalmente as coisas estarem dando certo em sua vida. Tinha seu filhote saudável. Tinha, novamente, seu ômega acordado e bem, dormindo em sua cama após um período intenso de cio. Sentia a marca renovada pulsar em seu pescoço, mais linda ainda do que outrora. Não pediria mais nada naquele momento, afinal, tinha tudo o que sempre desejou durante muitos anos. Sua família reunida.

Estava com o coração aquecido mesmo que no inverno.


Notas Finais


O que acharam? Bastante coisa aconteceu nesse capítulo, né? Espero que tenham gostado, porque eu estou indo ninar o Taeho agora, porque ele é meu neném precioso ♡

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