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História Milionário arrogante - Fillie - Capítulo 2


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Notas do Autor


💛

Capítulo 2 - Capítulo 2



Finn



Uau. Minha jogadora de bolinha era bem bonita.



Eu só a tinha visto de costas antes de as luzes se apagarem. Agora, estava encarando seus grandes olhos lindos e castanhos, pensando que esse contratempo no elevador não tinha sido uma coisa tão ruim, afinal.


Ela pigarreou.



— As luzes voltaram, mas ainda estamos presos.



Apertei alguns dos botões.



— Parece que estamos mesmo. Mas já é uma boa notícia. Aposto que esta coisa vai se mover logo.



E, por esta coisa se mover, não estou falando do meu pau, embora pudesse jurar que o senti mexer quando ela acabou de lamber seus lábios lindos carnudos.



Faça isso de novo.


Porra.


Ela é linda.



Meus olhos viajaram para baixo por seu corpo, depois voltaram para cima, adorando como os pequenos botões da sua blusa recatada formavam um caminho até seu pescoço delicado. Não teria me importado de chupar aquela pele.



Talvez poderia incentivá-la a não trabalhar e ficar comigo.




— Aonde vai assim que sair daqui? — perguntei.




— Ao trigésimo quarto andar — ela respondeu.



O quê?



O que ela vai fazer no meu andar?




Sei que ela não trabalha para mim. Teria me lembrado daquele rosto, daqueles olhos.




— O que você precisa resolver lá em cima?





— Na verdade, terei o prazer de entrevistar o próprio Milionário Arrogante.




Meu estômago se revirou.



Ohhhh.



Isso não caiu bem para mim.




Engoli em seco, depois inclinei a cabeça para o lado e me fingi de bobo.




— Quem?




— O esquivo Finn Wolfhard. É o CEO da Montague Enterprises. Eles ocupam o último andar inteiro.




Tentando parecer que não estava prestes a me descontrolar, perguntei:



— Por que o chama de Milionário Arrogante?





— Acho que só o imagino um cretino faminto por dinheiro e ranzinza. Parece um nome adequado. Claro que não o conheço de verdade.



— Por que pensa isso dele, então?




— Tenho meus motivos.



— Talvez não devesse presumir o pior sobre as pessoas até que as conheça. — Embora eu soubesse a resposta, questionei: — Por que vai entrevistá-lo, afinal?




— Trabalho para uma revista de negócios, a Finance Times. Fui designada para cobrir uma exclusiva que conseguimos. É sobre a “aparição” de Wolfhard. Ele sempre se manteve bem discreto depois de assumir a companhia do pai, sem querer ser fotografado nem entrevistado. Sua capacidade de se manter basicamente um mistério tem sido impecável.




Quando descobri que faríamos sua primeira entrevista, me voluntariei para a oportunidade.




— Por quê? Quero dizer, se não gosta do cara…




— Acho que será divertido provocá-lo.



— Você não me parece alguém que gosta de fazer outras pessoas suarem, principalmente considerando suas questões de pânico.




— Bom, acredite em mim quando digo que vou me recompor para isso. Não deixarei essa oportunidade passar.





— Sabe, você não deveria julgar um livro pela capa. Já determinou que acha esse cara um cretino, mas nem o conhece. Só porque alguém é rico e poderoso não significa que seja uma má pessoa.



— Não é só isso.



— O que é, então?




— Vamos dizer apenas que fiz minha lição de casa para esta entrevista, e sei, em primeira mão, que o cara é um cretino. Tem coisa demais envolvida.




Caralho. Meu pulso começou a acelerar. Precisava saber por que ela tinha ideias tão preconceituosas sobre mim. Ela, definitivamente, não desconfiava que eu era Finn Wolfhard, dadas as roupas casuais que estava usando depois da academia. Eu parecia um porra de um mensageiro de bicicleta em vez de o CEO de um império multimilionário.





Meu escritório tinha chuveiro e closet, e eu planejava me trocar assim que subisse, já que achei que me atrasaria para a entrevista.




— Qual é seu nome? — perguntei.



— Millie.




— Millie do quê?




— Millie Brown.




Era esse o nome da jornalista com quem eu me encontraria.




— É um prazer te conhecer, Millie.



— E você é?




Qual era o meu nome?




Será que conto a ela que a entrevista com o Milionário Arrogante, na verdade, começou quando ela entrou no elevador, ou sigo o fluxo e finjo ser o cara pé no chão, humilde e despretensioso para o qual ela começou a se abrir?


A segunda opção soava bem mais divertida.


Meu nome.


Meu nome.



Encarei as correspondências que tinha pego depois da academia naquela manhã. Estavam no chão do elevador ao lado das bolinhas de metal dela.

Envelope.


Marca de envelopes.

“ Whileer”.


Wheeler.


Olhei para as portas do elevador.


The Doors. Milier Morrison.

Miles. Maicon.


Mike.


Wheeler. Mike Wheeler.


— Mike Wheeler.



— É um prazer te conhecer, Mike.



— Igualmente, Millie.



Uma voz soou no interfone.




— Aqui é Chuch Sansone, da manutenção do prédio. Tem alguém aí?




— Tem! — Millie respondeu. — Estamos aqui! Estamos presos!




— Só queríamos avisar que vamos tirar vocês daí em breve. Não estão correndo perigo, e temos uma equipe trabalhando nisso.





Ela pareceu extremamente aliviada ao gritar:




— Obrigada! Muito obrigada! Por favor, nos mantenha atualizados.




— Pode deixar.





Eu, por outro lado, só queria ficar naquele espaço confinado com ela.




Precisava descobrir por que ela me detestava, mas uma parte de mim também realmente gostou de bancar o Mike, o cara comum sobre o qual provavelmente ela não tinha ideias preconceituosas e erradas.




— O que você faz, Mike?




— Tenho meu próprio serviço de mensageiro por bicicleta. Estou indo para o vigésimo sexto andar. — Foi a única coisa em que consegui pensar com base no meu traje.




— Oh, isso explica o pacote.




— Porque sou bem-dotado?




Ela corou um pouco.




— Não, o envelope ali.




Fiquei feliz por ela estar, finalmente, entendendo meu senso de humor.




— Eu sei. Só estou brincando com essa cabecinha linda de novo.




Millie ainda estava corando. A volta das luzes pareceu ter virado o jogo. Com certeza ela estava atraída por mim. Às vezes, você simplesmente sabe. Quando ela me flagrou olhando-a, piscou e olhou para o chão.




Ah, sim. Eu estava definitivamente afetando-a.




— Como entrou nesse mercado de entrevistar homens que odeia?




— Bom, costumava trabalhar como corretora em Wall Street.




— Como isso levou ao jornalismo?





— Não levou. Eu quase tive um ataque de nervos, que, então, levou ao jornalismo. Pensei que, pelo menos, ainda estaria utilizando minha formação de alguma forma, trabalhando para uma revista de negócios.





— Quanto tempo acha que a entrevista vai demorar?





— Bom, já estou atrasada. Então, nem sei se ainda vai acontecer.




— Tenho certeza de que ele vai entender, dadas as circunstâncias.




— Até onde sei, ele sabia que eu estava subindo e manipulou todo esse problema mecânico. Talvez ele tenha desistido da primeira entrevista.




— Acho que isso é meio exagerado. Ele teria simplesmente ligado e cancelado em vez de mexer nos cabos do elevador. Acho que você é um pouco paranoica, Brownie. Mas, para sua sorte, acho que tenho a cura para isso.




— Envolve seu pacote?




Joguei a cabeça para trás e dei risada.




— Não envolve meu pacote nem suas bolas.





— Qual é a cura para minha paranoia, então?




— Cronuts.



— O quê?




— Cronuts. — Dei risada. — São uns negócios meio donut, meio croissant.





— Oh, acho que vi no jornal. São daquela padaria na Spring Street?





— Sim. São muito bons. Quer tomar um café da manhã depois da sua entrevista?



Millie assentiu.



— Quero, sim.




Isso, caralho.





— Se um dia sairmos daqui — adicionou.





Quase no mesmo instante que ela disse isso, o chão balançou um pouco, depois o cara da manutenção nos avisou no interfone que o elevador tinha sido consertado. Apertei os botões para nossos respectivos andares e, enfim, começamos a nos mover. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo.




Quando chegamos ao meu falso destino, fiquei parado entre as portas para impedi-las de fechar.




— Como entro em contato com você quando terminar?




Millie semicerrou os olhos para mim.



— Por que anda sem celular, afinal?




— Longa história. Talvez, quando me contar a sujeira do seu Milionário Arrogante, eu te conte por que não estou com o celular.




A verdade era que, estupidamente, eu tinha deixado meu celular na casa de Sophia, minha amiga de transa casual de muito tempo, na noite anterior, mas não contaria isso a Millie.




— Te encontro lá na frente — eu disse.



— Como vai saber quando vou terminar?



— Vou te esperar.



— Tem certeza?




— Tenho. Posso olhar umas revistas na banca lá fora. Talvez veja o que Millie Brown tem a dizer na última edição da Finance Times. — Dei uma piscadinha.




— Ok. — Ela sorriu. — Até mais tarde.




Quando o elevador se fechou, meu coração estava acelerado.




Imediatamente, fui até a recepção dessa empresa aleatória e flertei com a recepcionista para ela me emprestar seu telefone, e liguei para minha secretária.




— Oi, Josephine. Você sabe que tem uma Millie Brown da Finance Times que virá me entrevistar esta manhã. Preciso que a deixe esperando, inicialmente, por uns quarenta e cinco minutos. Quando acabar esse tempo, então, e só então, por favor, informe-a que não vou conseguir dar essa entrevista hoje. Avise-a que pode me contatar por e-mail para remarcar.




— Por que vou ter que fazê-la esperar? Não entendi.




— Não precisa entender, ok? Só precisa fazer.



— Sim, senhor.




Apesar do fato de ter deixado meu celular pessoal na casa de Sophia, eu tinha um empresarial que deixava no escritório.




— Pode também pedir para alguém descer com meu celular para o vigésimo sexto andar agora? Estarei esperando do lado de fora do elevador.




Está carregando na minha mesa.



— Vou cuidar disso.




Precisando usar ao máximo esses quarenta e cinco minutos, primeiro tinha que arranjar uma porra de uma bicicleta. Que mensageiro de bicicleta eu seria sem uma?





— Mais uma coisa, Josephine. Pode, por favor, pesquisar a loja de bicicletas mais próxima do nosso prédio?





Ela me deu o nome de um lugar a uns dez minutos dali. Meu motorista não estava trabalhando, então, depois que entregaram meu celular, fui de táxi até lá e comprei uma bicicleta que o vendedor jurou que seria adequada para um mensageiro, mas eu duvidava que um mensageiro precisasse da Tandem que eu tinha comprado. Pensaria em como explicar isso para ela quando a hora chegasse.



Usando meu recém-comprado capacete, fiquei esperando ansiosamente do lado de fora do meu prédio. Quando a vi sair, ela parecia brava.



— O que houve?



— O cretino me deixou esperando.




— Não falou por quê?




— Não. Me fizeram esperar só para me dizer que ele tinha que cancelar.




Supostamente, ele vai remarcar, mas não acredito nisso.



Entregando a ela o segundo capacete que eu comprara, falei:



— Quer saber? Foda-se ele.





E quero dizer tanto literalmente quanto no sentido figurado.




— Tem razão. Foda-se ele.




— Tem que voltar ao trabalho?




— Não, vou cancelar o resto do dia depois dessa palhaçada.




Sinalizei com a cabeça.




— Suba atrás.




Ela examinou a bicicleta.




— Por que tem uma bicicleta com dois bancos?




— Tenho várias. Esta é para quando preciso de um auxiliar. Sorte que minha bicicleta de sempre furou o pneu, então acabei usando esta hoje. Parece ser destino. Porque hoje você é minha auxiliar, Millie Brown Agora, coloque o capacete.





Ela se posicionou atrás, e começamos a pedalar em uníssono.




— Primeira parada, Cronuts — falei para trás do meu ombro.




— Qual é a segunda parada? — ela perguntou através do vento.





— Para onde o dia nos levar, Brownie.








Notas Finais


Mds o Finn ele--
Estão gostando??
💛


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