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História Mine - Capítulo 1


Escrita por: ackuchi

Notas do Autor


Uma coisa meio YOU
Boa leitura!

Capítulo 1 - Único


Com a navalha em mãos, rasgo lentamente a carne de seu abdômen, vendo o sangue vazar por entre sua pele, o suficiente para que ele sinta dor, muita dor

Retalho seu corpo mais algumas vezes, vendo o liquido vermelho que escorre em sua pele clara, me lembrando uma obra renascentista retratando um homem destruído e mergulhado no mais profundo desespero  

O seu grito em reflexo aquele estado de dor se faz logo presente no ambiente, o que não me preocupa em nada, pois estamos em contêiner a quilômetros de distância de qualquer pessoa que o possa ajudar

Quando falamos a palavra dor para qualquer pessoa, ela automaticamente irá correlacionar a algo negativo, que a dor não deveria ser sentido

Mas eu acredito piamente que sem ela nós não seríamos capazes de evoluir, sendo ela física ou emocional, a dor precede e avisa que a algo de errado conosco, que algo nos faz mal, e assim somos capazes de transpassar aquilo, e isso é maravilhoso, dor, angustia, aflição nada são mais do que alertas do limite do nosso corpo e espírito

— Por favor, por favor... me solte – ouço sua voz entre seus soluços – juro que não vou contar a ninguém

Caminho com passadas lentas até um balde de água, retiro minhas luvas e começo mais uma vez a lavar minhas mãos, odeio sujeira

Pego sabão ao lado e espalho por entre minhas mãos, as esfregando assim como aprendi que os cirurgiões fazem em sua preparação, não que aqui seja o melhor ou mais limpo local, mas assim me sento menos enojado

Faria tudo por você querida, não se preocupe, me livrarei dele por nós

Depois de enxugar minhas mãos já bem higienizadas volto a encarar o estorvo

— Você não devia ter a tocado, seu imundo

— Eu juro que eu nunca mais vou chegar perto dela, Levi – sua voz soa com total desespero

— Eu tenho certeza que não irá – sorrio sádico

 

.  .  .

 

Estaciono a uma certa distância da entrada da cafeteria, em um local que eu tenha total visão, mas escondido abaixo das sombras das árvores, ela reconheceria meu carro facilmente e não tenho mais como inventar desculpas para intervir em seus encontros

Da última vez que ela percebeu minha presença, evitou falar comigo por alguns dias, não suportaria ficar longe novamente

Assisto a conversa de longe tentando imaginar do que poderiam estar falando, eles conversam e riem juntos, como se tivesse sido contatada a melhor piada do milênio, volto minha atenção ao cara que está com ela, ele definitivamente não está à sua altura, sua aparência parece de alguém desleixado, cabelos longos presos em um coque feito de qualquer jeito, suas vestimentas só confirmam meus pensamentos

 

Já ela está bela como sempre, seu cabelo curto e bem penteado, sua face vistosa que ainda possuo dúvidas se não foi desenhada a meu bel prazer, com seus grandes e brilhosos olhos quem possuem um tom incomum, quase violeta

Vejo que ela usa cachecol que eu lhe, o levando sutilmente ao seu rosto algumas vezes como se sentisse minha fragrância

Desço meu olhar até seu busto, seus seios que estão levemente desenhados no contorno de sua blusa, sua cintura fina, que não está evidenciada, mas eu lembro perfeitamente, suas pernas grossas e torneadas aparecem pela saia

Sinto um incomodo já conhecido todas vezes que a observo assim, tento focar minha atenção em qualquer outra coisa, quando olho novamente os vejo saindo do estabelecimento e indo em direção a um carro que acredito ser dele, já que eu a deixei lá a um tempo atrás

 Espero um tempo depois de eles saírem um pouco a frente para ligar meu carro e começar a acompanhar a dois carros de distância

Jamais a deixaria sem segurança

 

 

Ainda me recordo da primeira vez que a vi, Mikasa, com seus grandes olhos chorosos e totalmente perdida quando chegou em minha casa, meu tio segurava sua mão e tentava a tranquilizar da repentina mudança

Minha mãe dois dias antes disse que uma prima iria vir morar conosco, que seus pais haviam falecido em um acidente

Me lembro de ter sentido raiva, com meus 12 anos não queria ter que dividir atenção da minha mãe e meu tio com uma estranha

Mas assim que ela passou por aquela porta e eu avistei seus grandes olhos em minha direção, me apaixonei por sua beleza incomparável, e com o passar de todos os anos ao seu lado, me apaixonei por todo seu ser

Sem dúvidas ela era perfeita

 

.  .  .

 

 

Seu corpo se debatia tanto que as correntes abaixaram com o peso, fazendo quase que seus pés alcançassem o chão, ele estava dando mais trabalho do que eu gostaria

Envolvo minha mão em um lenço branco e dou um soco em seu nariz que o faz ficar atônito

— Melhor se comportar

Puxo seu corpo para cima com a alavanca presa as correntes que estão em seus punhos

Passo a caminhar em direção a uma mesa de metal ao lado da estrutura de ferro que o ergue, olhos todas ferramentas ali postas decidindo o que usar

— Você gostou de arrastar esses seus dedos nela, não é? – digo em voz alta vendo seus olhos se arreglarem

Enfim mostro o escolhido, a tesoura de jardinagem, a colocando em frente ao seu rosto

— Você nunca mais irá fazer isso de novo

Ele volta a implorar para que eu o solte, começando a gritar enquanto as lagrimas escorrem por seu rosto

Subo na cadeira que coloquei ao seu lado, segurando sua mão e separando o dedo médio

— Eu vi quando você enfiou esse dedo nojento nela

Assisto seu dedo cair no chão enquanto seu sangue começa a jorrar em meio aos seus gritos

 

 

.  .  .

 

 

Mikasa já estava a dois meses em um relacionamento com o cara da cafeteria, que hoje veio ser apresentado a minha mãe

Estava observando o casal sentado na mesa de veraneio, eles conversavam animadamente, como sempre, tenho pra mim que pessoas que fazem piada e riem de tudo são estupidas e maior prova do meu experimento cientifico está bem ali

Meu olhar recai sobre Mikasa e percebo que ela me fita fixamente, de forma tão intensa quanto a que em devolvo seu olhar, por fim sorri docilmente voltando sua atenção para a conversa com ele

— Deixe de ciúmes, Levi, sua prima está se divertindo – a voz divertida de minha mãe me tira do transe que os olhos violeta me colocaram

Entendo que as pessoas comumente confundam meus sentimentos com a Mikasa, com um amor mundano, ciúmes sem fundamentos e entre outras coisas supérfluas

Se me perguntarem se tenho ciúmes do Eren?  É claro que não, sei que ela é minha independente de seus relacionamentos passageiros, só me importo com seu bem estar, e faria de tudo por ela  

— Só o acho idiota

— Você também não gostava do passado

— E estava certo – afirmo me virando de frente para seu rosto – ele sumiu e Mikasa passou quase 6 meses para voltar ao normal

O antigo relacionamento foi até mais divertido que esse, Jean sim, era um homem apresentável e agradável de se ter uma conversa, pena que Mikasa logo se cansou  

— Vamos, venha me ajudar na cozinha – minha mãe pede

Olho mais uma vez para ela acenando que logo voltarei

 

.  .  .

 

 

Quando arranco o último dedo, Eren já esta praticamente sem forças, perdeu muito sangue e seu corpo não tardará em ter um choque hipovolêmico

O seu sangue já não jorra com tanta intensidade do que restou de seu dedo, a tesoura cega não me permitiu fazer um corte limpo

— A Mikasa nunca vai ficar com você - ele murmura sem folego

— Você tem coragem Eren, e com certeza te falta noção – falo quase rindo da sua colocação enquanto começo a amolar a faca – O que sinto por ela vai além de estar juntos como carne, você nunca será capaz de entender a complexidade de meus sentimentos por aquela mulher

Seus olhos baixos e opacos me fitam quando paro em sua frente e mostro a faca

— Vamos voltar

 

Esfaqueio seu peito e escuto seu grito gutural

Forço a navalha para baixo, sua pele e seu músculos a se rasgarem a medida em que a faca desce por seu tronco, abrindo todo seu abdômen

 

 

.  .  .

 

 

Termino de ajudar minha mãe na cozinha e volto para a área externa onde tinha os visto pela ultima vez, meus olhos vão direto para a cadeira que a Mikasa estava, mas ela não se encontra mais lá

Ando por toda área em sua procura, percebendo que ela realmente saiu de lá sem me avisar, vou procurar na sala, onde também não os encontro

Odeio quando sou excluído da brincadeira, tenho isso desde minha infância, como sempre fui uma criança incomum, sempre me deixavam fora das brincadeiras, sendo o último a ser escolhido, isso só passou quando ela chegou

Mikasa sempre era a favorita, todos queriam brincar com ela e ela sempre me colocava como sua dupla, sempre de mãos dadas e não deixando que nenhuma bola me alcançasse

 

 

Percebo a escada no fim da sala e me lembro do segundo andar, subo segurando o corrimão branco

Algo chegar no andar de cima, ando pelo corredor onde ficam todos os quartos, passo por minha porta que está fechada, a seguinte é a do quarto da Mikasa, onde começo a escutar o som de gemidos, gemidos femininos, droga

Sua porta está meio aberta e tenho certeza que isso não somente soa como um convite como definitivamente é, me esgueiro o filete de luz que passa pela porta

Vejo Mikasa deitada em sua cama, o corpo de Eren está por cima do seu tapando maior parte da visão, mas ainda consigo ver seu vestido vermelho de bolinhas está levantado, me dando a visão de suas pernas desnudas e sua bunda alva

Subo meu olhar e vejo que a mão de Eren está ali, enterrada no meio de suas pernas, fazendo movimentos conhecidos por mim, os seus gemidos ficam mais altos

Ele se afasta e ela aproveita para se levantar descendo da cama, ficando de quatro sobre o colchão, vejo sua bunda empinada enquanto fica na ponta dos pés, o Yeager a penetra lentamente a fazendo se contorcer em prazer

Ela vira seu rosto na direção da porta, percebendo que estou ali, pois sorri pra mim enquanto é fodida por trás

Isso é o ápice, abro meu zíper, abaixando um pouco minha calça, coloco minha mão por dentro da cueca enquanto começo a me massagear, sinto meu pau crescer a cada gemido manhoso que sai de sua boca, ela continua me olhando e sorrindo, só pra mim

 

 

.  .  .

 

 

Carrego os três sacos pretos pesados, onde estão os restos do que um dia foi Eren Yeager para o buraco que cavei mais cedo, depois de joga-los começo a jogar a terra por cima, tampando toda a visão  

— Mikasa, você me dá muito trabalho, querida – digo limpando o suor que goteja em minha testa

 

.

.

.

 

 

Chego em casa e minha primeira visão é Mikasa sentada no sofá, ela tem um olhar preocupado sobre seu celular

— Mika? Tudo bem?

Seu rosto sobe até onde estou e um sorriso largo se abre em seu rosto

— Estava preocupada com você – diz vindo em minha direção e me dando um abraço – você demorou

Minhas mãos vão até seu rosto o trazendo para mais perto, quando sinto sua respiração bater em meu rosto, levo meus lábios até os seus depositando um beijo terno  

Assim que nos afastamos ela mira meu rosto com ternura, fazendo carinho em minha bochecha com sua mão

— Deu tudo certo? – me pergunta

— Como sempre.

 

 

Minha, para sempre minha.



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