História Mine. (THIAM) - Capítulo 2


Escrita por:

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Categorias Teen Wolf
Personagens Liam Dunbar, Theo Raeken
Tags Thiam
Visualizações 622
Palavras 2.161
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite!
Mais um capítulo disponível! Espero que gostem!
Obrigado pelos comentários e favoritos nesse início de Fic.

Capítulo 2 - Compromisso.


Eu acordei ainda com dificuldade em abrir meus olhos. Quando finalmente consegui, encontrei Liam me observando. Ele parecia estar desperto a algum tempo. 
Me levantei ainda cansado e coloquei minha roupa. Sabia que não estava em minha casa. A qualquer momento alguém iria aparecer e dizer que meu tempo com ele tinha acabado. Até aquele momento ainda não sabia o porque de ter feito tudo aquilo por alguém que não conhecia. 
- Bom dia. 
- Bom dia. - Ele respondeu. 
- Que horas são? 
- Vai dar sete horas. 
- É verdade que essa Foi sua primeira vez nesse lugar?
- Sim. - Ele tinha um olhar triste. 
- Mas aonde você mora? 
- Eu não lembro o nome direito. Só sei que é do lado do Walmart em um prédio. 
- Você é daqui da Flórida mesmo?
- Não, Eu sou do Kansas. Vim pra cá tem duas semanas. 
- Aquele homem que te arrastou pra cá. O que ele é seu? 
- Padrasto. 
- Padrasto? 
Ele não respondeu e apenas concordou com a cabeça positivamente. Estava sentido por sua história. 
- Quantos anos você tem? 
- Dezesseis. 
Que maldito. Como um Padrasto pode fazer algo assim com o enteado? Eu era dois anos mais velho que ele. 
- Por que não foge daqui? 
- Como? 
Um barulho foi ouvido do outro lado da porta. Nesse momento um homem entrou tirando Liam do quarto a força. Quis o impedir mas sabia que era perca de tempo. 

 

 

Essa noite tinha sido estranha. Se contasse para algum dos meus amigos que passei a noite em um bordel com um garoto de programa na experiência, eles não acreditaram. 
Quando sai do quarto quis pegar mais informações sobre Liam. Fui até a espécie de recepção do lugar. Mas não tinham ou não quiseram me dar informação alguma.
Sai com a cabeça quente daquele lugar. Queria saber mais sobre Liam. Tive uma ideia para isso.
Sai do prédio e fui em direção ao Walmart. Era o único da cidade. Mas pensei em ir a minha casa primeiro para pegar meu carro. E foi isso que fiz. 
Ao chegar tive o infeliz infortúnio de ainda encontrar meu pai se preparando para ir ao trabalho. Pensei que pelo horário ele já teria saído. 
- Onde esteve essa noite? - Ele me perguntou enquanto tomava uma xícara de café e lia seu jornal. Um ritual que sempre fazia todas as manhãs. 
- Por aí. 
- Isso não é resposta. - Disse ele. 
- Estive na casa de um amigo. 
- Um amigo... - Ele fez uma pausa e deixou o jornal em cima da mesa redobrando sua atenção para mim. - Quando vai se tornar um homem de verdade e vai ter responsabilidades? 
- Sabe como é... ser homem hoje em dia é muito relativo. 
- Seu lugar na empresa esta te esperando. 
- Que Bom, fico feliz. - Disse sorrindo. 
Ele me olhou com um olhar de desaprovação e se retirou em silêncio para o seu trabalho. 
Terminei de comer uma tigela de cereal e fui até meu quarto para tomar um banho e trocar de roupas. Durante todo o tempo fiquei com Liam na cabeça. Será que estava sendo ingrato por ter tudo e mesmo assim agir dessa forma com meu pai, Enquanto ele tinha um Padastro tão carrasco ao ponto de fazer uma coisa horrível como aquela com Ele? 
Sai dos meus pensamentos e fui até a garagem e peguei o meu carro. Meu pai possuía uma coleção com 7 veículos. Me contentava em ter meu carro e tudo estava bom. 
Agora sim estava seguindo até o local que Liam havia me indicado. Durante o caminho fiquei pensado no dia em que teria que acordar e realmente trabalhar. Não sabia se seria na empresa da família. Mas algo teria que fazer. 
Cheguei ao Walmart que não ficava muito distante do Stage. Local onde o encontrei pela primeira vez. Andei com o carro vagarosamente por alguns metros até avistar o prédio que provavelmente Liam se referia. O prédio era de aparência popular e precisava de uma reforma urgente. 
Estacionei o carro logo a frente e desci para ir até o prédio. Quando cheguei fui em direção a recepção que na verdade era apenas um balcão que depositavam as cartas. Havia um homem separando algumas caixas. 
- Bom dia. 
- Bom. - O homem respondeu sem olhar na minha cara. 
- O Senhor sabe se mora um garoto chamado Liam aqui? 
- Aqui mora muita gente. 
- Ele mora com o Padastro. Eles vieram a pouco tempo do Kansas. 
- Os Dunbar.
- Não entendi. - Disse confuso. 
- O nome desse Liam é esse. 
- O senhor sabe em que apartamento eles moram?
- Só sei que é no quarto piso. 
Fiquei um tempo decidindo se iria ou não até o seu apartamento. Decidi que era melhor correr o risco. Estava tão fascinado por esse tal de Liam que talvez valeria a pena. 
Deixei o homem em seu trabalho e me dirigi até o elevador. Não estava muito confiante em o utilizar. Ele parecia ser de cinquenta anos atrás. Mas no momento que ia encarar as escadas a porta se abre e levo um susto de sobressalto quando vejo o Padastro de Liam com uma cara carrancuda. 
Ele pareceu não perceber minha reação e seguiu para o lado de fora do prédio. Essa era minha chance. 

 


××× Alguns minutos antes ×××

 


- Você parecer ter gostado da noite. - Disse ele rindo. 
- Não fale merda.
Mal completei a frase e ganhei um soco em meu rosto que me fez cair no chão na mesma hora. 
- Está pensando que está falando com quem?
Me levantei com a mão em meu rosto e com a cara fervendo. Queria revidar mas não podia. Tinha medo. 
- Agora arrume essa casa. 
Ele saiu do apartamento me deixando sozinho com uma incrível dor. Olhei meu rosto no espelho e lá estava mais uma marca. 
Não contei para ele sobre minha sorte de principiante de ter Theo como meu primeiro cliente. Primeiro porque não iria o encontrar novamente. Segundo porque do jeito que ele era ruim iria pedir para o gerente do Stage me colocar com o homem mais velho  e feio que estivesse disponível. 
Theo realmente foi incrível comigo. Ele usou de bondade de uma forma que ninguém além de minha mãe demonstrou a mim. 
Tinha saudades dela, e muita. Meu Padastro me faz de saco de pancadas dia a pós dia. Não vejo a hora de fazer dezoito anos para poder sair daqui. Nem que more na rua. 
Sai dos meus pensamentos quando escuto a campanhia tocar. Algo que era raro de acontecer. Nosso prédio era barulhento e os vizinhos mal educados. Mas nós não tínhamos amigos para receber visita. 
Cheguei até a porta e a destranquei um pouco com medo. Meu padastro havia me avisado que esse lugar era perigoso. E se alguém tivesse visto ele sair para vir tentar assaltar o apartamento? Na verdade a pessoa que fizesse isso não iria conseguir nada no meio de nossas velharias. 
Para minha surpresa não havia ninguém do outro lado da porta. Olhei dos dois lados do corredor e fechei a porta a trancando novamente. Provavelmente crianças querendo pregar peças. 
Voltei para a minha faxina. Comecei a pensar em Theo e o como ele era bonito. Parecia um príncipe que veio para me salvar. Minha mãe me dizia que eu tinha a mente como de uma criança. Eu não podia discordar dela. 
De repente me peguei chorando pensando que hoje a noite teria que reviver tudo aquilo. Não podia aguentar isso. Essa vida não era pra mim. Meu padastro não podia decidir o meu futuro. Tinha que dar um basta. 

 

 

×××

 


Corri apressado escada a baixo. Aquela hora nem pensei em usar o elevador. Havia conseguido o número do apartamento de Liam. Mas na hora que apertei a campanhia algo em mim travou. Eu não estava preparado para isso. 
Sempre fui conhecido por uma pessoa instável. Que não se apegava a nada. Liam com certeza sofria bastante com seu Padrasto. Não podia chegar do nada e dar esperança para ele que podia o ajudar. Não confiava em mim mesmo. Não sabia se estaria disposto a o ajudar cem porcento. 
Sai do prédio e fui até o meu carro. Fiquei durante alguns minutos com a cabeça encostada no volante pensando se o que tinha acabado de fazer era uma besteira ou não. Talvez não fosse tão ruim. Liam mexeu com alguma parte de mim. Ele não era como os outros. Talvez eu possa o ajudar. 

 

A noite chegou e eu estava no Stage a á espera de Liam. Estava me sentido psicótico. Me certifiquei com o gerente do local se ele viria. Ele disse que não sabia. Mas que era provável. 
Tomei alguns drinks enquanto o aguardava. Aproveitei para dar uma olhada melhor no local. Me sentia mal por estar no meio desses homens velhos que estavam atrás de sexo com garotos até menores de idade como era o caso de Liam. 
Esperei mais poucos minutos quando vi Liam entrar pela porta com o seu Padrasto. Ele tinha um olhar cabisbaixo. Senti vontade de esmurrar a cara daquele homem e o tirar daqui agora mesmo. 
Ele deixou Liam que logo foi conduzido para um dos quartos. Paguei minha conta no bar e segui em direção ao quarto em que ele estava. Dessa vez já havia pagado, então não corria o risco de ter que o disputar com outra pessoa. 
Assim que entrei no quarto o vi de costas para a porta. A fechei e ele provavelmente escutou o barulho mas não se virou. Em vez disso começou a tirar sua camiseta e a colocou na cama. Me aproximei lentamente e em silêncio. Em suas costas haviam várias marcas de prováveis agressões que ele sofreu. Conseguia escutar seu choro baixo. 
- Desculpa... eu vou parar. 
- Está tudo bem. 
Ele se virou de forma rápida e me lançou um olhar de espanto. 
- Theo? - Ele deixou escapar um sorriso. Um lindo sorriso. 
- Liam... como está?  
- Bem eu acho. 
- Fico feliz. 
- Me diz Porfavor que você pagou por mim durante toda a noite?
- Sim. - Respondi sorrindo. 
- Obrigado. - Ele disse se aproximando e me abraçando. - Eu não sei como posso te agradecer por tudo isso. Você está gastando muito dinheiro...
- Não se preocupe com isso. 
- Agora me conta que marca roxa é essa no seu olho? 
- Eu tive um acidente.
- Não minta Liam...
Ele não me respondeu e abaixou o rosto se sentado na cama. Me sentei ao seu lado. 
- Foi seu Padrasto que fez isso? 
Ele respondeu balançando a cabeça positivamente. O puxei para o abraço. O que foi suficiente para que ele se jogasse em meus braços. 
- Está tudo bem. - Disse. - Eu vou cuidar de você. 
- Mas amanhã ou depois eu vou acabar com um desses homens imundos desse lugar. 
- Não, você não vai! Mesmo que tenha que vir aqui toda noite. 
Ele riu com o meu comentário e me juntei a ele. Que se dane o que pensava antes. Eu iria sim! Ajudar Liam.

 

 

×××

 

 

O observei enquanto ele tirava sua camiseta. Seu corpo era como uma escultura grega. Eu não sou totalmente magro. Mas meu tamanho baixo me deixava em desvantagem quando estava ao seu lado. 
Acho que ele deve ter reparado que o secava. Tentei desviar o olhar mas ele sorriu. Ele se deitou na cama e deu uma pequena batida para que me deitasse do seu lado. O obedeci.
- Como esse lugar é uma espelunca e não tem nada. Decidi trazer o meu notebook pra assistirmos um filme. 
- É sério? - Disse animado. 
- Sim. - Ele respondeu sorrindo. 
Ele tirou de sua bolsa ao seu lado um notebook com um fone de ouvido. Ele me entregou um lado e ele ficou com o outro. O filme que passava era um de terror. Odiava filmes de terror. Era muito medroso para isso. Theo estava se deliciando com os sustos que tomava. Ele não levava nenhum susto e apenas ria de mim. Não me importei pois sabia que era brincadeira. 
Já no final do filme já estava com a cabeça apoiada em seu peito enquanto o seu notebook estava em seu colo. Me senti desconfortável por estar tão à vontade com um desconhecido. Talvez ele deva estar pensando algo errado de mim. Me levantei mas ele segurou em meu braço. 
- Está tudo bem. - Ele disse. 
- Desculpe. - Disse sem jeito.
- Não se desculpe. - Ele respondeu. - Eu gosto de ter você por perto. 
Ficamos em um silêncio constrangedor por um momento. Não ousei olhar para o seu rosto com medo da sua reação. Sabia que assim como eu, ele estava sem graça. 
- Mas e ai, o que quer assistir amanha?


Notas Finais


Até a próxima pessoal!


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