História Minerais e Couro (Yoonseok, ABO) - Capítulo 21


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Bts, Drama, Mistério, Romance, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 432
Palavras 2.363
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Na minha opinião, o capítulo de hoje não está bombástico, mas ele serve para construir o que está por vir.
Muito obrigada pelos favoritos e comentários, amo vocês!





Boa Leitura!!

Capítulo 21 - O Lado Obscuro da Verdade


Fanfic / Fanfiction Minerais e Couro (Yoonseok, ABO) - Capítulo 21 - O Lado Obscuro da Verdade

Capítulo 20

O Lado Obscuro da Verdade

Porque esses lábios eram muito doces,

Meu futuro foi abandonado ao amor por você,

Quando acordei, armadilhas estavam por toda parte,

Olhos frios intocáveis.

Eu choro por milagres, nessa realidade,

Sendo incrivelmente feliz,

Fui um idiota viciado em sua doçura,

Sim, um idiota,

Não quero deixar ir o toque do mal.

Bts, Boy Meets Evil

 

Jung Hoseok

 

Acordei com uma tempestade caindo do lado de fora, e com um pouco de frio. Olhei para o lado, e tive a visão das costas de Yoongi, que estava virado para o lado oposto ao meu. Mordi o lábio, e não resisti a vontade de tocar sua pele pálida. Lentamente, passei os dedos pelas costas dele, sentindo sua pele. Sorri comigo mesmo, notando que o cheiro dele naquele momento estava acentuado especialmente nas frutas e couro. De repente, a mão firme dele, agarrou meu pulso, e me puxou para que o abraçasse por trás.

— Volte a dormir, Hobi. — murmurou com a voz grave e levemente rouca.

— Mas estou com frio… — murmurei manhoso passando minha mão pelo abdômen do alfa.

Yoongi suspirou pesadamente, levantou e foi até o outro lado do quarto, próximo a janela. Fitei ele por todo o trajeto, e corei ao encarar tempo demais o seu corpo nu. Yoongi voltou para a cama com a sua camisa em mãos, me puxou pelos braços e a vestiu em mim. Por último me deu um sorriso sem mostrar os dentes, e deu um singelo beijo na minha testa, antes de se jogar na cama e se cobrir novamente. Rapidamente, me alinhei ao seu corpo, e o abracei. Senti o alfa me cobrindo, e sorri, começando a fazer um círculo no seu peito com a ponta do meu dedo.

Ele semicerrou os olhos, e segurou minha mão, me fazendo parar. Ri e entrelacei nossos dedos, fitando a mão pálida dele.

— Hyung? — chamei apoiando minha cabeça no seu peito para sentir a vibração da sua voz.

— Hmmm? — respondeu quase dormindo de novo.

Separei os lábios para falar, mas não consegui proferir as palavras. A verdade era que estava com medo do que aconteceria assim que deixássemos aquele quarto. Eu sabia que assim que entrássemos no carro, e fizéssemos o caminho de volta, a realidade me abateria violentamente. Sabia que Yoongi gostava de mim, e que segundo ele, tinha me “escolhido”. Mas o que aquilo significava na prática? Nunca conseguir ler aquele alfa direito, e naquele momento, não conseguia identificar o que ele sentia em relação a mim, a nós.

Suspirei pesadamente e apenas deitei minha cabeça no seu peito, ouvindo sua respiração. Yoongi tinha voltado a dormir. Encarei nossas mãos juntas, e então disse aquilo que tinha tanto medo de dizer.

— Eu acho… acho que te amo, Hyung. — sussurrei as palavras mais pra mim mesmo, do que pra ele.

***

Eram seis da tarde quando Yoongi e eu entramos no carro, e começamos a fazer o caminho de volta. Tentei ligar meu celular, mas não tinha bateria, então apenas bufei e o joguei no painel do carro. O alfa me olhou de canto, e então levou a mão a minha coxa, a deixando ali.

— Você precisa falar com alguém? — murmurou a pergunta sem tirar a atenção da estrada.

Suspirei pesadamente.

— Meus pais… — murmurei colocando minha mão em cima da dele. — Eu sai sem dizer pra onde ia, eles devem estar preocupados.

— Se quiser, meu celular tem um pouco de bateria ainda. — disse olhando para mim por alguns segundos antes de se voltar para a estrada.

— Não precisa… logo estarei na casa deles, e então conversaremos. — respondi e dei um beijo na bochecha de Yoongi.

Algum tempo depois, o alfa estacionou em frente a casa dos meus pais. Suspirei pesadamente fitando a porta daquela casa, e então senti a mão de Yoongi no meu rosto.

— Tem certeza que quer fazer isso? — perguntou acariciando meu rosto. — Você pode tomar um tempo pra absorver tudo, e então voltar aqui pra falar com eles.

— Não, Hyung. — disse colocando minha mão em cima da dele. — Já fugi demais disso tudo. Hora de encarar a verdade, mesmo que ela seja dolorosa.

Yoongi assentiu um pouco relutante, e então se aproximou, iniciando um beijo lento, mas ao mesmo tempo, intenso. Abri um pouco, e logo a sua língua veio de encontro com a minha, a envolvendo de um jeito arrebatador. Me senti sem fôlego, e desesperado por mais. Agarrei a jaqueta dele, e sentei no seu colo, deixando uma perna de cada lado. O alfa arfou e apertou minha bunda através do jeans que eu vestia. Naquele momento, algo que ia contra tudo aquilo que sonhava me abateu. Eu queria Yoongi, e estava disposto a aceitar qualquer que fosse a relação que ele quisesse ter comigo, desde de que ficasse comigo, e me desse seu carinho e atenção. Aquilo me assustou.

Interrompi o beijo bruscamente, mas mantive nossas testas unidas enquanto nós dois recuperávamos o fôlego. As mãos de Yoongi subiram pelas minhas costas, me massageando.

— E-eu… tenho que ir. — disse e engoli seco.

— Ok… — ele murmurou sem fôlego.

Tentei abrir a porta do lado do motorista mesmo, mas aquela merda não abria de jeito nenhum. Yoongi riu e então destrancou as portas. Quando finalmente a abri, quase cai enquanto saía do carro.

— Hey, tudo bem? — ele perguntou franzindo o cenho.

— S-sim. — respondi ajeitando minhas roupas. — Tenho… tenho que ir.

Comecei a andar até a casa, mas senti que o alfa me seguia. Comprovei minha teoria ao sentir a mão dele puxando meu pulso, e me virando para ele, fazendo com que meu corpo batesse no seu peito.

— Hobi. — murmurou meu nome com um suave sorriso e passou a mão pela minha cintura.

— S-sim…? — engoli seco e então o encarei.

— Esqueceu algo. — logo o senti colocar o meu celular no bolso de trás do meu jeans. — Além do mais, não se despediu direito.

Yoongi acariciou minha têmpora, e me deu o mais doce dos beijos, me fazendo trair a mim mesmo, levar a mãos ao seu pescoço. Quando o beijo se encerrou, mantive os olhos fechados, ainda sentindo o gosto dele na minha boca, além de um delicioso formigamento nos meus lábios.

— Boa noite. — sussurrou nos meus lábios, me deu um selinho, e então suas mãos abandonaram o meu corpo.

Abri os olhos lentamente, vendo aquele maldito alfa com um sorriso vencedor nos lábios, e andando de costas. Ele me deu uma piscadela que me fez arrepiar inteiro, entrou no carro e deu a partida. Pisquei algumas vezes, ainda parado onde estava, sentindo que criei raízes ali. Pisquei algumas vezes, acordando do transe que me encontrava, e finalmente lembrei como se andava, seguindo para a casa dos meus pais.

***

Min Yoongi

 

Depois de deixar Hoseok na casa dele, decidi ir até os trailers. Precisava falar com Taehyung, já que estava começando a minha estratégia para derrubar Sun hee. Eu senti que Hobi ficou um pouco estranho depois de me beijar no carro. Não sei se foi por medo dos pais, ou alguma coisa assim, mas querendo ou não, foi um comportamento estranho. Dissipei os pensamentos relacionados ao ômega assim que estacionei em frente ao terreno dos trailers. Desliguei o motor, e caminhei pelas vielas.

No meio do caminho, Jihyu me viu, e correu até mim, me abraçando.

— Suga! — gritou ao abraçar minhas pernas.

— Hey, pequena. — disse me agachando e segurando suas mãozinhas. — Tudo bem?

— Uhum! — disse sorrindo, mas logo fez um bico. — Só… só senti saudade… Suga desapareceu. Não foi mais dar aulas pra Jihyu.

Apertei as bochechas dela.

— Me desculpe meu amor. É que muita coisa tem acontecido na minha vida.

— Jihyu! — ouvi Jimin a chamar. — Venha!

A beta se virou e caminhou cabisbaixa até o ômega, que me fitava friamente.

— Não se aproxime mais dele. — disse sustentando o meu olhar. — Ele não é um de nós.

— Mas… — Jihyu tentou argumentar.

— Mas nada! — a interrompeu, pegando a garotinha no colo. — Vamos.

Suspirei pesadamente, e enfiei as mãos nos bolsos da minha jaqueta. Logo senti um cheiro que conhecia bem. Aroma amadeirado fresco, com notas de bergamota, laranja, limão e especialmente marcado pela flor de oliveira. Namjoon estava ao meu lado.

— Ouvi dizer que virou celebridade nos últimos dias. — murmurou cruzando os braços e fitando, assim como eu, Jimin se afastar.

— Mais ou menos isso. — respondi e suspirei pesadamente.

— Quer conversar? — perguntou me fitando.

Assenti com a cabeça, e então Namjoon começou a caminhar, indo em direção ao seu trailer. Eu o segui, e assim que chegamos, me joguei no sofá, sentindo o olhar do alfa sobre mim.

— Então… Min Yoongi. — disse puxando uma cadeira e se sentando. — Isso sim é uma novidade.

— Sim. — respondi me ajeitando, e apoiando os cotovelos nos joelhos. — Ainda é um pouco confuso, mas é a verdade.

— Como está lidando com tudo isso? — ele perguntou sustentando o meu olhar.

Foi então que comecei a falar. Talvez até mesmo vomitar todos os sentimentos que estavam entalados na minha garganta. Contei desde o começo, sobre a minha “família”, sobre Kyungmin, e por último em como tudo explodiu na minha cara em um piscar de olhos. Namjoon ouviu tudo em silêncio, me deixando tagarelar sem parar. Eu precisava daquilo, precisava desabafar o que a minha vida tinha se transformado em poucos dias.

— Então… você é Min Yoongi, o garoto perdido que Hoseok veio até aqui para fazer uma matéria sobre. — disse pensativo. — O que pretende fazer agora? Quer dizer, pelo que me contou, sua madrasta é uma filha da puta, e seu pai é cego de amor por ela. E ainda por cima, você suspeita que tenha sido ela quem mandou matar seu verdadeiro appa… cara, isso é muita coisa!

Assenti com a cabeça e respirei fundo.

— Primeiro, quero fazer Sun hee pagar por tudo. Aquela mulher tentou se livrar de mim por causa de dinheiro. — disse entredentes. — Pois agora ela vai se arrepender de não ter se livrado de mim.

— Bem, eu tenho alguns contatos. — Namjoon disse me fitando. — O primeiro passo é tirar o poder dela, e fazer seu pai enxergar quem ela é de verdade.

— Que contatos são esses? — perguntei arqueando uma sobrancelha.

— Advogados. Acredite, você vai precisar, Hyung. — disse pegando o celular. — E vai precisar dos bons, porque possivelmente Sun hee comprou Seul inteira pra te foder.

Assenti com a cabeça, e vi Namjoon ligar para alguém. Enquanto ele falava com um advogado, mandei uma mensagem para Tae, pedindo para que me encontrasse no trailer de Namjoon. Poucos minutos depois, o ômega bateu na porta, e eu atendi. Ele entrou e cumprimentou o outro alfa, que logo voltou a atenção para a ligação que fazia.

— Como estão as coisas, hyung? — perguntou Tae sentando ao meu lado. — Hoseok está bem?

— Sim. — respondi o fitando. — Eu contei tudo para o Namjoon. Ele vai ajudar.

Taehyung sustentou meu olhar por alguns segundos, antes de falar.

— Vai nos ajudar? — perguntou com uma sobrancelha arqueada. — Nos ajudar com o que?

— Na guerra contra a Sun hee. — respondi friamente.

***

Jung Hoseok

 

Após chegar em casa, tive uma longa conversa com os meus pais. Nós conversamos sobre Hongkai, e eles me contaram muitas coisas sobre minha relação com ele. Minhas memórias estavam voltando aos poucos, então aquilo que eles me contaram, ajudava a preencher as lacunas, ou pelo menos parte delas. Depois daquilo, fui até o quarto que pertenceu ao meu irmão, e fitei todas as coisas espalhadas por ali. Era uma mistura entre mim, e Hongkai. Eu não entendia muito bem onde ele acabava, e eu começava. Talvez a nossa relação sempre fora assim, cheia de nuances entre nós dois, onde na maior parte do tempo, me perdia dentro do irmão perfeito que ele era.

Decidi não ficar muito tempo ali. Apenas tomei a minha medicação, e então voltei para a sala, dizendo que estava indo para casa. Meus pais insistiram para que eu ficasse, mas eu os convenci ao dizer que precisava de um tempo sozinho, e ficar dentro do quarto dele, não ajudaria a lidar com nada. Quando finalmente eles se convenceram, peguei um Uber de volta para o meu apartamento, e ao entrar nele, nunca me senti mais sozinho.

Larguei meu casaco no sofá, e olhei cada cantinho daquele lugar. Respirei fundo e fui até o meu quarto. Tirei minhas roupas, e tomei um demorado banho, me despedindo do cheiro de Yoongi, que ainda estava em mim. Fechei os olhos e me deixei levar pelas memórias das poucas horas que ficamos juntos, e do momento que percebi que o amava. Antes, nunca tive medo de amar, mas naquele momento, eu estava apavorado. Suspirei pesadamente, e desliguei o chuveiro. Peguei uma toalha, e sequei o meu corpo. Vesti um jeans, camisa vinho e peguei um casaco qualquer.

Após deixar meu apartamento mais uma vez, peguei um táxi até o Nyuseu Seul. Estava com medo de fazer aquilo, mas precisava encarar a realidade de que possivelmente, eu era um ômega desempregado. Cerca de vinte minutos depois, o carro estacionou em frente ao jornal. Paguei pela corrida, e então criei coragem para entrar naquele lugar que lutei tanto para chegar. Assim que entrei na redação, várias pessoas ergueram o olhar pra mim, e apenas as ignorei. Caminhei decidido até a sala do senhor Kim, e bati na porta duas vezes, esperando pela autorização para entrar.

— Pode entrar. — ouvi a voz do alfa.

Abri a porta, e logo recebi o olhar do Kim por cima do óculos que usava. Ele retirou os mesmos, e então me fitou.

— Quem é vivo sempre aparece, não é?

Parei diante da mesa dele, e sustentei seu olhar.

— Sei que nada do que eu diga, justifica meu comportamento dos últimos tempos. — disse o mais firme que pude. — E não interessa ao senhor os meus problemas pessoais, eles nunca devia interferir no meu trabalho. Estou aqui, porque acredito que lhe devo uma explicação, já que o senhor confiou no meu trabalho ao me contratar. O mínimo que posso fazer é lhe dar uma satisfação.

O alfa me fitou e então se encostou na cadeira.

— Ainda podemos negociar, senhor Jung. — disse com um tom sério. — Mas isso vai depender do senhor.

Fitei o senhor Kim um pouco desconfiado, e então ele começou a falar.


Notas Finais


Foi isso por hoje, espero que tenham gostado! Até o próximo!

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Lembre sempre de amar a si mesmo(a)!


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