História Míngua Azul - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags 95 Line, 95z, Abo, Beta!jimin, Jimin, Jitae, Minv, Omega!taehyung, Omegaverse, Otp Cheiroso, Taehyung, Taemin, Vmin
Visualizações 165
Palavras 2.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


deus me perdoe por estar postando fic nova e estar colocando essa também na lista das que nunca sei quando vou atualizar, ainda bem que é shortfic...

OI GENTE
antes de começarem a ler, deixem-me explicar o significado do título da fic...

Míngua: sinônimo de ausência, ou seja, falta de alguma coisa
Azul: em psicologia das cores, representa, em um de seus vários significados, confiança

ou seja, míngua azul = falta de confiança...

Narrado em terceira pessoa, pela visão do Jimin, ok?

boa leitura~

Capítulo 1 - .ser insuficiente


Os olhos inchados indicavam o choro recente, o travesseiro molhado foi o depósito das lágrimas silenciosas que tanto faziam parte do seu cotidiano desde que se descobrira mais um naquele status insignificante na sociedade em que fazia parte. Queria não se sentir daquela forma, mas era inútil, quando via, já estava se martirizando por algo que sequer tinha culpa.

Gostava de listar as coisas boas de sua vida, gostava de ver as formas geométricas que decoravam a parede azul ciano de seu quarto, do som do piano quando decidia tocá-lo, do quão quente ele se sentia quando se sentava em frente à lareira da sala de estar, das praias de sua terra natal e, principalmente, dele.

Ah, ele era o maior motivo para Jimin ainda tentar sorrir e não se preocupar tanto com tudo que o mundo dizia ou até mesmo com os cochichos de sua família sobre aquele relacionamento. Se pudesse, fugiria com ele para bem longe de todo aquele ambiente tóxico ao qual estavam inseridos. Se pudesse, se curaria daquilo mesmo que não fosse doença e seria suficiente para ele, por ele.

Amava o ruivo que era o dono de seus pensamentos, desde os mais românticos ou até mesmo aqueles que levavam-no a apenas chorar por horas e horas seguidas. Tentava, a todo custo, focar-se apenas na voz grossa e calma que dizia que era recíproco, ainda que todos dissessem que não e que Jimin não passava de um passatempo para o outro e, este, logo, logo iria se cansar de si.

E o pior é que o Park acreditava nisso.

Ouvia sempre nos almoços de domingo em família o quão aquilo não daria em nada e o quão desgostoso era ter um filho defeituoso como Jimin era. Sua mãe era a que mais fazia questão de repetir a desonra que ele era, o quanto o Park manchava a reputação da família, não só por ser daquele status inútil, mas por namorar aquele garoto, logo aquele garoto filho da família cujo qual a sua própria tinha uma rivalidade conhecida por toda aquela região.

A quem queria enganar mesmo? Era tudo aquilo que a família dizia ou pior, não adiantava nem mesmo seu irmão mais novo tentar lhe defender, afinal, em algum momento até mesmo ele acabaria jogando na sua cara o quão sem importância Jimin era naquela família. Ele sabia disso, ele realmente sabia. E era por isso que estava ali, chorando após mais uma tentativa falha de tentar ser alguém com relevância. Mas não conseguia.

Ele nunca conseguiria.

— Hyung? — Ouviu o irmão mais novo dar duas batidas na porta. — Posso entrar?

Suspirou, preparando-se mentalmente para aquela conversa que já estava farto de ter.

— Pode, Jeongguk. — A voz quase não foi escutada por ele ainda estar com a cabeça pressionada contra o travesseiro.

No entanto, endireitou-se assim que sentiu a extremidade da cama afundar, indicando que o mais novo havia se sentado ali. Manteve os olhos fechados, não queria abri-los para seu irmão ver o quão merda era por estar, mais uma vez, chorando. Sabia que Jeongguk entenderia, mas não queria passar a imagem de fraqueza. Não quando aquilo só ia confirmar tudo o que todo mundo falava.

Sentiu os dígitos do garoto passar por seus cabelos negros, fazendo um carinho tenro ali, logo movendo a mão grande em direção a sua bochecha que encontrava-se úmida pelo líquido remanescente. Apertou as pálpebras pela vontade de chorar ainda mais quando os dedos de seu irmão pareciam secar suas bochechas, soluçando quando sentiu um beijo ser depositado ali.

Não aguentou, apenas agarrou o pescoço do irmão e pôs-se a chorar ali. Enterrando sua cabeça no peito do garoto, indo contra todos os seus próprios princípios que gritavam o quão fraco ele era. Droga, ele estava sendo patético.

— Não deveria ligar para o que mamãe diz. — Jeongguk acariciava os fios do irmão mais velho, deixando-o chorar ali. — Você sabe que ela está errada.

Jimin não falou nada, não queria discutir com o mais novo. Apenas deixou com que o carinho depositado em sua cabeça lhe acalmasse. Queria o namorado ali, apenas ele lhe deixaria atônito ao que havia ouvido mais uma vez de sua própria família. Não que estivesse sendo ingrato com o apoio de Jeongguk, aliás, o mais novo era quem mais lhe apoiava, quase como seu melhor amigo e não sabia o que seria de si se ele não estivesse ali. Mas com o Taehyung era diferente, o Kim era seu pilar, sua fortaleza.

Passaram algum tempo em silêncio, Jeongguk esperava o mais velho se acalmar, enquanto Jimin pensava no quão sem sorte ele havia sido após sua adolescência. Essa que estava quase no fim e os problemas pareciam apenas ter duplicado com o passar o tempo.

Tentou respirar fundo, afastando-se do mais novo e limpando as próprias lágrimas. Cansado de ser alvo da pena alheia.

— Você não entende... — A voz embargada do Park continha mágoa, além da tristeza. — Você nunca vai ser capaz de entender nada.

— Então, por que não me conta? — Jeongguk suplicou ao irmão. — Por que não me deixa tentar ajudar?

— Porque é em vão, Jeongguk! — Exasperou-se. — Eu estou cansado. Cansado de ouvir sempre a mesma coisa.

— Mas eles estão errados. Você sabe...

— Não, Gukkie, eles não estão errados. Eu sou a merda de um beta inútil que nunca vou ser suficiente para ninguém.

— Você sabe que isso não é verdade, hyung. Eles só falam da boca para fora.

— E o que você sabe sobre isso? Hum? Você é a droga de um alfa! O tão perfeito alfa da família Park, o que todos esperavam por.

Jeongguk ficou em silêncio, sabia das dores que o irmão enfrentava psicologicamente desde que haviam descoberto que ele era um beta, o que era inaceitável na família deles, mesmo que aquilo não fosse culpa de ninguém, mas tentava fazer com que ele desabafasse consigo, para que não guardasse em si tudo aquilo que só lhe fazia mal. Mas não sabia como ajudar, já que toda vez que Jimin parecia estar bem, os pais de ambos faziam questão de deixa-lo mal de novo.

O mais novo sabia que não entendia e nunca entenderia, de fato, afinal, não era o sujeito da pauta e só o beta sabia o que enfrentava, só que aquilo não o impedia de ajudar. Pelos deus, partia-lhe o coração escutar as lastimas do irmão no quarto ao lado do seu, escutava os soluços de Jimin e até mesmo as palavras depreciativas que o garoto usava ao referir-se a si mesmo. Doía-lhe o âmago não conseguir fazer a dor de seu hyung passar, acabando por chorar por vê-lo daquela forma.

— Taehyung ligou... — Mudou de assunto. — Disse que seu celular só dava fora de área ou caía na caixa postal, por isso, estava ligando para mim.

— O que ele queria? — Jimin já estava mais calmo.

— Te ver. — Deu de ombros. — Ele precisa conversar com você sobre “aquilo”. Você sabe que não tem mais como fugir, não é?

Merda. Mil vezes merda. O Park havia se esquecido totalmente que o cio do namorado estava chegando.

— Você acha que...? — O mais velho massageou as próprias têmporas.

— Acho que deveriam tentar.

— Eu não vou poder dar o que ele precisa.

— Ele precisará de você, e acho que, como namorado, é o mínimo que você pode fazer.

As palavras verdadeiras, embora ásperas, do irmão fizeram com que Jimin sentisse um baque e surgisse em si uma vontade de esmurrar o garoto, mas ele estava certo, como sempre. Aquelas palavras, ainda que não esperadas, era o que precisava ouvir. Sabia estar magoando aqueles que mais amava por estar focado demais em seu problema. Ele queria ajuda-los também a saber lidar consigo, mas, ah, droga, não conseguia nem se ajudar.

Sua cabeça estava baixa, o olhar de Jeongguk parecia queimar a si e ele quase não conseguia respirar, precisava de espaço, precisava de um tempo. E como se lesse seus pensamentos, sentiu a cama mover-se e um selar ser deixado no topo de sua cabeça, logo ouvindo os passos que indicavam que seu irmão estava a se retirar do recinto.

— Seria melhor se ele estivesse escolhido você. — Deixou escapar quando ouviu a porta ser aberta. — Você seria tão bom para ele.

— Ele está feliz com você.

 Foi tudo que ouviu Jeongguk dizer de forma seca antes deste bater a porta com força, o deixando ali, sozinho com seus próprios pensamentos.

 

 

 

Observava Taehyung caminhar alegremente em sua direção após o mesmo ter escalado e pulado a janela de seu quarto, já que seus pais não aprovavam o namoro, apenas para lhe ver. Sorriu quando o mais novo pulou em seu colo e lhe abraçou com força, não se viam há cerca de quatro dias, a saudade quase não cabiam nos dois adolescentes.

— Escolhi alguns filmes para nós vermos. Papai disse que eu tinha que voltar ainda hoje. — O Kim tinha um bico nos lábios. — Jin hyung vem me buscar daqui três horas, então, temos que aproveitar.

— Eles sabem que você está aqui, certo? — Ajeitou seu menino em seu colo. — Não quero causar problemas para você.

— Como se eles se importassem. — Taehyung comentou divertido. — Quem causa problemas para você sou eu, afinal, minha família te adora, enquanto a sua me odeia, mesmo que eu nunca tenha entendido o motivo. É por que eu sou ômega? Mas seu pai também é!

— Na verdade, é porque eu sou um beta. — Jimin apertou o garoto contra seu corpo. — Mas não falaremos sobre isso. Quer falar sobre o quê?

— Na real... Eu quero saber uma coisa.

— Que coisa?

— Quero saber se essa sua boquinha só fala ou também beija.

Jimin riu, antes de procurar os lábios do ômega com seu semelhantes, pressionando-os com delicadeza ao que o observava entreabri-los para que as línguas se encontrassem e compartilhassem os sabores. A boca de Taehyung sempre tinha um gosto doce um pouquinho cítrico, como limão com mel, esse que provinha de seu cheiro de ômega que lembrava sempre aquela fruta cítrica. Recordar-se disso fez com que o Park desse fim ao beijo antes que ele se aprofundasse ainda mais.

Sentir o cheiro de Taehyung era tão bom. Mas por que lhe machucava tanto?

Ah, ele lembrava o porquê. O aroma do namorado fazia o lembrar do seu próprio que sequer existia.

O beta sentia-se invisível, como se não existisse. Ele não tinha um aroma proveniente de si mesmo, apenas dos perfumes que lhe davam um aroma genérico que não atraía ninguém. Ele não tinha como marcar seu ômega como seu, pois suas presas não saíam, elas nem apareciam. Ele não tinha como formar um nó ao sentir a conexão entre seu lobo com o de seu namorado ao chegar ao ápice, porque ele era um beta. A droga de um beta.

— Chim? — Taehyung estalou os dedos em frente aos olhos de seu namorado. — Por que parou de me beijar? Eu estou com bafo, não é? Desculpa, eu juro que escovei os dentes direitinho, mas o Jin hyung estava me apressando porque ele ia sair com a namorada e eu ia pegar uma carona com ele, aí eu não escovei tão bem quanto gostaria. Mas acho que tem bala na minha bolsa, eu posso chupar, só não fica com nojo de mim e para de me beijar, não.

Jimin riu. Seu namorado era uma graça.

— Não é isso. Você sabe que seu beijo é uma delícia. Eu só estava pensando no quão lindo você é. — O mais velho mentiu. Vinha fazendo isso há um bom tempo. Não queria que o outro se preocupasse com suas bobagens. — Hum... Você não ia colocar filme para assistirmos?

Taehyung o olhou desconfiado, sabia que o namorado estava tendo aqueles pensamentos que não lhe faziam bem, mas não tinha como conversar com ele sobre aquilo naquele momento, embora tivesse ido vê-lo justamente para aquilo. Porém, tinham tão pouco tempo para matar a saudade de dias, já que não haviam conseguido se ver durante o feriado, que preferiu deixar para depois. No colégio ou quando ele fosse a sua casa, conversariam sobre aquilo.

Afinal, preocupava-se mais do que tudo com o namorado. Queria ajuda-lo, mesmo que seus dizeres nunca surtissem o efeito como queria, já que sempre voltavam àquela estaca de zero. Sempre estavam a discutir sobre o futuro dos dois. Mesmo que para o ômega não restasse dúvidas que o seu era ao lado do beta.

Era tão perdidamente apaixonado por Jimin. Não se importavam com o status social que a natureza de seus lobos lhes dava, não entendia o porquê o namorado parecia ligar tanto.

— Vamos sim. Você que tem que escolher, mas é naquele esquema, pode ser qualquer coisa, desde que não me faça dormir.

O Park deixou um suspiro de alívio escapar ao que o namorado parecia ter engolido sua desculpa esfarrapada. Detestava mentir para seu amado, mas era necessário. Não o queria também com pena de si por causa de seus draminhas. Por isso, tratou de colocar o sorriso mais convincente em seu rosto, escondendo nas curvas daquela felicidade fingida o quão quebrado estava, ao que levantava-se também e abraçava Taehyung por trás, sussurrando:

— Pode deixar.


Notas Finais


vai ter eu escrevendo drama vmin sim

eu sempre quis escrever sobre omegaverse, e peguei um assunto que parecem sempre jogar para o lado. aqui, tratarei das inseguranças do Jimin sendo um beta. e é isso...
quem quiser comentar, comenta plmdds

xoxo, see you~


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