História Minha Baixinha - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Fim



  Armando Costa POV`S <ON> 

Já fazia um tempo que estava na cama tentando dormir com meu fone e Katy Perry a tocar. Pela janela via a lua cheia que perdia aos poucos seu lugar para o sol a iluminar a cidade. Já fazia 7 anos que morava naquela cidade. Agora com 19  estou na faculdade de História no primeiro estágio.

Na tela de inicio de meu iphone 6s mostra: 5:30, dia 5 de Março. Meu pai já deve ter ido trabalhar. Sempre saia cedo, e a estrada com curvas fechadas dava medo a minha mãe.Em dias de chuva ela liga para ele de meia em meia hora. Ele sempre voltava em segurança. 

Previ que o dia na faculdade não seria produtivo, meu sono vai me deixar desatento.

 

Minha música estava nas alturas, assim como o sol, que cada vez mais rápido se erguia no céu escuro da antiga noite. Mesmo com o sol alto ouvi alguns passos lá embaixo. O telefone começou a tocar. Depois de aproximadamente 1 minuto ouço o telefone cair. Um choro alto que se mistura em berros invade meu tínpano. Minha pantufa de urso está na beira da cama. A visto e desço as escadas. O interruptor está perto do corrimão.  Acendo as luzes e devagar vou descendo. Os 100 degraus daquela escada parece se multiplicarem em 100000. Minha adrenalina sobe muito, e agora a vida parece em câmera lenta. Quando chego no final, o som parece vir da cozinha. Viro a direita e entro. Minha mãe está no chão. Os cabelos ainda bagunçados pelo sono. Suas bochechas inchadas pelas lágrimas que descem pelos esverdeados olhos que não puxei. 

-Mãe?! A senhora caiu? Se machucou? O que aconteceu?

-Estou bem Armando.-disse ela-...-As palavras pareciam não conseguir sair de sua boca. 

-Fala logo mãe!-Fiquei mais nervoso do que estava ao descer as escadas.

-Seu pai - respondeu ela, olhando para baixo - Eles estava na estrada. Um caminhão bateu no seu carro. Os levaram para o hospital. Ele chegou lá vivo, mas não resistiu e........

-Pai-As lágrimas começaram a sair então de meu olho. Mesmo mal também minha mãe venho me abraçar.  Agora somente nos 2 vivíamos a dor de perder o papai. Ana minha mãe era uma mulher forte, conseguiria passar por essas. Mas, eu consiguiria? 

-Eu sei que dói filho, eu sei; mas agora sua para tomar um banho, sua tia vai vir nos buscar. Iremos para o IML permitir a retirada do corpo.

Enxuguei as lágrimas e subi. Minha porta estava ainda aberta. Agora o sol tomava conta do ceu azul da manhã. Meu banheiro ficava dentro do quarto. Tirei minhas roupas até ficar nu. Abrindo o box liguei a água quente. Peguei o sabonete, mas nem cheguei a me ensaboar. Não resisti e seitei-me no chão. 

Lembrei das cenas da infância,  com papai brincando comigo, cuidando de mim, me ensinado a andar de bicicleta da rua da vovó. Mesmo sendo um momento constrangedor, lembrei de quando ele me pegou me masturbando. 

Agora ele não estava mais comigo. Meu fiel companheiro estava.....

Lembrei então que ontem ontem a noite, antes de sua morte termos brigado. Isso me machucou, pois nunca mais teria seu perdão.

FlashBack`S <On>

Meu iphone estava na cabeceira carregando. Apertei o botão de inicio e eram 23:00, quinta. Cheguei em casa tarde da escola, por que rolou um tiroteio no centro e a cidade estava completamente parada. Pra meu azar, acabará de chegar a prova de química; minha nota, 2. Amanhã era feriado, e Luan me chamou pra uma festa na casa do seu primo. Mesmo com essa nota baixa eu ia falar com papai. 

Meu telefone vibrou e uma mensagem havia sido enviada de Luan Ela dizia: meia noite tô passando pra te pegar.

Tomei um banho rápido. Abri o armário e peguei uma camisinha, se precisa - se.  Desci as escadas, e meus pais estavam na sala vendo TV. 

-Eu vou sair com Luan e...

-Nem pensar - Exclamou meu pai se levantando do sofá- Acha mesmo wur com essa sua nota eu vou deixar você sair? Claro que não

-Pai, amanhã é feriado. Deixa 3u me divertir.

-Você não vai e pronto. Eu pago muito caro sua faculdade pra você tirar essas notas

- Eu tô pouco me fudendo pra oque você paga.

-Vai pro seu quarto - Subi as escadas- Esses adolescentes...

FlashBack's  <OFF>

Saí do banho molhado. Com a toalha amarrada, fui até meu armário e coloquei uma roupa. Olhei pela janela e chuvia. Minha tia havia chegado. Ela é minha mãe se abraçaram, e ali ficaram, enquanto as lágrimas de minha mãe caiam no ombro da irmã, que esfregava com a mão aberta as costas da minha irmã.

Minha tia; Titi, me viu na janela, fazendo um sinal para descer. Virei - me e desci as escadas. A chave que estava do lado de dentro trancou as porta, e as guardei nk meu bolso. Minha mãe ainda chorava, assim como eu, estava abalada. 

-Meu sobrinho- disse Titi me abraçando- Eu sinto muito. Imagino sua dor...

-Obrigado tia - respondi- está sendo um momento difícil pra mime pra minha mãe.

- Você é Alíne são fortes. Mas agora vamos, temos que permitir a retirada do corpo para a funerária realizar os preparativos do enterro.

Minha mãe e sua irmã foram na frente, enquanto fiquei atrás. O clima no carro era pesado, e ninguém falou até chegarmos no hospital.

Era cedo, logo não havia muitos pacientes. Os parentes daqueles que estavam enternacional continuavam ali. Fomos até o balcão e pedimos informação.

- Meu nome é Ticiano,  sou parente de Ricardo Oliveira. Estou aqui com sua esposa para fazer a retirada do corpo. 

-Ok- respondeu a asiática atendente.-Sigam-me por favor.

Seguimos por um corredor branco onde portas azuis davam entradas as inúmeras salas cheias de pacientes ou de cirurgia. Chegamos então a uma porta escrita Necrotério. A atendente abre a porta e todos entramos, mas quando entro minha mãe coloca a mão em  meu peito e diz:

-Não precisa ver isso...

A porta se fecha e fico no corredor. Sento no chão de mármore bege e espero elas saírem. Os choros de minha mãe podem ser ouvidos do lado de fora. Ficam por mais um tempo e saem. Mamãe vem ao meu encontro aos prantos e me abraça, como nunca fui abraçado. Um abraço na alma. Me entrego a tristeza, e minhas lágrimas então caem sobre o ombro de minha mãe. 

O que seria da minha vida sem o papai?




Notas Finais


Espero que tenham gostado! 😙


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