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História Minha Cadelinha - ODVP - Capítulo 2


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Notas do Autor


Bom dia, boa leitura, amores!

Capítulo 2 - Cadelinha 2


Fanfic / Fanfiction Minha Cadelinha - ODVP - Capítulo 2 - Cadelinha 2

Eu sei, Miranda, quando você cisma com alguma coisa. — ele suspirou e bebeu enquanto ria.

— Eu a quero...eu a quero de verdade. — E vou tê-la...

— Eu sugiro que você vá até lá, ou alguém vai tomar o seu lugar.

Ele sorriu apontando a quantidade de mulheres que dançavam a volta de Andrea. Miranda bufou, os olhos em fogo puro e o corpo enrijeceu completamente...

— Ninguém vai ficar com o que é meu!

A frase de Miranda ressoou fazendo Nigel soltar uma gargalhada no meio de toda aquela porosa. Os cabelos da senhora foram vistos avançando na direção da bela jovem que não ia de modo algum deixar que Miranda tivesse um segundo de paz nunca mais na sua vida. Ela seria a sua tentação para todo o sempre!

Nigel sabia muito bem que aquilo poderia ser a ruína. Ele era amigo de Miranda há muito tempo e tinha visto aquela bela mulher se quebrar ao meio em muitas relações ao longo daqueles anos. Cada vez que Miranda se divorciava ou era exposta por alguém, ele vivia a sua querida amiga se fechar um pouco mais para o amor.

Aos poucos a jovem brilhante que ele conheceu tinha se transformado numa mulher dura, fria, calculista. A maioria das pessoas dizia que ela era assim porque nunca tinha encontrado um amor verdadeiro. Talvez as pessoas estivessem certas. Ela nunca tinha encontrado alguém que a amasse de verdade mesmo tendo feito todas as tentativas de amar pessoas ao longo do caminho.

Miranda se entregava e era partida ao meio. Se entregava de novo e era partida mais uma vez. As tentativas foram diminuindo, os gestos de amor se tornando cada vez mais escassos, até o momento em que percebeu que a sua querida amiga estava cada vez mais distante do amor.

Ela fazia sexo! Deus, como ela fazia. Miranda tinha a pessoa que desejasse em sua cama, bissexual assumida poderia ter homens e mulheres à disposição, os mais belos ou as mais belas, os mais jovens ou as mais jovens, ninguém se negaria à cama de Miranda Priestly.

Tinha visto amiga ser usada como ela jamais permitiria em sua vida profissional. Talvez as pessoas não pudessem perceber que a vida pessoal de Miranda era um desastre em busca de pessoas reais com sentimentos reais que não quisessem usar o dinheiro ou prestígio dela.

Nigel sabia que não era só pelo prestígio e dinheiro que as pessoas se relacionavam com ela, existiam os admiradores que queriam estar na cama de Miranda e comprovar todas as fofocas que diziam dela.

Ela era mesmo incansável na cama. Era selvagem e doce ao mesmo tempo. Ele podia perceber que as pessoas faziam questão de exibir as marcas que ela deixava no corpo delas depois de uma noite de sexo. Era como comprovar que tinham sido desejados por ela a ponto de ficarem marcados.

E Miranda ficava marcada também. Ninguém percebia porque não estava preocupado com os sentimentos dela, mas o amigo sabia que a cada término, ela se tornava alguém diferente.

Até o momento em que ele viu os olhos de Miranda admirando Andrea de sua sala. No minuto em que pegou aquele olhar, Nigel sabia que a sua amiga nunca mais iria ter paz se Andrea decidisse dá uma linha de atenção ao amor que Miranda queria dedicar a ela.

Ele sabia que Miranda estava dizendo que queria apenas arrancar a calcinha de Andrea e fazer loucuras com ela na cama e ele não duvidava que isso fosse o desejo dela. A parte que talvez só ele soubesse era que Miranda ia se apaixonar e se Andrea não correspondesse esse sentimento tão lindo que Miranda ia demonstrar, ia se partir para sempre. Ele sabia!

Nigel tinha visto Miranda se reerguer de todos os términos e de todos os casamentos encerrados. Com Andrea ele tinha a impressão de que seria muito diferente. Aquela jovem tinha um poder sobre Miranda que ninguém jamais tivera e só ela parecia não perceber.

Viu Miranda segurar a cintura de Andrea e puxar a morena somente para si. Se aquele romance se concretizasse, ele veria cenas engraçadas do ciúme que conhecia tão bem e que Miranda fazia questão de nunca esconder daquilo que amava.

— Resolveu voltar a dançar, Senhorita Priestly?— provocou mordendo os lábios.

Os olhos chocolates de Andrea assim como o sorriso brilhante que estava ofertando para Miranda podiam fazer qualquer pessoa cair de amores por ela. A menina gostava de provocar e isso estava muito claro.

— Não quero a minha garota rebolando com outras mulheres!— os olhos de azul oceânico penetrando em Andrea como uma lança.

Miranda rebateu mostrando a posse que ia passar a ter de Andrea sem que ela pudesse se quer reclamar de qualquer coisa. As mãos deslizavam nas costas da jovem enquanto Miranda sorria olhando a cara de enfrentamento de Andrea para ela.

— Eu não sou sua garota! Eu não sou a garota de ninguém!— provocou de novo.

Andrea se soltou dançando livremente pela pista e provocando Miranda que se aproximou dela de novo puxando para dançarem juntas de modo sensual. Miranda apertou seu corpo contra o corpo de Andrea mostrando o espaço que queria ocupar e juntas elas dançaram como se fosse a coisa mais comum do mundo compartilhar aquela intimidade.

Os corpos deslizavam juntos, Andrea sentia as mãos firmes de Miranda revindicando o que era dela. Estava mesmo enlouquecendo aquela mulher maravilhosa. Ela sabia que era um caminho sem volta, Miranda era perfeita. Nunca uma pessoa poderia ignorar uma mulher como ela.

As mãos tocando uma na outra, os corpos colados, as respirações quase conflitando e a boca de Miranda doida para ser beijada. O perfume delas se unindo, as respirações cada vez mais intensas, o rosto quase colado, dançando. As duas não paravam, de dançar em momento algum.

— Você é minha, você quer negar, mas...— Miranda sussurrou com o rosto colado ao de Andrea, era tão perfeito o  momento que o estômago dela estava revirado.

— Vou te mostrar que não sou!- Andrea se afastou e pegou a mão da primeira jovem que ela encontrou caminhando para um lugar mais escuro enquanto Miranda observava a cena com raiva.

O corpo todo de Miranda tremeu de ódio, não tinha passado nem 10 segundos e ela já sufocava por não conseguir ver a Andrea e a outra mulher. Se aquela fosse uma noite com outra pessoa, Miranda viraria as costas e simplesmente iria embora sem dar a mínima para demonstração idiota da menina em provocá- la.

Era Andrea! 

Não era qualquer pessoa e nem qualquer mulher! Era a sua Andrea provocando para ver até onde ela ia com aquela ideia de tornar a jovem sua garota. Como recusar uma provocação daquela? Sentiu as pernas bambas e molhou. Desejo e raiva se tornando parte do corpo de Miranda. 

— Garota tola!— proferiu com raiva enquanto caminhava rapidamente na direção para onde as duas tinham ido e quando chegou na parte escura do salão viu Andrea sorrir para ela provocando.

Miranda se aproximou e prendeu o corpo de Andrea contra a parede com bastante força fazendo a jovem gemer.

— Não me provoque!— disse com raiva e Andrea girou e mudou de posição fazendo Miranda bater as costas na parede do mesmo jeito que ela. As duas se olharam e Miranda ficou esperando qual seria o próximo passo daquela jovem que existia para provocar as maiores sensações em todo seu corpo.

— Ou o que, Andrea?— mordeu os lábios e num gesto involuntário empurrou o quadril contra Andrea, estava provocando, era um tiro ter o corpo de Miranda ali.

Queria um jogo de gato e rato? Miranda sabia muito bem como jogar e não ia correr de uma ratinha tão linda quanto aquela. Andrea sorriu de modo provocante, aproximou o seu corpo do corpo quente de Miranda e viu a respiração da mulher se acelerar com aquela proximidade. Era quase como ver labaredas saindo de um corpo.

Andrea queria beijar Miranda ali mesmo na frente de todo mundo e dividir com ela os maiores prazeres que nunca tinha sentido na companhia de ninguém. Não estava preocupada com os olhares, com preconceito das pessoas, com a diferença de idade ou qualquer outra coisa que pudesse passar pela cabeça de uma pessoa quando se relacionava com o Miranda.

Andrea era uma mulher doce e apaixonada tanto pela vida quanto pelas pessoas que a única coisa que impedia de estar com Miranda era o fato de que aquela mulher poderia quebrá-la ao meio. Andy sabia que Miranda poderia ter a mulher que desejasse ou homem. Conhecia os rumores em toda a Runway sobre a fome avantajado de sexo que ela tinha.

Era esse o problema! Andy não queria ser mais uma. Não seria o sexo casual de Miranda numa noite qualquer para ser descartada como se fosse um pedaço de papel. Andrea levava as coisas muito a sério e ela era uma jovem como futuro pela frente e muitos sonhos na cabeça.

Existiam livros que ela queria escrever, obras de caridade que ela queria manter, milhares de pequenos projetos filantrópicos passavam pela cabeça de Andrea todas as manhãs quase como uma obrigação em ser boa. Ela sabia o seu compromisso com a vida e como poderia ser um diferencial.

No meio disso estava Miranda. Desde o dia em que te conheceu aquela mulher estava completamente envolvida com a beleza dela, sua segurança, sua paixão pela vida. Miranda era o sonho de uma vida juntas, de sonhos juntos, mas a queria para ela. Andrea não ia dar seu corpo, sua companhia a Miranda por algumas noites e depois seguir na vida! Ou era tudo, ou era nada!

— Ou me vingarei deixando você bêbada!— respondeu por fim pressionando seu corpo de volta e mostrando que sabia fazer a mulher perder o ar.

Miranda gargalhou. Toda tensão que havia em seu corpo deixou de existir com aquele comentário de Andrea. Ela não fazia ideia do quanto Miranda bebia e como seria quase impossível fazer com que ela ficasse bêbada. Primeiro porque Miranda não ficaria bêbada num lugar público como aquele podendo se expor. Segundo porque que ela conhecia os seus limites e se percebesse que estava bêbada ou que fosse ficar bêbada iria para casa.

— Eu adoraria ver isso! Pode me deixar bêbada em um hotel? Podemos ir? Eu posso ficar bêbada se você ficar nua para mim! —  Miranda se aproximou do ouvido de Andrea para sussurrar aquela frase seguinte com toda a sensualidade da sua voz rouca enquanto sua mão segurava os ombros da outra.—  Tenho certeza que você está lisinha para mim!— mordeu a orelha de Andrea e inalou seu cheiro.

Deus, o que era aquilo? O corpo inteiro de Andrea se arrepiou. Aquela maldita era uma diaba, ela sabia, sentiu em cada poro de seu corpo. Queria beijar Miranda, se agarrar a ela até que o último gozo fosse sentido. 

— Você quer me ver nua?— provocou e mordeu o lábio de Miranda sem deixar que ela a beijasse.

Miranda segurou Andrea com força puxando para ela, mas a morena resistiu. Estava quase sem ar, a música parecia ter sumido e o mundo era só as duas. Ela sabia que era perfeito. Ela sabia que era um momento dela.

— Não resista, garota!— Miranda segurou com mais força e empurrou Andrea para a parede devorando o pescoço dela e mordendo. 

Andrea gemeu na hora, a língua quente de Miranda em sua pele, as mãos prendendo contra a parede escura, a música invadiu sua mente assim como o perfume de Andy, e fechou os olhos perdida naquele momento. 

Existia um lugar no mundo onde tudo era perfeito? Era nos braços de Miranda. Andrea sabia, sentia isso naquele momento. Miranda estava pegando fogo, o corpo em labaredas, as pernas moles, a intimidade encharcada, queria arrancar Andrea dali e se fartar com ela.

— Eu quero você, Andrea! Eu preciso de você...— confessou num gemido e bufo ao mesmo tempo.

— Miranda...— Andy gemeu e apertou o seio da mulher em sua frente.— Miranda...

— Vamos sair daqui!— disse nervosa e querendo mais do que ficar ali provocando. Segurou a  mão de Andrea e arrastou para a saída, mas Andrea foi interceptada por um homem.

— Andy!— ele agarrou Andrea no meio do bar e puxou a mulher para junto dele.

— Christian!— ela disse toda sorridente soltando a mão de Miranda. 

O tamanho da carranca que se formou em Miranda era o maior que poderia existir. Cruzou os braços e olhou os dois. Que merda era aquela? De onde Andrea conhecia aquele pau no cu?

— Você está com...— ele disse olhando enfim, para Miranda.— Miranda...

Um bufo, um olhar de ódio e lábios travados, era o tiro que ela podia dar com os olhos. 



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