1. Spirit Fanfics >
  2. Minha confissão >
  3. Capitulo Único

História Minha confissão - Capítulo 1


Escrita por: e whitesnow3


Notas do Autor


capa por @popuriny e betagem por @Hawskyle.

Capítulo 1 - Capitulo Único


Querido diário, tenho que confessar algo. Mas para não ser julgado, primeiro irei contar como foi o dia de hoje e as circunstâncias que me fizeram ter de confessar algo.

Finalmente, o dia do Halloween chegou, em uma sexta-feira. Nos preparamos tanto com o professor de matemática; tivemos que juntar bastante dinheiro, treinar tanto nossa apresentação, organizar as decorações e tudo mais. Além de entreter quem fosse visitar nossa sala e, até mesmo, o professor que nos ajudou tanto. Isso nos faria ter um dia cheio, e realmente cumpriu com o que eu esperava. Mas, depois de tudo isso, pude relaxar e conversar com meu melhor amigo, Jackson Wang.

Jackson sempre foi um espírito livre, um justiceiro, um rebelde. Quando haviam brigas, ele constantemente sabia como responder grosseiramente as pessoas e fazê-las desistir de serem idiotas. Discussões com os professores também existiam, ele nunca aguentou calado. Aprendeu a brigar pelos seus ideais e por si, mesmo que às vezes estivesse errado – já que cabular aula para jogar com outros alunos o prejudicava, e nem querer tentar responder à prova também. Eram nesses momentos que eu entrava em ação e o direcionava para o caminho com menos consequências.

Wang era um modelo de pessoa para mim. Nossas personalidades colidiam bastante desde sempre e, mesmo assim, aprendíamos um com o outro. Eu queria sua rebeldia e repulsão à injustiça, e ele parecia admirar meu bom coração e ingenuidade.

Éramos assim, um lutando pelo outro. Eu lutava para mantê-lo na média, ele lutava para me defender de colegas de classe maldosos demais. Era difícil eu ter alguma atitude ou incentivo à isso, até conviver com ele. Depois, aprendi que era necessário, ou iriam continuar pisando em mim. A maioria dos ambientes escolares são assim, certo?

Bem, depois de toda a apresentação que fizemos e de detonarmos o buffet, resolvemos sentar nos bancos que a escola tinha. Foi naquele momento que fiquei à sós com ele. Conversamos sobre coisas banais; talvez sobre nossas notas, sobre os professores que gostávamos ou não, sobre a apresentação que tínhamos acabado de concluir, ou sobre a líder de sala ser uma controladora compulsiva.

Ele estava com a cabeça em minhas coxas, concentrado no céu, enquanto eu estava concentrado em seu rosto. Depois de um tempo, fui até o bebedouro deixando Jackson sem um "travesseiro" e, mesmo que esse momento não tenha sido longo, ao voltar, parei no meio do caminho, observando um menino muito próximo à Jackson. Ele estava no espaço que sobrava, literalmente se inclinando até ele. Vi o garoto desconhecido beijar seu pescoço. Estranhei, mas esperei ele ir embora. Talvez fosse algum menino que Jackson estaria marcando para manter algum contato físico. Uns beijos na boca, talvez. Foi o que pensei. Mas não era verdade.

Quando voltei para o lugar – e a ser seu travesseiro particular – e perguntei à ele que grau de proximidade tinham, me assustando com a resposta.

— Eu não o conheço. — Gelei. O semblante de Wang parecia carregado de chateação e, na mesma intensidade, de receio. Olhei para o garoto, que estava com um amigo, não muito longe. Observei-o com toda atenção possível. Ele cochichava e sorria, voltando a olhar em direção à Jackson e eu. Aquilo não estava certo. Nada daquilo estava. — Se ele voltar, acho que vou bater nele.

Fiquei em silêncio. Olhei para o local que aquele filho da puta tinha beijado, uma onda de confusão me invadindo. Por que Jackson não fez nada? Por que não empurrou-o e tentou contar à alguém? Por qual motivo sem nexo ele havia apenas ficado parado e esperado ele sair quando bem entendesse? Onde estava meu amigo? Ele não era daquele jeito. Ele não esperava algo acontecer duas vezes para tomar coragem.

Então, era minha hora de assumir o controle.

Continuamos a conversar, tentei distraí-lo daquele ato asqueroso. Por que ele achou que tinha permissão para fazer aquilo? Por que ele fez, mesmo sem permissão? Filho da mãe... Desde cedo, eu já sabia que aquilo não iria acabar com o tempo, porquê de alguma forma, pessoas como ele se sentem à vontade para fazer isso. E saem impunes. Não dessa vez. Não comigo ali. Não com meu amigo, não na minha frente, e, Deus queira que, nem por trás.

Ele voltou, sentou no mesmo lugar – que sobrou do banco – inclinado novamente. Mesmo que ele parecesse focar no pescoço novamente, senti que iria tentar beijá-lo no rosto.

Sem aviso prévio, depois de pouquíssimos segundos o observando, dei um soco em seu olho. Foi rápido, novo, e surpreendente. Eu tinha mesmo feito aquilo? Ouvi meu dedo mindinho estalar. Senti o olhar assustado do assediador, Jackson em silêncio, e o menino tocar no local com uma expressão surpresa.

Ele apenas saiu e foi até o amigo, e de lá, gritou que iria contar para a diretora na segunda-feira. Peguei na mão do chinês e pedi para irmos embora. Eu estava realmente assustado com minha reação. Eu bati em alguém. Eu dei um soco no olho de alguém.

— Espero que ele aprenda. — O pálido balbuciou, tentando quebrar a tensão existente por motivos de..

— Foi meu primeiro soco.

— Eu imaginei. — Jackson pareceu segurar o riso fraco que sairia. Suspirei, ainda tenso.

— Acho que quebrei meu dedo.

Na verdade, ele só tinha estalado, mas ficou bem dolorido; acabei me assustando. Bem, e se tivesse quebrado mesmo, seria por um bom motivo. Eu defendi meu amigo.

Essa é minha confissão, diário. 

Eu soquei o rosto de alguém. 

E nunca irei me arrepender disso.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...