História Minha cor não define quem eu sou! - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Tags Ascensão, Drama, Preconceito Racial, Romance, Superação
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Palavras 2.237
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Acho que escrevi demais...
Bem, compensando pela demora! ;)

Capítulo 14 - Um empurrãozinho...


Fanfic / Fanfiction Minha cor não define quem eu sou! - Capítulo 14 - Um empurrãozinho...

Jennifer on:

Na manhã seguinte me aprontei cedo, mas minha chefe só acordou ás oito. Quando cheguei à cozinha acompanhada por Thalia, dona Angélica já estava sentada a mesa vestindo um elegante e longo robe preto, seus cabelos estavam presos por uma linda presilha brilhante (virei fã dessa mulher, ela parecia ser do tipo que conseguia se elegante até dormindo) segurava uma xícara de café na mão direita e um jornal na esquerda o qual lia distraidamente. A mesa do café da manhã parecia ter saído de algum filme ou novela, estava repleta de delicias, a maioria delas eu sequer sabia o nome, suco de uva e de laranja (natural), quatro tipos de pães (eu só conheci o Croissant, porque né? Qualquer um conhece), geleias, bolinhos de vários formatos e sabores, três taças com o que eu achei ser outro tipo de bolinho, com cauda de chocolate em cima.

         - A senhora deseja mais alguma coisa?

A empregada perguntou em português (ela era brasileira, seu modo de falar denunciava isso).

- Não, obrigada. Vocês querem mais alguma coisa, meninas?

Dona Angélica perguntou.

- Não.

Respondi.

- Não, está ótimo.

Falou Thalia se servindo de suco de uva e um bolinho.

- Senhora, eu queria dizer uma coisa...

Começou a empregada sem jeito.

- Diga, Marta.

- Eu não tinha com que deixar meu filho hoje, então eu trouxe para cá, mas eu prometo que ele vai ficar quietinho lá na cozinha...

- Quantos anos ele tem?

- Seis, senhora.

- Então você não pode prometer isso, crianças são naturalmente enérgicas, dê café da manhã e o deixe ver desenho animado na tevê.

Horas depois:

Thalia tinha razão em relação a esse trabalho não ser tão simples quanto se pode supor, até porque ela não tem uma única empresa ou um investimento e sim vários, dos mais variados tipos, fora as ONGs que ela também ajuda a administrar.

Chegamos em casa às quatro da tarde, ela simplesmente trocou de roupa e saiu novamente, disse que iria tratar de “assuntos pessoais”, sendo assim aproveitei para revisar os conteúdos da faculdade. Liguei o notebook e entrei no portal do aluno da UFRJ. Em meu celular (o que eu mesma comprei) no Whatsapp tinha cem mensagens, quatro de Laura e o resto de Cristóvão. “96 mensagens?” penso, depois abro as tais mensagens.

“Estou magoado porque você não disse que ia viajar!”

“Como foi a viagem?”

“Está gostando de Versalhes?”

“Docinho, por que você não responde minhas mensagens?”

“Só vou perdoar porque sei que você não estava on...”

“Pensando em você”

E assim a lista segue, noventa e três mensagens perguntando como eu estou, a última era a foto de um desenho meu “quanto tempo será que ele passou desenhando isto?”, “amei o desenho...”. penso, todos os meus cachos foram cuidadosamente desenhados, o desenho estava perfeito, apesar de a modelo não ser.

Comecei a digitar uma resposta quando o telefone tocou.

- Oi, desesperado...

- Bonjour, mon cher.

Cristóvão diz ao telefone.

- Bonjour.

- Bem, isso é tudo que eu sei de francês...

Sorrimos.

- Sentiu minha falta?

Pergunto.

- O que te fez pensar isso?

- Não sei... Talvez as noventa e quatro mensagens que você me mandou...

- Eu já tava quase ligando para a polícia, você não respondia!

- Desculpe, eu estava ocupada.

- Está ocupada agora?

- Nesse momento não.

- Até a Rússia ficou chata com você longe...

Ele disse.

- Você bebeu?

Pergunto.

- Não...Sim... Um pouco, mas não é efeito do álcool!

- Acredito...

- Vai ver...

- Ver o que?

- Quando você voltar. Agora tenho que desligar, meu pai está azucrinando meus ouvidos por um relatório, até mais, docinho.

- Até mais e não sou seu docinho!

- Questão de tempo...

Ele diz e desliga o telefone.

“Cristóvão Ivanski se declarando para mim? É mais fácil à teoria da Terra oca está correta...”

- Jennifer, querida, você vem a Versalhes e fica presa a um computador? Thalia já não tinha liberado você por enquanto?

Perguntou dona Angélica, eu estava tão distraída que sequer percebi que ela estava na sala.

- Sim...

- Ah, agora entendi tudo!

Ela sorriu como se tivesse descoberto o maior segredo da humanidade.

- Cristóvão e eu não temos nada!

- Podem até não ter ainda, mas...

- Mas?

- Sabe Jennifer, Cristóvão, Thalia e Daniel são amigos desde a infância, ou seja, eu o vi crescer, ele não é uma pessoa ruim, simplesmente não é do tipo que se apega a alguém facilmente, como ele mesmo diz, é boêmio, e normalmente deixa isso bem claro. Meu marido tem negócios com o pai de Cristóvão, mas fora o interesse econômico de ambos, eles não se dão muito bem, Felipe é um pai super protetor, ele não vê problema na amizade de Cristóvão e Thalia contanto que fique só na amizade, ele não acha que os dois deem certo, sinceramente eu também não acho, Cristóvão é brincalhão e gasta de irritar Felipe chamando-o de sogro, mas de algumas semanas para cá ele subitamente parou de cumprimentar Felipe dessa forma... Agora estou vendo o motivo!

Ela sorria alegremente.

- Felipe é o nome do seu marido?

Pergunto.

- Sim.

- Não acho que seja isso...

- Eu acho, quem diria, você merece um prêmio! Conquistar Cristóvão Ivanski é uma façanha memorável!

- Concordo que seja, mas não creio que seja por minha causa.

Ela piscou para mim.

- Sabe o que eu estou com vontade de fazer agora?

Ela perguntou.

- Não. O que?

- Compras! Vamos?

- Talvez fosse melhor eu...

- Sem desculpas! Quem vem a Versalhes e não se diverte? Venha!

Quando ela me chamou para fazer compras com ela eu pensei que iriamos a uma loja cara, obviamente a senhora Foster só vestia roupas de alta costura, eu só não imaginei que iriamos para Paris, (que a propósito, fica pouco menos de cinquenta minutos de Versalhes).  Fomos a uma das lojas mais badaladas do mundo, a Chanel, a loja fecha às 19 horas, mas dona Angélica, bem, é dona Angélica! Saímos de lá às 21 horas, com tantas sacolas que foi necessários três funcionários para carregá-las.

- Dona Angélica, eu não sei sequer como agradecê-la!

Digo após entramos na limusine, ela havia me dado algumas roupas e dois pares de sapatos.

- Primeiramente, tire esse “dona”, me sinto uma anciã quando me chamam assim!

Ela brincou.

Sorri.

Já em “meu” quarto, admiro meus presentes, experimento um vestido marrom, discreto. Alguém bateu na porta. Abri.

- Fiquei sabendo que você e minha mãe se divertiram bastante hoje...

Disse Thalia.

- Sim. Sua mãe é um anjo!

- Concordo. Bem, eu queria conversar com você sobre um assunto pessoal.

- Diga.

Ela se acomodou na poltrona.

- Você gosta do Cristóvão? Refiro-me a gostar mesmo, romanticamente...

- Responda você primeiro...

Digo.

- Eu?

Ela sorriu.

- Sim, vocês tem muito em comum...

- É verdade. Jennifer, eu sou uma pessoa muito... Sensitiva, digamos assim, eu sei interpretar muito bem as entrelinhas, conheço Cristóvão desde o fundamental, ele começou a estudar um ano antes da idade obrigatória, por isso estudamos juntos mesmo eu sendo um ano mais velha, uma vez que eu comecei na data correta...

- Mas, a senhorita já não é psiquiatra?

- Sim, mais isso são outros detalhes... Eu fiz o vestibular e passei, mesmo sem ter o ensino médio completo... Minha mãe é advogada, então... Bem, eu fazia o ensino médio à tarde e a universidade à noite, passei esse período nos Estados Unidos... Ah, isso não interessa, o fato é, eu gosto do Cristóvão, muito, mas como amigo, nós dois não temos química...

- Talvez porque não tenham tentado...

- Bem, eu já disse que pretendo ser sincera. Nós ficamos dois anos atrás, em uma festa, bebemos demais, enfim, acabou acontecendo... Não que tenha sido ruim, mas nós não temos futuro como casal, eu não tenho esse tipo de sentimento por ele e creio que nem ele por mim...  Além do mais eu estou apaixonada por outra pessoa.

- O ruivo da sua festa?

- Sim. Dylan e eu nos conhecemos em Harvard, mas só viemos a namorar recentemente....

- Que fofo!

- Sim, mas, eu vim mesmo foi falar de você. Acho que vocês formam um casal fofo, você é racional demais e não se diverte, Cristóvão é relaxado de mais e não leva a vida a sério, vocês se completam...

- Vocês se conhecem desde a infância, certo?

Perguntei.

- Sim.

- Você já o viu namorar alguém por mais de uma semana?

- Uma vez.

- Então porque está sugerindo que eu invista em algo que não tem futuro? Espera, você disse uma vez?

- Sim. E digo isso porque acredito que você seja especial para ele. Cristóvão passou a ser irresponsável, principalmente com os estudos e o que se referir à empresa da família dele, é verdade, mas...

- Passou?

- Sim, você pode até não acreditar, mais até o fim do ensino fundamental II ele era o cdf da turma...

- A senhorita está brincando comigo, não é? Ele não fez uma mísera síntese!

- Por preguiça, não por não saber. Olha, eu tenho provas!

Ela saiu do quarto e voltou minutos depois com um tablete.

- Veja.

Ela me mostrou várias fotos dela, Daniel e Cristóvão crianças e pré-adolescentes. Thalia sempre foi linda, Daniel também, apesar do jeito de nerd, agora eu quase morro de rir de Cristóvão. Aos treze anos ele usava óculos, era magrinho, os cabelos louros tampavam a testa quase toda, usava aparelho também.

- Isso é montagem, não é?

Perguntei, ainda sorrindo.

- Não. O convencido era assim mesmo, só mudou na segunda série do ensino Médio...

- Por quê?

- Bem, eu não estava no país, mas pelas mensagens que ele me mandou foi depois que terminou com a namorada, ao que parece ele realmente tinha se apaixonado, mas por algum motivo terminaram, ele não gosta de tocar nesse assunto.

- Por essa eu não esperava.

Eu disse olhando para a foto e voltando a sorrir.

- Cristóvão não teve um relacionamento de verdade desde então, ele não é do tipo que mente, não faz compromissos, então se ele se declarar para você, é porque você conseguiu o impossível, Jennifer.

- Ele não se declarou...

- Por isso quero saber se você gosta ou não dele, posso dar uma mãozinha...

Dias depois...

Londres era fascinante. No pouco tempo que passei lá comprei algumas lembrancinhas nos intervalos. Thalia me passou uma lista detalhada do que agradava a Cristóvão. Hoje é meu último dia em Londres, amanhã voltarei ao Brasil.

Alguém tocou a campainha do apartamento, fui atender.

- Are for Mrs. Angelica Foster. (São para a senhora Angélica Foster).

Disse um entregador com um belíssimo buquê de rosas vermelhas nas mãos.

- I deliver... (Eu entrego).

- Can you subscribe here? (Você pode assinar aqui?).

- Yes.

Sorrio e assino o recibo.

- Thank you. (obrigado).

Ele diz e se retira. Vou até o quarto da senhora, digo de Angélica, já que ela me proibiu de usar o “senhora ou dona”. Bato na porta.

- Entre.

Ela estava sentada na cama conversando animadamente com Thalia.

- O entregador trouxe isso para a senhora... Desculpe, eu não sei trata-la informalmente!

- Será que foi o papai?

Perguntou Thalia sorrindo.

- Não, querida, talvez tenham sido mandadas pelo príncipe Willian!

Angélica diz fazendo graça. Pegou as flores com cuidado e leu o cartão.

- Das várias perguntas que a humanidade fez ao longo do tempo, uma das mais famosas é “qual a formula secreta para ser feliz?”, eu consegui essa formula por muitos, almejada, estar com você! Você faz meus dias alegres, mesmo sem se dar conta disso. Essas duas semanas estão muito demoradas! Volte logo! Mando-lhe essas simples rosas, pois não encontrei nenhuma joia que se equipare a sua beleza. Amo você.

Angélica enxugou uma lágrima e sorriu emocionada.

- Aqui, mãe, seu celular. Ligue para o papai. Jennifer e eu vamos dar-lhe privacidade.

- Que filha prestativa, essa minha...

- Sempre!

Thalia disse saindo do quarto e fui atrás dela.

Cristóvão on:

Finalmente terminei! Amanhã volto para casa, e quando voltar vou inventar tantos trabalhos para passar pelo menos um mês longe daquela empresa!

Vim buscar uma encomenda de minha mãe, na Valtera, a vendedora passou longos quinze minutos ouvindo os gritos de minha mãe por conta do atraso. Depois de ouvir por cinco minutos o sermão que não era para mim, me distrai olhando o mostruário. Um colar me chamou a atenção, era simples, mas muito bonito, uma correntinha de prata com um diamante negro em forma de coração, lembrei de Jennifer, “ela não vai aceitar...”, pensei. O colar brilhava no mostruário.

- Я возьму. (vou levar).

Eu disse mostrando o colar a vendedora que tinha acabado de me devolver meu telefone, não perguntei o preço, tenho uma quantia razoável muito bem guardada, meu pai não sabe dela, imagina se eu vou contar e perder minha mesada! Negativo... Trabalhar em outra coisa para que se eu vou herdar uma multinacional? Penso.

Pago o colar e o anel que minha mãe havia encomendado.

Dois dias depois...

Não aguentei esperar até a noite para ver Jennifer, fui até o apartamento dela (confirmando previamente com Thalia se ela não estaria trabalhando). Bato na porta.

- Bom dia, docinho.

Eu disse com uma rosa vermelha na mão...

 


Notas Finais


Será que agora vai?

Aguardo os comentários :)


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