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História Minha Divindade. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Genteee, olá olá.
Bem, essa história vai ser algo totalmente diferente para mim, pois, além de ser no universo dos Cavaleiros — eu costumo fazer em um universo alternativo — vai ser com um shipp no qual eu não estou habituado a escrever.
Sim, pasmem! @Shun09 não está fazendo de Shun x Ikki kjkkjkkkkkjk.

Enfim, eu estou empolgado com essa fanfic, pois ela significou muito para mim uns anos atrás, e botá-la no papel é animador. Eu verdadeiramente espero que gostem.

Um beijão, boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo do Céu.


Na casa dos humanos, o planeta Terra, tudo mantinha-se relativamente bem.

Os Cavaleiros, ou pelo menos, a maioria deles, tinham como objetivo, na atualidade, deter alguns criminosos e estabelecer a tranquilidade, tanto no Santuário como no resto dos lugares habitados pelos seres humanos. Sem ter inimigos cósmicos para lutar, eles começaram a ajudar os homens inocentes e comuns de outras maneiras. 

Todos os Santos Dourados de Athena ainda mantinham-se a postos em suas doze casas, preparados para defender a divindade e o Grande Mestre caso algo acontecesse. Mu na primeira casa e Afrodite na última, como sempre fora.

Já os cavaleiros de prata sempre estavam em treinamento com os de bronze para aumentar suas habilidades, por mais que tudo estivesse em sua tranquilidade e que eles não precisassem mais batalhar, eles continuavam treinando. 

Alguns, pararam de "ser cavaleiros" e apenas começaram a tentar construir e caminhar sua vida como qualquer outro humano normal, envolvendo-se em romances e trabalhos, fazendo uma família e sendo felizes da forma que sempre quiseram ser. 

Tendo a proteção, o cuidado e o zelo da Deusa da Guerra e da Sabedoria, também conhecida como Saori naquele século, todo o mundo estava repleto e banhado na paz. Isso só acontecera pois, aquela era, antes reinada pelo caos e lutas desnecessárias, tornara-se uma era sem guerras e chacinas. 

A Deusa, junto de seus fiéis cavaleiros, fizeram um belíssimo trabalho batalhando contra Éris, Ares, Poseidon, Hades, os irmãos Ártemis e Apolo e qualquer outra divindade que veio com intuito maligno, contra quaisquer outras tentativas que fossem de dominar ou destruir o mundo dos humanos. O mundo agora poderia relaxar tendo a sua Deusa protetora cuidando de si. 

Ikki, um dos cinco mais valorizados cavaleiros de bronze, não continuara no Santuário para auxiliar Athena. Nunca seguira suas regras e, após a Guerra Santa ter chegado ao seu fim, ele sumira totalmente de vista. Ele apenas aparecia, exclusivamente para o Andrômeda, de tempos em tempos, para visitar seu irmão mais novo, para matar a saudade e para saber se ele estava seguro e bem. 

Hyoga estava saindo pelo mundo afora, combatendo as forças do mal que ainda estavam por entre os sentimentos humanos, agindo e sendo guiado pelo seu próprio senso de justiça, sequer usava sua armadura para combater seus inimigos. 

Shiryu fora viver sua vida de jovem adulto e construir um grande laço de família e afeto com sua amada Shunrei, lá nos Cinco Picos Antigos de Rozan, na China. 

Seiya e Shun eram dois daqueles que continuavam vivendo na Grécia à disposição da Deusa; Seiya sempre ao lado de Saori, independentemente de qualquer coisa. A Deusa Virgem acabara cedendo ao amor que seu tão leal cavaleiro de Pégaso lhe transmitia e ambos fizeram reinar um relacionamento amoroso, que já estava de pé há cinco anos. 

Já Shun, vivia ajudando os seguidores do santuário em seus trabalhos simples, dando dicas e conselhos para aprendizes de Cavaleiros e os treinando, assim como também era treinado pelo seu mestre, um dos Santos Dourados. Sempre conversava com os moradores de vilarejos próximos e todos tinham carinho e respeito por si. Costumava fazer suas coisas sozinho, mas, sua companheira de armas June tinha a feliz mania de aparecer para ficar consigo. 

E isso se seguiu durante quase uma década inteira. 


Shun, ao terminar seu treinamento com o tão adorado cavaleiro de ouro de Virgem, cumprimentara o pequeno Kiki ao finalmente chegar ao começo da casa de Áries, após descer as outras quatro casas zodiacais. 

Por mais que estivesse tonto e bastante cansado, abaixou-se e deu um abraço, bagunçando os cabelos ruivos do menino com as mãos. Saíra do Santuário logo em seguida, após receber um beijo na bochecha do garotinho sapeca de Jamiel. 

A tarde estava bela, por mais que chegasse a parecer um tanto sombria por causa das nuvens cinzentas que cobriam a luz natural daquela gigante estrela que se denominava Sol pelos humanos. 

O vento ressoava em seus ouvidos como um canto suave, fazendo seus cabelos voarem enquanto caminhava calmamente pelos arredores do Santuário. Ele continuara seguindo até a floresta, tendo o barulho do balançar das árvores e do canto dos pássaros o acompanhando quando ele começara a sentir seu corpo tremer. 

Precisara treinar pesado com seu mestre para ver se conseguia se distrair de seus pensamentos negativos que o acompanharam desde aquela manhã. Obviamente Shaka percebera o mal-estar de seu tão querido pupilo e Shun acabara desabafando com ele. 

Andrômeda estava com uma sensação péssima, como se algo horrível estivesse prestes a acontecer e era exatamente aquilo que estava o atormentando com tanta intensidade. Estava, literalmente, o adoecendo. 

Naquele dia, faziam-se exatos sete anos do começo da Guerra Santa. Faziam-se exatos sete anos que Hades havia possuído seu corpo, que aquele sentimento horrível de passividade em relação às suas próprias atitudes e, sob sua alma, aconteceram. 

Faziam-se exatos sete anos que ele machucara a matara alguns de seus companheiros de luta. O virginiano jamais pudera se perdoar por causar tanto caos e decepção para os outros cavaleiros, para todos os humanos da Terra. 

Por mais que a maioria — dos humanos comuns e dos guerreiros aliados — tivessem compreendido sua situação assim que a Guerra acabou, e que tivessem o apoiado, não tratando-o de forma diferente, Shun continuava se culpando mesmo assim. 

Mesmo que aquela não tivesse sido a sua intenção, mesmo que ele tivesse sido controlado pelo Deus do Submundo, mesmo que ele sequer pudesse desconfiar que algo daquele estilo lhe aconteceria. Ele jamais iria se perdoar pelos seus pecados. 


Shun percebeu, ao colocar a mão em sua testa, que estava suando frio. Não estava cansado e o clima não se encontrava quente, muito pelo contrário, as nuvens e a pequena neblina fazia o ar ficar gélido.  O vento batia em seu rosto com vigor, mas ele continuava suando. 

Suas mãos ainda tremiam e ele ainda pingava de suor. Seus batimentos aceleraram com intensidade e ele sentiu seu corpo enfraquecer. Apoiou-se em uma das árvores e fechou seus olhos com força. 

— Shaka. — Clamou, com um sussurro, pelo seu mestre, fazendo o Santo de Virgem desfazer-se de sua posição de meditação, parando de levitar, colocando ambos de seus pés no chão. 

Andrômeda tentou caminhar mais um pouco depois de um minúsculo momento de pausa, mas assim que dera mais um passo, seu corpo fora ao chão. Por estar atordoado, ele mal sentiu o impacto que sua cabeça recebeu ao chocar-se na terra, mas após ficar segundos estático, tentou se reerguer. 

— I-Ikki. — Chamou o irmão, com uma rouquidão em sua voz. Seja lá onde Fênix estivesse, ele pôde sentir seu peito doer com o sentimento ruim de seu irmão pedindo por ajuda. 

Ele se ajoelhou com uma tremenda dificuldade, apoiando as suas mãos na grama úmida. Sentiu uma quentura absurda subir pelo seu corpo inteiro, como se estivesse em frente às chamas mais bravas, ou até mesmo, do próprio sol. Pensou que fosse morrer. Colocou sua mão no peito, sentindo uma fisgada no coração. 

Todos os pássaros e animais que estavam na floresta saíram voando e correndo para a direção oposta, todos eles emitindo algum tipo de som, como se estivessem avisando à todos do caos que estava prestes a vir. 

— Ikki… — Clamou de novo, por entre um gemido sofrido. — S-Shaka. — E o Dourado de Virgem mais uma vez ouvira seu chamado. 

— Shun! — Gritou de volta, dentro de seu tempo, e começara a descer as escadarias de sua casa, correndo o mais rápido que pudera, chamando a atenção do cavaleiro de Leão por vê-lo tão agoniado. — Shun! Andrômeda! 

— Shaka? Mas o qu… 

— Meu pupilo! — Exclamou ele em um grito preocupado e exagerado, adentrando a casa de Aiolia. Virgem parou de correr quando pôde sentir um cosmo avassalador invadir o Santuário. Um cosmo tão imperativo, tão grande, tão intenso, que de imediato, fizeram seus olhos abrirem. 

O leonino assustou-se ao ver o morador da sexta casa zodiacal com seus olhos arregalados, olhando para si de forma pasma. Assim como Shaka, os outros cavaleiros que estavam na Grécia, o Grande Mestre e a Athena, também sentiram aquele tremendo cosmo por entre eles. Ter Shaka com os olhos abertos era um péssimo sinal, e sentir aquele cosmo, que parecia ser extremamente familiar, era pior ainda. 

— S-Shaka… — Os céus gritaram em uma trovoada bruta enquanto Andrômeda gemia por auxílio. Não tinha chuva, mas os céus continuavam em seu falar. As nuvens se enrolavam umas nas outras, mostrando que uma tempestade estava próxima, porém o sol ainda ficara à vista. 

Os Santos Dourados puderam ver, assim que saíram apressados de suas casas, aquela grande bola amarela brilhante ser consumida pelo escuro da lua. Viram o dia tornar-se escuro, e nos céus, um Grande Eclipse acontecer. 

Virgem se separou dos cavaleiros de ouro, quebrando, pela primeira vez, as regras daquele local. Corria pela floresta em busca de seu pupilo no lugar de ter permanecido em sua casa, preparado para proteger Saori. 

O cavaleiro de bronze de Andrômeda pensou que aquilo já tivesse sido obra de sua mente, que já estivesse tendo alucinações, quando o chão começou a tremer. Uma fenda enorme havia-se feito na terra, fazendo uma grande  abertura, que parecia tão profunda como o vácuo de um infinito buraco negro, no meio da escuridão espacial. 

Assim que seu corpo perdera totalmente as forças e que ele fechara seus olhos, uma majestosa carruagem saíra da fenda no chão. Uma entidade divina desceu da carruagem e, quando o tronco do jovem cavaleiro inclinara-se para frente, preparado para ir de encontro com a grama novamente, aquela pessoa misteriosa segurou-o, envolvendo seus braços ao redor do tronco do mesmo. 

Eles apenas eram iluminados por aquele satélite magnífico que agora cobria o sol; aquela grande lua cheia ao topo, grudada no azul-celeste daquele infinito e interminável céu, juntamente de pequeninas estrelas que também encontram-se escondidas por trás das nuvens de tempestade. 

Peguei-o novamente, minha criança. — Era uma voz triunfante, e, por mais que o rapaz estivesse sem forças, Shun ainda estava consciente. 

Conseguira ouvir e entender o que aquela voz, tão familiar, lhe dizia, assim como ele sentiu as mãos daquela pessoa encostar-se delicadamente em suas bochechas, e os beiços da mesma tocarem, de forma tão suave, seu rosto também. Os narizes lado a lado, os lábios superiores encostados de modo leviano. 

Voltemos juntos para o Inferno. Fiquemos juntos para sempre, por toda a eternidade. Fiquemos unidos com este selo que nos mantém conectados durante todo este tempo. — Shun abriu seus olhos, porém a sua vista estava embaçada. Não conseguira distinguir quem se encontrava na sua frente, mas conhecia aquela voz com toda a mais absoluta certeza. 


Enquanto Andrômeda era colocado cuidadosamente dentro da carruagem, a Fênix ressurgiu para salvar seu irmão de quem quer que fosse aquele inimigo corrupto, lançando suas chamas para todos os lados.

Mas nem Shaka, nem Ikki haviam chegado a tempo. Shun já estava dentro da carruagem, e a mesma já havia voltado para dentro da grande fenda, desaparecendo logo em seguida, assim que o buraco se fechara. 

O sol não reaparecera quando eles se foram, deixando aquilo ainda mais tenso. O Eclipse ainda reinava nos céus. Shaka e Ikki olharam um para o outro, apavorados e confusos, preocupados com o estado do jovem de cabelos verdes. 

— Virgem. — Correu a Fênix, desesperadamente até o Santo de Ouro. — O que está havendo? Por que está escuro, mesmo sendo de dia? O que era aquela fenda na terra? Quem estava com o meu irmão? Onde está o meu irmão? O que aconteceu com o meu irmão?!

Ele gritou com o homem mais velho, exigindo respostas de todas as suas perguntas. Ver Shaka o encarando o fazia se sentir ainda mais aperreado. Ikki teve um arrepio percorrendo por todo seu corpo musculoso. 

— Fênix. — Ele o tratou com formalidade. — Busque os cavaleiros de bronze que eram seus companheiros. Vamos, rápido. Fale com todos os guerreiros de Athena. Avise a todos. 

— O que aconteceu com o meu irmão, Shaka?! — Ikki ignorou totalmente o que o outro falara, apenas queria saber de Shun. 

— Fênix — O chamou novamente —, estamos em uma outra Guerra Santa. — E aquilo o deixou sem reação alguma. 

— Você enlouqueceu por acaso? — Ikki estava incrédulo. A sua armadura reluzente, com suas plumas voando, fazia jus à beleza do cavaleiro. — A Guerra Santa já aconteceu há muito tempo. E ela só ocorrerá novamente daqui dois séculos. 

— Quem estava com Shun era alguém relacionado a Hades, se não, o próprio Imperador do Inferno. Fora ele quem sequestrara seu irmão. — A expressão de Ikki fora indistinguível. — Teremos de lutar contra o Imperador do Submundo novamente. 



Notas Finais


Sequestrei e matei o Shun no primeiro capítulo? Shauduhsuahushsuaua espere até o próximo para descobrir o que diabos (literalmente) está prestes a acontecer.

Obrigado pela leitura!

Capa e história feitas por mim. A história também não foi betada por ninguém. Lembrando que, Saint Seiya não me pertence. Créditos aos respectivos autores.


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