História Mr. e Mrs. Barnes - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers), Sebastian Stan
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Jane Foster, Lily Collins, Loki, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Sebastian Stan, Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Thor
Visualizações 221
Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como prometido, aqui estou eu com mais um capítulo. Beijos e vejo vocês lá em baixo.
Boa leitura ❤

Capítulo 2 - Difícil de lidar


Fanfic / Fanfiction Mr. e Mrs. Barnes - Capítulo 2 - Difícil de lidar

SAFIRA STUART 

Dias atuais – 18 anos depois



Minha vida está como posso dizer, tranquila e razoável. Sou completamente feliz com tudo o que tenho e o que sou. Alguns pensam que sou assim, por parecer uma bonequinha de luxo, como eles mesmos me julgam, mas não sabem nem da metade.

Não sou uma bonequinha de luxo, não quero ser uma bonequinha de luxo, mesmo minha mãe querendo que eu fosse muito mais do que isso. Sou uma garota que gosta de se sentir livre e fazer coisas do tipo. Sou sim, tímida mas nada que me impeça de logo soltar a franga e mostrar quem realmente sou.

Digo isso pra minha irmã caçula, Melissa, que ela não tem que se prender por causa das pessoas, por causa do que elas vão pensar sobre ela, se for viver assim, ela nunca vai viver a vida dela. E a garota acaba me dando ouvidos.

Odeio ver as pessoas querendo por limites nela, por ela ser deficiente visual, acham que ela não aguentaria nada e que poderia quebrar a qualquer momento, idiotas são eles. Minha mãe e eu já discutimos muito sobre ela, pois quer prender a garota querendo fazer dela sua bonequinha de porcelana. Claro que ela merece um cuidado maior, mas ela também merece viver sua vida. Poxa.

– Safira – Olhei pra minha irmã, que já estava com uns galhos no meio de seus cabelos castanhos claros. – A nossa mãe vai falar muito, se nos encontrarmos assim.

– Não ligo. Estamos apenas nos divertindo, não há nada de errado.

– Sabe que ela não gosta. Estamos brincando na terra molhada. – Disse dando um pequeno sorriso no canto da boca.

– Você se preocupa de mais com o que ela pensa. Vamos curtir a vida – Coloquei a bola na frente do pé dela – Agora chuta. Quando eu disser três, você chuta com toda a força. Quero que faça um gol.

– Tudo bem – Sorriu – Ao seu comando.

– Um… Dois… Três – Então ela chutou com toda a força que tinha. E se eu não tentasse me proteger, teria ficado com uma marca e tanta no rosto. Ela levou a sério essa de chutar com força. – AAEEEE – Gritei contente por ela ter conseguido fazer o gol.

– Eu consegui ? – Perguntou toda sorridente piscando e olhando para o nada.

– Quase me matou, mas conseguiu – Corri até ela e lhe abracei bem forte, a levantando no ar e girando.

– Safira, não faz isso – Pediu rindo – Vou vomitar em cima de você.

– Credo, isso não. – Parei e soltei ela, que se apoiou em mim tentando ficar em pé direito.

– Meninas – Demos um pulo pelo susto que levamos, e nos viramos em direção a voz que nos gritava – O que acham que estão fazendo ? – É hoje que eu vou escutar. Minha mãe nos viu brincando de bola.

– Achamos que estavamos brincando de bola – Respondi irônica.

– Sabe que não gosto dessas coisas. Safira – Parou na nossa frente – Isso não são modos de uma dama. E ainda quer que sua irmã aceite isso também.

– Mãe, é apenas uma brincadeira entre mim e Melissa. Não tem nada de errado. A senhora quer que fiquemos como bonequinhas muito bem maquiadas e paradas forçando um sorriso até dar cambria na boca – Me soltei de Melissa e fui até a bola – Não gostamos disso, é chato. Não somos assim.

– Não sei onde eu estava com a cabeça, pra permitir você ficar desse jeito. Olha o estado da sua irmã – Segurou no ombro de Melissa, e rodou ela – Toda suja.

– Terra faz bem a saúde, sabia disso ? – Perguntei.

– Não inventa, Safira. – Ordenou e eu revirei os olhos.

– Ela vai sobreviver, dona Carlota. Ela vai sobreviver. Não tem nada de errado em a está assim.

– Eu fiz um gol, mãe – Melissa disse sorrindo pra minha mãe.

– Não vai fazer mais – O lindo sorriso dela morreu – Isso não são modos, não sei onde sua irmã estava com a cabeça de te trazer pra cá, sabendo o quão perigoso é pra você.

– Não exagera mãe. Ela está apenas vivendo um pouco a vida, e eu estou ajudando.

– O que seu noivo vai pensar sobre isso ? – Me olhou incrédula, revirei mais uma vez os olhos – Que a futura esposa dele é uma maluca que adora se meter onde não é chamada ? Safira, o que ele vai pensar sobre os seus modos ?

– Se ele realmente gostar de mim, vai casar comigo do jeito que sou, não vou mudar por ninguém. E se ele não quiser, melhor pra mim, não quero ninguém me prendendo, me proibindo de ser o que sou apenas por aparência – Joguei a bola no chão e ela voltou pra minha mão – Já me basta a senhora.

– Como ousa falar assim com a sua mãe ?

– Não quero perder o restante da minha paciência, então, com licença. Vou ali tomar um banho e ficar apresentável para o meu noivo, do jeito que a senhora gosta – Sorri irônica – Até depois, Melissa.


___


A noite já tinha chegado, e com ela Paulo Roberto, meu felizardo noivo. Que emocionante. Ele é um homem de vinte e seis anos, filho do meio do dono da empresa de comidas do mato. Como alguns dizem, comidas Fitnes. Odeio essas comidas.

Meu estômago é do tipo daqueles pedreiros, que come aquele prato caprichado e ainda quer a sobremesa. Mas pra manter a aparência, como minha mãe adora, tenho que passar fome em frente ao meu noivo, ou qualquer outra pessoa de fora.

Paulo Roberto está com uma conversa muito agradável com meu pai. Negócios. Pra não se dizer o contrário. E sou obrigada a escutar isso toda vez que ele vem aqui na minha casa. Olhando para o nada, comecei a mexer nas minhas unhas e só agora percebi que não tinha alimentado meus peixinhos. Demo e Tico.

– Onde vai, amor ? – Paulo Roberto perguntou assim que me levantei indo direto para o corredor. Não tinha pedido licença. E porque pediria ? Estou na minha casa.

– Vou alimentar os meus filhotes. – Sorri.

– Os seus peixes ? Faça isso depois, fique aqui ao meu lado. – Olhei pro meu pai, e ele sorria pra mim com cara de idiota. Odeio quando fazem isso – Venha querida, fique ao meu lado.

– Tudo bem – Na verdade queria sair dali, alimentar meus peixes e correr para o meu quarto, mas não posso.

– Então é assim que o advogado está fazendo – Respirei fundo e revirei os olhos. Isso vai ser longo.

Duas horas se tinham passado, e dei graças a Deus por isso. Eles mudaram de assunto e resolveram falar sobre jornal e notícias. Já era algo diferente. Melissa tinha aparecido na sala, e falamos um pouco mas logo depois minha mãe levou ela para o seu quarto. Grudada na garota como sempre. Ela pode sim ser cega, mas sabe cada centímetro dessa casa e não aconteceria nada de grave a ela.

Agora dando um passeio pelo jardim com meu noivo, reparo no quanto o céu está estrelado. O dia amanhã será de um lindo sol.

– Querida – Ele me para, e o olho – Sei que ainda faltam alguns meses para o nosso casamento, mas quero pedir uma coisa.

– E o que seria ? – Já estava curiosa.

– Sua mãe me contou sobre o que ocorreu hoje, sobre você e sua irmã no gramado atrás da casa – Ele colocou as mãos dentro de sua calça – Queria pedir que isso não repetisse outra vez.

– Como é ? – Fiquei boquiaberta – Você é minha mãe estão de papinho agora ?

– Ela apenas veio me pedir isso, me informar sobre seu jeito rude com. Ela. – Respirou fundo – Como ela disse, isso não fica bom para uma dama, muito menos noiva.

– A mais essa agora – Me senti traída. Se minha mãe não conseguiu de um jeito ela tentou de outro é justo com quem – Não fiz nada de errado.

– Essas coisas são para homens, e não meninas delicadas como você – Ele esticou a mão e tentou tocar em meu rosto, mas afastei bruscamente.

– Não sou tão delicada assim – O encarei – Não sou o que vocês pensam, e não serei nada além de mim mesma, apenas pra manter a aparência. Pra agradar pessoas que estão pouco se fodendo pra mim – Ele arregalou os olhos.

– Safira Stuart, que linguajar é esse ? – Alterou a voz.

– O que é ? Não gostou ? Se realmente gostar de mim, vai me aturar como sou mas se não quiser, melhor pra mim. Não vou viver presa pra manter uma droga de aparência. – Sai andando mas parei e olhei pra ele novamente – Está decidido.

Saí sem deixar ele terminar de falar. Não quero ouvir mais ninguém, não quero ter que viver sabendo que tenho certos limites. Odeio isso. Se não posso ser quem eu sou aqui, vou viver longe então. Passei pelo segurança e disse que iria dar uma volta, minha cabeça já está explodindo e não quero explodir aqui também.

Andei até meus pés dizerem chega, e parei em uma esquina. Meu corpo todo está quente, mas conforme fui me acalmando comecei a sentir frio. O que uma cabeça quente não faz, em ? Tentei me localizar reparando que estou um pouco longe de casa. Já estava me virando pra ir embora quando escuto algumas vozes no beco da esquina em que eu estava. Uma parte de mim dizia para ir embora já a outra dizia para ir olhar, não conseguia seguir nenhuma das duas, então fiquei ali parada torcendo pra ninguém me ver, coisa que foi em vão.

Quatro homens saíram de dentro do beco. Três estavam mascarados mas um não, e esse um, estava sendo levado pelos homens mascarados. Ficamos nos encarando por alguns segundos e então meu corpo reagiu, comecei a correr o mais rápido que podia, sentia adrenalina, o vento frio bater contra meu rosto e logo depois duas mãos grandes me segurarem.

Tentei me soltar, me debati e gritei, mas foi em vão. Quem seria o maluco em ajudar uma garota pequena e magrela, das mãos de três grandes homens mascarados ? Ninguém.

Quase consegui me soltar, mas ele me pegou novamente, tampou a minha boca e me enfiou dentro de um carro preto. É agora que eu morro.

– Me soltem – Ordenei.

– Quieta mocinha – Disse o que já estava no volante. Ele olhou pra trás e suspirou. – Vocês são burros mesmo, tampa os olhos dela.

– Burros. Burros. Desculpa se não tampamos os olhos dela, o único alvo era o Zé Mané do Astolfo e não uma garota com cara de que fugiu do manicômio.

– Eii – Protestei.

– Calada – Ordenou o motorista.

– Tampa logo a cara dela, Clint – O homem do meu lado ainda mascarado, pegou um pano que tirou da não sei onde e tampou meus olhos.

– Pronto Steve, Pronto.

– Imbecis – Xinguei. Isso vai ser difícil. – Está me machucando isso Aqui.

– Vai ter que aguentar – O tal Clint disse.

– Vou aguentar é uma ova. Não sou obrigada a passar dor, mesmo sendo sequestrada por três malucos.

– Tampa a boca dela também – O Steve ordenou.

– Se encostar em mim outra vez, vou gritar aqui. Vou fazer um escândalo. – O carro começou a se movimentar.

– Fecha a boca dela logo, Clint. – Ordenou o outro sem nome.

– Eu tô avisando.

– Me da esse pano aí – Disse o Clint, logo depois senti suas mãos tentarem prender algum pano na minha boca – Quietinha.

– Eu disse pra não encostar em mim – Tentei me soltar – Socorro. SOCORRO. – Antes que eu gritasse mais uma vez, ele tampou a minha boca.

– Quanta dificuldade. Ela é mais difícil que o Astolfo.

– Seria muito mais difícil, se ela tivesse ficado solta. Bucky iria nos matar na base da paulada. Quero ver o que ele vai fazer em questão a isso, ele pode até lucrar tendo ela nas mãos.


Notas Finais


Que sequestro mais difícil, em... Vamo ver no que vai dar isso tudo. Garota complicada.. kkk. Essa vai dar trabalho.
Em breve terá mais. Fiquem ligados.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...