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História Minha "Dulce" Babá - Capítulo 12


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Notas do Autor


Fiquei feliz com os comentários e teorias de vocês no último capítulo hahaha, obrigada a cada um que comentou, é muito estimulante.
E teve gente no caminho certo viu ;P

Boa leitura!

Capítulo 12 - Cap 12


Fanfic / Fanfiction Minha "Dulce" Babá - Capítulo 12 - Cap 12

Uckermann decidiu ir naquele mesmo instante atrás da verdade, ele precisava acabar com essa confusão que por dentro o sucumbia a cada minuto que se passava, pediu para Dulce cuidar de Clara e ela prontamente aceitou, mas com a condição de que ele fosse acompanhado de Poncho, no estado que se encontrava a ruiva achou demais deixar Christopher dirigir.

Passada algumas horas e Christopher e Poncho chegaram ao endereço anotado, Poncho soube de tudo no caminho, Uckermann mostrou a gravação durante todo percurso, ele assim como o amigo ficou espantado com tudo que ouvira, conheceu Natalia e apesar de não se identificar com a moça enquanto esteve viva jamais imaginaria que ela seria capaz de tais coisas.

- Você tem certeza? - Poncho apreensivo perguntou ao amigo enquanto estacionava em frente a casa do endereço

- Se eu não fizer isso logo eu vou ficar maluco. - Christopher por alguns segundos suspirou encarando a casa, então acompanhado do amigo caminhou até a porta e apertou a campainha. Um homem jovem, de olhos claros e cabelo loiros escuros, de corpo delgado e muito bem vestido atendeu.

- Pois não?

- Eu estou procurando por Thiago Hernandes. - Christopher respondeu sério, sem esboçar um mínimo de simpatia enquanto Poncho fazia o mesmo.

- Sou eu mesmo. - Imediatamente Christopher adentrou a casa do homem que parecia espantado - O que é isso? Como você entra assim na minha casa? Que porra é isso?

- Meu nome é Christopher Uckermann, eu vim escutar o que você tem a dizer sobre essa merda aqui. - Disse jogando o gravador sobre uma mesa de centro na sala. Thiago sabia de quem se tratava, ouvira esse nome várias vezes da boca de Natalia. - Não se dê o trabalho de mentir, quero a verdade.

- Eu não conheço vocês, nunca os vi na vida e entraram na minha casa sem minha permissão. Peço que saiam daqui imediatamente. - O homem claramente estava nervoso, ele sabia que um dia isso aconteceria, soube no instante que aceitou abrir o jogo com George o investigador, mas não sentiu-se preparado ainda

- Você sabe sim quem eu sou. - Christopher se aproximou do homem e o encarava firmemente - Eu sou o Zé ruela do marido da Natalia.

- Eu não sei quem é Natalia.

- Cara - Poncho se aproximou - Vamos parar com a enrolação, nesse gravador tem seu nome e tem sua voz, colabora com a gente, ouve essa merda e fala a verdade. Não vamos te fazer nenhum mal, só queremos ouvir da sua boca

O homem tentou insistir em mentir que não sabia de nada, mas em vão, Christopher e Poncho foram firmes e assim a verdade foi dita. Thiago e Natalia tiveram mesmo um caso, além dele, a falecida tivera outros, a pessoa doce e familiar que Christopher pensava conhecer não passava de uma máscara, Natalia era egoísta e devassa.

Uckermann não brigou com o homem, não o ameaçou, ouviu tudo e apenas saiu dali, de coração partido, devastado, frustrado diante  de tal esclarecimento. Poncho o levou para casa, o caminho parecia tão extenso naquele enorme e perturbador silêncio dentro do carro, entretanto não havia o que se dizer diante da situação.

Chegando ao apartamento Christopher passou por Dulce e Clara sem falar nada, dirigiu-se diretamente para seu quarto, as duas olharam para Poncho buscando respostas. Clara obviamente não sabia do que se tratava, sequer poderia imaginar, e no que dependesse dos adultos envolvidos ela jamais saberia.

- Eu vou conversar um pouco com ele e já venho falar com vocês - Disse Poncho se retirando da sala

- O que aconteceu com meu Pai? - Perguntou a menininha olhando Poncho se afastar

- Seu pai está com alguns problemas, vamos deixá-lo conversar com o tio Poncho, ta bom? - A ruiva replicou

~''~

Christopher estava sentado em sua cama olhando fixamente pra parede, Poncho bateu na porta e calmamente entrou no quarto

- E aí irmão? - Disse sentando ao lado do amigo que continuava encarando o nada - Me diz o que você está pensando. - Por um momento Christopher apenas suspirou.

- Eu to sentindo que a minha vida foi uma farsa... o meu casamento... tudo que eu senti... tudo que eu vivi foi uma mentira...

- O que você sentiu você sabe que foi verdadeiro, não precisa achar que tudo foi mentira

- Mas foi isso - Agora ele olhava nos olhos do amigo - Eu achei que eu conhecia a Natalia, mas na verdade ela não passava de uma cachorra. Eu quase morri quando essa safada morreu, pensei que ia morrer junto com ela - Ele pausou por uns minutos, parecia ainda estar pensando no que falar, ou como falar - Pra ser honesto, parte de mim realmente se foi com ela, eu entrei num luto escroto e nunca mais saí, vivo essa vida medíocre trocando de mulher na minha cama junto com os lençóis, tudo porque fui um trouxa que achava que mulher nenhuma seria como ela. Eu encho a cara toda vez que se aproxima alguma data que me lembre essa puta. Negligencio a Clara porque ela fala da mãe e eu não sei como consolá-la sem me aborrecer, eu me afundei por causa dela, pra descobrir que ela não era NADA do que eu achava que era. Pra descobrir que a mulher que eu amei nem existiu

- Ucker, agora é a hora de você pegar essa verdade e se levantar então, não vai resolver ficar aí lamentando o que não viu, levanta e bola pra frente - Poncho encrava o amigo que se levantou e passava as mãos no rosto, sua irritação se fazia cada vez mais notória

- É? E a Clara? Como eu olho pra essa menina sem pensar na mentirosa que a mãe dela foi?

- A Clarinha não tem nada ver com isso cara. É uma criança inocente que não tem culpa dos atos da mãe

-  Eu sei. - Christopher suspirou pensativo - Mas ela sempre me pede pra contar como a mãe dela era, como eu vou falar bem dessa... Dessa maldita?

- O que essa safada fez não pode apagar como ela era enquanto mãe, são essas coisas que você vai contar pra Clarinha quando ela perguntar.

- Esse tempo todo eu fui um merda de um corno.

- Ucker isso não importa mais, já foi. - Poncho tentava confortar o amigo que parecia estar se alterando - Vida que segue

- Vida que segue... Puff! Uma vagabunda! Isso que ela foi e sempre será! - Ele andava de um lado para o outro passando as mãos sobre o rosto vermelho de raiva - Maldita hora que a conheci! Como pôde ser tão falsa comigo?!

- Christopher acalma-se, cara...

- NÃO! - gritou - EU NÃO POSSO ME ACALMAR! ESSA MALDITA ME ENGANOU A VIDA DELA TODA E EU NÃO PASSAVA DE UM CORNO IMBECIL!

~''~

Da sala Dulce e a pequena Clara ouviam os gritos, a ruiva por um tempo tentou distrair a criança que ficou inquieta com a agitação vindo do quarto de seu pai. Para tranquilizar a garota Dulce achou melhor sair com a mesma, escreveu um bilhete avisando e deixou sobre a mesinha de centro da sala, passada algumas horas recebeu uma mensagem de Christopher dizendo que já estava tudo bem e que as duas poderiam voltar para o apartamento.

- Oi. - Christopher disse assim que Dulce e Clara entraram no apartamento

- Papai você está bem? - Perguntou a doce menina se aproximando do pai sentado no sofá - Você quer um abraço?

- Eu quero - Christopher abriu os braços para receber o abraço apertado da menina, Dulce ainda parada ao lado da porta observava triste a cena, Uckermann estava bem abalado.

A ruiva ficou mais um pouco para ajudar Christopher a colocar Clara na cama, depois os dois conversaram um pouco, ele contava resumidamente tudo que a pouco descobrira. O pai de Clara estava extremamente triste, seu olhar o tempo todo cabisbaixo deixou Dulce aflita. Dulce sentiu-se também confusa por não estar feliz com o estado em que Uckermann estava, ela deveria estar gostando, na verdade deveria estar se deliciando, afinal, preparou-se para este momento, no entanto sentiu seu coração se entristecer junto com aquele homem que se arrastava deprimente pela casa.

Os dias se passaram, a rotina na casa de Uckermann seguiu a mesma com Dulce cuidando da pequena Clara, mas o comportamento de Christopher estava diferente, ele parecia estar cada vez mais triste também se perguntava quem enviou o tal gravador e porque essa pessoa fez isso, seria um dos amantes de Natalia? As poucas fotos da esposa que antes tinha pelo apartamento agora não existiam mais, o que gerou certo desconforto em Clara, mas Dulce a convenceu de que seria melhor ter fotos de sua mãe apenas em seu quarto.


Notas Finais


E aí, gostaram?


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