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História Minha esperança é meu vizinho - Imagine J-hope - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Hello My Loves! ❤

Annyon Haseyo?

Olha eu aqui depois de um tempão sem atualizar :)

Tô viva gente K

Peço desculpas por ficar tanto tempo longe, mas eu estava sem criatividade e completamente desanimada dessa fanfic. Desculpa mesmo gente.

Enfim, eu tô aqui atualizando pra vocês :)

O capítulo ta curto e simples, mas da pra matar a saudade neah kkk


Boa leitura meus mores ^^

P.S.: Galera eu não revisei o capítulo, então desculpa ai qualquer erro, ok? Okay.

Capítulo 25 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction Minha esperança é meu vizinho - Imagine J-hope - Capítulo 25 - Capítulo 24

— Mas que porra é essa?! Quem é você?

— Quem é você? — A garota indaga, dando ênfase na última palavra, fazendo com que eu me sentisse uma intrusa ali. 

— S/N? — Hoseok surgiu atrás de mim, apenas com uma toalha na cintura. Seus cabelos negros estavam completamente úmidos, fazendo com que a água em excesso escorresse por seu peitoral malhado, o que quase me fez esquecer da situação atual se não fosse a voz da garota de toalha chamando minha atenção.

— S/N? Ah! Então quer dizer que você é a margarida que está roubando o Hobi-Oppa de mim? — Ela sorriu de forma estranha, abraçando Hoseok pela cintura, o que fez meu sangue ferver.

— O quê? Como assim “seu“ Hobi-Oppa? — Franzi as sobrancelhas automaticamente, sentindo minha garganta embargada. — Quer saber, esquece. Não precisa falar nada, já entendi tudo. — Eu disse rapidamente antes de me virar sobre os calcanhares, dando as costas aos dois enquanto já sentia meus olhos arderem, e em passos pesados eu caminhei pelo corredorzinho querendo sumir dali.

— S/N! — Ouvi a voz de Hoseok, porém não parei de caminhar. — Amor, espera! Deixa eu te explicar, por favor! — Ele gritou vindo atrás de mim quando eu cheguei até a porta da frente.

— Explicar o quê? — Eu me virei bruscamente para ele, sentindo a primeira lágrima escorrer. — Não tem que me explicar nada, Hoseok. Nem precisa. — Abri a porta e sai pela mesma, a fechando em seguida.

Meu peito doía. As lágrimas saíam sem permissão, e o vento gelado batia contra elas, apenas intensificando o sentimento amargo que eu sentia. Eu andava em passos apressados, sem rumo pela rua com pouca iluminação, com os pensamentos nublados.

De todas as coisas que eu imaginei poderem fazer com que Jung Hoseok me machucasse, essa foi a mais dolorida. E eu estava cega, tanto mentalmente quanto sentimentalmente. Não pensava direito, apenas em como aquela sensação doía.

Senti um aperto em meu braço esquerdo e em reflexo me afastei de forma brusca, olhando para trás e vendo Hoseok ofegante e exatamente como ele estava em sua casa, ele veio atrás de mim. Apenas de toalha.

— O que você está fazendo aqui? E desse jeito? Você tá louco? — Indaguei, o olhando de cima à baixo, horrorizada com a sua coragem e estupidez por sair daquela maneira no vento gelado, no meio da rua.

— Sem tempo pra colocar roupas. Se eu fosse colocar alguma coisa não iria conseguir te achar, e você não abriria a porta pra mim se eu fosse na sua casa. — Ele disse, recuperando o fôlego. — Agora deixa eu te explicar o que você viu lá em casa, por favor.

— Já disse, não precisa me explicar nada. — Disse rispidamente, olhando para qualquer canto, onde não teria Jung Hoseok em minha visão.

— Preciso, e como preciso. Eu nunca te trairia, e muito menos com ela. Você está entendendo tudo errado, amor. — Senti sua presença mais próxima a mim, e tentei ao máximo não permitir minhas pernas fraquejarem.

— Então me diz, Hoseok. Me diz, quem é aquela garota de toalha no seu quarto e o que ela estava fazendo ali? Quer que eu pense o que, hein? — Disse, finalmente olhando em seus olhos.

Hoseok suspirou e riu soprado antes de dizer: — Amor, eu acabei de te dizer, e vou repetir: eu jamais te trairia, e muito menos com aquela garota. Eu posso ser meio pervertido às vezes, mas não ao ponto de cometer um incesto. Não sou fã dessas coisas.

E então eu ergui minhas sobrancelhas, não compreendendo mais nada.

Estava literalmente em ERROR 404.

— O quê? Incesto?

— Sim. Incesto. Aquela garota de toalha no meu quarto é minha prima, amor. Ela só estava ali no meu quarto de toalha porque eu deixei ela tomar banho no meu banheiro. O banheiro de hóspedes está sem água quente. — Ele disse, com um sorriso doce nos lábios, enquanto eu estava com os meus lábios frios entreabertos, sentindo um aperto no peito e a culpa gelar dentro de mim.

Meu rosto tornou a ser molhado por minhas lágrimas, enquanto eu alternava meu olhar entre suas orbes castanhas. Ele sorriu ainda mais, de uma forma que me fez soluçar em meio ao choro, e logo senti meu corpo ser aconchegado pelo seu. Seus lábios selaram minha testa e seus braços me envolveram, me fazendo repousar a cabeça em seu ombro, soluçando mais algumas vezes, fechando os olhos fortemente antes de retribuir seu abraço de forma desesperada.

 — Desculpa… Desculpa, desculpa, desculpa… — Eu o apertei ainda mais, chegando a cravar minhas unhas em suas costas, com medo de que ele saísse dali. Ele apenas riu baixo, acariciando os cabelos de minha nuca com uma das mãos.

— Tá tudo bem. Foi só um mal entendido. — Ele disse, calmo e compreensivo.

— Meu Deus, você deve estar tão chateado comigo… Me perdoa, eu não fazia ideia, eu- — Fui interrompida por seus lábios gélidos selando os meus sutilmente. Ele repetiu o gesto mais algumas vezes antes de invadir minha boca com sua língua, me deixando mole em seus braços, impossibilitada de recusar seu carinho.

Terminamos o beijo calmamente, em meio a um suspiro da minha parte. Ele encostou sua testa na minha e eu suspirei novamente antes de me afastar minimamente. Senti seu dedão acariciar minha bochecha vagarosamente.

— Vamos pra casa, antes que você fique doente. Está muito frio aqui fora. — Ele disse, me soltando finalmente, e eu pude ver os músculos de seus braços tremerem e sua pele arrepiada pelo vento.

— E muito mais fácil você ficar doente. O largado e pelado aqui é você. — Eu limpei minhas lágrimas geladas e tirei meu sobretudo, rindo de suas bochechas coradas enquanto ele abraçava seu próprio corpo. — Toma, coloca antes que alguém chame a polícia achando que você é um pervertido. 

— Obrigado. — Hoseok riu, colocando a peça de roupa, que ficou levemente apertada. — Vem, vamos. — Ele disse, abraçando meus ombros. E ficamos assim até chegarmos em sua casa, onde ao entrarmos encontramos sua mãe e sua prima sentadas no sofá com expressões preocupadas. — Chegamos.

Quando meu olhar se encontrou com o da garota desconhecida, senti minhas bochechas corarem de imediato. Me senti culpada, com certeza teria deixado a garota ofendida pelo meu jeito impulsivo de julgar as coisas sem uma explicação clara.

— Uhm… Eu… — Pigarreei, ainda meio constrangida. Suspirei pesadamente antes de continuar: — Eu queria te pedir desculpas. Não queria arranjar essa confusão toda… Desculpa por julgar a situação daquele jeito. — Disse, brincando com meus dedos.

Ouvi sua risada baixa e a olhei ainda receosa, vendo um sorriso em seus lábios. — Não precisa pedir desculpas, SN. Mal entendidos acontecem, e olha, eu faria o mesmo que você.

— Faria pior, até. Você é louca, Sooyeon. — Hoseok me abraçou por trás, beijando uma de minhas bochechas desajeitadamente. Eu ri ao ter minha cintura abraçada por seus braços cobertos por meu sobretudo.

— Cala a boca e vai colocar uma roupa Hobi. — Ela disse ajeitando seus cabelos tingidos de rosa.

— Que bom que tudo se resolveu, não é mesmo? — Sr.ª Jung se pronunciou sorrindo e se levantando. — Eu queria muito continuar aqui com vocês mas estou morta de cansada. Já vou me deitar. Se comportem crianças. — Ela sorriu ainda mais e saiu dali, indo para seu quarto.

— Bom… Eu e Hobi estamos indo jantar fora Sooyeon. Quer ir com a gente? — A chamei.

— Eu adoraria sair com vocês mas combinei de jogar Overwatch com um amigo. Deixa pra próxima. — Ela sorriu docemente, e eu acenti, retribuindo o sorriso.

Depois de conversarmos mais uns minutos com Sooyeon, eu e Hoseok fomos para o seu quarto. Ele me devolveu meu sobretudo e se vestiu adequadamente para podermos ir ao restaurante. Estava lindo como sempre.

Nos despedimos de sua prima rapidamente e saímos de casa. Hoseok abriu a porta do carro para mim, e eu agradeci, logo colocando o cinto. Após ligar o aquecedor, o moreno selou meus lábios incontáveis vezes antes de finalmente colocar seu cinto e partirmos para o nosso destino.

Não demoramos muito para chegar ao restaurante, e eu estava ansiosa para saber qual o tipo de comida era servida ali, mas Hoseok fez questão de me deixar mais curiosa ainda, tampando meus olhos com as mãos até chegarmos à entrada do estabelecimento.

— Pronta? — Ele perguntou divertido, só aumentando minhas expectativas.

— Mais que pronta. Vai logo Hoseok, deixa eu ver! — Disse, dando alguns pulinhos ansiosos, logo ouvindo sua risada gostosa antes de sentir suas mãos se afastarem de meu rosto. 

Abri meus olhos vagarosamente e olhei a fachada do restaurante, onde haviam letras grandes e brilhantes, escrito “TABOM, BRAZIL”.

— Comida Brasileira? Sério? — Indaguei animada.

— A melhor de Seul. — Ele sorriu, mostrando seus dentes alvos. 

— Ai meu Deus, Hobi eu não acredito que você realmente fez isso! — Eu disse eufórica, não contendo um sorriso enorme antes de o abraçar fortemente.

— A-amor, v-você está me d-deixando sem ar… — Ele disse enquanto retribuía o abraço, meio contido por não estar respirando direito. 

— Oh, desculpa. — Eu ri o apertando um pouco, mas logo o soltei, beijando sua bochecha. — Obrigada Hobi, amei a surpresa. 

— Vamos. Estou morrendo de fome. — Ele entrelaçou nossos dedos e caminhamos até a recepção. 

Uma moça com um sorriso gentil nos atendeu e confirmou as reservas, e em seguida um dos garçons nos guiou até a mesa que Hoseok escolheu. Uma mesa no andar de cima, onde tínhamos a vista linda da cidade movimentada à noite.

— E então, o que vão querer? — O garçom perguntou em português, já com sua comanda em mãos para anotar os pedidos. Hoseok olhou para mim com os olhos levemente arregalados, não sabendo o que responder, o que fez o garçom rir juntamente comigo.

— Ele não fala português, desculpe. — Eu disse ainda rindo.

— Oh sim, desculpe. É um costume já que a maior parte da clientela são brasileiros. Até me esqueci de perguntar em inglês.

— Tudo bem. Uhm, e então Hobi, o que vai querer? — Me dirigi a Hoseok em coreano para que ele entendesse. — Já escolheu alguma coisa? — Perguntei, o vendo fechar o cardápio e sorrir para mim antes de responder.

— Vou querer o mesmo que você.

— Uh, ok. Bom, traga dois estrogonofes com arroz branco e batata palha, por favor. — Optei por algo tradicional e gostoso. Algo que me trazia lembranças boas do Brasil.

— O tradicional é sempre bom, não é mesmo? — O garçom sorriu, anotando os pedidos. — E o que gostariam de beber? Água, suco, vinho...?

— Nos traga um vinho tinto, por favor.

— Claro. Um instante, por favor. — Ele disse, guardando a comanda.

— Ok, obrigada. — Eu sorri agradecida, ele retribuiu o sorriso e saiu.

— Whoa, é tão fascinante ver vocês brasileiros conversando. Tão diferente. — Ele descansou seu queixo sobre as costas de sua mão, me olhando com um sorriso lindo.

— Acredite, nós pensamos o mesmo sobre vocês. Eu curto muito a língua coreana, por isso não pensei duas vezes antes de fazer um curso dessa língua.

— Eu te amo — Ele disse repentinamente, segurando uma de minhas mãos em cima da mesa, acariciando a palma com o dedão.

Eu sou realmente muito boiolinha por esse garoto.

— Eu te amo mais.

— Eu te amo muito mais. — Seu sorriso de coração se fez presente, muito mais radiante do que o normal. Hoseok estava diferente naquela noite. Parecia muito mais apaixonado e aquilo aqueceu meu coração de tal maneira que não resisti. Me levantei da cadeira e sem sair do lugar, me inclinei sobre a mesa e juntei meus lábios aos seus. Um gesto singelo, mas muito significativo pra mim.

Me sentei novamente, sorrindo radiante. Conversamos por mais alguns minutos, e logo vimos o garçom voltar à nossa mesa com uma garrafa de vinho tinto e duas taças, nos servindo em seguida. Bebericamos um pouco do vinho enquanto trocávamos elogios e demonstrações de amor, esperando nossos pratos.

Não muito tempo depois os pratos chegaram. A aparência e o cheiro estavam perfeitos, e eu fiz questão de deixar Hoseok comer primeiro para ver sua reação, esta que foi a coisa mais fofa que poderia ter visto. Após dar a primeira garfada eu vi seus olhos brilharem e ouvi um murmúrio de satisfação da sua parte. Parecia uma criança comendo do seu doce preferido.

E eu comi como se não houvesse amanhã. A cada garfada eu me lembrava do meu país, da minha cidade, da minha família. Lembrava da infância complicada que tive na escola e em como eu me sentia melhor quando minha mãe cozinhava esse prato pra mim. Tão simples mas tão marcante. É até estúpido pensar em coisas assim apenas por comer algo que comi muito na infância em tempos turbulentos, mas às vezes é bom ser estúpido.

Hoseok e eu conversamos sobre tantos assuntos que em certo momento nós apenas conseguimos ficar no silêncio, trocando olhares bobos.

— Whoa. Eu estou satisfeito, porém nem tanto. Falta alguma coisa sabe… Tipo uma sobremesa. O que acha, uh? — Ele mordeu seu lábio inferior, sorrindo divertido.

— Acho ótimo. — Imitei seu gesto, rindo em seguida.

Chamamos o garçom novamente e pedimos dois milkshakes no capricho. Novamente voltamos a conversar, tiramos até fotos, algo que eu realmente não sou fã de fazer, mas naquela noite eu estava afim de agradá-lo. Afim de vê-lo sorrir.

— Nossa, eu adoro sobremesas. Eu sei que posso virar uma balofinha mas eu não consigo parar de gostar tanto de açúcar. — Eu disse descontraída enquanto o moreno me olhava sorrindo. Parecia fascinado.

— Sabe o que eu adoro? 

— Não faço ideia. — Eu sorri, pendendo a cabeça para o lado, toda apaixonada.

— Você. Eu adoro você. — Ele pegou minha mão mais uma vez naquela noite, e eu observei sua mão levar a minha próximo a sua boca, e ele depositou vários beijinhos ali. — Você é tudo pra mim. Melhor amiga, companheira, confidente… Meu tudo. Tudo o que eu quero. Tudo o que eu preciso. Desde sempre eu soube disso, nunca duvidei de meus sentimentos por você e eu tenho visto que meus sentimentos têm aumentado a cada dia mais. Todos os dias um novo pedaço de mim se torna mais apaixonado por você, e eu acho até que posso acabar explodindo de tanto amor. A gente começou isso tudo tão rápido que é até difícil de acreditar que realmente existe amor, mas só nós sabemos que é muito amor envolvido nisso aqui. — Hoseok suspirou, parecendo criar coragem para algo. — Eu… Eu quero dar um passo nessa relação. Como eu disse, foi tudo muito rápido, mas eu quero assumir algo a mais contigo. Te quero pra mim, e só pra mim.

Hoseok se levantou e olhou para o lado, onde o garçom já estava com nossas sobremesas. O garçom deixou o prato grande sobre a mesa, e eu me surpreendi ao ver o que se encontrava ali.

O prato estava completamente decorado com morangos em formato de coração, glitter comestível por todo lado e algo que realmente me tirou o fôlego.

A frase “Quer namorar comigo?” escrita em português com chocolate derretido sobre o prato.

Olhei rapidamente para Hoseok e fiquei com meu queixo pesando uma tonelada. Ele segurava uma caixinha vermelha com duas alianças dentro e logo cobri minha boca aberta com uma das mãos completamente chocada. Ele me direcionou o sorriso mais lindo e delicado do mundo antes de me perguntar:

 

— E então anjo, quer namorar comigo?



 

Continua...

 


Notas Finais


Olá :)

Pra quem quiser saber, essa é a prima do Hobi:
https://vignette.wikia.nocookie.net/produce-101/images/8/8a/Hwang_Sooyeon_Insta_Profile_Update.jpg/revision/latest?cb=20181207195007

Então galeris, é como eu disse, ta curtinho e simples, mas eu vou falar pra vocês...

Tô muito boiolinha por esse casal 😞✊🏼

Gente foi isso. Eu não sei quando eu volto, mas eu volto.

Lavem bem as mãozinhas e passem álcool gel sempre. Se cuidem, tá bom?

Amo vocês, até o próximo capítulo.
Kisses da Liih ❤


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