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História Minha fã predileta - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Não tenho mt oq falar só leiam ksks
Bem, esse cap ia ser muito maior doq o pretendido mas eu gostei tanto de uma cena dele q decidi acabar ali
(As minhas desculpas de demorar escrever se esgotaram, simplesmente e complicado para mim...)

Capítulo 6 - Capítulo 6 - Eleutheronamia


 

Olá meus queridos, faz um tempo.

Lembram-se que eu avisei sobre acontecimentos que seriam confusos mas logo tudo ficaria mais claro? Cá estamos em uma dessas situações. Contando um pequeno spoiler, fico chateada porque teremos a ausência de fantasmas que tanto amamos (e desejamos) e eu sei como gostariam de ter só mais um pouquinho da presença deles, e de importância que Nathaly e Ben tenham esse tempo sozinhos para o futuro da história, mas logo logo os fantasmas irão retornar.

Sei que não descrevi Nathaly com tanta precisão quanto os fantasmas, pois bem.

Existem dois tipos de memória visual: um em que recriamos com a máxima perícia uma imagem no laboratório da nossa mente, mantendo os olhos bem abertos (e aqui vemos nossos queridos em termos bem gerais, como: ''altos esqueléticos'', ''cabelos longos'', ''olhos intensos''); e outro em que evocamos instantaneamente, de olhos cerrados, no forro escuro das pálpebras, a réplica objetiva e opticamente fiel de um rosto amado, um pequeno fantasma em cores naturais.

Uma jovem de esmalte desbotado, olheiras fundas e mãos de fada.

E é assim que vejo Nathaly.

 

Imagem se abre em um céu nublado seguido de um flash de trovão e cai até uma jovem de moletom cinza e capuz, sinta-se confortável de se inserir no cenário ouvindo uma daquelas músicas com chuva de fundo.

Dificilmente Nathaly se deparou em uma situação que exigia mais do seu corpo e atenção e no momento essa era extremamente importante, tomou refrigerante e remédios e seguia com passos rápidos até o lugar que lhe foi mandado. Era uma coisa simples e que depois tudo ia ficar complicado e arriscado mas ia dar certo.

Tinha que dar certo.

Conforme prosseguia, chutava pedrinhas no caminho e cantava mentalmente músicas aleatórias recriando-as do jeito que podia já que estava sem celular, tudo que ela tinha que fazer e ir até o banco mais próximo e tirar o dinheiro pedido e voltar para casa, Nathaly se sentia feliz da sua casa estar em um bairro que não é longe da área de comércio da cidade como lojas, mercados etc...

 

Era engraçado como pensar no futuro parece ser tão fixo, ter um apartamento, terminar a faculdade ou tentar o suicídio. Mas agora tudo parecia tão embaçado, como se fosse mentira, ou um desejo adolescente qualquer. Cara, tem um grupo de Fantasma da Ópera na minha casa dependendo da minha ajuda e atuação, para que tanto eles e eu tenhamos um futuro bom, e isso não faz sentido nenhum! E se tudo der errado eu já tinha todas as merdas na cabeça, mas se der certo... Como isso funciona? Todos nós vamos tomar chá de manhã e viver no mesmo teto como família? Besteira.

A visão na minha frente ficou perdida se tornando a sala do escritório, aquele maldito quadro ali! Era tudo uma mentira, assim como esses fantasmas. Não tinha como as coisas simplesmente melhorarem, um novo quadro vai ser feito e o ciclo se repete, e eu sou esquecida de novo. Para completar todo meu azar, uma chuva chata começou a cair e as pessoas abrindo seus guarda-chuvas, bem, eu não levei um e também não era uma boa ideia levar, e importante que as câmeras gravem o meu rosto.

Me sinto miserável.

Essa história nem começou direito e tudo é tão cansativo. Eu me assustei com o trovão alto que explodiu no céu parando de andar, e gritei quando um carro passou por cima da água molhando minha calça e casaco. Filho da puta! Tirei capuz apertando passo, quanto mais rápido isso for feito, melhor. Quando cheguei no banco coloquei a senha do cartão e peguei ate o limite permitia, não era muito, mas era o que advogado pediu. Antes de voltar para casa eu dei uma boa olhada em volta do banco deixando as câmeras pegarem meu rosto, tirei cabelo molhado da frente e coloquei capuz de volta saindo de cabeça baixa.

Foi muito rápido.

Não, não foi, foi o bastante para ter me filmado.

E se for aquelas câmeras de corte?

Que. Não, não são, deu tudo certo.

Fiz o caminho contrário agora, doida para voltar pra casa, mesmo que a situação vai piorar na minha casa. E nessa voltinha minha eu consegui colocar tudo para fora, com o mundo caindo embaixo de mim eu chorei como se não houvesse amanha tremendo de frio, era como se tivesse uma nuvem negra em cima de mim e cada gota de chuva cortasse.

Deus está na chuva.

Quando cheguei na frente da porta de casa eu não tive tanta certeza se queria entrar, mesmo assim, sem muito controle girei a maçaneta sentindo arrepio com o choque de temperatura, suspirei tirando os sapatos e fui ate a sala ensopada dos pés a cabeça. E melhor que nenhum desses idiotas perguntem da minha cara de choro. Notei que a casa parecia diferente, mais limpa.

— Depois de tudo feito liguem pra esse número... — A voz do advogado foi morrendo quando ele me viu, por que ta todo mundo olhando para mim? Antes que ele fale alguma gracinha, eu entreguei o cartão é dinheiro protegidos no bolso do casaco, e... Mais o menos né. Cada fantasma ali com uma mochila com suas coisas exceto Ben.

Me assustei com advogado batendo palma. — Bem, tudo resolvido! — Guardou dinheiro que eu trouxe no bolso e tirou um cartão de crédito da sua carteira, eu não entendi. Fiz tudo isso atoa?

— A policia vai querer saber onde foi parar esse dinheiro princesa, por isso estou dando um dos meus cartões.

— Você confia neles com isso?

— Eu sei que serei bem pago no final disso tudo, e se não for, tenho meus contatos. — Sorriu misterioso, cara esquisito. Ben revirou os olhos se sentando no sofá, ele não dormiu pela cara dele.

Quando os fantasmas se mexeram para sair... — Ah! Mais uma coisa, e melhor vocês não ficarem zanzando pela cidade com essas máscaras, sim? — Sussurraram entre si e Charles veio na minha direção, tímido e educado segurou uma das minhas mãos.

— Vai dar tudo certo no final.

— Engraçado, agora que vocês chegaram tem que ir embora. — Não sei como me sentir sobre isso além de sei lá... Pena? Não queria me despedir deles tão rápido.

— Logo estaremos de volta, vai ser como se nunca saíssemos. — Com todos os pensamentos negativos que eu tenho, ainda sou um ser humano com empatia. Ele teve tão pouquinho toque físico e levei em consideração me aproximando devagar, tremendo, passei os braços em volta da cintura dele e deitei a cabeça no seu peito respirando lentamente. Faz tanto tempo que eu abracei alguém, mas ainda era uma sensação boa. Engolindo seco senti as mãos dele dando tapinhas nas minhas costas e tocando meu cabelo ligeiramente.

Obrigada por não me negar.

Apertei um pouco ele ali amando a sensação do peso dele e soltei como um balão de ar, me afastando, olhei para os outros fantasmas, eu abraço eles também? Melhor não. Já chega de interação social por hoje... Dei um sorriso amarelo para eles.

— Até Nathaly. — Freddy balançou a cabeça o chapéu preto sumindo com seus olhos, mas não deixei de reparar num sorrisinho cínico, olhei por uma última vez todos eles, Gerry, Charles, Freddy, Erik e Julian.

Eu não ia achar ruim ficar tomando chá de manhã com eles.

Quando a porta se fechou eu entrei num transe de segundos pensando que tudo foi um sonho e quem sairia dali é o meu tio voltando de uma de suas viagens, uma sensação fantasma que me fez ficar ali só olhando. Até a maçaneta da porta girar.

Puta merda.

E quem entrou foi um cara de preto, luvas e carecão com uma mala em mãos. Eu pensei que... Eu tenho que parar de tomar leite com manga. Pensei em perguntar quem era ele mas só observei ele perguntar qual quarto era e ele é Ben sumirem subindo as escadas e eu fiquei sozinha com o advogado.

— Então, Lo-lee-ta. — Ele bateu a língua nos dentes com um brilho de piada que só ele entendeu. O que foi agora? — Vai tomar um banho, colocar o seu melhor vestido e cara de funeral que tem. — O tom suave que ele disse fez a sugestão parecer maior, e de qualquer forma, eu tenho que fazer isso.

— Quando eu sair você vai ter ido embora né?

— Sim, mas só vou quando o carinha terminar serviço dele. — Ele não era um cara mau, meio babaca, mas quem nesse mundo não é. Caminhei subindo alguns degraus ouvindo a voz dele de fundo.

— Cuidado onde pisa, pode acabar vendo o que não quer. — Sorri amarelo mas ai algo clicou na minha cabeça. Me virei no alto da escada percebendo o quão quieto na verdade ele era, olhando para os sapatos e tirando celular do bolso algumas vezes, parecia solitário.

— Por que acreditou em nós? — Pensou um pouco e cerrou os olhos sorrindo, percebendo algo que só ele entendeu.

— Sinceramente não sei, só parecia idiotice não acreditar, e olha que eu procurei fotos desses caras mais do que fotos pelada da Sherilyn Fenn quando era jovem. — Por que eu fui perguntar? Eca. Essa visão vai me assombrar agora! Por que eu to rindo dessa merda? Me virei balançando os ombros agoniada, tudo bem que ela é gostosa mas eu não quero imaginar esse cara esquisito fazendo... Chega. Não quero falar sobre isso, meu deus.

Tomar banho foi estranho, parecia que quanto mais sabão eu passava mais a sensação de sujeira crescia, tentei evitar esfregar tanto para não deixar a pele vermelha, tive paciência com meu cabelo até passando creme nele. Coloquei um top de mangas, ele tinha uma estampa da Lana Del Rey, uma calça moletom azul-escuro e um casaco de lã preto que ia ate o joelho, penteei e passei secador no cabelo separando-o e fazendo duas tranças de cada lado demorando mais que o normal, faz anos que eu não tranço o cabelo.

Aquela parte das câmeras, se você não entendeu, esse advogado ai conhece uns hackers sinistros que por um preço simplesmente trocaram a data das gravações, ou seja, o que eu fiz a duas horas atrás, vai ser mostrado que eu fiz a dois dias atrás. E aquele dia que eu sai com o Sand vai ser como se nunca tivesse existido.

Quando sai do quarto nem virei o rosto para o final do corredor descendo as escadas e indo para sala dando de cara com um Ben ansioso e... Com as mãos tremendo. Parece que eu não sou a única surtando. Ele mudou de roupas para um terno azul escuro parecendo um britânico que prefere perfume do que banho, mas tenho que admitir que ele ficou muito charmoso… Nas mãos dele tinha uns documentos e cartões que ele guardava cuidadosamente em uma carteira preta bonita. Como deve ser a foto de identidade dele? Andei ate o sofá me jogando nele próxima de Ben.

Deve ser feia como a de todo mundo.

Mas ele não é todo mundo.

— Ben, me mostra sua foto de...

— Não! - Latiu, dando um tapa na minha mão, recolhi a mesma assustada. O que eu fiz de errado? Pisquei olhando para ele que por um instante parecia me querer pedir desculpa mas só bufou e voltou para o que fazia com mais pressa.

Ah! Mais uma coisa, e melhor vocês não ficarem zanzando pela cidade com essas máscaras, sim?

Ai, que merda... Ele ainda tá de máscara.

Ficou um silêncio chato em que ele terminou o que fazia guardando no bolso de trás, e batendo a perna no chão num tique nervoso, nunca vi ele assim. Eles sempre são tão, sei lá, cinematográficos ou dramáticos e agora é tão real. Hora da palhaçada acabar que quem surta nessa casa sou eu.

— Olha, eu não queria broxar o seu momento, mas eu já vi o rosto de todos vocês. — Tirando a cara de nojo que ele fez no inicio, deu uma perspectiva diferente para ele, no dia que eu mostrei o filme deles, trechos pelo menos, eles não notaram minha falta de reação com o rosto deles por estarem chocados. Ele não disse nada, só ficou ali me olhando piscando. Sentei mais perto dele com frio na barriga.

— Eu nunca disse isso, mas eu gosto do musical de vocês, muito mesmo. Eu conheço até o nome de vários atores de musical diferente, e memorizei a data dos filmes de vocês, além dos outros que existem. Se você quiser, a gente pode estabelecer uma relação só de olhar, e não observar. — Ele se encolheu estreitando os olhos.

— O que quer dizer?

— Que apesar da gente socializar e tudo mais, vai ser como quando você vê alguém sem braço na rua, você sabe que aquela pessoa perdeu o braço mas não se importa o bastante para continuar olhando, pelo menos eu sou assim... E observar e fazer com que signifique algo, seja importante, e como não e... — Dei ombros mexendo nos meus dedos ajeitando o laço da calça.

— Olha, eu preciso de você para isso dar certo, e você precisa de mim. Então, por favor. — Aquilo parece feito ele pensar um pouco e suspirar concordando, não deixei de sorrir vitoriosa, não era tão díficil conversar com ele. Espera... E se... Ah!

— Vem comigo! — Eu levei ele para o meu quarto, essa frase ficou suspeita mas vai fazer sentido, ele se deixou levar não ligando para minha mão no seu pulso.

— Tira a máscara. — Mandei, por um tempinho eu tive controle de tudo que fazia, sem ansiedade ou insegurança, isso era a única coisa que eu sabia fazer bem e poderia ajudar um pouco. Eu fingi estar distraída enquanto ele se sentou na beirada da cama, engraçado, eu consegui arrastar um homem gostoso desses para minha cama com as intenções mais puras do mundo.

Enchi a mão com o vidrinho de base, pó e os pinceis e quando me virei de frente para ele foi... Estranho, no mínimo. Ben ficou ali congelado, encolhido com um olhar que eu conhecia bem até demais. Ele ofegou piscando com as mãos no colo, me sentei ao lado dele pertinho colocando as coisas no colo.

— Escute, eu não vou sair gritando ou fazer cara de nojo para algo tão bobo igual seu rosto, eu realmente não me importo e garanto que já vi coisa pior na internet.— Suspirou tirando o pé debaixo da perna colocando por cima recuperando a postura ereta de sempre.

— Está bem. — Levou a mão ao rosto lentamente, e na expectativa me veio uma imagem mental do que seria e quando a máscara foi deixada de lado na cama eu me lembrei de continuar respirando normalmente e não exibir nenhuma reação desagradável. Naturalmente eu sou a pessoa que se familiariza por rostos peculiares, eu gosto do estranho por ser chamativo e também não seguir o padrão, e bem… A primeira coisa que chama atenção nas pessoas e a simetria, um corte bem feito, delineado certo, roupa combinando… Mas eu gosto dos detalhes escondidos, de um olho ligeiramente maior que o outro, uma cicatriz com história ou de vários fantasmas com rostos tão interessantes que eu poderia admirar por horas.

Eu não deixo de ter meus próprios padrões simétricos, mas Ben, ele era um deleite aos olhos e nem sabia disso, uma mistura da perfeição e imperfeição. Eu poderia usar uma longa lista descrevendo nos mínimos detalhes como o rosto dele é mas todos nós já sabemos como é. Mas não vou deixar vocês morrendo de curiosidade e vou apontar algumas coisinhas que eu reparei, por exemplo, no lado descoberto do rosto ele não é meticuloso na colocação da sua peruca tendo alguns pontinhos da renda de fora, ele tem também uma linha vermelha parecendo uma cicatriz que começava do olho e o final dela pousava no lóbulo da orelha que eu achei uma gracinha. Alguns vazios e montanhas de pele que iam de um lado para o outro e outras cicatrizes que entravam debaixo da peruca escondendo a abertura que expunha o crânio.

Pisquei quando ele me tirou daquela estranha hipnose pigarregando, abri o vidrinho de base colocando no pincel e estiquei a mão, ele se afastou na mesma hora me assustando quase borrando a camisa branca, hesitando ele se inclinou devagar abaixando um pouco a cabeça e eu sorri sem mostrar os dentes, eu disse que não seria especial ver o rosto dele mas eu menti. Eu senti pena de Ben e eu não queria porque odeio isso, mas não deu… E ao mesmo tempo eu queria continuar ali quietinha tocando nele dando mini sustos e tentando deixar seu rosto mais parecido possível com outro lado, e também ajeitei a peruca e claro.

— Acabei. — Não era perfeito mas eu fiquei boba com resultado. Ele se levantou abruptamente e a cama mudou de peso me assustando me segurando no colchão, Ben levantou a mão no ar com intenção de me segurar mas eu já havia me afirmado ali, se arrastou para frente do espelho e parou na mesma hora como se uma energia tivesse puxado ele, eu não podia ver sua expressão estando de costas para mim.

— Eu… Tentei o meu melhor, se não gostou pode tirar...

— Fique quieta. - Me cortou, e ficou parado ali, respirou fundo criando coragem dando três passos e virando o corpo de frente para o espelho. Eu me mordia de nervoso querendo saber o que ele achou. Comecei a juntar minhas coisas indo até ele colocando na mesinha, tentando ver o reflexo só com cantinho do olho. Me inclinei para frente na penteadeira e o meu corpo roçou com o dele e foi nessa hora que eu congelei.

Era uma sensação nova, ele já tinha me tocado e mesmo assim, senti meu corpo todo se arrepiando é no automático, criei coragem e fiquei de pé, o corpo todo dele agora estava colado no meu e eu tive que olhar no reflexo. Ben me encarava com intensidade com a boca semiaberta e me senti enfeitiçada, meus sentidos se aguçaram é o cheiro do perfume dele me deixou tonta. Eu suspirei com a ponta dos dedos dele flutuaram sobre a minha cintura, sem certeza do que fazia. Senti um som tentando escapar da garganta com a mão grande pousando no meu quadril acariciando com polegar, não conseguia tirar os olhos do espelho, muito menos ele. Quando me mexi inconscientemente buscando mais atrito Ben piscou e se afastou.

Eu soltei todo ar que segurava, Ben se virou batendo as mãos na calça e puxando o paletó e o feitiço se foi… Era como se faltasse algo.

O que foi isso?

— Está perfeito. — A voz dele soou abafada e distante, antes que eu possa falar alguma coisa ele se foi. Eu fiquei ali sem entender, com uma latência e angústia no coração.

Eleutheromania

O intenso e irresistível desejo por liberdade. 


Notas Finais


Referência de Lolita:

Existem dois tipos de memória visual: um em que recriamos com a máxima perícia uma imagem no laboratório da nossa mente, mantendo os olhos bem abertos (e nessa altura eu via Anabela em termos tão gerais como: pele cor de mel", braços magros, cabelo castanho e curto", pestanas compridas,, boca grande e luminosa); outra, em que evocamos instantaneamente, com os olhos de olhos cerrados, no forro escuro das pálpebras, a réplica objetiva e opticamente fiel de um rosto amado, um pequeno fantasma em cores naturais. (e é assim que vejo Lolita).

Mais uma vez eu mudei uns negocinho no capítulo anterior mas nem precisa ler, detalhe é que no final Ben chama Nathaly de Lolita (eu falei apelido dela mas ninguém usou KK)


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