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História Minha fã predileta - Capítulo 7


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Notas do Autor


E vamos de 4 meses escrevendo capítulo....
Como ta a quarentena de vocês? complicado hein bixo
Eu prometo não demorar tanto no cap 8 kdsahsd e dessa vez vou cumprir a promessa (ou pelo menos 4 meses)

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Lagom


Quando a polícia chegou, Ben e eu compartilhávamos do mesmo sentimento vazio. Uma cacofonia de sons explodindo em vozes, passos, portas abrindo e fechando. Ben respondia os adultos de uniforme enquanto eu, só ouvia as palavras; Revistar, documentação e depoimento.

No início veio uma viatura, as luzes azul e vermelho se mesclando na claridade, que entrava no chão da sala, a pedido de Ben, o som irritante da sirene não tocava. Percebi a movimentação dos vizinhos através da fresta da janela conforme meus dedos seguiam as gotículas de chuva que caiam. Eles entraram em silêncio e eu só virei a cabeça quando a voz de Ben soou imponente e controlada, como tudo que ele era.

Ben disse seu ‘’sobrenome’’ Um deles fez uma cara surpresa quase cômica, se a situação não fosse trágica... Tirando seu celular do bolso, virando-o de costa, não pude evitar o suspiro que saiu de mim com a logo estampada ali, quase como uma cruel ironia.

‘Miller’

Quando o celular sumiu de vista colocado no mesmo lugar de antes, eu cruzei as mãos brincando com a manga do casaco. No ponto em que a claridade terminava, com o final da sombra do vidro, o tapete antigo da mamãe brilhava como se fosse novo e me pego imaginando a sensação de arranhar os dedos até que a unha quebre. Fechei os olhos repassando o dia e que não era hora para isso. Me virei voltando a prestar atenção na conversa.

Conforme a conversa deles se seguia, típica cena de Polícia 24 horas, só que sem a câmera ou alguém jogando uma cadeira em cima de um drogado. Cerrei os olhos engolindo qualquer senso de vergonha que habita no meu ser, me levantei e caminhei até Ben enlaçando os braços na cintura dele, me enterrando na sensação de proteção daquele corpo específico. Honestamente, quanto mais vulnerável eu me sentisse, melhor. Na mesma hora, Ben se contraiu e seus ombros encolheram ligeiramente, mas, sem perder a fala ele pousou a mão no meu ombro e ficamos assim, parecidos como estatuas de rua esperando por migalhas.

Só agora eu me lembrei do fato que Ben estava sem máscara, junto a maquiagem que eu fiz nele, eu nem reparei na reação deles… Bem, agora já foi.

— Que horas o senhor chegou aqui? — Perguntou um policial alto e careca. Nosso abraço não passou despercebido por eles, o mesmo policial que mostrou o celular tinha um bloco de notas em mãos anotando informações, na verdade, eu não sabia o que ele escrevia porque ele estava de frente pra mim, ou seja, só supondo. Com tranquilidade, Ben mexeu o pulso olhando pro relógio ficando em silêncio refletindo, eu olhava para ele de cantinho de olho com a cabeça deitada embaixo do seu braço.

Ele ainda está usando o relógio.

Pigarreou e disse: — Por volta das seis, eu embarquei aqui, as sete peguei minhas malas e chamei um táxi, houve um acidente na estrada então me atrasei. Cheguei aqui as nove, dez, por ai.

— Por que não nós chamou antes?

— Porque eu tive que acalmar Nathaly primeiro. — O mais baixo deles soltou ar pelo nariz, o que me incomodou.

— Certo, certo… Vou fazer uma ligação. — Ele abriu a porta e uma ventania entrou com tudo na casa, atravessando as mangas do casaco, arrepiando os pelos do meu braço, me encolhi para atrás de Ben instintivamente, mais uma vez, sem passar despercebido pelos outros. O mais baixo cruzou os braços e se encostou no pilar perto da entrada da casa. Fungou e falou, como o porco que eu achava que era.

— Ela é especial? — Ergueu os olhos me olhando atentamente, eu compartilhei seu olhar com frieza, enquanto, lá fora eu ouvia vagamente a voz do policial careca. Já o terceiro, o que escrevia, só começou a andar pela sala e levantar algumas páginas de revistas casualmente.

— Especial…? — A pergunta pendurou no ar por alguns segundos.

— É, ela é doente de alguma forma? Ou só é pancada da cabeça como a maioria desses jovens ai.

A mão de Ben pressionou meu ombro e respondeu do jeito mais suave que podia. — Não. Ela só está assustada.

— E foi preciso três horas pra acalmar? — Trocou o peso dos pés, um sorriso de escarnio na boca com dentes tortos e amarelos a mostra. Ben abriu a boca e…

— Ei, deixa isso pra delegacia. Mexe a sua bunda gorda e vamos ver o corpo de uma vez. — Disse o que estava na sala, próximo ao sofá.

— Em que quarto ele está? — Bufando o indivíduo denominado ‘bunda gorda’ saiu do pilar acompanhando ele subindo as escadas.

— Última porta do corredor, a esquerda. — Quando sumiram eu soltei todo ar que segurava e larguei de Ben como se ele fosse um parasita, eu queria ter sido mais delicada. Enfiei as mãos no bolso e encostei no pilar da direita, diferente da cópia barata do Tio Válter, de Harry Potter.

O careca voltou para sala, fez mais algumas perguntas e avisou que uma equipe estava vindo e que ele ia ficar por pouco tempo, já que essa não era mais a área dele, setor, não sei… Não prestei tanta atenção. Ele deixou um cartão com Ben e seguiu para as escadas, depois disso, tudo virou uma bola de neve.

É ai que a história volta pro início, em algum momento, uma moça loirinha começou a limpar as minhas unhas conversando comigo num tom tão cauteloso que por um momento eu só fiquei pensando.

‘’Mãe, é você?’’ Brincadeira, minha mãe nunca me trataria assim de qualquer forma.

O raspar do alicate de cutícula era desconfortável, e mesmo que a voz dela seja reconfortante, eu não queria que ela cortasse a pele abaixo das minhas unhas. Eu ouvi que isso só era procedimento, e ela não esperava achar nenhuma evidência em mim. Eu não sei porquê é importante relatar isso, talvez algo no rosto dela me soe familiar. Bem, percebi que eu to sendo irritantemente lenta hoje, muitas emoções para um ser só.

Talvez eu esteja entrando em desistência.

Ou deve ser as pílulas que eu tomei… Eh.

Quando ela me deixou sozinha, eu realmente me senti sozinha. Quando voltou a chover, arrastei a espreguiçadeira da piscina para baixo do telhado e fiquei ali, quieta com o capuz sobre a cabeça. Ben não estava por perto. Nossa casa estava sendo coberta por fitas, já que as viaturas e a van começaram a chamar um ‘’pouquinho’’ de atenção. Eu fiquei muito tempo ali, reparando em detalhes que não me pareciam relevantes.

As bordas da piscina precisavam ser limpas, assim como seu fundo, as folhas das árvores já preenchiam boa parte do quintal e se espalhavam no chão de pedra branca, e todas as minhas unhas já foram devidamente roídas com sucesso.

Eu não sei qual propósito de se ter uma piscina, já que ninguém usa? As pessoas geralmente sem piscina, querem uma, porém, quando se tem uma piscina você enjoa dela. Isso faz sentido? Meu tio não usou, muito menos os meus pais, e quando eu usava era deprimente. Na verdade esse quintal todo é deprimente.

É como a zona morta da casa.

Oh, não é só o quintal a parte morta da casa…

Me encolhi com a porta de vidro da cozinha abrindo abruptamente, engolindo um suspiro arranhado, lá estava meu cavalheiro de armadura.

— Venha Nathaly, temos que ir pra delegacia. — Suspirando eu me deixei ser arrastada, passando por pessoas com luvas e outras conversando, Ben passou os braços em volta dos meus ombros como se tentasse me deixar menor. Saímos de casa e eu fui cegada por uma série de flashes me obrigando a encarar o chão, um policial aleatório se colocou do meu lado puxando meu capuz para baixo e abrindo a porta do carro, eu entrei primeiro e Ben logo em seguida.

Eu disse que isso parecia um episódio de Polícia 24 horas? É mentira, agora virou Criminal Minds.

Na ida até lá, eu não fiquei prestando atenção nos carros ou no trajeto em si, era quase letárgico. O carro todo estava abafado com as janelas fechadas e o ar-condicionado ligado no quente. Sabe aquele momento que a temperatura do seu corpo se sente confusa, você sente frio e calor ao mesmo tempo, um incomodo entre querer ficar de roupa e tirar ela, é bem assim que me sinto.

Eu puxei o ar em um suspiro trêmulo, engolindo a angústia dentro de mim. Abaixei a cabeça olhando de canto de olho para o lado não deformado de Ben, seus olhos de águia e o pomo-de-adão subindo ocasionalmente.

Me deixei admirar da sua beleza, ele é sempre tão sério? Mesmo num mundo diferente ele ainda era o mesmo Fantasma que eu conhecia dentro das telas. Ocasionalmente mudando a posição dos ombros ou respirando profundamente, deixando uma fumacinha de frio escapar entre os lábios.

Ben honestamente parecia outra pessoa sem máscara, como se o Fantasma nunca tivesse existido e ele realmente fosse meu tio salvador. Sua postura parecia mais formal do que o habitual, apesar dele já ser assim o tempo todo, o que me fez pensar; Ele nunca andou de carro antes.

Heh, imagino que deve ser estranho estar sob uma máquina que se movimentava a cavalos invisíveis.

Apesar de que em seu musical, a carruagem não tinha cavalos…

Hum.

Eu tremia quando o carro virava uma rua e meu ombro inevitavelmente encostava no dele. A outra mão, dedilhava incessantemente o joelho e as vezes o relógio fazia reflexo no teto do carro o que me distraía um pouco. Queria dizer algo ou fazer algo, mas seria suspeito da minha parte, em geral, eu só queria sair desse carro ou nunca sair dele.

Mas o destino brincava com meu nervosismo fazendo o trajeto ser bem tranquilo e sem trânsito.

Então, num súbito ar de coragem, os nós dos meus dedos roçavam aquela mão grande e quente que me traria a sensação de segurança que eu tanto precisava. Ben, sem entender, virou um rosto sério para mim com quem diz: Pare com isso ou o que você está fazendo? Lambi os lábios, enrolei e desenrolei uma trança loura no ar mais inocente que eu podia e escorreguei a mão dentro da dele sem que nossos vigias pudessem ver.

Num suspiro cansado, Ben me segurou, acariciou e apertou até chegarmos na delegacia.

Bem, minha pequena performance me deu conforto, o que mais me daria?

Liberdade.

 

Narrador

Quando chegaram lá, quase que de imediato, foram separados. Nathaly se sentiu angustiada em ver Ben sumindo por uma porta de ferro e ela sendo acompanhada por uma policial negra de cabelo enrolado amarrado em um rabo de cavalo, sua expressão a lembrava de uma mãe.

Nathaly entrou em uma sala diferente do resto da delegacia, mais convidativa e menos assustadora, era pequena e aconchegante. Na sua esquerda havia um sofá cinza com travesseiros de bolinha, uma mesinha com abajur é um café abandonado, com uma marca tão óbvia que prefiro não mencionar. Na sua direita, duas pequenas poltronas da mesma cor viradas diagonalmente apontadas para o sofá, chão coberto por um carpete cor de creme que Nathaly achou horrível porque poderia sujar facilmente.

Quando a policial ia deixá-la sozinha antes de fechar a porta disse: — Se você precisar de alguma coisa pode me chamar, tudo bem? — Nathaly acenou com a cabeça, muda feito um peixinho.

— Meu nome é Pam. — Com uma mão mostrou o crachá num sorriso cauteloso. — Quer uma água? Eu posso trazer pra você.

Hesitou em silêncio mas mexeu a cabeça novamente, dizendo que sim. Ela saiu deixando a porta aberta e Nathaly pode olhar mais detalhes da sala, a parede atrás dela era um azul clarinho e as outras paredes de tijolos amarelos, do outro lado do sofá tem uma mesa próxima a porta com um notebook em cima, entre a sala um quadro com árvores e um trem passando a qual ela ficou bom tempo ali analisando. Quando a moça voltou, deixou a garrafinha e fechou a porta avisando que logo alguém viria falar com ela.

‘’Logo’’

Nathaly ficou tanto tempo ali sem seu celular pra se distrair e sem saber o que estava acontecendo com Ben, provavelmente ele estava sendo interrogado e depois ia chegar sua vez. Ela bebeu quase toda a água, virou as poltronas de frente para o lado certo e desligou a tela do notebook aberto não querendo mexer nas coisas dos outros, acendeu e desligou a luz do abajur várias vezes que ficou chato.

E por último, ficou passando o dedo no quadro tirando a poeira dele até a porta ser aberta abruptamente assustando ela.

— Nathaly? Oh céus, você tá ai esse tempo todo? — Jimmy, o advogado, entrou na sala e fechou a porta espiando cada canto da sala como se procurasse algo. Se sentou abrindo uma mala preta pequena com vários papéis que ele começou a organizar com um grampo na boca. Relutantemente Nathaly se sentou ao lado dele.

— Que horas são? — O homem murmurava consigo mesmo até piscar e mexer o braço mostrando um relógio fino de ouro. — São… 7 horas. Ben já está sendo interrogado faz 1 hora.

— Depois sou eu então?

— Ah, voltamos a ser uma menina cheia de perguntas, não é? — Bateu os papéis juntos na mala e tirou grampo da boca. — Você vai continuar esperando aqui.

— Mas e depois, eu vou ser interrogada também? — Ele riu baixinho. — Escute princesa, você não vai ser interrogada por policiais com uma luz branca na sua cara, quem vai vir é um psicólogo juvenil.

Se levantou limpando a garganta. — Vou pegar um lanche pra você, ok?

Trouxe uma lata de refrigerante com salgadinhos e uma barra de chocolate, ela dividiu os salgadinhos com ele que riu mas aceitou enquanto mexia no celular.

— Você sabe o que tem que dizer? — Parecia mais uma afirmação do que uma pergunta.

— Sim. Tio sumido, problema com drogas, falta de comunicação etc… — Por um instante, Jimmy olhou profundamente para Nathaly, ele ia dizer alguma coisa mas mudou de ideia voltando a olhar pro celular. — A esperança é que dê certo, mas a tendência é que dê merda.

— Quem diz isso? — Perguntou ela mastigando.

— Um velho amigo.

— Hum. — Ficou um silêncio apenas com o som da mastigação deles.

— Bem, vou embora. Fique aqui, se alguém entrar responda tudo direitinho e você vai ganhar uma balinha depois. — Já de pé, bagunçou os cabelos de Nathaly mas parou por um instante, pegou uma das tranças dela e acariciou com polegar. — Escute, quando tudo isso acabar, você vai ser a que mais saiu ganhando aqui. E só fingir direitinho.

Fechou paletó, ajeitou a mala nas mãos e saiu.

Bem, chegamos ao momento que eu mais queria. Então, imagine a seguinte situação. Seus olhos voam para longe de Nathaly numa passagem rápida de cenários, um corredor vazio, uma sala cheia de computadores velhos, um balcão com duas secretárias e um entregador de comida. E depois de um momento de transição, você para.

A imagem começa a fazer sentido quanto mais você observa, e por fim, estamos em uma sala. A iluminação dela somente existe pela grande lâmpada branca que piscava casualmente, as paredes cinza e branco eram frias. A única janela existente era coberta por uma moldura de aço. Sua paisagem não era tão interessante, tendo sua vista coberta pelo prédio ao lado e ao fato que já era noite. Ao meio da sala havia uma mesa marrom cheia de riscos e linhas que poderiam contar histórias horríveis. Uma cadeira atrás e duas na frente, e por último, um grande espelho que refletia a nossa visão periférica.

Erik, não encontrava conforto de maneira alguma na cadeira que se sentava mas fazia questão de se sentar feito o perfeito cavalheiro que era. Erik era o Fantasma da Ópera, o Mr.Y de Coney Island, ele tinha perfeita noção de que no espelho, alguém o observava.

Inteligente, parece que esta nova época não era composta por homens burros.

Pacientemente, esperou longos minutos até a porta ser aberta e dois policiais entrarem, imediatamente Erik já os classificou na dinâmica de policial mau e policial bom, um clichê tedioso. Um era mais velho, pálido, com cabelo longo cinza e uma barba cheia, malcuidada. Uma camisa azul com uma cor creme de botões junto a uma jaqueta marrom, calças pretas e sapatos quais Erik não parou pra olhar diretamente.

O outro, era mais jovem, um rapaz bonito com rosto liso e olhos castanhos, cabelo curto penteado para trás e vestido formalmente com um terno simples azul-escuro e gravata preta.

— Boa noite senhor… — O mais velho reprimiu um bocejo é abriu uma pasta amarela com certo tédio. — Ben Miller.

— Boa noite. — Respondeu Erik mecanicamente.

— Muito bem, Sr.Miller, aqui consta que a vítima em questão era o seu irmão. — Ele fechou a pasta e levantou os olhos. — Você não parece muito abatido, creio que... Tenha visto o corpo.

— Eu e Bruce tivemos muitos problemas juntos, foi doloroso ver meu irmão daquele jeito. — Fez uma pausa seguida de uma respiração profunda. — Eu não queria que a família acabasse assim, se separar tudo bem, a vida nós leva a caminhos estranhos mas… Eu queria o melhor para eles, assim como John e Rebeca.

— E qual foi o motivo da separação de vocês? — O mais jovem colocou os braços na mesa se inclinando na cadeira olhando atentamente para o rosto de Erik, entrelaçando os dedos. O fantasma, sentindo-se nu sem sua máscara, virou o rosto numa tentativa inútil de esconder a deformação. Já para os policiais, interpretaram isso como só um assunto delicado. Depois desse momento de fraqueza, Erik se recompôs e disse:

— Meu irmão não gostava de mim. Ele dizia que eu ia trazer a desgraça na família. Ele… — Crispou os lábios cruzando as pernas. — Disse muitas coisas que prefiro deixar no passado. Nossa separação foi mais por minha causa do que dele. Eu fugi de casa com vinte é um anos, abandonei faculdade e abri mão de vários sonhos.

 

Nem por um minuto, Erik se deixava pensar de que o plano daria errado. Sua mente viajava num passado imaginário como um quadro que ele pintava cuidadosamente, cada pincelada era calculada e feita com maestria, já as tintas que escolhia era um tiro no escuro…

Ele não entendia inteiramente sua curiosidade a essa nova vida, agarrando-se as probabilidades de um futuro incerto, sendo o fantasma experiente que era, poderia facilmente desaparecer e se criar de novo já que a morte não o aceitava facilmente…

Porém, havia algo. No canto escuro da sua mente, dividida entre a loucura e a arte tinha uma sombra de uma imagem invertida, como se ele fosse um espelho. Não era nítido, mas o brilho suave nos cabelos de mel e pés de fada era inconfundíveis. Não era perfeito ou significante, apenas parecia certo.

Naquele canto escuro, Erik era levado a aquele mesmo quarto com cheiro de rosas e perfume feminino. Respirando e engolindo cada pedaço da visão da mais pura perfeição diante de si, mas Nathaly fazia com que a memória se tornasse… Estranha.

Não querendo pensar mais nisso, engoliu seco e fixou no mais jovem que chamou sua atenção mexendo as mãos rapidamente.

— E John, Como era a relação de vocês?

— Hm… Era relativamente normal, eu o apoiava em quaisquer ideias de trabalho que ele tinha e depois que ele conheceu Rebeca no colégio focou 100% da atenção nela até eles morarem juntos.

— E onde você vive atualmente, do que trabalha? — O mais velho encostou-se na cadeira cruzando os braços com um olhar afiado.

— Depois que sai de casa, tive ajuda de uma amiga, comecei a trabalhar e aos poucos voltar aos estudos. Meus pais sempre gostaram de mim e secretamente me enviavam dinheiro, fiz intercâmbio em Paris onde sempre quis estudar, me formei em música e depois de um tempo me tornei compositor, atualmente vivo em Paris.

— Hm, e o que você compõe?

— Ah… — Sendo a zona de conversa que mais agradava o Fantasma, Erik se permitiu um leve levantar de lábios, quase imperceptível. — Ópera. A maior parte do tempo trabalho com Sinfonias ou Sonatas.

No mesmo momento em que Erik entrava naquela bolha confortável, o mais velho fungou e soltou as seguintes palavras: — Se não se importa responder, apenas por curiosidade. O que aconteceu com a sua cara?

Por segundos muitas coisas aconteceram, Erik fechou os olhos e respirou fundo raspando os dentes um no outro apertando a mandíbula, a tensão no seu corpo aumentava gradativamente como se o quarto se enchesse de uma gosma preta afogando-o lentamente.

 

Lagom

Nem muito, nem pouco. Apenas o suficiente.


Notas Finais


E agora que vai ficar mais interessante hehe
Ben tendo que mentir pra Policia, Nathaly nervosa... Vamo vê no que da k


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