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História Minha Híbrida- Kim Taehyung - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Adivinha quem teve insônia e aproveitou para escrever? Se eu dormi quatro horas essa noite foi muito, mas enfim, isso é bom para vocês porque resolvi adiantar a escrita desse capítulo e bom funcionou.

Mil e setecentas palavras.

A segunda parte saí até sexta, prazo original para esse capítulo, mas como ele ficou enorme, eu dividi.

Espero que gostem de conhecer um pouco mais sobre o Tae nesse capítulo, e alivie um pouco a raiva que vocês devem estar sentindo dele.

Por último, muito obrigada pelos 200 favoritos, amo vocês. 💜

Capítulo 15 - Phobia pt. 1



Parte 1


O Kim rolou pela cama durante toda a noite, não só pelo barulho das diversas notificações vindas de seu celular ou até do momento onde o Lee havia vindo até sua casa para tentar conversar com o mais novo; e sim pela luta insistente que seu ego juntamente da culpa faziam em sua mente.


Claro, Taehyung foi um completo babaca, não há dúvidas, mas também ele não tem culpa de ter um histórico tão problemático. Não que isso amenize completamente suas atitudes tão bárbaras, não, ao contrário, apenas a deixa um pouco menos impactante e até um pouco justificáveis.


Não devem estar entendendo nada do que eu estou falando, não é?


Bom, fazendo uma breve explicação, vocês já sabem de um pequeno pedaço do passado do Tae, certo? 


Mas ainda não sabem como o Kim se tornou alguém tão indiferente e frio, certo? E já respondendo sua hipótese, sim, os pais dele contém uma enorme parcela de culpa nessa história toda.


Era inverno na época, apenas algumas semanas após o quinto aniversário de Tae e o começo de outro ano. As aulas já haviam retornado e para a alegria da criança, era a sua vez de cuidar do animalzinho de estimação da sala, o velho coelho Carrot.


Os pelos branquinhos e macios não chamavam mais atenção do que a mancha em forma de cenoura na lombar direita, dando assim a origem de seu nome, juntamente dos olhos completamente negros que por coincidência mexiam em sincronia com o focinho também preto que o deixavam mais fofo, sendo amado por todos da classe.


Jurou, como todos faziam, que cuidaria muito bem de Carrot e o faria ter um final de semana divertido para depois retornar para a escola, segunda feira bem cedinho.


A tarde de sexta feira e o sábado foram regados de risadas e brincadeiras que deixavam Taehyung mais feliz, o distraindo um pouco da situação de seu tão amado avô, que estava no hospital.


O que todos não esperavam era que durante a madrugada de sábado para domingo, a temperatura cairia drasticamente e como a mãe de Tae não queria que o animal estivesse dentro de casa, ele permaneceu na garagem gelada, enquanto do lado de fora caía o suficiente para formar 13 centímetros de neve sobre o chão.


Os três Kim's, por estarem dentro de casa com o aquecedor ligado, por estarem no inverno, nem ao menos notaram a tempestade que começou enquanto dormiam.


Foi uma cena de cortar o coração quando Taehyung, logo cedo sem ao menos fazer alguma outra coisa desceu correndo para dar o café da manhã do coelho e o encontrou já frio e morto.


Os cobertores que haviam na caixinha de Carrot não foram suficientes para esquentá-lo, quando a temperatura desceu mais de dez graus abaixo de zero.


Acabou por ter hipotermia e pela grande idade, não suportando até que alguém pudesse o socorrer, morreu ali mesmo, encolhido e gelado.


Taehyung gritou pelo animal diversas vezes a até o abraçou para tentar esquentá-lo, mas já não se podia fazer nada, o coração fragil já havia parado a muito tempo.


A mando de sua progenitora, o senhor Kim separou o pequeno Tae do corpo morto, mesmo que o pequeno corpo se debatesse todo.


O Kim mais novo foi obrigado a tomar um banho e trocar de roupa, também sendo proibido de retornar a garagem, onde seu pai colocava o coelho dentro de uma caixa e guardava os pertences do animal em outra.


Tae passou o dia todo cabisbaixo e chorando, se culpando pela morte do amigo e também de não ter burlado a ordem de sua mãe, e ter levado o coelho para o seu quarto enquanto eles dormiam, mas acabou dormindo e consequentemente não te completando o plano.


Segunda foi mais deplorável ainda. As outras crianças ficaram furiosas com Taehyung pela morte de Carrot e passaram a o evitar durante todo o resto do ano letivo.


Mesmo que a professora tentasse articular, as crianças eram duras, e colocaram em sua mente que toda a culpa era do pequeno Kim, que apenas entristeceu mais ainda.


Duas semanas após o ocorrido a família Kim, teve de ir ao hospital aonde o avô de Tae estva internado, ele havia piorado.


A senhora Kim chorava rios ao lado do marido desacordado, que apenas chorou mais ainda quando o neto a abraçou tentando a confortar.


- Não chore vovó, o vovô te ama demais 'pra te deixar sozinha, mas nesse tempinho que ele tá dormindo, pode deixar que eu te faço companhia. - A frase dita pela criança só fez a velhinha se orgulhar mais ainda, o abraçando com os braços já enrugados.


Mas novamente o inesperado aconteceu.


O pai de Taehyung levou a senhora para casa para que ela pudesse trocar de roupa e descansar um pouco, enquanto sua esposa e filho ficaram no hospital.


A mando do médico a Kim teve de se retirar para preencher alguns papéis, mas antes explicou brevemente para o filho, qual botão ele deveria apertar para caso o avô apresentasse algum comportamento estranho.


Tae com o pequeno trauma causado pela sua "falta de responsabilidade" com o coelho fez com que ele não desviasse os olhos do idoso, chamando toda a sua atenção quando os "bipes" da máquina que mostrava os batimentos cardíacos começou a diminuir gradativamente.


A criança logo se levantou e foi em direção ao botão que sua mãe havia falado para apertar, mas tinha um problema, Taehyung era pequeno demais para conseguir apertá-lo.


Mesmo que ele pudesse, seus pequenos dedos apenas roçavam no botão. Já mais desesperado saiu correndo da sala a procura de alguém, acabando por trombar com uma enfermeira.


- Eu garotinho, o que está fazendo? Onde estão seus pais? - A enfermeira perguntou logo após ajudar a criança a se levantar.


- Vovô... mal... O barulho tá... estranho... - Taehyung falava em meio a soluços e enquanto tentava recuperar a respiração.


Pequenas lágrimas já se formavam no canto dos pequenos olhos e seu coração batia rapidamente.


- Onde ele está? Consegue me levar até lá? - Perguntou segurando nos pequenos ombros.


Ele logo assentiu pegando na mão da enfermeira e a puxando para o quarto. Ele logo se soltou de Taehyung e foi a encontro do corpo, enquanto ao seu lado a máquina fazia apenas um "bipe" constante. O velho Kim acabara de ter uma parada cardíaca.


A mulher apertou o botão que Taehyung tentou apertar e logo após falou por uma espécie de walk talk.


- Sala 305 no quarto andar, parada cardíaca, repito, sala 305 no quarto andar, parada cardíaca. - Falou pelo aparelho e logo após começou a preparar o idoso, para que tudo estivesse pronto quando os outros chegassem.


Taehyung chorava baixinho e tremia um pouco, não entendia o que estava acontecendo, mas ao ver a pequena aflição da moça começou a se desesperar.


Limpou o nariz que escorria desajeitadamente com a manga do casaco, e soluçou enquanto observava atentamente a enfermeira.


Tomou um pequeno susto quando a porta foi aberta de repente e mais três pessoas entraram, não percebendo a criança ao fundo.


Foi uma grande gritaria e ações das quais Taehyung não fazia idéia do que eram, mas permaneceu ali observando tudo, até que quase dez minutos depois todos pararam.


- Não há mais nada que possamos fazer, infelizmente o senhor Kim já está morto. - O médico falou com um grande pensar em sua voz. Todos suspiraram e começaram a ajeitar a pequena bagunça que se formou na sala.


Morto. Essa palavra rondava a cabeça de Taehyung quase o deixando tonto. Não conseguiu manter seu sofrimento silêncioso e passou a soluçar alto, fazendo com que os médicos finalmente perceberem que ele estava ali.


Todos olharam a criança com pena e logo após a mesma enfermeira que havia encontrado ele foi confortá-lo.


O colocou em seu colo logo o abraçando com força, virando de forma que a criança não pudesse mais ver o corpo morto, indicando com a cabeça para que seus colegas continuassem.


O médico cobriu por completo o corpo do idoso com o lençol azul que estava na cama.


Minutos depois os três adultos chegaram na sala e presenciaram a cena. Se não fosse pelos braços do filho, a senhora Kim teria caído no chão, logo começando a chorar.


- Eu sinto muito, fizemos tudo que estava ao nosso alcance, mas infelizmente o senhor Kim chegou a óbito. Meus pêsames. - O doutor tomou a frente e logo após se curvou, sendo seguido pelos enfermeiros, até mesmo a que tinha Taehyung nos braços.


Os funcionários do hospital logo saíram e Tae foi entregue para a mãe que apenas o segurou sem muito interesse no filho.


Quando isso aconteceu, o pequeno Kim acordou do transe que havia entrado, se soltando dos braços da mãe e indo até a avó que foi sentada pelo seu pai.


- Des-culpa o Tae... O Tae j-jura... que... fez o que a ma-mamãe pe-pediu... - Segurando no vestido da mais velha Tae pronunciou chorando e inconcientemente na terceira pessoas, coisa que só fazia quando estava aprendendo a falar.


A idosa puxou a criança para o seu colo a abraçando com força.


Após toda aquela situação, num dia onde os Kim's precisaram retornar ao hospital, também foram chamados por uma das psicólogas infantis, que havia escutado toda a história.


Apenas os adultos entraram, até porque Taehyung estava na escola, e tiveram uma longa conversa.


A profissional os aconselhou a trazer a criança até ela ou levá-lo até outra psicóloga, pois levando em conta que Tae observou tudo naquele dia, havia uma grande possibilidade de aquilo se tornar um trauma e futuramente o afetar de alguma maneira.


O casal de primeira recusou, como os dois legos que eram, achavam que tudo aquilo era exagero, mas como a avó era mais sensata os avisou que traria ela mesma, quer eles queriam ou não.


E foi o que aconteceu, e logo após dez consultas Taehyung foi diagnosticado com hipengiofobia ou hipegiafobia, em outras palavras aversão a responsabilidade, no seu caso, totalmente voltada para relacionamentos com outras pessoas.


Desenvolveu também um pouco de fobia social, mas nada tão grave, então não foi tão alarmante quanto a outra.


                              (...)



Notas Finais


É isso até sexta. Kisses.


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