1. Spirit Fanfics >
  2. Minha Kryptonita >
  3. Capítulo Trinta e Sete

História Minha Kryptonita - Capítulo 37


Escrita por:


Notas do Autor


Boa Leitura ;

Capítulo 37 - Capítulo Trinta e Sete


O garoto foi arremessado dentro do laboratório, Lena correu para abraça-lo com desespero, finalmente sentindo um pouco daquela angústia diminuir. Lilian jogou o jornal bem dobrado sobre a mesa, carregava um brilho vitorioso nos olhos parecido com o que carregava quando Lex foi solto depois de comprar os juízes. Porém, ainda mais sádico.

-Vai encontrar boas notícias ai – Afirmou apontando para o jornal.

Lena não teve coragem de soltar o garoto, apanhou o jornal.

Identidade de Supergirl é revelado ao mundo.

Dava para ver mesmo através de uma foto, os olhos emocionados e cheios de preocupação que a kryptoniana carregava, isso a fez ter certeza de que ela seria capaz de qualquer coisa para ter a família de volta. Lena jogou o jornal de volta na mesa de ferro.

-Quem diria ela o fez, sem um resquício de hesitação – Lilian correu seus dedos pelas pedras na mesa, sentindo o calor em sua pele.

-De alguma forma você consegue sempre me surpreender – Acusou Lena.

Lilian sorriu de forma cínica, não dava para ignorar o quanto Lena se agarrava a criança ao seu lado, seguindo seus instintos.

-Já terminou seu trabalho? – Perguntou Lilian.

-Não – Ela precisava de mais tempo, não para fazer o que Lilian queria, mas para encontrar uma saída.

                                   * * *

O silêncio fúnebre pairava na sala, passando um mal-estar em cada um ali, por sorte, haviam encontrado um lugar seguro para esconderem a kryptoniana. Alex estava tensa sentada ao lado de Sam, Eliza não conseguia esconder seu medo, as mãos tremendo segurando a xicara de chá de camomila.

-O que nós faremos agora? – Perguntou Eliza a voz carregada de preocupação.

-Não se preocupe – Afirmou J’onn –Vamos encontrar uma solução.

-Ela já ligou? – Perguntou Kara descendo as escadas apressada.

-Não Kara, ninguém ligou ainda – Retrucou uma Alex irritada –Você deveria ter pensado melhor ante de se atirar aos lobos dessa forma – Criticou duramente a Danves mais velha.

-O que você esperava Alex? Ela está com a Lena e o Tyler, então me desculpe se minha família…

-Nós somos sua família também! Por acaso pensou nisso…

-Muito bem – Eliza interrompeu as duas, metendo-se entre as filhas – Não vamos começar essa discussão novamente, nós vamos encontrar um jeito de reverter essa situação, se ficarmos brigando não iremos encontrar nenhuma saída para nenhum problema.

Eliza viu as filhas se distanciarem, haviam realmente discutido, ao ponto de não conseguirem se olharem, isso quebrava seu coração.

                                   * * *

Ela ainda lembrava da sensação de formigamento que sua pele sofria quando entrava em contato com a pedra, mas no passado não tinha aquele sentimento ruim a rondando, era uma nova forma de machucar Kara, uma nova forma de machucar a mulher que amava. E ela havia criado. Seus olhos verdes fixaram-se no brilho intenso que sua mão segurava, o coração mergulhado em culpa e remorso. Ela sabia que não seria capaz de olhar Kara nos olhos, que jamais se perdoaria caso algo acontecesse a ela.

-Muito bem – Lilian entrou na sala acompanhado de seu fiel lacaio ao seu encalce –Você realmente herdou o bom gene Luthor – Ela deveria estar de muito bom humor para brincar aquela altura do campeonato, e como não poderia estar, Lena havia acabado de fazer a única coisa que poderia acabar com qualquer kryptoniano, criado a arma perfeita.

-O que vai acontecer com o Tyler?

-Não se preocupe, vocês dois vão fazer um passeio maravilhoso.

Então tudo ficou escuro enquanto via a sombra de Lilian caminhar até a pedra de kryptonita.

                                   * * *

Cat Grant serviu uma segunda xicara de chá, mesmo estando sozinha, mas isso seria por pouco tempo. Afinal, hoje completava uma semana em que Kara revelara sua identidade secreta e simplesmente desaparecerá, mas isso para as pessoas da cidade, já para Cat Grant, Kara a visitava todas as noites em busca de conselhos. O que a fez adiar suas ferias devido o fato de que ela precisava de sua ajuda. Já havia apegado-se tanto a Kara que qualquer outra direção que tentasse tomar acabaria sempre voltada para ajuda-la, um jeito de tentar iluminar seu caminho. Pontualmente a heroína pousou em sua varanda, os ombros baixos entregando sua exaustão emocional, já havia varrido toda a cidade e além, e não foi capaz de encontrar um único sinal que fosse de Lena ou de Tyler. Havia cumprido cegamente sua palavra no acordo com Lilian e como era de se esperar ela não cumpriu com a sua. Alex estava certa afinal, mas não poderia ter simplesmente recusado a ajudar sua família quando mais precisava.

-Foi um tiro no escuro – Disse Cat bebericando seu chá logo em seguida –Você tentou e não conseguiu, mas não porque não foi o suficiente porque a Luthor não é muito confiável – Cat recebeu o olhar feio da kryptoniana e apressou-se em refazer seu comentário –Bem, nem todos os Luthor.

-Alex disse que agora, que sabe que sou capaz de qualquer coisa, ela vai usa-los para tirar qualquer coisa de mim.

-Mas isso já era obvio – Cat deixou sua xicara no pires e seu olhar distanciou-se no céu noturno da cidade –Sabe Kara, as vezes pensamos que fizemos de tudo, mas sempre existe alguma coisa que se pode fazer.

-O que eu devo fazer? Eu já tentei de tudo. Tudo que estava no meu alcance.

-O mais sensato a se fazer agora é esperar, e não sei se tem alguma religião em seu planeta, ou se você tem alguma religião, mas reze, ore, medite… Faça o que lhe trouxer mais paz de espirito.

                                   * * *

Seu corpo foi empurrado para fora da van, quando retirou o capuz, percebeu que estava no meio do deserto. A noite. Sem qualquer outra coisa que pudesse lhe dizer como voltaria para casa. Pelo menos ela a deixou com o casaco, o que não aliviava, mas ajudava a manter o calor de seu corpo. Já que o vento frio que batia em seu rosto fazia seus dentes baterem uns nos outros de forma quase violenta. Caminhou mais alguns passos e viu quando a van fez uma última parada, a princípio imaginou que fossem voltar para pegá-la, mas estavam desovando mais um corpo. Era Tyler. Completamente inconsciente. Lena correu em sua direção. Ele não estava machucado, apenas preso em um sono induzido. Em breve ele acordaria e ela sabia que todo aquele pesadelo iria acabar, bem, pelo menos uma parte dele. Ainda restava colocar sua mãe atrás das grades. O que ela iria fazer no momento em que pisasse na civilização novamente. E ela não sentia que deveria fazer uma promessa, mas que isso era sua obrigação. Tocou o rosto de Tyler, e ele lentamente abriu os olhos.

-Pode ficar de pé? – Perguntou e Tyler balançou a cabeça confuso, mas em sua primeira tentativa, o garoto conseguiu. Olhando a sua volta sabia o que precisava fazer.


Notas Finais


Comentários? ;


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...