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História Minha Kryptonita - Capítulo 38


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Notas do Autor


Boa Leitura ;

Capítulo 38 - Capítulo Trinta e Oito


Kara parou na varanda sentindo a brisa fria. Já não tinha mais força para chorar, na verdade, faltava-lhe animo para qualquer coisa, ouviu o barulho na porta, Alex abraçou seu próprio corpo.

-Ei – Ela a cumprimentou, forçou um sorriso amarelo.

-Oi – Disse a kryptoniana desanimada

-J’onn está trabalhando numa forma de fazer as pessoas esquecerem sobre a Supergirl – Disse

-E como ele pretende fazer isso?

-Apagando a memória das pessoas da cidade – Alex não parecia realmente acreditar que esse plano fosse funcionar –Eu não acho que ele tenha força suficiente para isso.

-O nome disso é esperança – Afirmou Kara, a mágoa acentuada em seu tom de voz.

-Kara, sinto muito pela forma como agi, sei que só estava tentando proteger sua família e parando para pensar agora, eu não teria feito diferente, eu realmente sinto muito…

-Tudo bem Alex – Alex parou ao lado da irmã –Me desculpe também pelas coisas que disse.

-Vamos colocar tudo no passado – Sugeriu Alex e Kara assentiu lentamente com a cabeça.

As duas continuaram em silêncio, observando a cidade. Kara deitou sua cabeça no ombro da irmã e recebeu o reconfortante carinho em suas costas. Nunca pensou que fosse chegar a esse ponto, mas, havia chegado ao seu limite.

 

                                   * * *

Estava fazendo muito frio ao ponto dela ser capaz de ouvir seus dentes batendo, esfregava seus próprios braços na esperança de que o atrito em sua pele a trouxesse algum calor, ela apenas apontou a direção para o filho e esperou que ele fosse capaz de encontrar Kara como da primeira vez, Lena não fazia ideia de quanto tempo levaria. Sua determinação a fez caminhar mesmo que a exaustão estivesse cada vez mais próxima, a puxando para baixo, tropeçou em seus próprios pés na areia que estranhamente estava morna, ou seria penas uma alucinação sua? Não, ela não estava tempo suficiente perdida no meio do nada para alucinar, poderia ser apenas seu medo. Quando seu corpo caiu no chão, ela abraçou a areia, e seus olhos pesaram. Respirou fundo e apenas se deixou levar pela inconsciência.

 

                                   * * *

O garoto corria pelas ruas de Metropoles, causando uma verdadeira confusão, mas não por vontade própria, por necessidade. O homem de capa pousou no meio da rua, as mãos erguidas, e quando viu o garoto sentiu-se profundamente aliviado, porque isso significava um sinal. Kal-El fez a primeira coisa que seus instintos o levaram, levou Tyler para mãe alienígena. Kara quase não acreditou quando viu o filho, o abraçou forte mesmo que ele insistisse para que ela o soltasse caso contrário sua outra mãe não teria tempo.

-Tyler, qual o problema?

De uma forma afogada e necessitada ele explicou a situação, deu pontos de referência para os dois, e Kara não perdeu um segundo se quer, varreria todo o deserto se preciso até encontrar Lena.

 

                                   * * *

Havia areia em sua boca, rosto, ela fez uma força e conseguiu levantar-se.

Estava determinada a não permitir que Lilian vencesse, respirou fundo e quase lhe faltou força nas pernas, definitivamente havia algo de errado com seu corpo, Lilian não a deixaria livre sem ter algo em mente, havia algo a mais ali, algo de errado. Lena parou de caminhar, era quase possível ouvir as engrenagens de seu cérebro trabalhando para entender a mente perversa de sua mãe.

-Lena! – Ouviu alguém gritar, Kara a prendeu em um abraço apertado. Dava para sentir seu desespero, mas a Luthor ainda atônita, sabia que tinha algo de errado. Ela deixou Tyler livre quando poderia ter ficado com ele.

Lena passou seus braços em volta da cintura de Kara, se situando a situação. Estava a salvo agora.

A kryptoniana a carregou até a cama depois do banho, mesmo não tendo necessidade alguma. Kara ajeitou o cobertor, travesseiro, a tratando como se Lena estivesse debilitada ou fosse tão frágil que qualquer movimento brusco fosse quebrá-la.

-Kara, eu já disse que estou bem – Disse Lena pela quinta vez desde que Kara a trouxera para casa.

-Eu só… fiquei com tanto medo de perder você – Confessou a kryptoniana, suas mãos seguraram as de Lena.

-Eu estou aqui agora, e não vou a lugar algum – Kara deixou um beijo nas costas da mão da Luthor, e viu Lena sorrir.

-Eu vou deixar você descansar – Disse mesmo não tendo força de vontade suficiente para realmente deixá-la.

Mas quando a porta do quarto foi fechada, Lena empurrou o cobertor de seu corpo. Apanhou o celular no criado mudo e caminhou para fora da varanda. Discou um número conhecido, e no segundo toque a pessoa atendeu.

-Preciso de um favor – Pediu quase desesperada.

-O que quiser Lena – Afirmou o sujeito do outro lado da linha.

Na manhã seguinte, quando acordou, ouviu o barulho na cozinha. Ainda não acreditava que Kara havia realmente aberto mão da sua identidade para protegê-la. Mais do que uma prova de amor, era a prova de que a kryptoniana estava ali para o que fosse necessário, companheirismo. Lena a viu na cozinha empenhada em mimar o filho o quanto lhe fosse possível, mas Eliza já conseguia superá-la. Lena apenas a observou sentindo-se profundamente culpada por ter entregado a Lilian a arma que podia mata-la. Kara parou na porta da cozinha com a bandeja na mão.

-Droga! – Exclamou a kryptoniana, decepcionada.

-Kara – Reclamou Eliza

-Desculpe – A loira corou –Estava levando seu café da manhã – Disse e Lena sentiu seu coração mergulhar em uma sensação de calor.

-Acho que vou ser sequestrada também – Disse Sam –Para ver se ganho o mesmo tratamento.

-Não diz isso nem brincando Samantha – Alertou Alex

E entre risos, tomaram o café da manhã, ainda havia aquele medo no ar. Medo do que poderiam estar esperando por elas, Lena se sentia mais tensa do que o normal, porque tinha um segredo guardado a mil chaves, não tinha coragem de contar a ela o que havia feito. Tinha medo de que quando o fizesse, ela fosse afastá-la. E seria totalmente compreensivo afinal, ela fez o que pode tirar sua vida.

-Lena, não precisa se preocupar, J’onn já está cuidando disso – Afirmou Kara na tentativa de tirar a culpa que a outra explicitamente carregava no rosto –Quando tudo isso acabar, nós vamos…

-Não é com isso que estou preocupada – Lena a interrompeu.

-Kara! – Chamou Alex da sala.

Nos noticiários, a luta de Superman contra Metallo. Kal-El estava no chão agonizando. Metallo não o atingia com os raios de kryptonita verde, mas não era possível, Kara se lembrava de ter segurado o coração dele em suas mãos. Lena sentiu seu corpo repentinamente tenso. Ver o rosto do homem de aço e a dor que mantinha, os olhos de Clark estavam revirados, e seus dedos torcidos. Segurou o braço de Kara na varanda.

-Não vai – Pediu desesperada.

-Lena eu preciso ajudar – Disse Kara

-Por favor, não vai – Lena tentou mantê-la em casa, mas sabia que seria impossível.

-Eu preciso ajudar o meu primo.

Ela poderia dizer ali, o que aquela kryptonita faria. Mas ao invés disso, sua covardia a fez assistir a kryptoniana voar em direção a morte.

-Lena, por que ela não poderia ir? – Perguntou Alex

-Eu fiz aquela kryptonita quando era adolescente – Disse Lena – E Lilian me obrigou a refazê-la agora, foi por isso que explodi a mansão – Ela fez uma pausa –Aquela kryptonita vai fazer mais do que matá-la…

-O que você fez? – Ela já sentia a acusação na voz da ruiva.


Notas Finais


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