História Minha Luz - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Deidara, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju
Tags Alcateia, Alfa, Guerra, Lobos, Possessivo, Sasuke, Sasusaku, Vampiros
Visualizações 329
Palavras 1.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tá aí mais um, conforme prometido!! Como disse nas notas do primeiro capítulo, ocasionalmente, vou adicionar personagens novos, que não pertencem ao anime, mas que me interessam para complementar ou interferir na história.. aqui, Sakura não era filha única!

Enjoy!!!

Capítulo 3 - Memórias que Não se Vão


POV Sakura

 

 

Olhava para o teto branco desejando que a agonia em meu peito se dissipasse. No geral, eu me mantinha imersa num estado de letargia emocional, há muito já não sabia o que era sentir algo e esse foi o mecanismo de defesa que adotei para continuar existindo depois que minha vida foi tomada de mim.

 

Nasci na cidade de Ravello, na costa da Itália, há 232 anos. Vim de uma família de comerciantes e era a segunda de cinco irmãos: Haruki, o mais velho, sempre foi protetor e responsável, mas nada que o impedisse de se divertir conosco em nossas brincadeiras infantis; eu, que me sentia mais mãe do que irmã de fato; Ren, sempre tímido e calmo, vivia escondido atrás de seus livros e era o oposto de Yuki, meu pestinha hiperativo, além de companheiro das caminhadas diárias pela praia e, por fim, Megumi, a minha princesinha mais nova. O amor que nutria por eles era desmedido, tal qual o tamanho da culpa que carrego.

 

De forma saudosa, permito que minha mente traga à tona as lembranças dos meus antigos dias, dias ensolarados que permitiam tantas brincadeiras ao ar livre, das tardes correndo pelo campo verde que ficava nos fundos da minha casa, de descansar depois do almoço no balanço construído por meu pai na frondosa árvore do jardim, do cheiro da panna cotta pronta, dos jantares regados a conversas e risos com todos à mesa. Sinto saudades até das aulas com meu tutor. Só saudades de um passado que, de tão distante, nem parece mais meu.

 

No começo, eu me apegava a essas boas memórias como se fossem uma tábua de salvação, a vida que eu queria de volta e que, com o tempo, percebi que não teria. Com as perspectivas de reaver o que me foi tirado morrendo gradativamente, prender-me às recordações tornou-se uma verdadeira tortura, pois a desolação em mim aumentava a ponto de ficar insuportável, causando uma dor que chegava a ser física. Optei por esquecer, ou agir como se tivesse esquecido, coisa na qual, depois de tantas tentativas, fiquei muito boa. Mesmo obtendo êxito na maioria das vezes, não era sempre que conseguia manter esses pensamentos afastados, ocasionalmente, quando acontecia algo que me acordava para o inferno da minha realidade, eles vinham como uma enxurrada e agora era um desses momentos.

 

Há algum tempo venho tendo um sonho absurdamente estranho. No começo, mal conseguia ver algo, tudo parecia borrado e só tinha certeza de que estava ouvindo gritos e sentindo cheiro de sangue. Depois, passou a ser possível absorver mais alguns detalhes. Eu via vultos de fisionomia humana e de animais que pareciam lobos, mas que tinham, inacreditavelmente, o tamanho de um cavalo, se chocando bem próximo a mim. Estávamos em um lugar aberto, disso eu sei, mas a escuridão do que acredito ser a noite não me permitia avistar mais, apenas continuava ouvindo os gritos, rosnados e um barulho grotesco de carne sendo rasgada. É, definitivamente aquilo era uma luta. Minha vontade era de disparar para longe daquela carnificina, mas, então, tomava consciência de que meu corpo não se movia, eu estava no chão ferida, com as grossas e abundantes gotas de chuva vindo com força sobre mim, olhando para um homem cujo rosto não podia ver, mas cujas mãos trêmulas me seguravam. Ele parecia nervoso e eu tive vontade de perguntar o que acontecia ali, quem ele era e pedir para que se acalmasse, mas nenhuma palavra saía. A minha percepção ia aumentando gradativamente, meu ferimento não era algo bobo, o sangue praticamente jorrava dele, a sensação era de que meus ossos estavam todos quebrados e fora do lugar, respirar com a chuva torrencial caindo em meu rosto era difícil, reconheci rapidamente que o ato de puxar o ar tornou-se cansativo. Minha visão estava afetada, raciocinar era trabalhoso, minhas forças encontravam-se anuladas. Eu estava morrendo.

 

Nessa parte, despertava ofegante, suada e cheia de dúvidas acerca do significado desse sonho, buscar entendê-lo tomava horas dos meus dias, eram tantas hipóteses!

 

De tanto bloquear as atividades da minha mente, ter sonhos enquanto dormia era algo raro, na maioria das vezes, era só um breu e, caso houvesse algo a mais, não passava de coisas triviais das quais nem recordava direito na manhã seguinte, mas esse era diferente. Conseguia repassá-lo repetidamente quando estava desperta, além de senti-lo tão real ao ponto do meu sexto sentido e intuição gritarem que aquilo aconteceria, que era um retrato do futuro. Então é desse jeito que eu iria morrer? Agonizando num chão sujo, sangrando como um animal que foi para o abate? Não que eu tenha fantasiado sobre a minha morte, só pensava que, depois de tanta desgraça, merecia algo mais tranquilo, queria ir, literalmente, em paz. O mais engraçado é que ali, nos braços daquele desconhecido, eu não tinha vontade de partir, na verdade, queria viver e isso soa pra mim como algo ridículo, porque durante os dois últimos séculos desejei fervorosamente deixar este mundo.

 

É algo destrutivo, sei disso, pode parecer doentio até, mas já não tenho razão para estar aqui. Nem sempre foi assim, nem sempre eu fui assim. Como já disse, eu tinha uma vida feliz, uma linda família, amigos, sonhos, mas como se fosse um castelo de cartas, minha vida perfeita ruiu de uma hora para outra…

 

*Flashback on*

 

Sou despertada por meus pais, os melhores que alguém poderia ter, e meus irmãos, os mais amados desse mundo, que entram no quarto cantando em uníssono um animado parabéns. Hoje eu completo 21 anos e estava transbordando de alegria.

 

- Vamos, Sakura, apague as velas e faça um pedido.- minha mãe diz com um sorriso amável no rosto. Eu não tinha o que pedir, já possuía muito além do que precisava.

 

- Não, mamãe, prefiro agradecer por mais um ano e por ter vocês.

 

- Como você acordou sentimental!- brinca Haruki- Isso tudo é para que papai e mamãe te deixem ir para a França? Que feio, Sakura!

 

- Lógico que não! Eu já me sinto abençoada o suficiente, não consigo pensar em algo que poderia querer agora, além do que, mamãe e papai já autorizaram que eu me mudasse para Paris, irmãozinho!- digo vitoriosa.

 

- Sakura, você vai nos deixar?- ouço a voz baixa de Megumi perguntar e, ao ver seus olhinhos brilhando, meu coração aperta.

 

Morar em Paris era necessário para que pudesse realizar um sonho antigo: estudar artes. Sempre fui boa com as tintas e pincéis, passava horas a fio pintando sem me dar conta e meus pais me garantiram que, ao completar 21 anos, permitiriam que eu fosse morar com minha tia na França. No começo, eles se mostraram um tanto hesitantes, mas viram que eu queria aquilo com todas as minhas forças, então cederam.

 

- Vou, meu amor,- digo pegando-a no colo- mas é só por um tempo. Eu venho sempre que puder e vou te escrever toda semana, espero que você me escreva também! Daqui a pouco eu já estou de volta.

 

- Mesmo? Mãe, Pai, vão deixar Sakura ir pra tão longe? Ela é muito jovem, não sabe cuidar de si mesma. E se acontecer alguma coisa com ela por lá? Algum engraçadinho pode tentar se aproveitar dela também!- eu sabia que Haruki, como o mais velho, adotava uma postura protetora com nós quatro, entendia sua preocupação, mas isso não significava que eu desistiria.

 

- Haruki, pare já com isso! Sakura já não é uma criança, é uma mulher! Ela não estará só, sua tia cuidará dela, sem contar que ela já sabe da regra: nada de namorados! Ou estará de volta no primeiro trem, não é mocinha?- pergunta papai.

 

- Sim sim! Estou indo para estudar, Haruki, não para arranjar um marido. Entendo sua preocupação, mas nada de ruim vai me acontecer.- tento tranquilizá-lo- Por favor, fique feliz por mim!

 

- Não peça para que eu não me preocupe, amo você e sempre irei te cuidar. Desculpa se estou estragando esse seu momento, mas estou feliz por você, mesmo que não pareça.- diz soltando um leve sorriso.

 

- Não precisa se desculpar e você também não está estragando nada. É muito bom saber que você se preocupa, que cuida de mim. Eu te amo muito.- e o abraço, sendo prontamente retribuída.

 

- Eu sempre vou estar aqui pra você, minha irmã.- encerra beijando minha testa.

 

- Aí, meus filhos! Que orgulho de ver essa união entre vocês.- fala minha mãe já com voz de choro.- Cuidem sempre uns dos outros, respeitem-se e se amem.

 

- Eu amo vocês! Amo demais!- digo e abro os braços para um abraço coletivo.

 

*Flashback off*

 

Essa era a minha família, minha muito amada família. Lembrar desse dia não me fazia nada bem, porque foi justamente aí que tudo mudou.

 

*Flashback on*

 

Caminhava calmamente pela feira perto do porto, debaixo de um sol morno, sentindo o vento carregado pelo cheiro da maresia balançar meus cabelos. Mamãe tinha pedido para que eu comprasse alguns ingredientes dos quais ela precisaria para fazer alguns pratos do meu jantar de aniversário. Iria para Paris já na próxima semana, por conta do início das aulas, então passaria junto deles todo o tempo possível.

 

Considerava Ravello uma cidade perfeita pois, apesar de não ser grande, era movimentada graças ao porto. Era um lugar de poucos habitantes, onde todos se conheciam, tranquilo para se viver, mas, ainda assim, era bem frequentado por se localizar na costa amalfitana. Eu definitivamente gostava demais daqui e, sem nem ter viajado ainda, não via a hora de voltar.

 

Já tendo em mãos o que precisava, tomei o caminho de casa conversando com uma conhecida, quando sinto alguém esbarrar em mim e quase me levar ao chão.

 

- Oh! Mil perdões senhorita.- se pronuncia o homem à minha frente. Ele é alto, forte, tem cabelos vermelhos, num tom quase berrante, perfeitamente alinhados para trás, mas é quando miro em seus olhos que um arrepio sobe pela minha coluna. Me reteso na mesma hora, como se estivesse em clara situação de perigo.

 

- Não tem problema.. eu estava distraída, então a culpa foi minha!- digo desconfortável sob seu olhar.

 

- Imagina!- abre um sorriso e tenho vontade de tomar o máximo de distância possível- Eu a machuquei? Está tudo bem?

 

-Não! Estou bem, não se preocupe.- solto com rapidez- Bom, eu já vou indo, estão me esperando em casa!- puxo minha colega que só observava a cena calada.

 

- Claro, claro! Perdoe se for indelicado, mas qual o nome da senhorita?

 

- Humm.. Sakura.- pronuncio hesitante.

 

- Um belo nome! Então, mais uma vez me desculpe e espero que possamos nos ver novamente, sem esbarrões.- a vontade de correr triplicou.

 

- Err, eu realmente preciso ir, mas talvez algum dia nos encontremos por aí, senhor.- não é possível que ele não tenha notado que eu quero urgentemente me afastar.

 

- Ah! Cara Sakura, minha intuição diz que este não será nosso último encontro e ela não costuma falhar.- fala num toma mais baixo, olhando fixamente para mim, com suas orbes de um castanho claro, e beijando as costas da minha mão direita.- A propósito, meu nome é Sasori, senhorita.- apresenta-se e sorri de forma lasciva, virando- me as costas e andando calmamente para longe.

 

É definitivo, tem algo de muito errado com esse homem, porque logo que nossas peles entraram em contato, um sentimento demasiadamente ruim cresceu dentro de mim. Certamente nunca mais queria vê-lo.

 

* Flashback off*


Notas Finais


Então, chuchus, joguei umas informações aí, né? Ansiosa pelo encontro do Sasuke e da Sakura, mas aparentemente ela foi encontrada antes pelo Sasori e não está numa situação muito boa...

Beijão e até o próximo


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