História Minha Luz - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Deidara, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju
Tags Alcateia, Alfa, Guerra, Lobos, Possessivo, Sasuke, Sasusaku, Vampiros
Visualizações 450
Palavras 2.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Achava que não conseguiria postar hoje, mas deu tempo!!

Vamos lá?

Capítulo 4 - Arrume as Malas, Sakura


POV Sakura

 

 

 

 

Queria voltar no tempo e ter ficado em casa naquele aniversário. Na época, eu não sabia, mas aquele esbarrão tinha ditado minha sentença e ruína.

 

* Flashback on*

 

Durante o resto daquele fatídico dia, não consegui me concentrar em mais nada. Sentia-me inquieta e minha mente estava toda voltada para o encontro com o desconhecido. Ele era corpulento e inegavelmente bonito, o tipo de homem que chamava atenção, mas eu vi em seus olhos a maldade e sentia em meu âmago que nada de bom viria dali.

 

Tentei tirar meu foco dele, afinal, nem o conheço e a probabilidade de nos encontrarmos novamente é ínfima, pois minha casa fica numa parte afastada da cidade, eu só me desloco para o centro se precisar de algo e não pensava em nada que fosse me fazer voltar a aparecer por lá nos próximos dias. Além do que, no final da próxima semana já estaria longe daqui, na França. É isso! Vou parar de criar caso com coisas bobas!

 

(…)

 

O jantar correu maravilhosamente bem. Junto conosco, estiveram alguns amigos mais próximos, o que permitiu que o ambiente continuasse intimista e nos fez iniciar longas conversas, soltar altas risadas e celebrar tranquilamente.

 

Agora eu estava sentada em frente ao espelho da penteadeira desembaraçando meus cabelos. Todos já tinham se recolhido e o silêncio reinava pelos cômodos da residência. Minha feição era tranquila e eu repassava cenas do jantar enquanto mirava meu reflexo, soltava alguns sorrisos ao lembrar de algo engraçado que tinha sido dito ou feito naquela noite. Sentiria falta daquilo enquanto estivesse fora. Coloquei a escova em cima do móvel, dei uma última olhada em mim e levantei para ir em direção à cama, mas, ao me virar, travei no lugar quando vi uma sombra parada no canto esquerdo do meu quarto. Não estava entendendo nada, mas o medo me corroía, estava pronta pra gritar quando ele deu dois passos para frente, saindo da escuridão e se pronunciando.

 

- Acho melhor você não fazer isso, doce Sakura, afinal, não queremos chamar atenção, não é mesmo?- era o mesmo homem do porto ali, me direcionando o mesmo olhar maldoso e abrindo um sorriso sádico.

 

- Mas o-o que é i-isso? O que você está fazendo aqui? Como entrou no meu quarto?- tentava parecer firme, mas sei que minha voz denunciava o contrário.- É melhor sair antes que eu grite por ajuda!- terminei vendo-o adotar uma postura irônica.

 

- Gritar por ajuda seria um ato de extrema burrice da sua parte, Sakura, e eu não acredito que você seja burra. Respondendo às suas perguntas, aproveitando para me desculpar por minha falta de educação, sou um vampiro, na verdade, rei da minha raça, e estou aqui para levá-la comigo.- falou calmamente.

 

- Vampiro? Levar-me com você? Isso só pode ser brincadeira... Você deve ser algum perturbado mental...- eu já quase não achava minha voz naquele momento. Chamá-lo de louco pode não parecer inteligente, mas tinha um homem, dentro do meu quarto, à noite, dizendo ser um vampiro e afirmando que me levaria com ele. Aquilo era surreal demais para ser verdade!

 

Assim que terminei de me pronunciar, sua expressão se fechou e sua postura ficou rígida. Eu pisquei os olhos e ele já estava a centímetros de mim, o que me causou um susto grande o suficiente para fazer com que pulasse para trás e agarrasse a madeira da penteadeira.

 

- Eu teria mais cuidado na escolha das palavras se estivesse em seu lugar.- diz enquanto observa-me tremer pela incredulidade do que ele acabou de fazer- Paciência não é o meu forte, então é melhor que você não teste a minha! Eu sou o rei vampiro e você, preciosa, é a mais nova peça chave dos meus planos.- eu não entendia nada, ainda estava processando como ele atravessou meu quarto em segundos sem fazer barulho nenhum. Um humano não conseguiria fazer aquilo, não. Céus, ele realmente era um vampiro? Mas isso não existe! É impossível! E essa de ser peça chave em seus planos? O que isso significava?- Sua cabecinha está borbulhando, Sakura. Consigo praticamente ouvir seus pensamentos e dúvidas .. Quanto confusão! Terei o prazer de elucidar cada questionamento, mas não aqui e não agora. Pegue algumas roupas e vamos!

 

Como assim? Aquilo era sério? Ele realmente queria que eu deixasse tudo e o acompanhasse?

 

- Não… não vou deixar minha família para seguir com alguém que nem conheço. Isso é loucura!- eu não dispunha de coragem no momento, o choque ainda estava latente, fazendo com o que eu não conseguisse pensar ou agir com coerência, mas aquilo era extremo e me recusava a obedecê-lo. Mal tive tempo de balbuciar mais alguma coisa e ele pegou em meu pescoço, me suspendendo alguns centímetros do chão.

 

- Escuta bem, garota, você está acabando com a pouca paciência que tenho e posso te garantir que não irá querer que ela se esvaia por completo. - seus olhos enegreceram totalmente e eu vi presas crescerem em sua boca. Quase desmaiei pelo medo. Ele realmente era um vampiro e eu estava perdida.- Você vai arrumar suas coisas e vamos sair daqui, sem sermos notados entendeu? E caso se recuse a me obedecer, vou fazer uma visita a cada um dos quartos dessa casa e me alimentar da sua família. É o que você quer?- rosnou para mim.

 

Eu já não duvidava que estava diante de um vampiro e o tom que usou me passava a certeza de que ele cumpriria aquela ameaça se eu não fizesse o que me foi ordenado. Não sacrificaria a minha família, se era a mim que ele queria, se esse era o preço para mantê-los vivos, eu iria.

 

- É o que você quer??- perguntou novamente ainda mais raivoso, mas com o aperto em minha garganta, minha voz não saía, então só consegui balançar a cabeça de forma curta em sinal negativo.- Ótimo! - e me soltou sem deixar que eu caísse.- Ande logo, o tempo está passando!

 

Minhas lágrimas desciam aos montes, mesmo com as minhas tentativas de controlá-las. Não queria chorar em sua frente, não queria fazer barulho e correr o risco de alguém acordar, mas também não queria ir. Fiz o que ele pediu no automático e, ao perceber que estava pronta, ele me pegou no colo e pulou a janela. Só tive tempo de olhar para meu lar uma última vez e ele disparou a correr.

 

* Flashback off*

 

Quando acatei aquela ordem, algo acusou em mim que o pior ainda viria. Lembro que Sasori me levou para a cidade de Salerno naquela madrugada dizendo que no dia seguinte seguiríamos para Monza, onde ficaríamos uma semana antes de partir para Kaposvár, na Hungria. Estava tão entorpecida pelos últimos acontecimentos, que não falei nada ou esbocei qualquer reação. Permaneci assim pelos dias que se seguiram, até que chegamos ao nosso último destino dentro da Itália e ele resolveu que era hora esclarecer as dúvidas que tinha na noite em que fui arrancada de casa.

 

* Flashback on*

 

Para variar, estava sentada, encolhida na cama, olhando pela janela sem realmente prestar atenção em alguma coisa. Há quatro dias deixei Ravello, meus pais, irmãos e amigos para trás, mas a ficha ainda não tinha caído. Fechava os olhos e pedia silenciosamente para que aquilo fosse um pesadelo e que, quando os abrisse, acordasse. Mas o que me fez abrir os olhos de supetão foi o barulho de porta abrindo e em seguida fechando. Ali estava o ser que eu mais detestava no momento.

 

- Direcionando esse olhar de ódio pra mim você fica ainda mais bonita, sabia?- veio se aproximando da cama recebendo apenas o meu silêncio.- Bom, eu disse que explicaria o que estava acontecendo e irei fazer isso, afinal, vamos conviver por muito, muito tempo, então você precisa ficar a par do contexto.

 

Ele me fitava como se esperasse uma resposta, mas viu que ela não viria e decidiu continuar.

 

- Como já falei, sou um vampiro, filho daquele que foi o primeiro rei da minha raça. Eu não tinha pretensão de assumir o lugar dele, pois não era o primogênito, e sim o mais novo, porém, o destino gosta de nos pregar umas peças de vez em quando e isso aconteceu quando meu pai e irmãos foram assassinados na última grande guerra que travamos com os lobos, há mais de dois milênios.- meus olhos se arregalaram nessa hora.- Pois é, bastante tempo! E sim, lobos também existem. Esses malditos são os responsáveis pela nossa desgraça! Antes deles surgirem, nós vampiros comandávamos os humanos, tínhamos tudo sob nossos pés, mas então os primeiros lobos apareceram e nos confrontaram. Acabar com aqueles miseráveis era uma necessidade, mas eles eram fortes, possuíam seus talentos. Precisávamos nos fortalecer para enfrentá-los, foi aí descobrimos os lumières, humanos com um sangue diferenciado, puro e que dava a quem dele bebesse uma força formidável. Começou então a caçada a estes humanos especiais, as luzes, mas eles eram difíceis de serem encontrados, para completar, minha raça não possuía controle sobre a quantidade de sangue que tomava e muitas vezes acabavam matando-os por não conter a sede.- eu só ficava mais chocada e atônita com o que ele dizia.- Infelizmente, uma dessas raridades foi tomada como companheira de um dos lobos e deles nasceu um alfa bem mais poderoso do que o normal, Ichiro Uchiha. Ele possuía o sangue lupino e lumière nas veias, sua força era permanente, ao contrário da nossa, que só durava alguns dias, enquanto o sangue lumière estivesse ativo no organismo. Sua supremacia lhe possibilitou unir todos os lobos em uma só alcateia e, sob seu comando, eles nos atacaram e derrotaram.- suas mãos estavam fortemente fechadas em punho e seus lábios eram uma linha reta ao término dessa fala. - Mas claramente não conseguiram matar todos… eu e algumas dezenas sobrevivemos depois de fugirmos. Vi o império de meu pai cair, vi seu corpo ser dilacerado por Ichiro e jurei vingança. Durante todo esse tempo venho me organizando com os remanescentes para recuperar o que me foi tomado. Aumentamos nossos números, estabilizamos nossas forças e traçamos formas de ataque sem que os cachorros desconfiem. Eu tinha uma preocupação genuína acerca de como mataria o Alfa Soberano já que, sendo da linhagem direta de Ichiro, ele tem o poder dos lumières, até que, num golpe de sorte, você apareceu. Deixou-me espantado, confesso, mas foi uma maravilhosa surpresa.- termina alisando minha bochecha.

 

- Eu apareci? Mas sou só uma garota qualquer, o que eu tenho com toda essa história? - disse antecipadamente, afastando-me de seu toque e temendo pela resposta.

 

 

- Minha bela Sakura, você pode ser tudo, menos uma garota qualquer, você é uma lumière, a chave para a minha vitória.- minha cara, antes apática, ostentava um semblante de puro espanto e assombro. Sasori continuou falando, mas minha mente nublou e não ouvi mais nada.

 

* Flashback off*

 

Depois desse “diálogo”, Sasori tomou meu sangue pela primeira vez e eu acabei por redefinir o conceito de sofrimento. A mordida em si foi dolorosa, mas nada que pudesse ser comparado ao que veio depois. O veneno contido nos dentes do vampiro, ao entrar na minha corrente sanguínea, provocou uma reação violenta, que me causou uma dor excruciante. Achava que aquilo era uma consequência do processo de transformação, afinal, se fui mordida por um vampiro, iria me tornar uma, mas não, era meu organismo evitando justamente que isso acontecesse.

 

O veneno dos vampiros é mortal, ele destrói células, tecidos e órgãos, logo, se você não morrer drenado, morrerá por ele, a diferença é que, nesse último caso, voltará como um imortal. Por ser puro e forte, o sangue de um lumière combate a ação do veneno, anulando-o e é justamente essa resistência que leva meu corpo a sentir como se estivesse numa sessão de tortura. Nas primeiras horas, a dor é desmedida ao ponto de fazer com que eu fique desnorteada e, às vezes, perca os sentidos. Esse é o resultado do primeiro contato entre ambos, mas, mesmo tendo seu poder destrutivo neutralizado, alguns efeitos do veneno ainda recaem sobre mim. Ele não permite que eu envelheça, por isso continuo com a mesma aparência dos meus 21 anos, minha audição, olfato e visão ficam mais sensíveis a estímulos- odores fortes me incomodam, ambientes excessivamente claros fazem meus olhos arderem ao ponto de lacrimejarem, tornei-me irritadiça com sons...- e, pelo que me contaram, meu cheiro ficava idêntico ao de um vampiro por alguns dias que se seguiam à última mordida.

 

Pois é, no fim das contas, fui reduzida a um mero objeto com sucesso e fazia questão de agir como tal porque, acreditem, eu não passo de uma carcaça sem alma. Buscava sempre passar despercebida, raramente falava, mantinha meu cérebro inerte durante a maior parte do tempo, evitava sair do quarto, assim como fazer barulho. Eu era um fantasma.

 

Parei de fitar o teto claro e deixei que meu olhar caísse sobre a bandeja que continha meu café da manhã. Fazia minhas refeições no quarto porque Sasori evitava que eu entrasse em contato com outros vampiros o tanto quanto era possível. Fiz menção de me levantar para comer quando ouço duas batidas na porta, sendo ela aberta em seguida. Falando no diabo, eis que ele aparece logo em seguida para estragar todo o meu dia. A rigidez assumiu meu corpo na mesma hora, pois Sasori só costumava vir até mim com o intuito de se alimentar.

 

- Desfaça essa cara de dor, Sakura. Sequer encostei em você e o que me trouxe aqui dessa vez não foi seu sangue.- senti meus ombros aliviarem levemente, mas estar na presença dele ainda me deixava tensa e acuada.- Vim para te comunicar que precisarei viajar para a França e você irá comigo.

- Irei? Mas eu nunca acompanho o senhor em suas viagens.- digo em tom de estranheza.

 

- Sim, mas dessa vez irei resolver assuntos importantes e delicados, não tenho previsão exata de quando voltarei. Posso precisar me alimentar de você, além do que, a ideia de te deixar sozinha nessa casa, nas atuais condições, com os demais não me parece atrativa. Seu sangue tem um cheiro inebriante e temo que, com uma ausência prolongada de minha parte, meus subordinados não se contenham.- expôs recebendo da mim apenas um aceno positivo, porque não mesmo que iria contrariá-lo. Sasori fica absurdamente violento quando está irritado e não queria estar no foco de sua raiva.- Bom, partiremos pouco antes do almoço, arrume suas malas.

 

Sem dizer mais nada além dessas palavras, ele saí e me deixa sozinha. O ar ficou até mais leve! Fui até meu guarda- roupa para separar o que levaria sentindo uma leve inquietação por dentro. Algo me dizia que essa viagem reservava grandes surpresas, restava saber se elas seriam boas ou ruins.

 


Notas Finais


Então, tá todo mundo indo pra França, gente!! A França me parece um excelente lugar para começar um romance... kkkkkkkk vejo vocês no próximo!


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