História Minha Luz - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan, Bangtan Boys (BTS), Depressão, Esperança, Filho, Gay, Hospital, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Lgbt, Mãe, Suga, Taehyung, Yaoi
Visualizações 23
Palavras 3.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Despedidas


Fanfic / Fanfiction Minha Luz - Capítulo 12 - Despedidas

Sexta-feira

Enfim chegou o dia da tal reunião.

Eu e hobe já não nos aguentavamos mais de tanta curiosidade.

- vamos a um restaurante, meu pai já está a nossa espera.

Namjoon falou andando até seu carro após ter fechado a cafeteria.

- Não é nada extravagante né? Eu nem tou vestido a altura.

- Cala boca hobe, você sabe que meu pai é um homem humilde. O restaurante fica aqui próximo.

Entramos em seu carro, e após alguns minutos já estavamos no restaurante.

- Boa tarde senhor kim

Cumprimentei o pai de namjoon com um aperto de mão leve e curvei meu corpo em respeito e Hoseok fez igualmente a mim.

- Boa tarde meninos. Sentem-se

Sentamos a mesa, e senhor kim logo se desculpou.

- Peço perdão a vocês dois, por estar tomando tempo de vocês. Esta reunião deveria ocorrer no horário de trabalho de vocês, mas tive uns imprevistos e não consegui, mas irei recompensalos como se fosse hora extra, não se preocupem.

- Está tudo bem senhor kim.

Hoseok logo falou abrindo seu lindo sorriso.

- Tenho certeza que Jungkook também não se importará, não é?

Ele me olhou e eu assenti.

- Ótimo, então garotos, chamei vocês aqui porque tenho uma novidade sobre a cafeteria para contar a vocês.

Eu e hobe apenas o olhava fixamente. Era nítida a curiosidade que tinhamos para saber logo do que se tratava.

- conversei com namjoon, e vimos que o lucro da cafeteria está aumentando rápido. E isso é ótimo. Mas teremos que fazer algumas mudanças.

- Pensamos muito e decidimos aumentar o estabelecimento.

Namjoon disse todo contente.

- Aumentar? - Perguntei

- Sim. Iremos utilizar da ideia que namjoon me deu, e apostaremos com tudo.

- Que seria? - Hoseok estava se matando de curiosidade.

- Primeiramente iremos trocar de prédio. Conseguimos fechar negócio com um prédio próximo de onde já é a nossa cafeteria, que é maior e o compramos.

- É, e eu também dei a ideia para papai, de uma cafeteria que visitei quando viajei para o Japão. Uma cafeteria e livraria.

- Cafeteria e livraria? Tipo junto?

Não contive e perguntei, a ideia parecia um pouco estranha, na verdade nunca tinha visto algo parecido, mas a julgar a empolgação de Namjoon, deve ser uma boa ideia.

- Sim, eu tenho algumas fotos como modelo.

Ele abriu a galeria de seu celular e mostrou a mim e a hoseok, algumas ideia do tal projeto.

- Nossa, fica lindo! E o mais incrível é que é algo novo.  - hoseok disse boquiaberto olhando as fotos

- é, eu nunca vi nada assim por aqui.

- isso mesmo Jungkook, não tem! E esse é o diferencial, será algo novo.

Namjoom explicou, olhando para seu pai, ainda sorrindo grande.

É, ele está mesmo animado.

- Então, como já está quase tudo resolvido, só teremos um problema... Mas antes vamos fazer nossos pedidos, eu estou faminto.

Concordamos com senhor kim e chamamos o garçom, fazendo assim o pedido de todos que estavam a mesa.

- certo, mas qual é o problema? - hoseok perguntou para o senhor kim.

- O prédio atual que está a nossa atual cafeteria, não é próprio, e o contrato vencerá na próxima semana. Então para não ter que renovar o contrator para mais alguns meses, decidimos que fecharemos até que o novo prédio esteja pronto.

- Fechar? E os clientes? E a gente?

Perguntei dessa vez um pouco preocupado.

- Calma - Namjoon sorriu calmo, tocando em meus ombros. - nós vamos fechar por duas semanas, e como vocês ainda não tiraram férias, daremos as duas semanas a vocês como descanso. E aos clientes, contratamos uma empresa de marketing, que está movimentando o nome da cafeteria por toda a internet, então a reinauguração será triunfante.

- Uau... prevejo sucesso - Hobe disse batendo palma todo animado.

- E você jungkook, Oque acha?

- Ótimo hyung. Sei que você e o senhor kim faram um ótimo trabalho.

- Ótimo, agora outra coisinha que preciso falar com vocês. 

Senhor kim fala sério, roubando a atenção de todos ali.

- Com a cafeteria maior, virá mais trabalho. E com isso o horário mudará, tomando também o fim de semana.

O observamos atentamente, era uma mudança e tanta mesmo.

- Quero que o horário comece as oito da manhã como já é, porém o horário de fechamento estenderá até as nove da noite e aos domingos até as três da tarde. Como sei que alguns estudam, contratarei novos funcionários, mas tem uma coisa que quero perguntar a você jungkook.

Ele me olha, e eu logo assenti.

Óbvio que senti um pouquinho de medo e frio na barriga, é meu chefe a minha frente, falando comigo bem sério.

- Gostaria de um aumento?

- Como? - perguntei e pisquei a espera de uma resposta ou uma confirmação de que realmente estava ouvindo certo.

- É um aumento. Na verdade, é uma promoção. Namjoon e Hoseok fazem faculdade a noite durante a semana, e apenas você tem a noite livre e confio cem por cento em você.

Ele falava e eu apenas o olhava ainda incrédulo de que aquilo era mesmo real.

Ele ta mesmo me oferecendo uma promoção?

- Como Namjoom e hoseok precisam encerrar seus horários antes, você gostaria de ser o gerente na parte da noite? Te darei um aumento correspondente ao cargo claro, e precisarei que tome conta do lugar e dos novos funcionários, para que assim a cafeteria continue fluindo.

- Mas senhor... eu apenas trabalho no balcão.  Não sei nada de administração.

- Ah jungkook, eu posso te ensinar algumas coisas, mas tenho certeza que consegue.

Namjoom fala e eu olho para hoseok ainda sem entender direito.

- Você é um trabalhador antigo, e eu confio em você para tal cargo.

- Mas tem o hobe...

- Hoseok já nos contou que sua faculdade está chegando ao fim, e que tem planos de dar aulas de dança em uma academia... então...

- É jungkook... você é o único aqui que dará o melhor para o cargo.

Hoseok fala sorrindo e me passando um pouco de confiança.

- Certo, eu aceito senhor kim. Darei o meu melhor, pode contar comigo.

- Sei que dará.

A comida chegou, e todos comemos, conversando as vezes sobre a tal mudança, e senhor kim até me apresentou o valor do meu novo salário.

Era setenta por cento a mais do que ganhava, e só teria que assumir o cargo depois que namjoom saísse.

Eu sorri, sorri muito e estava ansioso para contar a minha mãe.

Imagina, poder sair com ela daquele hospital, e poder pagar um lugar pra ela.

Ou melhor, um lugar para nós.

Tudo tava indo tão bem, dando certo.

Encerramos a noite e nos despedimos.
Cheguei em casa contei a novidade a yoongi, esse que comemorou junto a mim com muita felicidade.

Quem diria que um dia eu teria pessoas para comemorarem algo junto a mim, ou melhor, algo sobre mim.

Yoongi também está indo bem, a empresa na qual ele foi mostrar seus trabalho, a Big Hit, o contratou.

De início ele está apenas em teste, mas estava tão animado falando que todos estavam amando o seu som, e que até o próprio presidente da empresa disse que via muito potencial nele, que sei que dará muito certo.

Naquele dia comemoramos comendo pizza e jogando video game.

Pensei em mandar uma mensagem para jimin, contando sobre a minha promoção, mas não sei se temos essa intimidade toda, então desisti.

- Você já contou para sua mãe?

Yoongi perguntou jogado no chão do meu apartamento, enquanto comida uma fatia de pizza e deixava o joystick descansando sobre sua barriga.

- Contarei amanhã - o olhei e sorri - e senta direito hyung, vai acabar engasgando.

- Não enche. E o loirinho, já sabe?

- Jimin? Não

- Vocês não estão em algum tipo de relacionamento? Tipo carona e passageiro.

O olhei e sorri. Yoong é muito cara de pau.

- Claro que não hyung, nos beijamos só duas vezes.

- Duas? Eu não sabia dessa segunda vez, me conta agora.

- Não enche.

Falei dando play em mais uma partida e ele apenas bufou ao meu lado, pegando seu joystick para começarmos mais uma partida.

A noite terminou tarde, dormimos em torno das três da manhã.

Como eu não trabalharia no sábado e yoongi teria que está na big hit somente a tarde, não liguei o despertador e apenas apagamos.

Acordamos as onze da manhã, morrendo de fome, então logo fui para a cozinha fazer algo para comermos.

Yoongi foi para seu trabalho, e eu apenas esperei as horas passarem, para ir ao hospital.

Lembrei que jimin sempre vai visitar seu avô, então mandei uma mensagem para ele.

Jungkook: Oie hyung, você irá para o hospital hoje?

Jungkook: irei visitar minha mãe, e como você disse que adora me dar carona, pensei em te avisar.

Mandei as mensagens e deitei. Não havia nada para fazer a não ser fazer vários nada.

Passou-se cerca de três horas, olhei meu celular e nada de resposta do jimin. Levantei e fui tomar banho.

Troquei de roupa, e fui até o ponto de ônibus, mas ainda assim olhei mais uma vez se ele havia visto a mensagem e respondido, mas não tinha nada, nenhuma resposta se quer.

Eu não o conheço muito bem, mas sei que todas as vezes que mando mensagem ele responde o mais rápido que pode.

Guardei meu celular e esperei meu ônibus, esse que não demorou muito, então logo estava eu sentado em um dos acentos traseiros, indo para o hospital ver minha mãe.

Hoje começa a fase dois da quimioterapia, e sei o quanto isso vai ser difícil.

Mas estou confiante, e estarei ao lado dela em todo o momento.

Cheguei ao hospital, com cerca de meia hora antes do horário e aproveitei para ficar com minha mãe.

Ela disse que estava tranquila, mas eu sei que ela está nervosa. Ela já está nesse lugar a meses se tratando e não obtivemos um resultado muito bom, mas eu sei que mamãe é forte e que tudo vai da certo.

Estavamos conversando sobre a promoção que o senhor kim havia me oferecido, e mamãe parecia muito feliz.

- Eu orgulhosa do meu filho. E tou muito feliz mesmo.

- é... eu também, senhor kim e namjoon hyung estão depositando toda a confiança em mim.

- Você vai se sair bem meu anjo.

Ela sorriu mínimo e eu percebi que ela estava se esforçando para que eu não percebesse.

- Você está bem mamãe?

- estou

Ela me respondeu baixo e eu vi quando suas mãos se enlaçaram uma a outra.

Ela está nervosa.

- Mamãe, fica calma...

Ela suspirou fundo.

- Desculpa meu anjo... é que... eu estou com medo.

- Não precisa ficar com medo mãe, eu estarei aqui.

Dahyun entrou na sala, e preparou minha mãe para a sessão.

Ela tomou um tipo de coquetel e eu vi que isso era horrível.

Dahyun pediu para que descansasse e que eu chamasse caso precisasse.

Febres, dentre tantas reações podem ocorrer, e junto a isso é preciso mante-la sempre em observação.

Oque me assustava é que se a quimioterapia não nos der o resultado tão esperado, teriamos que incrementa-la com a radioterapia, que junto a quimio tendo mais eficácia.

Essa me assusta, por que se o corpo fraco de minha mãe já podia sofrer tomando uma bateria enorme de remédios juntos e combinados, já era um perigo, imagina junto a radiação.

Ela poderia não aguentar, e como já disse eu não tou pronto para isso.

Eu quero viver junto a mãe que não tive enquanto criança, quero poder sentir oque é ter uma de verdade.

E o câncer não pode tirar isso de mim.

Eu não admito.

Essa doença é simplismente a pior. Ninguém no mundo merece passar por isso.

Mas doutor kim de algum jeito me tranquilizou um pouco e me explicou que podemos verificar com alguns exames depois de três ou quatro sessões da quimioterapia se tivemos algum resultado positivo, e se a resposta for um sim, considerando o estado de minha mãe, e se ela não sentir mais dores, ela poderá terminar seu tratamento fora do hospital.

Aquilo sim, me mantia forte; saber que todo esse esforço em breve poderia nos dar um resultado positivo, e que mamãe poderia até sair do hospital, era um tipo de coisa que me fazia permanecer forte.

Mamãe dormiu, quieta e encolhida.

Aquilo fez meu coração apertar, eu sei que ela sente dor, então decidi que ficaria com ela aquela noite.

Peguei meu celular para avisar a yoongi que não voltaria e ele me desejou melhoras para ela, e mais uma vez me disse para ser forte, que tudo isso passaria.

Yoongi é um bom amigo, acho que o melhor.

Sai da conversa com ele, e olhei a com jimin, faziam horas e nada; fiquei um tantinho preocupado, mas não sei se deveria puxar mais conversa ou não.

Talvez eu devesse ligar? Não, melhor não.

Mandei uma outra mensagem na esperança que me respondesse.

Jungkook: Estou no hospital, você está aqui hyung?

Jungkook: Irei dormir hoje aqui, minha mãe teve uma sessão de quimioterapia mais forte e não quero deixa-la sozinha.

Jungkook: Se estiver aqui diz, queria te ver.

Passou certa de dez minutos, e cada um dele eu olhava para a tela do celular na esperança de que me respondesse.

Mas enfim sua resposta veio.

Jimin: Desculpa jungkook, não posso falar agora.

Eu olhei a mensagem e franzi o cenho, será que jaebeom esta com ele, por isso não pode responder? Mas jimin me pareceu não querer mais nada com ele... eu não sei oque falar, então apenas fechei meu celular e continuei ali, naquele quarto, observando mamãe dormir.

Por volta das onze da noite, vi que ela se mexia muito na cama, me aproximei e toquei sua testa.

Estava queimando em febre.

Então sem pensar, sai e fui atrás de dahyun, mas não encontrei, então falei com a recepcionista e pedi para me chamar o doutor kim.

Ele não demorou para aparecer.

- Olá jungkook, deu sorte que estou de plantão hoje, oque aconteceu?

- Ela está inquieta doutor e está queimando em febre.

Ele se aproximou de seu corpo e sentiu sua testa.

- Isso é uma reação normal dos medicamentos em seu organismo, mas irei verificar a temperatura e pedirei para pôr mais soro para mante-la hidratada.

Apenas assenti e ele pôs sua mão em meu ombro.

- É muito importante você ficar ao lado dela, ela fala muito de você, e ver que você esta se esforçando para cuidar dela me deixa feliz. Você é um bom garoto jungkook.

Agradeci e ele logo mediu a temperatura dela.

38,5 graus. Céus ela está queimando.

Vi doutor chamar uma enfermeira e logo pediu para que ela colocasse um novo soro e que verificasse a cada duas horas.

Ela assentiu e assim fez.

A noite foi bem difícil, pois eu não estava preparando e nem acostumado a nada, e o medo que tinha do pior acontecer, me fazia despertar do meu cochilo a cara vinte minutos.

Quanto amanheceu, percebi que ela se mexia um pouco na cama, então me aproximei e sorri.

- Bom dia dorminhoca.

- Jungkook? Céus você dormiu aqui?

- Sim.

- Meu filho... não precisava.

- Claro que precisava, a senhora estava queimando de febre. Tive até que chamar o doutor kim de tanta preocupação que estava.

- Você cuidou de mim?

- mas é claro mãe, eu estava assustado, mas que bom que já passou, aliás, está se sentindo melhor né? Preciso chamar o doutor ou dahyun?

- Estou sim meu anjo.

Ela esticou a mão e segurou a minha, juntando-as e beijando.

- Obrigado por tudo meu anjo.

- Não precisa agradecer.

- Bom dia... senhora jeon, está se sentindo bem?

Dahyung entra no quarto e sorri ao ver minha mãe já acordada.

- Estou sim, mas estou com um pouco de fome.

- Trouxe seu café da manhã

Ela entregou para minha mãe uma bandeja com comida.

- E para você também jeon, doutor kim que mandou. Ele comprou antes de ir.

Ela me entregou um copo com cafe e um sanduíche.

- Obrigada, não sei nem como agradece-lo.

- Agradeça comendo tudo, você passou a noite aqui e precisa se alimentar direito.

- Obrigada.

Sentei-me direito e comi todo o sanduíche e por fim tomei o café.

Vi mamãe também comer, um pouco mais devagar.

Após o café da manhã, resolvemos sair até o jardim, o sábado estava meio cinza, com algumas nuvens, mas as flores estavam lindas, como sempre.

Sentai no banco do jardim da frente, e pus mamãe ao meu lado na cadeira de rodas.

Ficamos olhando as flores e conversando por um bom tempo.

Estava frio, então fiz questão de agazalhar bem mamãe.

Ela já é fraca demais não precisa de um resfriado agora.

- quando será mesmo suas férias?

- Namjoon hyung, disse que ficariamos trabalhando até a sexta para finalizarmos a semana, e então parariamos. Precisa entregar o local no domingo ao proprietário, então os dois dias serão para retirar tudo de dentro.

- Você deveria sair, aproveitar suas férias, já que seram apenas duas semanas.

- Eu irei gasta-las todas aqui, com a senhora... Você precisa de mim mãe.

- Eu sei meu filho, mas não quero te empatar de viver... já errei demais.

- mãe por favor... já conversamos, não importa mais.

- saia pelo menos com aquele seu amigo de apartamento.

- Yoongi? Ah o hyung ta muito ocupado com todas as letras e músicas que está fazendo... não tem tempo mãe e eu também não quero atrapalhar ele em nada.

- Você jamais atrapalharia... e seu outro amigo?

- outro amigo?

- Sim, oque você conheceu aqui, o neto do senhor park

- ah jimin?

- Sim, park jimin, porque não chama ele para sair? Vocês parecem se dar muito bem.

Oque mamãe ta falando? Meu deus minha bochechas estão ficando vermelhas? Que vergonha me bateu agora.

Segurei sua mão e sorri.

- Que tal entrarmos? Já está ficando tarde.

- ainda nem escureceu... me deixa aqui mais um pouco.

- ok mãe.

Ficamos ali por mais um tempo, até decidirmos entrar.

Mamãe não podia extrapolar de jeito nenhum, é muito perigoso para ela.

Chegamos em seu quarto, e ela pediu para que eu fosse descansar em casa, neguei, claro, não queria deixa-la sozinha, ainda tinha muito medo, mas ela insistiu, e disse também que iria descansar mais um pouco, que seu corpo estava doendo.

Concordei, mas só sai do quarto quando ela dormiu.

Verifiquei seu semblante e era calmo, acho que não está mais sentindo dor.

Sai do quarto e peguei meu celular. Ainda era cedo, cerca de quatro e meia da tarde.

Cheguei ao lado de fora e olhei para o banco no qual eu e jimin nos conhecemos, na esperança de pelo menos o ver ali, mas foi em vão.

Sai andando, sem muita pressa, pois era domingo, e não tinha muito oque fazer.

Continuei meu caminho, passando agora, pelo grande estacionamento, que estava bem silêncioso.

Bom, estava...

Porque logo ouvi uma voz familiar gritando ali.

- Taehyung?

Me virei o procurando e o vi correndo e gritando o nome de jimin. Automaticamente foquei meus olhos em sua frente e vi jimin correndo, e esfregando o rosto.

- Ele está chorando?

Perguntei para mim mesmo, e sem pensar corri.

Ele é pequeno mas é bem rápido.

- HYUNG?

o chamei e ele me olhou assustado, parando.

- oque houve? Porque ta chorando?

Eu perguntei me aproximando dele, todo afoito e cansado da pequena carreira que tive que dá.

Jimin me olhou e esfregou novamente o rosto e antes que eu me aproximasse, ele entrou em seu carro e deu partida, saindo sem ao menos me dizer algo.

- JIMIN!!

tae se aproximou de onde eu estava e gritou, mas de nada adiantou.

O olhei sem entender nada e ele também chorava.

- Tae oque aconteceu?

O perguntei meio desnorteado

- Porque você ta chorando? Porque ele tava chorando?

Tae me olhou e se abaixou, ficando de cócoras e começou a chorar mais alto.

- Vocês brigaram?

Ele negou com a cabeça.

- Céus taehyung, oque houve? Jimin saiu naquele carro em prantos, isso é perigoso.

Ele me olhou e eu apenas me abaixei para o abraçar.

- J-Jimin... o V-Vô dele...

Ele disse em meio ao choro alto e a seus soluços.

CÉUS... O SENHOR PARK?

Senti o meu corpo todo tremer e apertei mais taehyung.

Eu vi o senhor park apenas uma vez, mas sei que para jimin ele é uma pessoa muito especial.

Tão especial que vejo o jeito que ele faz para estar aqui neste hospital todos os dias, apenas para vê-lo e acompanha-lo.

- Tae...

O chamei atrás de uma conformação.
Eu já sabia o estado do avô do jimin, mas se aconteceu oque estou pensando que aconteceu, jimin deve está precisando de amparo, deve está sofrendo.

- Jimin t-tentou ser f-forte mas não deu...

Silêncio, era apenas isso que eu sabia fazer.

Consolar pessoas é uma coisa muito difícil para mim.

- Tae... para onde o jimin foi? Ele precisa de ajuda.

- Eu n-não sei...

- Ei para de chorar, por favor.

Ele ficou de pé fungando e tentando parar o choro.

Demorou alguns minutos e o ouvi apenas fungando, então perguntei.

- Tae... o senhor park ele...

- Sim

Ele suspirou fundo e me olhou nos olhos.

- Ele morreu jungkook. 




-Continua-







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