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História Minha Maldita Chefe - Camren - Capítulo 24


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Notas do Autor


voltei! quem amou?
me desculpem pela demora, guys!

perdão os erros.
boa leitura.

Capítulo 24 - Sweather Weather.


Não, eu não estava sonhando, ou muito menos tendo uma miragem.

Eu tinha várias perguntas na mente, tais como; como ela sabia onde eu morava? Por que ela estava aqui? Como ela achou a fotografia? Obviamente eu não perguntaria tudo isso agora, já que ainda estava tentando formular tudo aquilo que estava acontecendo.

—Inclusive... —Lauren  olhou todo o meu corpo, abrindo um grande sorriso. —Devo dizer, dona Camilinha.. você está muito bonita.

Droga! Mais uma vez ela havia me deixado com vergonha, me fazendo esquecer de todo o ocorrido de hoje de tarde. Maldita mulher bonita dos infernos. Não consegui dizer nada, apenas me levantei e a abracei com força, com medo de que ela fosse embora e me deixasse ali.

Minha mente não estava errada, realmente era Lauren na foto, me deixando mais animada. O universo realmente pode ser louco algumas vezes...

—Meus pais estão dormindo... —Sussurro, soltando uma risada baixa enquanto admirava toda a beleza daquele ser perfeitamente inexplicável. —Nós não podemos conversar aqui.

—Então, troque de roupa. —A encarei confusa, e a mesma apenas me roubou um selinho. —Vamos, podemos andar por aí.

—Já passam da meia noite, Lauren... Você realmente ficou louca, né?!

—Pode apostar que sim.

O grande sorriso nos lábios dela me fez perceber de que ela não desistiria até que eu saísse com ela. Me dando por vencida, rapidamente fui trocar de roupa, colocando um moletom preto e uma calça qualquer da mesma cor. Ajeitei meu cabelo em um coque desajeitado e a encarei mais uma vez.

—Não acredito que estou fazendo isso...

—Vai me dizer que nunca fez isso na adolescência?! —Ela tinha um sorriso divertido nos lábios, parecendo com uma criança pequena que estava prestes a aprontar.

 —Óbvio que não! —Revirei meus olhos e por fim, calcei meus tênis. —Não tinha motivos para eu fazer isso. Eu sou uma moça comportada, Jauregui.  

—Tão comportada que provoca feito o inferno.

Naquele momento, aquilo havia me deixado envergonhada. Na hora da provocação nunca penso nas conseqüências que serão geradas, por isso tendo a me soltar muito mais. Eu tinha uma linha tênue entre ser safada e ser fofa.

Sem responder nada, e provavelmente, com meu rosto completamente corado, vou até a porta do quarto na intenção de abrir a mesma para poder sair, porém sou parada ao escutar a Lauren.

—O que está fazendo?! —Perguntou um tanto confusa, arqueando uma sobrancelha.

—Saindo pela porta? —Respondo de maneira óbvia.

—Vamos sair por onde entrei. —Foi em direção a janela, saindo do meu quarto pela mesma. —Não era você quem não queria acordar seus pais?

Lauren Jauregui era definitivamente louca.

(...)

Eu e Lauren caminhávamos sobre o silêncio entre nós. Algumas vezes encarávamos o chão, ou as estrelas sobre nossos corpos. Era engraçado pensar que, entre sete bilhões de pessoas, a garota que conheci quando pequena fosse justamente a minha chefe.

O destino era algo confuso, porém engraçado. É idiota pensar em coincidência, quando já está tudo programado pelo destino. Aquele pensamento bobo me fez rir, ganhando um olhar confuso sobre a mulher ao meu lado. Sem dizer nada, pego a mão dela, entrelaçando nossos dedos.

—Sua mão está gelada... —Formo um pequeno bico nos lábios e coloco nossas mãos dentro do bolso do meu casaco. No mesmo momento, uma música se fez presente na minha mente, a qual tratei de cantar. —Cause it’s too cold for you here and now, so let me hold both your hands in the holes of my sweater.

—Gosta de The Neighbourhood?! —Foi possível escutar a animação em sua voz, deixando-a extremamente fofa. Apenas concordei com a cabeça. —Uau... E eu achando que não tinha como você ser mais perfeita.. acho que eu estava enganada.

Se tinha algo sobre ela que eu sabia, é que ela gostava de me deixar envergonhada.

Após um tempo caminhando, Lauren e eu paramos em uma pracinha que tinha não muito longe da casa dos meus pais. Nos sentamos sobre a mesa retangular de concreto, passando a encarar o céu. Nossas mãos estavam próximas uma a outra, e ela não perdeu tempo em entrelaçar nossos dedos mindinhos — aquela simples ação me retirou todo o ar.

—Minha mãe faleceu quando eu tinha vinte anos... —Pensei em falar alguma coisa ao ouvi-la confessar, porém não consegui pensar em nada. Aquilo estava sendo algo raro, então continuei a encarar o céu estrelado, prestando total atenção nela. —O cara que bateu no carro dela nunca prestou socorro, e desde então eu sede de vingança. São três anos que eu o procuro. Consegui ter uma foto dele, e quando o vi pela primeira vez, ele pedia a mulher dele em casamento, pude notar que ela estava grávida... —Era perceptível a magoa em seu tom de voz, me apertando o coração. —Ele está vivendo a vida dele, enquanto arrancou a vida fora de outra família.

O olhar sem brilho de Lauren se virou para o meu rosto. Agora, nós duas nos encarávamos de modo intenso, porém, como se fosse algo indiferente. Deixei que ela continuasse a fala, mostrando que eu estava aqui por ela.

—Minha ex-noiva me traiu. —Desviou seu olhar para o céu novamente. —Eu engravidei por ela, porém, quando descobri a traição, achei que ela tivesse ficado com raiva de mim... Eu cometi uma burrada das enormes, Camz... —Antes de continuar, suspirou pesadamente. Pude notar seus olhos lacrimejarem. —Para tentar tê-la de volta, dei meu filho a outra família, que não conseguiam engravidar... Depois daquilo, passei a acreditar que eu nunca havia sido mãe.. mas eu estava acreditando na mentira. —E novamente, seu olhar voltou para o meu. Sua mão direita tocou meu rosto delicadamente. —É por isso, Camila... é por isso que eu tenho medo de amar e de ser amada... Não agüento mais perder aqueles que mais amo.

—Lauren, você não irá me perder. —Levei minhas mãos ao rosto dela, limpando algumas lágrimas que se escorriam por sua bochecha. —Não vou deixar que isso aconteça, está bem? Agora que me tem, terá que me agüentar pra sempre.

Minha fala vez com que ela risse —por mais que fosse uma risadinha, aquilo já preencheu meu coração. Deixei um beijo demorado na testa dela, em uma forma silenciosa de dizer que cuidaria dela. Talvez, me apaixonar por ela não fosse tão ruim assim...

—Eu estou aqui, ok? Estou aqui agora, e não sairei daqui, nem que me peça isso. —Cuidadosamente encostei nossas testas, admirando as belas órbitas verdes que eu mais gostava. —Só peço que me deixe cuidar do seu coração... Sei que é muito a te pedir, mas por favor, deixa... Irei te fazer enxergar o quão você é um ser incrível. Eu vim aqui para te proteger, e nunca machucar.

—Eu deixo, Camz.. eu deixo. —Maneou positivamente com a cabeça, deixando que lágrimas silenciosas deslizassem por todo o seu rosto. De maneira desesperada, ela me abraçou, talvez com medo que eu fosse sair dali. —Não me deixa, Camila. Por favor, não me deixa.

—Não vou te deixar, Lolo... Não vou.

—Eu preciso de você, mais do que possas imaginar.

Aquela frase fez com que o mundo ao meu redor parasse de vez, me retirando todo o fôlego. A felicidade que eu sentia naquele momento era imensa — algo impossível de se explicar.

Talvez, me entregar para Lauren não seria tão ruim assim. 


Notas Finais


comentem o que acharam, por favor!

pergunta importante: querem logo de primeira um hotzão, ou um amor fofinho?


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