História Minha Melhor Amiga Virgem - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Damon Salvatore, Elena Gilbert, Malachai "Kai" Parker
Tags Amizade, Amor, Comedia, Delena, Desejo, Erótico, Sexo
Visualizações 271
Palavras 1.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Parte 3


— Você não pode ir ao clube vestida com isso! — decreto ao vê-la com uma calça de moletom e um cardigã.

— Qual é o problema? — questiona irritada.

— Não vejo problema nenhum — concorda Stefan me dando um soco no braço.

Mas não vou deixar minha melhor amiga entrar no clube assim, será motivo de piada o resto da vida dela. A pego pela mão e a arrasto até seu quarto. Abro seu guarda-roupa e examino.

— Elena, você mesma disse que esse tipo de lugar é frequentado por mulheres seminuas, o que acha que vão pensar ao vê-la vestida como uma colegial virgem?

— Que não estou gritando por sexo?

A encaro com um sorriso.

— Preciosa, você está. Olha a sua cara.

Ela estende a mão no que é um limite para ela, já irritada.

— Damon Salvatore, nada de falar pornografias comigo! Foi a primeira coisa que a mamãe te disse quando se mudou para cá, lembra-se?

— Sim, ela também disse que eu podia fazer e não falar.

— Nós dois sabemos que isso nunca vai acontecer — ela diz empurrando-me e pegando um vestido. Ainda é comprido, mas é justo. Bem melhor que a roupa que está usando.

— Menos mal, vista esse. Desculpe, Elena, você sabe que eu a respeito mais do que qualquer pessoa nessa vida.

— Eu sei.

Ela tira o cardigã e começa a abaixar a calça, bem ali, na minha frente. Viro-me para trás assoviando e não a olho, ela é minha melhor amiga e eu não estava brincando quando disse que a respeitava mais do que qualquer outra pessoa na vida. Ela passa por mim quando termina, coloca um brinco de argola pequeno, mas é um brinco, e calça uma bota que abraça sua perna e destaca sua coxa.

— Satisfeito? — pergunta dando uma volta.

— Você está quase lá, baby girl . Agora, vamos.

Ela bufa irritada com o apelido que detesta e me segue porta afora.

Fiz questão de sentar-me no banco do carona antes que Stefan fizesse Elena sentar lá. Mas vejo que ele mais olha para o discreto decote dela do que para a estrada e para acabar com o desconforto da minha amiga, jogo minha jaqueta para ela, que sorri em agradecimento e a coloca.

Elena ficou excepcionalmente calada no caminho até o clube, nem mesmo quando Stefan a cantava, coisa que ela sempre respondia com um "me mate" e todo seu sarcasmo, ela respondeu. Parecia perdida em pensamentos.

Quando descemos do carro, peço a Stefan que vá na frente e seguro Caitlin um pouco comigo.

— O que está havendo, Elena? Você quer ir embora?

— Não, está tudo bem — diz e desvia os olhos.

— Ei! — Seguro seu queixo obrigando-a a focar aqueles olhos de amêndoas em mim. — Você sabe que pode me dizer qualquer coisa, não sabe? Desde aquele babaca do Liam você perdeu o costume de me dizer as coisas, Elena.

— Você vivia reclamando que eu falava demais, devia estar grato. Então, vamos entrar no seu mundo?

— Só quando eu entrar no seu. O que está havendo? Se é pelo Stefan eu te garanto que ele não vai tocar em você.

— Eu não sei se me encaixarei aqui. Quero dizer, não que eu vá frequentar esse tipo de lugar depois disso, mas temo que vá me sentir péssima.

— Se isso acontecer eu a levo pra casa, como prometi.

— Sim, e será mais uma coisa do seu mundo da qual eu não faço parte. — Ela cobre rapidamente a boca com a mão e tenta desconversar, falando sobre uma mulher que me olha estranho, mas ela está certa.

Conheci Elena quando tinha seis anos e me achava o super-herói. Ela havia acabado de entrar no jardim de infância, era muito pequena para sua idade e frágil, parecia uma boneca. Ela era nova na cidade, andava vestida de princesa e isso não condizia com a realidade do local onde morávamos. As meninas mais velhas não gostavam dela, e começaram a ameaçá-la. Eu via ela chorar para a mãe sempre que ia deixá-la na escola. Sendo eu o super-herói ali, tive que ajudá-la. Eu virei seu protetor. Nunca mais nos separamos.

Nossa amizade sempre foi algo difícil de entender e mais ainda de explicar. Ela foi a garota que fez meu primeiro cavanhaque quando eu quase não tinha pelos e segurou minha mão na minha primeira tatuagem aos treze anos. Eu fui o cara que a ensinei a beijar quando ela se apaixonou por um nerd retardado na quarta série, e fui seu acompanhante em todos os bailes de escola. Quando ela fez quinze anos, eu estava proibido de pisar no bairro, mas mesmo assim fui à sua festa, fui seu príncipe, não porque éramos apaixonados, nem nada assim, mas porque nossa amizade vai muito além de qualquer estereótipo e entendimento.

Sempre houveram piadas de que nos pegávamos, de que ela era minha puta, coisas maldosas quando me envolvi com as pessoas erradas, e ela sempre foi o ponto bom no meio de toda confusão. Ela, foi a única que esteve ao meu lado quando tudo aconteceu. A única que me ouviu admitir o que eu havia feito e não me olhou com julgamentos e pena, mas sim com uma ideia de como me esconder. Ela foi a garota de quatorze anos que me escondeu em seu porão por dois meses, deixando de comer para me dar suas refeições e me fazendo companhia todas as noites.

Ela é a única garota no mundo com quem eu posso dormir na mesma cama e não tocá-la de forma erótica, íntima sim, mas sem segundas intenções. Eu nunca a vi assim, ela sempre foi a melhor amiga, o porto seguro, a menina que gostava de mim independente de qualquer coisa. Tínhamos liberdade de falar tudo um para o outro, mas quando a testosterona passou a reger meu corpo, acabamos nos afastando. Ela se mudou e eu só pensava em sexo e não podia de jeito nenhum falar com ela o que pensava sobre as amigas gostosas dela. Não queria que ela visse o grande sem vergonha que eu me tornei. Quando fui morar com ela, isso ficou claro logo no primeiro mês, ela impôs suas regras, não segui todas, mas como sempre, ela ainda é a garota que não me julga, mesmo quando puxa minha orelha, e a que estará sempre aqui por mim. E eu sinto falta da época em que podia falar de tudo com ela, e que ela fazia o mesmo.

— Quando eu cheguei aqui, você estava namorando sério um grande babaca há quase um ano e eu não sabia. Foi a primeira coisa que você me escondeu, Elena. Depois de tudo o que ele fez, você nunca mais voltou a ser você. Se concentrou tanto no trabalho e nos estudos, achei que fosse passar, que fosse só para não sentir dor, mas você me colocou de escanteio também.

— Não, eu não fiz isso!

— Jura? Porque eu não sei com quem você sai agora, não conheço suas amigas, mas sei que você tem alguma. Não conheço os caras com quem você se relaciona.

— Você não ia gostar deles. E não quero você pegando minhas amigas para partir o coração delas depois e me fazer perdê-las.

Sorri.

— Me dê o benefício da dúvida. Não vou comer suas amigas.

Ela faz uma careta pela palavra que usei, fazendo-me rir ainda mais.

— Apresente-me ao menos uma. Juro não me meter com ela. E um cara com quem você sai.

Ela parece desconfortável.

— Não estou saindo com ninguém. Tudo bem, eu meio que te coloquei de fora, mas a verdade é que você apareceu aqui depois de dois anos sem nos vermos e você respirava sexo. Ficou tão diferente do Damon que eu conhecia!

— Não fiquei. Na verdade, eu só não mostrava esse meu lado para você, morando juntos não tive como esconder.

Ela sorri e me dá um soco leve no braço.

— Não faço parte desse seu mundo depravado e violento. E se eu assistir a uma luta e achar que esse ambiente é demais para mim? Não farei parte do que você ama fazer também. Acho que vamos nos perdendo com os anos.

Seguro sua mão e olho em seu rosto de boneca assustada para que ela não tenha dúvidas do que vou dizer:

— Eu não tenho nada, Elena, apenas você. Nunca posso perdê-la. Se você achar que isso aqui é demais para você, então vou achar algo que goste de fazer e que você considere aceitável.

Ela sorri.

— Tudo bem. Estou fantasiando mulheres amarradas e homens se comendo com os dentes. Vamos tirar essa impressão de mim.

Entrar de mãos dadas com a Elena, estando ela com a minha jaqueta não foi uma boa ideia. Os seguranças na porta logo repararam cada centímetro dela, como se ela fosse mais uma das mulheres que pego. Será que esses idiotas não percebem que ela ainda é uma menina? A puxo para mais perto de mim, tentando protegê-la. Seus olhos curiosos observam tudo, logo que entramos, no corredor que desce para o ringue, há vários quadros dos grandes lutadores da casa. E bem na esquina onde viramos para entrar, em maior destaque, há o dele: Parker, o imbecil. Elena solta minha mão e se aproxima do quadro, não sei o que viu nele até ouvi-la suspirar.

— Uau!

— Uau? O que quer dizer esse uau, Elena?

— Você não entenderia. Tudo bem, você quer que eu te conte tudo, então.... Olhe para esse cara! Esses músculos, a pele dele brilha! Eu consigo contar quantos gominhos ele tem e meu Deus! Ele tem dez! Você já viu um cara com dez gominhos? Ele exala testosterona e só de olhar para essas entradas nesse tanquinho me dá vontade de ajoelhar-me aos pés dele e perguntar por que ele não me deixa chupá-lo, só um pouquinho?

— Quando quiser, baby — uma voz atrás de mim faz Elena quase desmaiar, ao reconhecer o cara da foto.

E merda! Eu estou quase arrancando esse quadro e cada um desses gomos que a Elena enxergou nele. Elena abaixa a cabeça sem graça e se aproxima de mim, mas claro que Parker não deixaria isso passar batido.

— Sua garota é muito linda e esperta, Salvatore. Melhor tomar cuidado com essa.

— Vai à merda Parker. Você não vai chegar nem perto dela.

— Veremos.

Ele olha milimetricamente para Elena, que ao invés de se encolher atrás de mim como ela normalmente faria, sorri para ele, devolvendo a inspeção.

— Desculpe-me falar do seu... — Ela aponta com o dedo em direção ao short que ele usa.

— Não tem problema, baby. É todo seu.

Puxo Elena pela mão e a arrasto para dentro do ringue e a filha da mãe ainda fica olhando para trás, para o filho da puta do Kai. Assim que ele some de vista, ela começa a rir.

— Que merda foi essa, Elena?

Mas ela ri tanto que mal consegue falar. Quase a sacudo para que pare de rir e me responda, e quando ela percebe como estou nervoso, suspende o riso com uma careta.

— Foi uma brincadeira, tá legal? Eu só queria brincar falando de forma que você nunca falaria perto de mim, para quebrar esse gelo e nós nãos nos perdermos tanto.

— Você exaltou o maldito Parker só para me mostrar que posso falar de sexo com você?

Ela arregala os olhos vermelha como um tomate.

— Ah meu Deus, esse é o famoso Parker? Damon, juro que não fiz por mal. Mas devo admitir, ele é muito bonito. Não tipo modelo, mais como um homem. Um homem muito lindo. — Ela está de novo com o olhar fixo nele e sou obrigado a sacudi-la para trazê-la de volta à realidade.

Essa noite está me saindo muito pior do que poderia ter imaginado.



Notas Finais


KKKKKKKKKKKK
Damon ficou todo mordido.
Espero que tenham gostado.

Xoxo♥♥♥


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