História Minha nada mole vida com Castiel - Capítulo 23


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Kentin, Lysandre, Personagens Originais
Visualizações 92
Palavras 4.238
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, gente linda :)
Como vão vossas senhorias nesse dia?

Bem, antes de mais nada, gostaria de me explicar: como disse, estaria postando a MNMV todo domingo e hoje seria nossa último capítulo, porééém, tcham tcham tcham tchaaaaaam, EU ESCREVI UM CAPÍTULO EXTRAAAAAAA [AEEEEEE o/] e postarei ele amanhã pra encerrar nossa fic * - *

Eu ia dizer mais coisas, mas vou ficando por aqui.
Boa leitura, personas <3

Capítulo 23 - Minha nada mole vida com... Castiel


Fanfic / Fanfiction Minha nada mole vida com Castiel - Capítulo 23 - Minha nada mole vida com... Castiel

Eu levei um susto quando escutei o celular despertando.

Dei um trimilique e quase cai da cama pra desligar o negócio. A música parou e eu respirei fundo, ainda sentindo meu coração disparado.

Isso que dá ficar dormindo tarde sabendo que tem que trabalhar no outro dia.

Passei a mão na cara, me virando de lado na cama e fechando os olhos de novo.

— Hummmmmmmmm. — Murmurei, afundando metade do rosto no travesseiro.

Me aconcheguei nas cobertas, pensando em dormir pelo menos mais “5 minutinhos” e me recriminei mentalmente por isso. Suspirei, pensando que se eu não me levantasse agora ia dormir até a hora do almoço. E fiquei 20 segundos em off line, até que...

— Pronto. — Falei comigo mesma e me sentei na cama rápido, respirando forte de novo.

E esfreguei os olhos, abrindo um bocejo. Mais um respiro e sai da cama, pegando o moletom do Castiel que estava pendurado na cadeira da minha mesa e a vesti.  Ela desceu pelo meu pijama e bateu na metade da minha coxa.

Olhei esse desarranjo todo e balancei a cabeça.  

Fui andando pelo quarto e catei um elástico da cômoda, prendendo meu cabelo curto em um rabinho. Abri a porta, ainda bocejando e caminhei pelo corredor, parando perto da primeira porta da esquerda e entrando nela.

Dei uma risada soprada, fazendo uma cara engraçada.

E caminhei até à escrivaninha, me aproximando da cadeira com Arthur sentando nela e todo esparrachado em cima dos livros e dos cadernos. A xícara de café, provavelmente da madrugada, já deveria tá um gelo. Fiz um bico e coloquei a mão no seu ombro, chegando perto do rosto dele.

— Arthur. — Chamei, balançando ele devagar. — Querido?

— Hum. — Me respondeu meio automático, mas sem acordar de verdade.

Do jeito que eu fazia com a minha mãe.

— Querido, tá na hora. — Sacudi o ombro dele.

— Eu sei, mãe. — Me respondeu com uma voz manhosa e enfiou o  rosto no braço com força.

Eu ri.

— Então, dá um jeito de acordar. — Falei brincando, tirando a mão do ombro dele.

Escutei Arthur respirar fundo e mexer os braços, levantando o rosto e me encarando com uma cara sonolenta e os cabelos revirados igual os do pai dele. Eu sorri, vendo aquela cara bagunçada e de poucos amores me encarando.

— Bom dia, dorminhoco. — Segurei na cadeira.

Ele riu meio sem graça e coçou um dos olhos, se escorando na escrivaninha.

— Bom dia, mãe. — Abriu um bocejo.

— Ficou estudando até tarde de novo? — Perguntei, colocando meu pé no encosto da cadeira e olhando pra ele séria.

Ele suspirou, me olhando meio contrariado.

— Só toma cuidado pra não perder muito sono, viu? —Repreendi.

— Mas,  — Me encarou surpreso e ansioso. — O vestibular é daqui dois meses… —  Começou a falar meio desesperado. — E você sabe que Medicina não é assim tão fácil pra passar.

Abri um sorriso consolador.

— Eu sei, querido. — Continuei olhando pra ele com a nova expressão que  eu tinha adquirido de uns tempos pra cá: mãe. — Mais um motivo pra você tá tentando descansar mais. — Aconselhei. — Além disso, não quero filho meu stressado, ansioso e depressivo por aí. — Falei engraçada, bagunçado o cabelo dele. — Está bem, doutor? — Brinquei com ele, soltando um sorrisinho de Arthur.

— Dá pra vocês pararem de conversar? — Escutamos uma terceira voz e olhamos pra cama encostada no canto do quarto. — Desse jeito não consigo dormir. — César se virou pro canto, tampando a cabeça com a coberta.

Eu olhei pro Arthur com cara de: “Qual é a dele?”, mostrando o irmão dele com a sobrancelha e ele riu. Fui até cama dele.

— Ah, é, engraçadinho? — Puxei a coberta dele e César me encarou surpreso. — Pois já tá na hora do senhor levantar. — Comecei a cutucar a barriga dele, fazendo ele rir.

— Pa - ra, m -ã -e. — Falava entre as gargalhadas, tentando segurar minha mão. — E-u n-ã-o s-o-u m-a-i-s c-r-i-a-n-ç-a! — Gaguejou entre os risos e o soltei, deixando ele ainda rindo, com  a mão na barriga.

— É mesmo, garotão? — Eu comecei a rir, me sentando na beirada da cama dele.

Arthur passou por nós, rindo a beça.

— Ui, garotão. — Zuou o irmão.

César tirou o travesseiro e arremessou nele, que pegou ele no ar. Arthur jogou de volta, revidando, quando impedi que o objeto caísse em cima da gente.

— Vamos parar, os dois? — Falei meio autoritária e me levantei da cama. — Vocês têm trinta minutos pra se arrumarem e estarem na cozinha fazendo a obrigação de vocês. — Disse, largando o travesseiro de César na cama e fui até a porta, a abrindo e passando por ela. — Que os jogos comecem. — Brinquei com os rapazes, fazendo eles rirem.

E fechei a porta de novo.

Fui pra próxima, entrando no quarto e vendo Cecília dormindo escancarada em cima da cama. Parecia um sapo atropelado no asfalto: a perna pra fora da cama, os braços abertos em cima do colchão e a coberta derramada no chão, me fizeram lembrar os primeiros meses de casada. Era um suplício dormir com Castiel. Ele mexe demais.

Dei um sorriso. De todos os nossos filhos, ela é a que mais se parece com ele.

Cheguei perto da sua cama e me abaixei, sussurrando perto dela:

— Cecília?

— Quê?! — Perguntou em um susto, levantando a cabeça de repente e fazendo o cabelo cair todo na sua cara.

Não aguentei.

— Bom dia, querida. — Falei entre risos, jogando as mechas dela pra trás. — Hora de ir pra aula. — Achei os olhos dela no meio da cabeleira preta e cacheada.

Ela bufou.

— Hum, porque eu tenho que ir pra aula? — Falou manhosa, batendo a testa no travesseiro.

Acariciei as costas dela.

— Bem, eu poderia dizer que é pra você ser alguém na vida, mas acho que isso não é justificativa. — Disse engraçada e ela murmurou com a voz abafada.

— Pronto, — Levantou a cabeça e me encarou. — Eu posso ser alguém na vida e dormir até tarde. — Disse convencida, me olhando com uma cara de vitoriosa.

Abri um sorrisinho maldoso.

— Pode, mas também pode ir pra escola e encontrar o Ian por lá. — Provoquei.

Cecília arregalou os olhos em um susto e corou de repente.

— Por que você tá falando daquele idiota? — Ficou nervosa, mas desviou o rosto, ainda mais corada.

Eu soltei uma gargalhada gostosa.

— Porque eu sei que você tá interessada nele. — Falei meio baixo e ela bufou.

— Affe. — Me soltou essa, mas não deixou de afundar o rosto no travesseiro.

Eu balancei a cabeça,  dando um risinho engraçado e me levantei.

— Te vejo na cozinha, senhorita. — Bati nas costas dela devagarinho.

Agora, só faltava o boss.

Saí do quarto de Cecília, voltando pelo corredor, chegando na porta do final dele. Abri a porta devagar, entrando e a fechei em silêncio, encarando aquela zona particular e a minha cama. Castiel estava deitado de bruços, com o rosto afundado no travesseiro, deixando os cabelos negros e curtos a mostra. As pernas espalhadas por ela e um dos braços sob travesseiro. Sorri. E subi na cama com os joelhos, caminhando com eles devagar e cheguei bem perto, me debruçado nas costas dele.

Castiel teve um susto repentino e eu ri.

— Tá na hora de acordar, Belo Adormecido. — Sussurrei no ouvido dele, começando a mexer nos fios curtos.

— Hum. — Ele murmurou, levando a mão no rosto. — Mas que inferno. — Reclamou, abafando a voz com a mão.

Dei um risadinha daquele mau humor e comecei a brincar com a orelha dele. Vi um sorriso meia boca brotar nos lábios de Castiel.

— Que você tá arrumando aí, mulher? — Perguntou numa meia voz e um tanto rouca.

— Tô tentando te tirar da cama. — Disse divertida, parando de morder a orelha dele.

Ele se virou de repente, me levando junto com ele e rolamos pela cama, quase caindo dela. Eu dei um grito no susto, fazendo Castiel rir e me olhar triunfante.

— Desse jeito, eu não vou querer sair daqui. — Falou galanteador.

E começou a beijar meu pescoço, fazendo cosquinha em mim com a barba.

Eu comecei a rir muito, agitando as pernas. Ele se divertia, morrendo de rir com meu desespero. Tentei tirar Castiel de cima de mim, mas ele segurou meus braços.

— Que - ri – do. — Risada. — Eu preci — Outra. — Trabalhar!

Gargalhei muito, quase perdendo o ar. E ele continuou a encostar seu rosto na curva do meu pescoço e fiz a maior algazarra.

— Me solta! — Gritei, ainda em risos, me debatendo mais que peixe fora d’ água.

Ele tirou o rosto dali e o levantou, me encarando com um sorriso vitorioso e charmoso ao mesmo tempo. Eu ainda continuei dando uns risos, antes de perceber que ele me olhava.

— Que é? — Perguntei, soltando os resquícios dos últimos risos.

Ele riu de lado.

— Tô olhando você, não posso? — Disse com seu jeito sem educação.

— Pode, ué. — Respondi, já levando minhas mãos pra nuca dele. — Aliás, você pode fazer o que você quiser. — Soltei essa e Castiel ergueu uma das sobrancelhas charmosamente.

— Você tá brincando com fogo, garota... — Falou meio sussurrado, me olhando com sua expressão de bad boy.

Eu dei meu sorriso like a Castiel, aprendido nesses últimos anos.

— Eu gosto.

Soltei e nem tive tempo de mais nada porque fui atropelada por um beijo.

Mas uma batida na porta acabou com aquele momento.

Nos desenrolamos em um segundo, levando um susto imenso e me sentei na cama rapidinho, tentando parecer uma mãe e não uma esposa descabelada. Castiel começou a rir de mim me recompondo e saiu da cama, nem aí com a cara sem vergonha dele. Foi até a porta e a abriu.

— Bom dia, pai. — Escutei a voz de Arthur, meio falha pelos risos.

— E aí, garoto? — Perguntou, terminando de abrir a porta, enquanto eu me colocava de pé.

Arthur parecia se conter pra não rir.

— Qual é a graça? — Castiel perguntou ao ver que ele segurava o riso.

— O que houve com a mamãe dessa vez? — Escutei ele perguntar debochado e Castiel soltou uma gargalhada.

Eu levei um susto. Ai meu Deus, eles escutaram.

— Nada, sua mãe que é fraca. — Ele me zuou e estreitei os olhos na direção dele, fazendo Arthur rir.

Me aproximei e dei um tapa no braço de Castiel.

— Ridículo. — Soltei.

Nosso filho riu divertido, se escorando no batente da porta.

— E o que foi que você veio parar aqui de manhã? — Castiel interrompeu nosso momento. — Me dar bom dia que não foi. — Disse debochado.

Arthur olhou pra Castiel com uma cara estranha e ao mesmo tempo engraçada.

— Não, não foi não. — Existia resquícios de sorriso em seus lábios . — Queria saber se você tinha uma palheta pra me emprestar. — Enfiou as mãos nos bolsos.

Castiel pareceu pensar alguns segundos.

— Eu nem sei onde eu deixei as minhas. — Confessou.

Eu balancei a cabeça, negativa.

— Seu pai tá ficando velho, querido. — Provoquei, dando uns tapinhas consoladores no ombro de Castiel e ele cruzou os braços, fechando a cara pra mim. — Vou te dar uma. — Ignorei a provocação dele e Castiel me olhou estranho.

— Desde quando você tem essas coisas? — Se virou intrigado, me acompanhando com o olhar.

— Olha aí a mamãe. — Arthur brincou e fiz um “hang lose” com a mão de costas pra eles, fazendo ele rir.

— Você vai ver. — Respondi, abrindo minha gaveta do criado mudo.

— Ainda tá jogando vôlei com a guria do Armin? — Escutei Castiel perguntar.

— A Ava? — Senti a voz dele sair mais animada. — Ham ham.

— E que dia você vai dar um jeito de sair com ela?

Pof. Eu parei de mexer na gaveta no mesmo instante e olhei pra trás.

Eita.

Assuntos constrangedores modo on.

Arthur se assustou em um instante e ficou em silêncio. Corou. Castiel deu uma gargalhada e juntou o filho dele pelo pescoço.

— Você ainda vai ter que aprender muito com seu pai, garoto. — Falou todo vaidoso e abriu seu sorriso de lado. — Vou te ensinar umas coisas qualquer dia desses.

Revirei os olhos e balancei a cabeça. Me levantei com a palheta na mão.

— Tá muito devagar esse negócio aí. — Continuou falando.

— Você não vai ensinar nada, engraçadinho. — Voltei caminhando e olhando os dois ali naquele momento pai e filho. — Vai deixar o Arthur se virar. — Falei séria, aproximando dos dois e Castiel me olhou com cara de tédio. — Aqui. — Estendi a palheta pra ele.

Ele tirou o negócio da minha mão, olhando pra palheta metálica com uma satisfação imensa.

— Nossa, ela é linda. — Disse, pegando ela entre os dedos e a analisando.

Castiel viu aquele objeto, ficando espantado.

— Você ainda tem esse troço? — Ele continuou encarando a palheta e dei um sorrisinho alegre.

Arthur olhou pra ele, fazendo uma expressão confusa.

— Era sua, pai? — Perguntou.

— Hum Hum. — Ele murmurou.

— Seu pai me deu quando foi embora pra Los Angeles. — Comecei a contar, juntando as mangas que sobravam do moletom nas mãos e cruzando os braços. — Toooodo romântico... — Fiz uma voz debochada. — Dizendo que era pra quando eu sentisse falta dele.

Arthur riu incrédulo.

— Papai romântico? — Encarou Castiel, que fazia sua pose clássica com a cara fechada. — Essa eu queria ver.

Castiel ia rebater quando escutamos uma segunda voz:

— Noooossa, que fofo. — Cacília, que aparecera no corredor, debochou sarcástica.

— O quê? O papai sendo fofo? — César apareceu com a cara no quarto. — Cê tá de brincadeira comigo, né?

Eu comecei a rir, fazendo Castiel ficar ainda mais rabugento.

— Ele sabe ser carinhoso crianças. — Falei ainda mais engraçada, levando a mão nos cabelos de Castiel, mas ele se desviou.

— Eu tenho mais o que fazer do que ficar escutando as asneiras de vocês. — Jogou essa pra cima de nós, claramente desconcertado com nosso assunto e saiu, indo pro banheiro.

Olhei pros nossos filhos e ergui as duas sobrancelhas, fazendo eles rirem.

— Obrigado, mãe. — Arthur me agradeceu, levantando a palheta no ar.

Pisquei. E ele riu, balançando a cabeça.

— Disponha. — Falei com um sorriso. — Agora deixa eu trocar de roupa, se não quem se atrasa sou eu. — Disse, entrando no quarto de novo. — Licença. — E fechei a porta.

...

— Querido, não esquece que você tem reunião na produtora daqui há meia hora. — Alertei Castiel, terminando de colocar meus brincos na orelha.

— Tô ligado. — Ele me respondeu, colocando a calça e fechado o zíper dela.

— Então tá bom. — Falei, dando mais uma checada no meu visual e andei na direção da porta. — Tô te esperando pro café. — Falei carinhosa e meiga, abrindo ela e saindo.

Fechei a porta atrás de mim e assim que cheguei no corredor, a algazarra foi audível.

— Ah, caramba! Lançaram um remake do Star Wars! — Escutei César gritar lá da copa. — Eu nem acredito nisso. Tô esperando por esse filme tem mais de um ano!

— Nossa, graaande coisa. — Era Cecília, no seu tão famoso tom irônico. — Olha só como estou emocionada com isso. — Provocou o irmão.

— E desde quando eu tô falando com você, guria? — César revidou.

— O que te é que-

— Vamos parar? — Gritei do corredor mesmo. — Os dois? — Continuei, chegando no batente da porta e cruzando os braços.

César abaixou a cabeça, voltando a encarar o celular e Cecília cruzou os braços, fechando a cara. Arthur continuou lendo a revista que lia. Fui andando na direção da mesa e passei pelos gêmeos, dando um toque no ombro de César.

— Guarda o celular, querido. — Pedi. — A gente vai tomar café agora.

Ele tirou os olhos do aparelho e olhou pra mim.

— Mas o Arthur tá lendo. — Rebateu.

O irmão dele levantou o rosto, nos encarando.

— Tá e vai parar agora também. — Comentei, dando uma olhada pra ele.

Tanto Arthur, quanto César suspiraram, mas guardaram os objetos. Terminei de rodear a mesa e puxei uma das cadeiras, me sentando.

— Será que seu café é bom? — Falei divertida, olhando pra Arthur de canto de olho e ele riu, sem graça.

— Pelo menos hoje a Cecília não entornou o leite no fogão. — César implicou com a irmã, começando a rir.

— Pelo menos não sou quem quebrou todas as xícaras da mamãe arrumando a mesa. — Ela revidou mais uma vez.

— Patética.

— Nerd.

— Já chega! — Falei no meio daquela confusão. — Será que vocês não me dão sossego?

— Que vocês tão fazendo com a mãe de vocês aí? — Castiel apareceu na copa, já rindo daquele tumulto normal do café.

— A gente que pergunta pra você, pai. — Cecília interveio, acompanhando ele com o olhar. — Qual foi a dessa manhã? — Debochou, rindo com o mesmo sorriso meia boca de Castiel.

César começou a rir de repente.

— É mesmo, pai. — Ele começou a falar. — Que você fez com a mamãe — Castiel se sentou na mesa do meu lado. — Pra ela tá rindo pior que uma hiena? — Desatou em uma gargalhada escandalosa, tampando a mão com a boca e levou todo mundo a rir.

Menos eu, claro. Arremessei meu guardanapo de papel nele em um tom de brincadeira.

— Que você tá dizendo aí, garoto? — Falei parecendo brava, mas já tava querendo rir.

Meu Deus, assim perco minha autoridade.

— Ah, mãe. — Arthur começou depois de parar a crise de riso. — Mas tava demais. Eu tava na sala e consegui escutar. — Falou indignado/surpreso. — Você tava rindo alto.

— Ai, Jesus. — Coloquei a mão na testa.

Aí que eles riram mesmo.

— Você bateu seu recorde hoje, mãe. — Cecília comentou.

— Eu não disse? — César complementou.

Castiel não se aguentava de tanto rir. Esse ridículo.

— Tá vendo o que você faz? — Olhei pra ele no mesmo instante.

Ele me abriu aquele riso debochado dele. E me juntou pelo pescoço.

— Eu não tenho culpa de você rir de qualquer coisa. — Falou vaidoso, me puxando pra ele e beijando meu rosto.

Arthur riu, Cecília revirou os olhos e César se desconcertou.

— Sai fora. — Empurrei ele.

Os meninos riram. E Castiel também.

Ele pegou a garrafa de café a abriu, despejando o líquido na xícara dele. Fechou de novo o objeto e levou a xícara à boca. Comecei a passar manteiga no pão e todos os outros começaram a comer também, quando Cecília quebrou aquele silêncio entre nós:

— Pai, posso ir no Rock in Rio?

Castiel quase cuspiu o café e eu quase me engasguei com o pão.

— QUÊ?! — Fui a primeira a reagir.

— No Rock in Rio. A Skull Winged vai tocar no dia do meu aniversário! — Ela me explicou como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

— Só quero dizer que apesar do aniversário também ser meu, — César se pronunciou. — Não quero participar disso não.

— E é o dia do meu vestibular. — Arthur também opinou.

— Mas vocês não precisam ir. — Cecília retrucou. — Eu vou sozinha. — Disse imponente.

— Quem disse? — Rebati e olhei diretamente pra Castiel em uma atitude de “Me salve, por favor!”.

Ele bebeu mais uma vez do seu café e olhou pra Cecília sério.

— Não vou deixar você andando sozinha por aí no meio de um monte de marmanjo bêbado e drogado. — Castiel interveio no meio do assunto, colocando a xícara em cima da mesa e respirei aliviada.

Cecília já ia fechando a cara e cruzando os braços, quando ele retomou:

— Eu vou ter que ir com você. — Completou, abrindo um sorriso cúmplice.

Ela arregalou os olhos de repente, ficando extremamente feliz.

— Yes! — Comemorou, esticando o braço e batendo a palma da mão da do pai dela. — Vai ser o melhor dia da minha vida!

— Nada disso. — Intervi no mesmo momento e Castiel + Cecília se viraram pra mim. — Vocês estão achando que vou deixar vocês dois andando juntos por aí? — Apontei com os dois dedos pra eles. — Não mesmo. — Castiel me olhou com uma cara de: “Que que tem?” — Além disso, eu não vou deixar o senhor — Apontei pra ele. — Andando no meio de um monte de jovenzinha histérica e louca que vai ter naquele lugar. — Arrematei a conversa, cruzando os braços e nervosa.

Castiel abriu seu sorriso de lado, me encarando com desdém e também cruzando os braços.

— Você tá com ciúmes? — Perguntou soberbo.

— Tô e nem de brincadeira você vai colocar seus pés naquele lugar. — Mandei logo em cima dele.

Castiel deu uma gargalhada maravilhosa like a ele mesmo.

— É por isso que eu te amo. — Soltou engraçado, segurando meu queixo com os dedos.

— Vocês vão começar essa ladainha de vocês de novo? — César perguntou, se levantando da mesa. — Eu vou lavar minha louça.

— Se vocês forem começar com essa frescuragem, — Cecília fez o mesmo, juntando a louça dela. — Eu vou embora.

Eu e Castiel olhamos pro gêmeos com cara de “Ué”.

— Eu também tô de saída. — Arthur se levantou da mesa, levando o prato dele.

— Mas… — Eu fiquei encarando aquela cena sem saber como reagir.

— Tá vendo? — Castiel se voltou pra mim. — Você acabou com o clima lindo e familiar que a gente tava. — Disse sarcástico, colocando o braço no encosto da minha cadeira.

Bufei, fechando a cara. Os meninos passaram pela gente indo pros seus quartos.

— Você que é um ridículo. — Soltei.

— Arisca. — Me provocou, aproximando o seu rosto do meu e me dando um beijo rápido.

— Eu não terminei minha conversa com você, está bem, bonitão? — Falei engraçada e me levantei, dando um tapinha no ombro dele, deixando minha louça na mesa.

Castiel riu torto.

— Certo, mocinha. — Usou o apelido que usava comigo do nosso tempo de namoro, derretendo meu coração.

Palhaço.

— Oh, hoje é seu dia. — Mostrei a minha louça com a cabeça, rindo engraçada e Castiel fez sua cara entediada. — Te amo. — Me declarei, olhando pra ele enquanto ia pro quarto.

Tirei minha bolsa do cabide atrás da porta e catei algumas coisas de cima da cômoda, jogando tudo dentro dela. Peguei as chaves do carro e rodei elas no dedo, saindo do quarto. Todo mundo já estava no corredor com suas mochilas nas costas.

— Bora, crianças? — Gritei do fundo do corredor, fazendo todo mundo me olhar.

— Bora. — Arthur.

— Hum hum. — César.

— E tem outra opção? — Cecília.

Sorri, alcançando os três no fim do corredor e saímos juntos na copa, que era conjugada com a cozinha, vendo Castiel na pia, lavando a louça.  Passei pela bancada que dividia os dois cômodo, indo pra sala que era o mesmo que a copa.

— Se despeçam do pai de vocês. — Pedi aos meninos, já chegando na porta da sala.

— Tchau, pai. — Cecília foi a primeira e correu, abraçando Castiel pela cintura, fazendo ele se virar e pegar o pano de prato pra secar as mãos.

Jogou ele na bancada e a abraçou também.

— Nada de pular o muro da escola de novo. — Recomendou à nossa “princesinha” e ela deu um riso sem graça. — Dá um tempo pra sua mãe.

— Tá. — Falou engraçada, andando na minha direção, que assistia àquela cena com um sorriso bobo no rosto.

— Até mais, pai. — César também o abraçou logo depois que Cecília o soltou e Castiel retribuiu.

— Trata de arrumar uma garota logo naquele colégio. — Disse, fazendo César corar ao extremo e ele riu, dando uns tapinhas no ombro do filho.

Ele veio e também passou pela porta de casa, se juntando à Cecília na varanda.

— Falou, pai. — Arthur passou por Castiel e deu um aceno de mão, vindo também pra porta.

— Que é isso, moleque? — Ele falou indignado, fazendo ele o olhar estranho. — Volta aqui e despeça do seu pai direito. — Disse, zuando nosso filho mais velho e ele riu.

Ele voltou alguns passos e Castiel veio andando na direção dele. Os dois se abraçaram bem “mano” e assim que se soltaram, Castiel o segurou pelos ombros, o encarando engraçado.

— Nada de ficar estudando depois da aula. — Recomendou, me fazendo rir de maneira idiota. — Vai dar uns beijos em alguém. — Falou se achando o ancião sábio e Arthur deu uma gargalhada.

Revirei os olhos, balançando a cabeça.

— Sabia que você não queria um abraço a toa. — Disse pro pai dele. — Vou considerar seu conselho. — Rebateu engraçado.

— Acho bom. — Riu satisfeito e Arthur saiu, ainda rindo da bobeira do pai dele.

Passou por mim e estendi a chave pro lado dele.

— Pra quê isso? — Me olhou surpreso.

— Você dirige hoje. — Falei com um sorriso no rosto.

— Sério? — Ele rebateu meio desconfiado.

— Ham Ham. — Fiz, empurrando ainda mais a chave pro lado dele.

Arthur sorriu, tirando as chaves da minha mão.

— Valeu, mãe.

Dei um beijo no rosto dele, fazendo ele se sentir meio criança com isso. Mas não disse nada e passou pela porta, saindo da sala. Eu o olhei, pensando em como meu filho havia crescido e me virei, preparando pra sair também de casa, quando Castiel me segurou pelo pulso.

— Calma, aí, gatona. — Sorriu de lado, usando o último apelido que havia me dado.

— Querido, eu vou me atrasar pro trab-

Mas, como sempre, ele me ignorou. Encostei um pouco mais a porta, bloqueando a visão das crianças, enquanto beijava e era beijada por Castiel.

— Por que essa demora toda? — Escutamos Cecília perguntar lá da varanda.

— Você ainda não aprendeu? — César rebateu.

— Vamos andando que esse negócio vai demorar. — Arthur.

Abri um sorriso engraçado no meio daquele beijo, fazendo Castiel parar. Vi seus olhos cinzentos me encararem e sorri mais uma vez, levando automaticamente a mão na nuca dele, agora sem cabelos pra eu mexer.

— Eu preciso ir embora. — Disse meio meiga e boba, pensando no quanto isso deveria ser esquisito pra uma mulher de 40 anos.

Efeitos Castiel. Não adianta quanto tempo você tenha vivido com ele.

— Então vai. — Me provocou, abrindo seu sorriso maledicente.

— Idiota. — Xinguei, dando outro selinho nele. — A gente termina essa conversa mais tarde. — Também lancei minha provocação, tirando minha mão dele e saindo dos seus braços.

Castiel riu triunfante.

— Então até mais tarde. — Se despediu de mim.

— Até, gatão. — Usei o apelido ridículo que havia adotado de uns tempos pra cá.

E saí de casa, fechando a porta.

 


Notas Finais


Own <3
Ah, meu Deus, como eu me divirto com esse casal! Kkkk

Bem, eu odeio esse tipo de coisa, maaaas, a gente precisa vender nosso peixe, então, se vocês quiserem, eu e mais cinco meninas estamos escrevendo uma coletânea de ones para um desafio do Nyah de Troca de Gêneros HUHUHUHUHU a @Ester e @Maanu também estão por lá, então, se quiserem dar uma olhada, cheguem mais ;)
https://fanfiction.com.br/historia/765769/Agridoce/
Só tem link no Nyah porque uma das meninas não tem conta no Spirit, mas estão super convidadas a darem uma chegadinha. Terá ones de todos os paqueras com seus gêneros trocados e mais alguns personagens adicionais HUHUHUHU


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