História Minha Nada Mole Vida com Castiel - Capítulo 8


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dakota, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Casal10, Castelfs, Castiel, Castnight, Laços, Ridículo, Stelfs
Visualizações 22
Palavras 3.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello Hello, minhas lindezas!
Como vão vossas senhorias? :3
Espero que bem porque o capítulo que teremos hoje é pra derrubar os forninhos de qualquer Giovanna :x

Antes de deixar vocês lerem, queria apenas dizer: FINALMENTE EU ME LEMBREI DE POSTAR O CAPÍTULO NO DIA CERTO HAHAHAHAH Outra coisa. Eu SIMPLESMENTE AMO esse capítulo, óh céus! AHAHAHAHA E espero que vocês também se "divirtam" bastante lendo ele HUHHUHUH

Além disso, deixarei nas notas finais a música usada nesse capítulo HOHOHOHO
Sugiro que a escutem e leiam a letras porque tem bastante a ver com o capítulo <3

Sem mais delongas, boa leitura :3

Capítulo 8 - Capítulo Extra, part. II: Aquela noite


Fanfic / Fanfiction Minha Nada Mole Vida com Castiel - Capítulo 8 - Capítulo Extra, part. II: Aquela noite

Eu fechei o portão do meu prédio e caminhei pela calçada com as mãos nos bolsos, vendo essa máquina que o Bryan chama de carro estacionado em frente. Tirei minhas mãos da calça e abri a porta do carro.

— Olha ele aí! — Mal tinha me jogado no carona e o viado gritou, sorrindo feito alguém que tinha ganhado na loteria.

— E aí, caras. — Gastei meu inglês, me sentando e fechando a porta ao meu lado.

— Você está brincando?! — David deu um berro divertido naquele inglês do banco de trás quando coloquei meu corpo pra dentro. — Então é verdade que você conseguiu arrastar o Morel para a festa, seu desgraçado! — Bateu no ombro do Bryan com um sorriso idiota pregado na boca.

Qual o problema desses caras? Não é como se eu fosse anti social ou alguma coisa assim. Gente maluca.

Bryan soltou uma gargalhada grande e girou a chave na ignição. Ligou o carro, dando partida no motor.  

— Nem acredito, cara… — David segurou meu ombro. — Que que deu em você para querer vir?

— Será que a Emily conseguiu finalmente fisgar o coração do nosso center? — Jimmy tirou com a minha cara, morrendo de rir logo depois,  como se tivesse contado uma piada super engraçada.

— Acho que ela fisgou foi outra coisa, meu amigo. — Josh deu uma gargalhada bem boa e todos os outros também riram com ele. 

— Uhhhhhh, essa foi boa! — Jimmy entrou nessa onda de idiotice, estendendo a mão e Josh bateu na mão dele, fazendo um cumprimento retardado.

Dei uma risada soprada.

— Que idiotice.  — Virei minha cara pra janela.

— Peguem leve com o Morel, rapazes. — Bryan se virou no banco, olhando todo mundo com um sorriso debochado. — Ele está se recuperando da briga com a pequena dele. — Puxou esse “r” enjoado do “shorty” deixando a fala dele mais ridícula do que realmente era.

Cruzei os braços, ignorando essa conversa sem futuro.

— Até parece. — Soltei.

— Está explicado! — David sentou mais na frente do banco, enfiando a cara entre eu e Bryan. — Você deixou de ser um lobo solitário, man! — Comentou, abraçando meu banco. — Seja bem-vindo à matilha!

— Seu desgraçado, sortudo, filho da mãe! — Josh deu um ataque sei lá porquê, me xingando nesse inglês e apontando pra mim. — Foi ficar solteiro justo na festa das Rho Phi Eta! — Ele tentou mexer comigo do lugar que ele tava e uma gritaiada sem fim, burburinho e idiotice dos outros caras dentro do carro começou.

Bufei, perdendo a pouca paciência que eu ainda tinha.

— Será que as garotinhas já fizeram escândalo o suficiente? — Cortei o barato desses infelizes.

— Cadê seu senso de humor, Morel? — Jimmy pronunciou meu nome no sotaque californiano dele e bateu com as mãos nas costas do meu banco. — Hoje vai ser a melhor das melhores festas da Universidade! Yeah! — Riu feito um cachorro velho.

Do por quê essa seria a melhor festa do ano? Simples. A Rho Phi Eta era a única irmandade só de líderes de torcida. Ou seja? Garotas monumentais, lindas e desejadas por toda a Universidade dando mole em uma única noite. Junte isso com as vodkas, cervejas e tudo o mais que puder deixar todos loucos e voi à la! temos essa festa.  

— E cadê seu uniforme, cara?! — Bryan me olhou de cima a baixo, vendo que, diferente de todo mundo no carro, eu não estava com a jaqueta do time de basquete. — Como você quer pegar alguém desse jeito?

Tá. Eu não era nenhum idiota. Mesmo que eu não tivesse comparecido em muitas dessas festinhas de irmandades, eu sabia que fazer parte de qualquer time já te tornava uma pessoa alvo dos olhares alheios. Dois pontos a mais se você for do basquete. Como eu. E a sua jaqueta é o passe de entrada pra qualquer garota. Ainda mais se ela for líder de torcida.

— Eu não preciso de um uniforme pra isso. — Rebati, dando um sorriso que traduzia tudo.

— É assim que se fala, campeão. — Deu um sorriso de quem gostou e me olhou de maneira cúmplice.

Ah… mas essa noite prometia.

Bati a porta do carro, já escutando algum rock das antigas tocar bem alto. Menos mal. Só de não ser Britney Spears já me sinto aliviado. Me virei e vi aquela casa enorme cheia de luzes e uma pancada de gente dentro se balançando, rindo e se pegando.

— Pronto para hoje? — Bryan chegou com seu braço por cima do meu pescoço olhando aquela cena comigo.

Eu dei uma gargalhada.

— Eu nasci pronto. — Joguei essa frase de efeito e bati no seu peito algumas vezes, saindo do braço dele e indo pra lá.

Ele soltou uma risada satisfeita e veio atrás de mim, junto com o restante dos caras. Bastou que a gente chegasse mais perto da porta, pra que metade das pessoas que tavam ali já olhasse pra gente. Enfiei minhas mãos na jaqueta e entrei na casa. Passei reto pelas pessoas, nem perdendo meu tempo de ficar olhando pra casa, mobília e essas parafernálias. Fui pra cozinha logo. Eu mal tinha colocado meu pé naquele lugar, recebi o olhar de Lety em cima de mim.

— Castiel?! — Perguntou surpresa e saiu de trás da bancada, onde preparava umas bebidas, vindo na minha direção.

— Em pessoa. — Dei um riso divertido.  

— Alguém por favor me belisque que eu to sonhando! — Seu inglês saiu na voz alta e histérica dela.

Veio andando num salto alto e fino, balançando o tecido da saia rodada e curta do seu uniforme. Lety era a cheerleader mais amada pela torcida universitária masculina. Ri desse exagero espalhafatoso, enquanto me abraçava.

— Você viu a Emily? — Ela desfez aquele abraço e nem disfarçou a voz insinuante pra me perguntar isso.

Só ri.

— E deveria? — Fiz essa pergunta em um tom de zoação pra patricinha e ela deu uma risadinha divertida.

Pegou dois copos que tinha enchido de cima da bancada e me entregou um.

— Com certeza. — Reforçou em seu “Sure” e ergueu o copo na minha direção, me fazendo brindar com ela. — Saúde.

Viramos os copos juntos. Senti o amargo do álcool primeiro descer minha garganta pra depois um gosto meio doce e refrescante vir depois. Voltei a cabeça pro lugar, balançando ela rápido e forcei o copo na bancada quase junto com Lety. Ela respirou fundo e me olhou com um sorriso de quem tava se divertindo demais.

— Seja bem-vindo a Rho Phi Eta, center! — Falou como se tivesse fazendo a animação de um jogo, levantando os braços e acabei rindo dessa voz ridícula. — É muito bom ter visões agradáveis assim por aqui. — Jogou sua cantada pra cima de mim e pegou vários copos entre os dedos.

Ri.

— Claro. — E disse logo depois.

— Pode beber o quiser. — Mostrou as tantas garrafas com a cabeça em cima da pia e das bancadas. — Vou dar uma volta por aí. — Piscou pra mim com um charme e me deu as costas.

Soltei o ar pela boca. E tirei os cabelos da cara, lançando ele pra trás com uma risada. Isso aqui tava pra mim. Comecei a andar pela cozinha e olhando o que que tinha ali pra beber. Peguei uma garrafa, lendo o rótulo dela e depois voltei ela pro lugar, ainda vendo as outras que tavam do lado. Então um sonzão de guitarra cortou o ar da festa, me fazendo levantar a cabeça e olhar pra sala, de onde vinha o som. Eu conhecia essa música.

I can't even think of one good reason

Why I'm always thinking about leaving

It's not like everything's so horrible

Ah, ótimo! Era só o que me faltava! Tocarem Halestorm justo agora… a mocinha é alucinada nessa porcaria de banda. Arg, saco. Cheguei na pia e achei uma garrafa de rum. Isso, universo, colabora...

We've been together for a few years now

And you know all my ins and outs

Parabéns, Castiel. Pra quem não tava a fim de pensar nisso, você tá se saindo melhor que a encomenda. Nada de estragar a noite relembrando dela e da sua maldita frase que ainda tava entalada na minha garganta como um prato de brócolis. Tá. Tirei meu copo da bancada e virei a garrafa nele, bebendo esse rum em uma golada. Agora sim.

But everything's way too comfortable

From the moment I wake I plan my escape

E foi aí que um barulho de saltos altos me salvou de ficar escutando essa música. Olhei na mesma hora pra porta e ri quando aquela figura apareceu ali na minha frente.

— Quando a Lety me disse, eu não acreditei. — Emily comentou com um sorrisinho alegre no rosto e veio andando na minha direção. — Eu precisei vir aqui para ter certeza de que você tinha vindo.

Dei uma gargalhada com isso.

— Era tão impossível assim a minha presença aqui? — Rebati em seu inglês e vi ela andar na minha direção.

— Bem… — Deu ênfase em seu “well”, fazendo um biquinho e acompanhei seu caminhar com os olhos. — Levando em conta todos os bolos que você já me deu… — Chegou perto de mim e se encostou na bancada, me olhando de maneira mimada. — Acho que tenho um pouquinho de razão.

Ri de novo.

— Eu tinha meus motivos. — Respondi e virei de novo a garrafa no meu copo.

Emily apoiou a palma das mãos na bancada e tomou impulso, se sentando em cima dela. Pegou o copo que Lety tinha bebido comigo e me estendeu ele num pedido velado pelo rum. Tirei ele da sua mão.

— Você está me dizendo então… — Disse devagar e bem sussurrado, mordendo os lábios no final da frase.

Enchi seu copo e o entreguei de volta. Ela colocou o copo na boca, inclinando ele e bebendo bem lento, sem parar de me olhar por cima do copo. Dei uma risada curta.

— Não estou dizendo nada. — Sorri mais e dei um passo, colocando a garrafa do lado da coxa de Emily.

Bebi do meu rum e ela largou o copo, deixando ele sobre a bancada.

— Ah, vamos lá, Cass! — Soltou seu “Come on” tão característico e numa pose irritadinha, me levando a rir desse ataquezinho de patricinha dela. — Você terminou com sua namorada?

Virei o resto do rum de uma única vez e coloquei meu copo junto com o dela, olhando pra Emily.

— Não vamos falar sobre isso, okay? — Apenas dei o assunto por encerrado e peguei de novo a garrafa.

Ela deu uma risada escandalosamente satisfeita, enquanto eu enchia meu copo de novo.

— Vocês brigaram.

— Tire suas próprias conclusões.

Pegou seu copo também e o levantou pra que eu enchesse ele mais uma vez.

— Então vamos fazer uma aposta! — Me propôs e levantou o copo quase na altura onde eu tava com a garrafa.

Apenas ri dessa atitude.

— Cuidado, garotinha… — Comecei a provocar ela ao mesmo tempo que enchia seu copo mais uma vez.

— Aquele que ficar sóbrio por mais tempo. — Emily fingiu que não tinha me escutado e riu. — Vai ter direito de fazer um pedido para o outro. — Ergueu o copo até a boca da garrafa, me fazendo parar de virar o rum.

Gargalhei como se não houvesse amanhã. Que piada.

— Apostar isso com você? — Joguei essa assim pra ela tirando sarro da sua cara. — Mais uma dessa, — Balancei a garrafa na minha mão. — E você já vai tá bêbada, gatinha. — Sorri confiante.

Emily deu um sorriso extravagante e seu gloss pareceu fazer os lábios dela ainda maiores.

— Você não me conhece, Cass. — Sua voz tava um tanto aveludada e provocante. Nem parecia aquela garota irritante e chatinha que fica gritando nos treinos das líderes.  

I'm not scared

'Cause I know there's something out there waiting for me

And I swear that I'll find it someday, just wait and see

— Então? — Levantou mais uma vez seu copo.

Deixei a garrafa sobre a bancada e catei meu copo.

I don't care that you call me crazy

I can't stay 'cause I need room to breathe

There's nothing left to say

Bati meu vidro contra o dela.

— Fechado.

E viramos aquela dose juntos.

  Better sorry than safe

Pov’s Stelfs

Eu soltei um suspiro rápido e pausei o filme que eu tava vendo.

O planejamento inicial era: encontrar um filme legal, comer brigadeiro e fingir que o mundo ao meu redor não existia.

Mas quem disse, Berenice?

Eu não conseguia parar de pensar em tudo que tinha acontecido na casa do Castiel de tarde.

Me virei de barriga pra cima, levando as minhas mãos pro meu cabelo e respirei fundo, colocando todo o ar que eu podia pra dentro. Soltei ele devagar, fechando os olhos e fiquei fazendo carinho em meus cabelos.

“Eu não entendo você.”

Essas palavras de Castiel ainda continuavam aqui dentro de mim como uma flecha que você não consegue tirar porque dói, mas que deixar ela aí machuca tanto quanto tirar. Eu não sabia o que fazer. Eu sabia que eu deveria ligar pra ele… e tentar resolver as coisas como uma pessoa, no mínimo, adulta, mas eu não tava conseguindo. Eu tava chateada demais pra pensar em qualquer coisa, no mínimo coerente, pra falar.

“Então por quê essa idiotice toda?!”

Foi estranho pra mim quando ele disse que ia ver até onde isso ia dar. Eu nunca iria imaginar que ele sequer ia concordar com uma coisa dessas. Eu sabia que ele já tinha dormido com outras pessoas antes e uma proposta, assim, tão radical, talvez o assustasse. Não que ele não tivesse se assustado, nem repensado o nosso namoro. Não que ele não tivesse pensado em terminar comigo… eu só achei que… ele tivesse compreendido meus motivos.

Mas pelo visto, não.

“Que a gente namore como duas criancinhas do primário?”

De certa forma, eu já sabia que esse dia tava pra chegar. Eu tenho plena consciência de que o que eu tô propondo não é nada fácil. Ainda mais em uma sociedade que não vê problemas com isso, quase te obriga a isso e te estimula a isso. O triste é que… no fundo a gente sempre espera que as coisas sejam diferentes...

Parei de mexer nos meus cabelos e inspirei de novo, trazendo todo o ar pra dentro e soltando ele logo depois.

“Mas se você acha que não dá mais pra você, okay!”

Não. Não tava nada okay. Eu gosto muito dele. E, querendo ou não, eu esperava que ele fosse o cara da minha vida toda. A gente já tá há tanto tempo juntos… vencemos uma distância gritante pras estarmos aqui, conquistamos confiança, liberdade um com o outro e respeito… então.... por que não isso? Esse parecia um tipo de chefão que: ou você desistia ou você morria tentando.

A gente fica assim, então!

Escutei meu celular vibrar, anunciando uma mensagem no whats e abri os olhos, virando meu rosto pra cima, vendo que ele acendeu a tela logo atrás do meu travesseiro. Meu estômago gelou ao mesmo tempo que fiquei feliz com isso.

Será que era ele?

Me virei na cama e deslizei o dedo na tela, vendo que era só a Alícia. Abri o ícone, já ficando preocupada. Ela ia sair com o namorado pra alguma festa por aí e ia acabar dormindo na casa dele. Mas nunca se sabe o que pode acontecer nessas festinhas universitárias, não é mesmo?

Fui na nossa conversa e vi a imagem embaçada com a seguinte mensagem: “Isn’t that Castiel?”. Quando li essa frase, baixei Iogo a foto e abri ela no maior atropelo. Meu estômago foi pro pé. Fiquei um bom tempo encarando aquela imagem sem saber o que dizer. Eu tava perdida… Me levantei na cama depressa, trazendo o celular comigo sem tirar os olhos dessa cena. Não, isso não era possível.

Castiel tava rindo, com as mãos nos bolso, de frente pra alguma garota sentada na bancada de uma cozinha. Eu não conseguia ver o rosto dela porque o ângulo da foto só me deixava ver as costas peladas coberta pelos cabelos longos e pretos.

Eu… não conseguia tirar os olhos disso.

Não conseguia parar de olhar o rosto do Castiel nessa fotografia. Ele parecia tão alegre, tão… bem. Nem parecia que a gente tinha brigado. Nem que ele tava abalado. Não parecia nem mesmo que ele tinha uma namorada. Mas…

“A gente fica assim, então!”

Será que ele tinha?

Eu comecei a chorar sem querer.

Ele finalmente ia ter o que ele queria, não é mesmo? Algo que eu não podia dar a ele. Finalmente ele ia poder ser completamente feliz e realizado, já que do meu lado isso parece que não aconteceu, não é? Três anos estando comigo pra na primeira oportunidade...

— Tomar banho, Castiel! — Eu acabei gritando, jogando meu celular em cima da cama e encolhi as pernas, colocando meus braços nela e meu rosto neles.

As coisas tavam bem claras pra ele. As coisas tavam BEM claras pra ele. Pra ele, já não existia mais nós dois.

Eu escutei meus próprios soluços, mas eu não conseguia fazer isso parar. Eu não queria chorar. Queria dizer que eu era forte o suficiente pra entender que ele era livre o bastante pra escolher o que fazer da vida dele, mas eu não era. Dentro de mim, ainda tava ali aquele sentimento de mulher casada que vê o marido com o outra e se pergunta: O que é que eu não fiz pra que ele buscasse em outra.

Só que no meu caso, eu sabia muito bem.

Balancei a cabeça várias vezes com raiva e fechei meus dedos nos braços, afundando ainda mais meu rosto neles.

Eu só não esperava que fosse assim… tão rápido.

O que será que eu tinha significado pro Castiel?

Pov’s Cass

Tentei me aproximar da bancada pra deixar meu copo, mas acabei trocando um pouco minhas pernas e escutei a risada da liderzinha de torcida pra mim.

— Você tá bêbado, Cass...  — Ela disse num tom todo dengoso e cheio de manha, fazendo uma voz incrivelmente fofa.

— É claro que não, princesa.

É claro que sim.

— Para de roubar... — Ela choramingou com uma voz irritadinha e arrastada.

A gente já tinha detonado 3 garrafas de rum e começava a destruir a primeira de vodka. As coisas tavam rodando um pouco e não tava conseguindo mandar muito no meu corpo. Mas eu ainda tava pensando. Já tá ótimo! A rave parecia que tava acontecendo na minha cabeça porque aquela voz esquisita da Lady Gaga vibrava dentro dos meus ouvidos. Eu sabia que eu precisava parar. Mas quem disse que eu vou deixar Emily  ganhar? Nem matando.

Comecei a rir. A rir pra diabos.

— Ah, puta merda!  — Xinguei entre as gargalhadas porque tava rindo sem parar.

Eu nem sabia do que eu tava rindo, mas isso aqui era engraçado.

— Olha só como você tá bêbado, center. — A voz dela era baixa e quase um sussurro, mas uma delícia.  — Você tá muito bêbado...

Eu me escorei na bancada. Abaixei a cabeça e puxei o ar com força.

— Eu não tô bêbado. — Tentei contra argumentar.

Fechei os olhos. Poxa, cérebro, vai, volta. Percebi que houve um silêncio entre nós e abri eles. Levantei a cabeça de novo e encontrei ela com o copo na boca de um jeito incrivelmente maravilhoso.

— Então me prova... — Ela tirou o copo da boca e falou mimada.

Senti o calor do corpo dela. Me comia com seu olhar. Tava com um sorriso muito atraente na boca e olhava pra mim de uma forma muito provocante. Eu tava ficando maluco com essa tensão esquisita que tava tendo entre a gente.

— Provo.

Só mandei essa e não consegui mais me segurar. Levei minha boca pro pescoço dela e Emily deu um suspiro profundo, me fazendo rir por entre a sua pele. Ela se agarrou aos meus cabelos com força. E isso acabou comigo. Segurei ela pela cintura e já toquei sua barriga que tava sem nada. Cheguei perto dela, a agarrando em um abraço e senti ela aproximar os lábios do meu ouvido. Recebi um beijo na curva dele, pra logo depois ouvir dela:

— Que tal se a gente fosse para o meu quarto? — Essa frase despertou todas as sensações possíveis dentro de mim e só fiz soltá-la e ver seu rosto tão desejoso quanto o meu.

E abri um riso com isso.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ~ joga capítulo e sai correndo.
Não me mateeeeeeemmmm, por favor! * implora*

Será que Castiel vai mesmo ficar com a Emily? D:
Amostrem suas teorias AHAHAHAHA

Como prometido, eis a música: https://www.youtube.com/watch?v=HXUPDLvyIs0 e, pra quem, como eu, tem dificuldades com o inglês: https://www.letras.mus.br/halestorm/1503876/traducao.html.

Bom, quero aproveitar e AGRADECER (!) as lindezas @XxLaurmilaxX e @Cat_Ana pelo favorito de vocês :33 vocês são grandes incentivos pra gente! Espero que gostem da fic! Qualquer dúvida sobre a história ou mesmo sobre a vida (-q?), podem me mandar MP, eu não mordo :B


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