História Minha Namorada De Mentira - Capítulo 29


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Mentira, Namorada, Naruto, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 737
Palavras 4.141
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello! Voltei com mais um capítulo e, nesse, teremos a revelação de quem é Hana de verdade, além, claro, de desespero...
Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 29 - Desespero


Fanfic / Fanfiction Minha Namorada De Mentira - Capítulo 29 - Desespero

~Gaara No Sabaku

Eu ando pela rua, ainda transtornado. Não acredito que Sakura e Sasuke vão ter um filho! Um filho! Não, isso não é verdade! Todo mundo está mentindo para mim! Eles combinaram de fazer isso, só pode!

Saio andando em meio aos carros sem prestar atenção por onde passo, estou irritado demais até para olhar para os lados. Esbarro em pessoas, derrubo coisas, tudo porque minha mente está ocupada demais, pensando no quanto é um absurdo essa história.

Até a mãe da Sakura está nessa para me irritar?

Mas, eu não vou cair nessa mentira, a Sakura me ama, eu sei disso.

— Ei, olha por onde anda! — escuto uma voz familiar, levemente irritada.

Os cabelos loiros permitem que eu reconheça Naruto na hora. Fecho minhas mãos de raiva, odeio esse cara. Odeio que ele seja amigo de Sasuke Uchiha e da Sakura ao mesmo tempo, pois, se não fosse Naruto, Sakura nunca se aproximaria tanto do Uchiha.

— Gaara? — ele me encara, mas eu não dou a mínima, preciso ir para casa, preciso cair na cama e me esquecer de tudo, minha mente está uma bagunça.

— Saia da frente, idiota. — o empurro, abrindo caminho para eu passar, porém, antes mesmo de me afastar o suficiente, consigo ouvir o loiro reclamando:

— Cara louco, eu hein. — ignoro completamente, não estou com cabeça nem mesmo para discutir com alguém, minha raiva é tanta que não consigo controlar.

— Eu sei que você me ama, Sakura. E você vai voltar para mim.



. . .



~Sasuke Uchiha

Acordo, sentindo os braços de Sakura ao meu redor e a cabeça em meu peito desnudo. Ela ainda dorme tranquilamente, sinto sua respiração calma e lenta em minha pele. Sorrio, acariciando seus cabelos cor de rosa.

Eu não podia estar mais feliz agora.

Pena que já está na hora de voltar para casa, hoje na hora do almoço, voltaremos para Konoha. Um mês passou voando, parece que foi ontem que viemos para cá, andamos de Buggy, mergulhamos no mar e jantamos sob a luz das estrelas.

Nos últimos dias, nós dois aproveitamos ao máximo, saímos para dançar durante a noite, em uma casa noturna que há perto do hotel. Um lugar grande, chique, diferente de qualquer outro lugar que fomos. Suna inteira é completamente diferente de Konoha.

É pacífica, bonita e tão aconchegante. Eu poderia ficar aqui para sempre, ao lado de Sakura, mas temos uma vida em Konoha e já ficamos longe tempo demais, minha mãe e minha sogra já estão reclamando de saudades, além de estarem preocupadas com a saúde da Sakura.

Onde já se viu? Até parece que eu não cuidaria bem da mulher que eu amo e da minha filha! — ou filho.

Vê se pode!

Sinto Sakura se remexendo sobre mim e vejo-a abrir os olhos, apoiando o queixo sobre suas mãos em cima do meu peito para me ver melhor. Ela sorri.

— Bom dia. — diz, a voz sai um pouco sonolenta, mas, ainda assim, doce e entendível.

Seus cabelos estão um pouco desgrenhados, porém, mesmo desse jeito, ela continua linda. Sorrio, tirando uma mecha de cabelo da frente de seu rosto e colocando atrás de sua orelha.

— Bom dia. — respondo.

Sakura fecha os olhos ao sentir meu toque em sua bochecha, suave e devagar. Sua pele é tão macia, eu podia passar horas desse jeito, fazendo carinho nela e sentindo o calor de seu corpo junto ao meu. A simples presença dela já me deixa bem, me deixa feliz.

Eu nunca havia me sentido assim em toda a minha vida, mas, ao conhecê-la, tudo mudou radicalmente. Eu, antes, não me via namorando com alguém, juntos em todos os momentos, sempre apenas com uma pessoa. Já, agora, eu não me vejo longe de Sakura, não vejo um futuro onde ela não esteja ao meu lado. Ela e nossa futura filha.

Fecho os olhos, recordando de mais momentos em que passamos juntos em Suna.


— Sasuke, vai começar a chover! — Sakura comentou, seguindo pela calçada ao meu lado.

Já era noite, havíamos acabado de sair de um restaurante um pouco distante de nosso hotel e andávamos por um parque ali por perto.

As árvores floridas das mais diversas cores enfeitavam o gramado verde, e a luz da lua refletia-se sobre a água do lago que havia lá por perto.

Embora estivesse extremamente quente, e a luz da lua iluminasse perfeitamente o local, parte do céu estava extremamente escura, tampado por nuvens de chuva, impedindo-nos de ver as estrelas que deveriam haver por lá.

— Será? — perguntei, pensando que pudesse demorar.

— Acho que sim. — Sakura respondeu, parando em minha frente — Mas podemos ficar mais um pouco, esse lugar é lindo. — comentou, olhando ao nosso redor — Vou sentir falta daqui quando formos embora.

— Podemos voltar quando quisermos. — disse, segurando em seu rosto — Temos toda a vida para isso.

— É. — a rosada sorriu, e eu acabei com a distância entre nós, selando nossos lábios em um beijo intenso.

Antes mesmo de nos separarmos, senti algo molhado escorrer pela lateral de meu rosto e, logo em seguida, nos meus braços. Ignorando as gotas de água que começaram a cair do céu e nos molhar, Sakura e eu continuamos nos beijando, explorando com vontade a boca um do outro.

Enlacei-a melhor pela cintura e a levantei, os lábios ainda colados um no outro. Agora, a chuva se intensificou ainda mais, deixando-nos completamente ensopados, as roupas coladas e frias, refrescando-nos nesse calor insuportável e os cabelos grudados ao redor do rosto, pingando devido à tanta água.

Agora, a atmosfera parecia mais fria, mais aconchegante.

Nossos lábios se separaram, sorrindo, e eu girei-a uma vez em meus braços, sem seus pés tocarem no chão molhado. Sakura achou graça e ria a cada volta que eu dava. Coloquei-a de volta no chão, e nossos lábios se tocaram outra vez enquanto a água caía intensamente no chão, gerando aquele barulho de chuva que todos adoram ouvir, o qual era como uma trilha sonora para nosso momento especial.

Por fim, gargalhando, eu enlacei as mãos dela com a minha e a puxei por aquele parque, correndo em direção ao hotel em que estávamos, totalmente ensopados, mas completamente felizes.


— Está na hora de arrumarmos nossas malas. — digo após beijar sua testa.

— Eu não queria ter que ir embora agora, está tão bom aqui.

— Eu também, mas temos que voltar para a faculdade.

— Nem me lembre. — Sakura reclama, aconchegando-se melhor a mim — A gente podia ficar assim mais um pouco, por favor. — ela pede, fazendo um biquinho fofo, e eu não consigo resistir.

Como dizer não para essa garota?

— Tudo bem. — a abraço, trazendo-a para mais perto de mim, e ficamos ali, deitados, olhando para o teto e sorrindo.

Juntos.


. . .


É segunda, primeiro dia de aula do quarto semestre da faculdade. Não estou nem um pouco animado a sair da minha cama, mas não posso faltar e também tenho que acompanhar a Sakura, não vou deixá-la sozinha na faculdade com Gaara e Sasori por lá, não mesmo!

Saio de casa no horário normal e passo na residência de Sakura, onde ela já me espera na porta. Ela adentra minha BMW com um sorriso no rosto e me dá um beijo suave antes de colocar o cinto, e eu dar partida.

Pouco tempo depois, já estamos no estacionamento da Universidade de Konoha, o qual já se encontra cheio de carros e pessoas, principalmente, alunos novos. Saímos do carro e caminhamos em direção ao prédio principal, e logo a figura de Sasori surge em meio aos alunos.

Era só o que me faltava. Eu não vou nem um pouco com a cara desse Sasori.

Ele caminha em nossa direção e passa ao nosso lado, sorrindo para Sakura.

— Oi, Sakura. — cumprimenta, olhando-a — Sasuke. — dirige o olhar para mim, que só aceno em cumprimento.

Aguentar isso todo dia ainda vai me estressar muito.

— Bom, preciso ir para a sala, boa aula. — ele diz, sorrindo novamente.

— Para você também. — Sakura fala, sorrindo de volta.

Encaro a figura se afastando pelo lado oposto ao que estamos indo, o semblante sério como sempre, afinal, não gosto nem um pouco dessa amizade entre Sakura e ele.

— Para com isso. — escuto a voz de Sakura e sinto um tapa de leve em meu ombro. — Já disse que Sasori é só meu amigo, não precisa ficar enciumado.

— E quem disse que eu estou enciumado? — pergunto, cruzando os braços e fitando-a me observar com uma das sobrancelhas arqueadas.

— Não está? — pergunta com um tom irônico. — Então não vai se importar se eu for conversar com ele no intervalo, não é?

Encaro-a ainda mais seriamente.

— Estou brincando, ciumento. — Ela sorri,  enlaçando meu pescoço com os braços e me dá um selinho em seguida. — Mas já disse que não precisa disso, eu te amo, e nada mudará isso.

— Também te amo. — beijo-a mais intensamente, mas logo separo nossos lábios, puxando-a pelos corredores. — Vamos nos atrasar, venha.

Sakura sorri e me segue até pararmos em frente a porta de sua sala, onde nos despedimos com um beijo.

O decorrer da semana segue bem tranquilo, nos esbarramos com Hana e Sasori algumas vezes pelo campus, mas nenhum dos dois tentou se aproximar mesmo de nós, parece que entenderam que Sakura e eu nos amamos verdadeiramente, e isso é bom.

Por um milagre, não cruzamos com Gaara um segundo sequer dessa semana, e isso é melhor ainda, pois ele é o único sem noção aqui. Parece que está viajando, ou sei lá, o que me fez agradecer aos céus pela paz que reina na universidade, porém não irá durar para sempre, eu tenho plena consciência disso, logo ele voltará e infernizará ainda mais nossas vidas.

Às vezes, fico pensando, será que Sakura e eu nunca teremos paz?

Bom, eu espero realmente que sim. Espero que ele canse de uma vez dessa perseguição idiota com a Sakura, ainda mais agora que a pequena Sarada — possivelmente — está a caminho.



. . .



~Hana Yasushi

— Eu sou afim da Sakura, até namoramos uns meses atrás, mas, desde que o Uchiha entrou no caminho dela, Sakura perdeu o juízo.

— Mas o que isso tem a ver?

— Como o que tem a ver? Eu quero a Sakura, e você, o Sasuke. Se nos juntarmos, podemos separá-los e conquistar nossos objetivos. E então, o que me diz? Topa?

— Não sei, eu… Eu vou pensar.


Desde aquele dia, as palavras de Gaara não saem da minha cabeça. Já faz um mês que ele me fez essa proposta, e hoje é meu primeiro dia na faculdade, ou seja, irei vê-lo, então preciso dar-lhe uma resposta.

Por mais que eu queira ficar com o Sasuke, algo me diz que é errado, algo me diz que Gaara não é a pessoa certa para tornar-me parceira. E, ainda mais, os possíveis meios que teríamos que usar para separar o Sasuke da Sakura.

Eu, antes, estava disposta a não desistir, mas, conforme eu os via no corredor, percebi que não tenho muitas chances de conquistar o Uchiha. Eu ainda não pretendo desistir, mas me aliar ao Gaara é o correto?

Essa dúvida está me matando!

Atravesso os portões da Universidade de Konoha segurando firme a mochila pendurada em um dos ombros, nervosa, só não sei dizer se é por ser o primeiro dia de aula ou por não saber o que responder para Gaara.

Ando distraída pelo gramado até escutar uma voz me chamar.

— Ei, garota! — me viro para trás e logo um jovem de cabelos vermelhos entra em meu campo de visão, andando até mim — Você deixou cair.

Estende a mão, entregando-me a chave da minha casa.

— Obrigada. — agradeço, sorrindo e pegando o objeto de suas mãos.

Ele me fita por uns instantes, sem dizer nada, o que acaba deixando a situação constrangedora.

— Não fique derrubando coisas por aí. — ele diz por fim, e eu fico sem graça.

— Foi um acidente, mas obrigada mesmo assim, vou ficar atenta. — digo e sinto a necessidade de mexer no cabelo.

— Bom, eu preciso ir, a gente se vê por aí. — ele diz, se despedindo e dando passos para trás, ainda de frente pra mim.

— Meu nome é Hana! — digo um pouco alto, devido a sua distância — Faço administração… — dou-me conta das pessoas ao redor e me recrimino por chamar tanta atenção. Mas abro um sorriso quando ele acena novamente para mim, sorrindo:

— Até breve, Hana da Administração! — diz alto e vira-se, saindo andando pelo gramado.

Desvio minha atenção do ruivo ao longe e me dirijo para o interior do prédio — cujo corredor está cheio de alunos —, com um sorriso discreto no rosto.

Sigo até a secretaria da faculdade e pego meus horários, assim como o número do meu armário e os livros necessários, os quais a própria universidade disponibiliza. Volto aos corredores agora vazios e olho no papel, cujo número escrito é 323. Sigo a numeração nos armários e logo encontro o número do meu. Abro com a combinação que a secretária me deu, coloco todo o meu material lá dentro e, ao fechá-lo, mudo a combinação para a minha data de aniversário.

Dirijo-me para a sala de aula nesse mesmo prédio e dou graças à Deus por não encontrar Gaara pelos corredores.

Os dias da semana seguem, e nada de Gaara, o que é um alívio. Minha primeira semana na Universidade de Konoha é bem tranquila, mas admito que ver Sasuke e Sakura em todo intervalo pelo campus é um tanto quanto incômodo.

Vez ou outra, encontro-me com o ruivo simpático — que descobri depois se chamar Sasori, e cursar Psicologia — pelos corredores, e ele acena para mim, sorrindo. Não trocamos muitas palavras durante esses dias, já que é raro vê-lo andando por aí, principalmente pelo tamanho do campus e por psicologia ser no prédio ao lado, mas o pouco que o vejo consigo perceber o quanto ele parece ser legal e boa pessoa.

O fim de semana passa voando e logo já me vejo adentrando os grandes portões da universidade novamente, encontrando o gramado já lotado de alunos, os quais tomam sol animadamente enquanto as aulas não têm início. Suspiro, caminhando solitária até o interior do prédio, adentrando logo o corredor cujas paredes estão tampadas pelos armários acoplados a elas.

Caminho até o meu armário lentamente por aquele corredor vazio e abro-o, retirando, de dentro, os livros que preciso para as aulas de hoje. Suspiro novamente, um pouco cansada por ser segunda-feira e fecho a porta de metal, trancando o cadeado logo em seguida com a combinação.

Quando faço menção de me afastar do meu armário, jogando os livros dentro da mochila pendurada nos ombros, sinto a presença de alguém atrás de mim. Viro-me na mesma hora.

— Gaara?

O ruivo parece estranho, seu olhar está meio apagado, olheiras se destacam embaixo dos seus olhos e seus músculos parecem tensos.

— Onde estava? Não lhe vi esses dias.

Ele respira fundo.

— Viajando.

— Está tudo bem? — pergunto, fitando sua aparência estranha.

— Não enquanto Sakura ainda estiver com aquele babaca! — ele fala em alto e bom som, a raiva evidente em sua voz — Então, vai me ajudar ou não?

Engulo em seco, ele parece estranho, transtornado, louco.

Juízo perfeito passa longe dele agora.

— Sobre isso, eu ainda não me decidi.

— Hana, como não? Você quer o Sasuke, não quer? — pergunta, segurando meus ombros e me colocando com as costas apoiadas no armário.

Ele está me assustando! Definitivamente, Gaara não está em seu juízo perfeito, se é que já esteve em algum momento.

— Quero, mas não vou fazer qualquer coisa para isso!

— E você acha que vai conseguir simplesmente falando para ele que o ama? Se liga, garota! Ele não vai sair do lado da Sakura, ainda mais agora que ela está grávida de um filho dele!

Arregalo os olhos. Grávida? A garota de cabelo rosa está grávida do Sasuke? Isso muda tudo. Muda totalmente tudo.

— Grávida? Esse é mais um motivo para eu não me juntar à você! — digo, encarando-o — Se ela está grávida, deve ficar junto do Sasuke. Por mais que eu o queira, não vou interferir nisso.

— Você só pode estar de brincadeira ou é muito idiota!

— Só estou caindo na real, acabou! Não vamos conseguir nada desse jeito, você deveria desistir.

— Eu não acredito… — ele continua me segurando, irritado — Pensei que você fosse esperta, mas é apenas uma garota fraca que não luta pelo que quer.

— E eu pensei que você apenas gostasse da Sakura, mas agora vejo que você está obcecado. Está louco. — digo, vendo-o ficar cada vez mais irritado — Agora, me solta!

— Não vai ser assim tão fácil! Você vai ajudar quer queira ou não!

— Me solta! — grito, tentando inutilmente me desvencilhar de seus braços, sentindo lágrimas acumularem em meus olhos pelo seu aperto forte e pelo medo que a situação me causa.

— Solte-a! — uma voz grossa e séria soou alto ao nosso lado, atraindo tanto a minha quanto a atenção de Gaara para ela.

— Quem é você? — Gaara pergunta, olhando para o jovem de cabelos ruivos como o dele.

— Não importa, estou mandando soltá-la! — Sasori diz, chegando mais perto.

Gaara bufa apertando um pouco forte meu braço e olhando fundo em meus olhos, mas, em seguida, ele me solta, se afastando lentamente.

— Eu não preciso de você, Hana, posso me virar sozinho. — ele diz, me olhando com ódio  — Eu vou separar aqueles dois, e vai ser agora.

E sai, seguindo em direção à saída.

— Droga! — falo, seguindo até a saída do corredor, de onde consigo vê-lo cruzando o portão da Universidade de Konoha. — Droga!

— Você está bem? — a voz de Sasori soa atrás de mim, viro-me para olhá-lo.

— Estou sim, mas agora preciso impedir uma tragédia.

— O que quer dizer com isso? E o que foi tudo aquilo?

Encaro Sasori e conto-o o que está acontecendo.

— Gaara é um ex-namorado de uma aluna daqui, Sakura é o nome dela, já deve tê-la visto, a menina de cabelo rosa. Ela está namorando com outro cara, e Gaara quer fazer de tudo para separá-los, só que ele parece maluco, está fora de si, e tenho medo que ele faça uma besteira. Do jeito que ele estava, parecia que é capaz de fazer qualquer coisa.

— Espera… Sakura? Sakura Haruno? A que namora o Sasuke? — Sasori arregala os olhos.

— Sim, você a conhece então? – questiono, surpresa.

— Sim, há muitos anos, mas isso não importa agora, precisamos ir atrás do Gaara. Se ele vai fazer algo contra a Sakura, temos que impedir!

— Agora é tarde, ele já deve estar longe – respondo, olhando novamente em direção ao portão.

Sasori olha de um lado para o outro, nervoso.

— Acha que ele vai para a casa dela? Parece que ela não apareceu aqui hoje, não a vi. — comentou, me olhando.

— E nem o Sasuke. — completei — Temos que avisá-los, Sasori. Gaara pode ser capaz de machucá-los, ou até mesmo o bebê.

— Bebê? — Sasori me olha, confuso.

— Sakura está grávida, e o Gaara sabe disso, mas parece não se importar.

— Grávida… Merda, o que faremos? Não faço ideia de onde a Sakura mora. — o ruivo fala, passando as mãos pelos cabelos de tanto nervosismo.

— Alguém aqui tem que saber. — seguro sua mão e o puxo pelo corredor vazio à procura de alguém que pudesse nos ajudar a descobrir essa informação, ou o telefone dela, qualquer coisa, mas ninguém está mais por lá.

Suspiramos, pensando no que fazer, quando uma garota de longos cabelos loiros aparece no fim do corredor. Sem hesitar, Sasori segue até ela, e eu, logo em seguida.

— Com licença, você conhece a Sakura Haruno, não é? Já te vi falando com ela uma vez. — ele pergunta.

— Sakura? — ela o olha, analisando-o — O que quer com ela? Nunca te vi por aqui.

— Sou um novato, mas isso não importa agora, só preciso que me diga onde ela mora se souber, é urgente. — Sasori fala o mais rápido que pode, não podemos mais perder tempo.

Sua expressão facial já denuncia que há algo errado.

— Urgente? — a loira para e pensa por um instante, mas logo seus olhos azuis sobre Sasori se arregalam — Gaara…

Sasori e eu nos entreolhamos, confusos e surpresos por ela saber.

— Como sabe? — pergunto.

— Eu o conheço muito bem, assim como Sasuke e Sakura, e ele não está bem há algum tempo. — a loira retira o celular do bolso — O que ele aprontou dessa vez?

— Nada ainda, mas parece que vai. E não deve ser boa coisa, pelo jeito como saiu daqui.

— Aquele maluco… — ela começou a digitar uns números.

— O que está fazendo? — pergunto.

Mas, ela não diz nada, apenas coloca o aparelho no ouvido e, depois de alguns segundos, o retira.

— O Gaara não atende. — comenta, voltando a digitar novos números. — Nem Sasuke e nem Sakura apareceram na universidade hoje. Onde quer que estejam, eles podem estar correndo perigo.

— Está ligando para quem agora, loira? — Sasori pergunta.

— Ino, meu nome é Ino. E estou ligando para o Sasuke.

O silêncio se estabelece entre eles enquanto o telefone começa a chamar do outro lado da linha.

— Não faço ideia de onde Sakura mora, mas, se o Sasuke não está com ela, ele pode encontrá-la com mais facilidade. — faz uma pausa, esperando a pessoa atender do outro lado. — Atende, Sasuke… Atende…

Mais alguns segundos, e a voz de Ino é ouvida.

— Sasuke? — ela pergunta, um pouco nervosa — É a Ino, me escuta por favor. Me diz que está com a Sakura. — ela para de falar, ouvindo o que quer que Sasuke esteja dizendo do outro lado. — Não está?... Então corre para lá, pois tenho certeza que o Gaara vai atrás dela, ele saiu transtornado aqui da universidade. E ele tem pleno conhecimento de onde ela mora. — Ino fica em silêncio, escutando — Por que eu mentiria para você, Sasuke? Eu, assim como vocês, já estou farta dessa história, Gaara já está passando dos limites e, se você não fazer nada, Sakura e seu filho podem se dar mal nessa história. — diz, finalizando a ligação. — Agora é com o Sasuke.

— Não vou conseguir ficar parado aqui sem fazer nada, aquele maluco pode fazer algo com a Sakura, e eu não vou me perdoar se não tentar impedir. — Sasori fecha os punhos, irritado e preocupado.

— Você é algum parente dela? — A loira questiona, confusa com a latente preocupação do ruivo.

— Sakura e eu crescemos juntos, somos amigos de infância. — Sasori explica.

— Entendo, mas você precisa se acalmar. — Ino diz, tentando transpassar calma, mas ela também está nervosa — Não tem nada que possamos fazer agora, não sabemos onde Sakura mora, mas o Sasuke já foi para lá, só precisamos esperar. Talvez o Gaara não faça nada, esteja apenas falando da boca para fora como das outras vezes, e estamos nos preocupando a toa.

— Não acho que seja isso. — digo, lembrando-me das expressões faciais de Gaara, da voz alterada e dos olhos sem brilho.

Ele não parecia em juízo perfeito.

— Precisamos fazer alguma coisa, não podemos esperar aqui sem fazer nada. — Sasori retruca e, antes que Ino possa falar mais alguma coisa, passos rápidos e fortes ecoam no corredor em nossa direção.

Nos viramos para olhar quem é, e um jovem de cabelos loiros, o qual não me é nem um pouco estranho, aparece.

— Naruto! — Ino grita e corre até ele.

Sasori e eu nos entreolhamos novamente e, sem hesitar, seguimos a garota.

— O que foi, Ino? Eu estou atrasado. — Naruto diz, desvencilhando-se dela.

— Precisamos de você.

— Agora, não dá, tenho um trabalho para entregar nesse instante. — ele começa a andar, mais a loira segura um de seus braços.

— É a Sakura! Ela corre perigo. — a loira diz e, na mesma hora, ele se vira e a olha confuso.

— Perigo?

— Gaara está prestes a cometer uma loucura. — e o loiro arregala os olhos.

— Vamos para o meu carro, me sigam, rápido!


Notas Finais


E então? Gostaram?
Palpites?

Beijinhos e até o próximo.

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