História Minha Pequena Luz No Natal - Padackles - Capítulo 25


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Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Supernatural
Personagens Jared Padalecki, Jensen Ackles
Tags Amor Á Primeira Vista, Clínica De Animais, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Morador De Rua, Natal, Neve
Visualizações 76
Palavras 1.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha eu de novo. Finamente 🤗
Espero que curtam o capítulo e não esqueçam de comentar o que estão achando. Seus comentários me motivam muito ❤📖
Bjocas 😗

Na foto está Jensen, seu pai Alan, e seu irmão mais velho Josh.

Capítulo 25 - Aceitação


Fanfic / Fanfiction Minha Pequena Luz No Natal - Padackles - Capítulo 25 - Aceitação

— Jared ... JARED, espera. — Jared finamente para a sua busca pelas gavetas da cômoda “secreta" no porão de sua casa, quando ouve uma Felícia exasperada o chamando. A própria Sandy não conhecia o que tinha dentro deste móvel. Jared nunca quis alarma-la, mesmo que fosse algo para a sua segurança.

Uma arma.

A arma que seu pai lhe deu assim que Jared veio morar sozinho. Seu pai queria ter certeza de que Jared teria algo para a sai defesa pessoal. Ele estaria morando longe de seus pais pela primeira vez. Pensar assim é bastante sensato. Jared jamais vai saber a como agradecer ao seu velho por isso.

— O que? — Jared grunhi sem querer, e rapidamente se sente mal por ter falado assim com a menina que praticamente salvou a sua vida. Sem Felícia, Jared provavelmente teria sangrado até a morte naquele chão. — Desculpa, Felícia. Mas eu não consigo pensar em mais nada além de buscar meu Jen de volta.

Jared suspira tristemente e continua. — Não consigo imaginar como ele deve estar agora. Na verdade eu não quero imaginar. Isso só vai me deixar pior. — E com um ódio mortal por Dick Roman. Ele não precisa dizer isso para que Felícia saiba.

— Jensen é forte. Uma das pessoas mais incríveis que já conheci. E tenho certeza de que ele espera seu resgate agora, sendo você o cavaleiro de armadura brilhante. Mas precisa estar com a mente limpa. Caso contrário... — Felícia para encarando Jared com simpatia.

— Eu sei. Tem razão. — Jared fecha os olhos e inspira pela boca um grande gole de ar, antes de suspirar lentamente. Saiu um pouco trêmulo, mas ele se orgulha por tentar. — Tem toda a razão. Preciso fazer isso com cautela. Mas isso não muda o fato que quanto mais tempo Jen estiver com aquele monstro, mais eu estou perdendo ele. E ... eu não quero perde-lo.

Felícia sorri suavemente, sua mão descansando no ombro do homem alto. — Não vai, cara grande. Jensen te ama, e tenho certeza de que isso não vai permitir que ele desista — Jared sorri amorosamente — Agora, o que pretende fazer?

— Eu vou dar um jeito em Dick Roman, e trazer o amor da minha vida pra casa. — A resposta baixa surge dos lábios de Jared.

{...}

— Por que você fez isso, meu amor? — A mãe de Jensen pergunta com os olhos vermelhos de choro, e uma mão acariciando a bochecha dele. Seu pai está sentado no sofá a frente, com o rosto passivo e inalterado como sempre. A dureza sempre foi o forte de seu pai. Jensen sabe que ele o ama. Alan Ackles só não sabe como demonstrar isso.

Jensen não tem certeza, talvez nem seja real, mas talvez seu pai esteja finalmente percebendo a burrada que fez com seu próprio filho todos aqueles anos atrás. Jensen não é cruel, mas ele quer que seu pai perceba isso.

— A resposta está lá em cima. — Jensen diz sem demais explicação, indicando para Dick Roman, que se encontra provavelmente no terceiro andar, em sua sala de vigilância, os observando pela câmera que se encontra empoeirada na quina da parede do quarto, bem no alto. Dick sempre o vigiou, e era por isso que Jensen tinha tanto medo de realizar qualquer plano de fuga.

Ele se sentia como um animal encarcerado. A realidade não é muito distante disso.

Seus pais obviamente não sabiam o que acontecia na mansão Roman, pra eles, seu filho vivia a vida alta, com seu marido rico, repleto de glamour.

Ingênuos.

— Por que não veio pra nós? Por que foi embora e não voltou? — Sua mãe questiona temendo a resposta. Ela obviamente não quer saber que seu filho esteve morando na rua, em condições deploráveis por todos esses anos. — Eu sempre soube que Dick era hipócrita, mas não sabia que ele poderia chegar a tanto.

Jensen franze a testa. Seus pais sabem o que aconteceu? Eles sabem o que Dick fazia com Jensen em seus dias de “casados"?

— Vocês sabem ...

— Sim. — Seu pai falou pela primeira vez, com a voz rouca. — Dick fez questão de nos dizer absolutamente tudo o que fez com você, assim que descobriu que você fugiu. Ele estava fumegante de ódio, não acho que ele ligava para as consequências. Afinal ele é Dick Roman, ele daria um jeito de sair inocentado.

Jensen sentiu sua raiva subir. Mas é verdade. Dick Roman é um homem poderoso, tem contatos em diversos lugares. Uma simples acusação de abuso não iria finalmente manda-lo pra a cadeia. Seus pais com certeza perderiam a causa, e ainda sairiam queimados na história , por acusar e querer tirar dinheiro de Dick.

— Filho, eu ... eu nem sei o que dizer — Seu pai murmura de vagar. Jensen nota a dificuldade com que essas palavras estão saindo de sua boca. Nunca foi fácil para Alan Ackles expressar o que sente. Principalmente para seu filho.

— Não foi culpa sua — Jensen garante sem tropeçar nas palavras, diferente do seu pai, que parece totalmente perdido. — Precisávamos de dinheiro e ...

— Eu vendi você, Jensen. Meu próprio sangue. Eu dei você em troca de dinheiro. Nunca me dispus a te ouvir. E foi você quem pagou pelo meu erro — Seu pai funga, mas seu rosto permanece duro. Nem nessas horas a máscara de macho alfa se desfaz.

— Pai ...

— Não. Eu ... sinto muito, filho. Eu sinto tanto. Mal consigo encara-lo sem me sentir um monstro. — Seu pai diz com fervor. Palavras como um veneno para si mesmo. Se alto odiando. Jensen não pode permitir que seu pai se martirize assim. Jensen levanta do sofá e puxa seu pai lhe dando um abraço. Um verdadeiro abraço de pai e filho. Sua mãe observa tudo em lágrimas, dando espaço para eles.

— Está tudo bem, pai. Tudo bem.

***

Os Ackles conversam por horas. Jensen conta tudo. Onde estava morando esse tempo todo. Claro que ocultando alguns detalhes. Ele não quer que seus pais se sintam piores do que já estão. Por que não voltou pra casa. Contou de sua amnésia temporária. E como ele se alto protegeu, esquecendo tudo o que ela passou nesta casa.

Seus pais contam sobre seus irmãos. Sua irmã mais nova, Mackenzie, como ela sentiu saudade de seu irmão mais velho, como ela chorava por Jensen, e que agora ela está na faculdade. E contou de seu irmão mais velho, Josh. Eles contam como Josh passou anos procurando seu irmãozinho sem descanso. Como ele gritava com Alan e Donna por terem vendido Jensen a Dick. E como agora se encontra morando no Canadá, com a sua esposa e filho de 7 meses, mas ele nunca deixou de ligar e perguntar se Jensen já voltou pra casa.

Ouvir tudo isso foi difícil. Ouvir como seus pais se martirizaram por terem deixado seu filho ir. Como Alan quase enlouqueceu ao saber que seu filho fugiu por estar sendo espancado e abusado por Dick.

Jensen teve que passar por tudo isso quando tinha apenas 18 anos, era uma criança. Mas ele jamais se viu assim. Ele se via como um homem que estava fazendo o certo por sua família. Ouvir seus pais falando tudo isso pra ele, o faz sentir como um garotinho que fugiu de casa deixando seus pais preocupados.

— Sinto muito ter ido embora.

Jensen murmura baixinho. Ele não sabe mais o que falar. Ele se sente um idiota agora. Ele deveria ter aguentado como um homem. Mas ele foi um covarde, ele fugiu.

— Espero que sinta mesmo, Jensen. — A voz de Dick surge da porta alertando todos de sua presença na sala. — Eu não só tinha um marido fugitivo, mas também tinha seus pais inoportunos no meu rastro. Você me custou muito, garoto.

— Por que fez isto conosco? — Alan grunhi com furor. Suas mãos apertadas em punhos fechados.

— Não sei se lembra, Ackles, mas foi você quem foi a minha procura. Foi você quem praticamente me implorou por darmos as mãos e unirmos nossas empresas. A verdade é que a Serviços Ackles não me era de muito valor, não iria ganhar nada com isso. E foi aí que pus meus olhos no seu lindo menino. Ele sim valia cada gama de minha fortuna. — Dick sorri maldosamente. Seus olhos em Jensen todo o tempo. — Eu lhe fiz um favor, e em troca, trouxe o garoto comigo. Nada mais justo.

Alan rosna e quando ele começa a caminhar pra cima de Dick, pronto para tirar esse sorriso sádico de seu rosto, Jensen o para com a mão em seu pulso.

— Não, pai, por favor. Sabe que ele não vale a pena. — Jensen aponta com frieza para Dick, que não aparenta se incomodar em ouvir isso.

— Você é desprezível — Sua mãe lança com veneno. Sua raiva enorme para a sua estatura tão pequena. — Sempre soube que você não valia nada.

— Interessante sua observação. — Dick fala sem importância com um revirar de olhos. — Como havia dito antes, ter Jensen aqui nos trás de volta aos negócios. Eu volto a manter a Serviços Ackles. Trato com os investidores a voltarem a confiar na sua empresinha. E Jensen fica comigo.

Alan e Donna se enfurecem ao ouvir isso.

— Não vamos mais fazer negócios com você, nosso filho vem conosco. — Alan rosna para o outro homem que acena de vagar.

— Bem, tem a segunda opção. Jogo vocês dois na rua, acabo como resto da sua reputação no mercado. Deixo vocês e seus outros filhinhos na miséria. E de qualquer jeito Jensen fica comigo. — Dick sorri mostrando seus dentes incrivelmente brancos. Todos estremecem. — Realmente não queria chegar a esse extremo. Mas sou um homem de negócios. E eu sempre consigo o que quero.

Dick olha pra Jensen, quase como se quisesse devora-lo. — E o que eu quero é o lindo Jensen.

— Foda-se ... — Alan rosna mas Jensen o acalma. Jensen se mova para que fique de frente a eles, e de costas para Dick.

— Papai, mamãe, eu vou ficar bem. Não sou mais criança. Já posso tomar conta de mim. — Jensen os garante com a expressão suave e implorante. Sua mãe o encara em pânico.

— Querido ...

— Mamãe. Vai ficar tudo bem. Prometo. Não posso mais bagunçar nossas vidas. — Jensen faz uma pausa. — Eu vou ficar.

— JENSEN. — Seu pai grita em descrença. Sua mãe já aparenta querer chorar. Jensen porém está relutante.

— Eu vou ficar bem. — Ele coloca ênfase em todas as palavras, querendo dizer que vai realmente ficar bem. A verdade é que ele já não sabe mais como tudo vai ser a partir de agora.

Ter seus pais de volta amansa seu coração. Mas a perda de Jared o quebrou totalmente. Ele já não sabe se liga mais em aceitar a tortura que é uma vida ao lado de Dick Roman.

— Filho. — Seu pai está praticamente implorando agora. Jensen nunca o viu tão desesperado antes. E isso o deixa sem saber como agir. — Não nos obrigue a fazer isso. Não de novo.

— Vocês vão. Vou ficar bem. Confie em mim. Eu amo vocês — Jensen olha entre Alan e Donna, antes de puxa-los pra outro abraço apertado. Lágrimas descem por seus olhos caindo nas costas da roupa de seus pais.

— Te amamos também, querido. Também te amamos.



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