História Minha Pequena Luz No Natal - Padackles - Capítulo 26


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Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Supernatural
Personagens Jared Padalecki, Jensen Ackles
Tags Amor Á Primeira Vista, Clínica De Animais, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Morador De Rua, Natal, Neve
Visualizações 81
Palavras 1.882
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá? Ainda estão aí?

Capítulo 26 - Preciso De Ar


Fanfic / Fanfiction Minha Pequena Luz No Natal - Padackles - Capítulo 26 - Preciso De Ar

Jensen segura as lágrimas enquanto mantém o rosto preso ao travesseiro. Dick usa movimentos violentos, batendo com força seu pênis dentro de Jensen. Tudo nele dói, ele sente como se estivesse totalmente quebrado sem chance de reparos. Porém nada está em tão mal estado quanto a sua dignidade. Essa está completamente ferida.

— Olha pra mim, Jensen — Dick comanda enquanto bate com mais força dentro dele. A única resposta de Jensen são gemidos de dor. — OLHA PRA MIM, PEQUENA PUTA

Jensen se força a encara-lo, sua expressão deve aparentar total desgosto, pois Dick avança com a sua grande mão, e aperta a boca de Jensen, causando dor em seu maxilar. Jensen choraminga e tenta fugir, Dick obviamente não deixa.

— É bom você me obedecer, caso contrário não será bonito — Dick afasta a mão bruscamente da boca dele, pra em seguida, agarra o pênis de Jensen e o apertar. Jensen grita assim que Dick toca no seu membro obviamente flácido. Dick não o excita, muito menos em uma situação assim. Um estupro.

Uma lágrima escorrega de seus olhos sempre que ele pensa assim. Ele está sendo estuprado. Antes Jensen não sabia o que era isso. Ele era inocente demais pra entender tudo isso. Pra ele, Dick tinha todo o direito de agir assim. Ele era seu marido afinal. Agora a realidade lhe deu um tapa no rosto, e lhe mostrou a verdade.

— Geme. — Dick rosna, seus movimentos aumentando cada vez mais. — GEME.

Jensen apenas chora.

***

Algumas horas depois, Jensen se encontra na frente da porta de saída do quarto de Dick. Suas mãos estão tremendo, seu coração está apertado, ele está dolorido e ferido. Ele só precisa de ar.

Sua mão roca a maçaneta da porta e assim que ele a abre, ele vê um dos guardas de Dick o vigiando. Óbvio.

— Onde vai? O senhor Dick não permitiu que ...

— Vou tomar ar. Eu tô sufocando aqui dentro. — Jensen grunhi, não estando nem um pouco afim de se explicar pra esse babaca. — Sai da frente.

— Eu não acho que seja ...

— Eu não vou fugir. Vou pro terraço. Satisfeito? — Jensen bufa e começa a caminhar, tendo consciência de que o homem o segue todo o caminho.

O terraço da mansão é enorme, e a vista é de tirar o fôlego. Pena que Jensen não tem animo pra admirar, ele nunca teve. Essa casa só o trouxe tormento. E dor.

Ele caminha até próximo a borda, os três andares da casa o deixam totalmente distante do chão. Seria uma queda feia. Ele engole em seco, suas mãos tremem mais ainda enquanto se aproxima da beirada. Uma mão em seu pulso o faz parar.

— Senhor, eu recomendo que fique o mais distante da borda possível — O homem o aconselha e isso faz Jensen encara-lo. Esse segurança parece ser um cara de bem, ele tem um rosto gentil. Por que trabalha com Dick? Talvez só precise de dinheiro. As pessoas fazem loucuras por um pouco de dinheiro. Jensen não se orgulha disso.

— Eu não vou me jogar, se é o que acha — Jensen fala com o rosto estoico. Seu rosto gira de volta para a borda do terraço. Dick nunca se importou de se quer colocar uma grade de proteção. Mas bem, ele nunca vem aqui mesmo. — Só preciso ficar sozinho.

Jensen murmura mais pra si mesmo, do que para o segurança ao seu lado. — Preciso de forças pra aturar tudo isso.

— Eu não posso deixa-lo sozinho, senhor — O homem fala o mais educadamente possível. Jensen morde o lábio e só então encara o homem cujo é dois tamanhos maior que ele. Jensen inclina a cabeça para o lado, e tenta forçar lágrimas nos olhos. Não é difícil, para alguém que tudo o que mais tem feito é chorar. — Senhor ... por favor ...

O homem praticamente implora a Jensen para que ele pare de drama, Jensen sabe que está jogando sujo, e ele sabe como apertar os botões de alguém bem no ponto certo. Mas ele precisa de um tempo sozinho, sentindo ar puro no rosto, antes de voltar a realidade.

Uma lágrima sorrateira desce de seu olhos esquerdo sem muito esforço, Jensen faz um biquinho pra complementar seu rosto chorão, e isso faz o segurança desmontar.

— Só ... por favor, não saia daqui. O Senhor Dick não pode saber que eu o deixei sem vigilância. — O homem implora, e Jensen acena agradecido.

O homem hesita um pouco, mas acaba dando espaço a Jensen no terraço. Jensen suspira, feliz quando sente o ar tocar seu rosto. Ele pode fingir que está livre mais uma vez. Ele pode fingir que está de volta no beco em que morou nos últimos 7 anos, quando a sua vida era mais fácil, por mais contundente que isso pareça.

Ele caminha de volta até a borda, e se senta, seus pés balançando no ar. Ele normalmente teria medo da altura, mas pensando bem, ela não o faz mal, não a menos que ele próprio se jogue dali, o que não é o que ele quer.

Ter seus pais de volta, ouvir sobre seus irmãos, o mostrou que por mais que pareça, ele não está sozinho. E mesmo que o seu coração chame tanto por Jared, grite por ele, necessite dele, ele não pode desistir de sua vida assim, Jared iria se decepcionar.

Jensen tenta não pensar demais em Jared, ele não quer se ver caindo em prantos novamente, ele simplesmente não aguenta mais chorar. A dor de perde-lo nunca vai sumir, mas Jensen tem que ser forte. Pelo menos uma vez na vida, Jensen tem que segurar.

Por sua família. Por ele mesmo.

Pelo amor que o tomou conta por inteiro.

Jensen está tão absorto em seus pensamentos, que não vê o carro de Dick chegando mais cedo que o esperado.

{...}

Jared agarra sua mochila, e estremece quando se levanta. A dor em sua perna o está incomodando, mas ele não pode deixar que isso o pare.

Mancando, ele consegue sair de sua casa, e consegue entrar no carro. Ele suspira tentando centrar no que é importante. Ele precisa buscar Jensen. Mas ele sabe que não será fácil. Dick é um cara poderoso, deve estar montado até os dentes de seguranças o vigiando.

Por mais que ele queira simplesmente entrar na casa, pegar Jensen, e dar o fora, ele sabe que não será assim. Ele precisa pensar.

Sua perna dói como se tivessem a esfaqueando. Sua cabeça já começa a doer também. Traduzindo, ele está uma porcaria.

Seu celular vibra dentro de sua mochila, Jared não se importa. Ele não tem tempo pra conversar agora. O celular vibra de novo, e depois de novo. Jared se irrita e puxa o aparelho, apenas para ler.

7 chamadas perdidas de Sandy.

Jared revira os olhos e joga o celular de volta dentro da mochila, ele tem coisas mais importantes pra fazer agora.

Ele então liga o carro, e dirige em direção a mansão Roman. Felícia lhe deu todas as informações que descobriu na internet. Dick é muito conhecido, então foi fácil descobrir quase tudo sobre ele com apenas uma pesquisa no Google.

Segundo ela, Dick tem uma mansão em Upper East Side, e varias outras casas menores espalhadas por Nova York e redondezas. Jared não tem certeza, mas Dick é tão pomposo, que com certeza passa todo o seu tempo em sua enorme mansão. E como sendo sua casa principal, deve estar duplamente vigiada. Jared precisará ter cuidado.

Seu celular vibra mais uma vez, Jared rosna um:

— Dá um tempo, Sandy.

Tudo o que a sua mente consegue pensar, é em buscar o amor de sua vida de volta. O resto pode esperar.

{...}

Genevieve rosna pra si mesma quando é pela décima vez ignorada por Jared. Ela sabe que Jared está com raiva de Sandy, e é compreensível que ele a ignore. Mas bem que ele poderia deixar de ser babaca e atender o maldito celular.

Ela volta a se sentar na cadeira do saguão do hospital. Ela começa a roer as unhas e tenta manter a calma. O idiota do Jared não vai aparecer nem tão cedo, a deixando sozinha pra cuidar de Sandy.

Ela engole em seco quando percebe que está sozinha pra cuidar de Sandy. Oh merda.

Genevieve está preocupada com a sua amiga. Ela ainda não acordou, os médicos dizem que ela só precisa deixar seu corpo curar, e isso pode levar um tempo. Os ferimentos de Sandy foram 10 vezes piores que os de Genevieve, que só saiu com uma concussão, e um pulso torcido, além de alguns arranhões superficiais pelo corpo.

Sandy por sua vez, além de ter quebrado o braço esquerdo e a clavícula, teve 9 costelas quebradas, fraturou o fêmur, e várias outras lesões. Genevieve não sabe como Sandy se feriu tão mau, sendo que Genevieve saiu quase que ilesa.

A preocupação que os médicos tem, é com a sua cabeça. Eles dizem que Sandy deu uma pancada muito forte no para-brisas do carro. Genevieve se lembra de ver muito sangue no vidro rachado. Ela só espera que Sandy acorde logo.

***

Genevieve está sentada em uma cadeira próxima a cama de Sandy. Faz exatas 29 horas que Sandy dorme. Genevieve está tão preocupada com a amiga. Tem medo de que aja algo de errado com ela. Que talvez a pancada na cabeça a tenha colocado em coma, ou sei lá.

Genevieve sabe que se Sandy estivesse em coma, os médicos teriam dito. Mas ela não pode parar de pensar o pior. Ela morde o interior da bochecha antes de esticar a sua mão e tocar na bochecha não ferida da amiga.

Ela sente vontade de chorar quando percebe como a sua amiga está machucada. Parte o seu coração vê-la assim. Seu polegar toca suavemente a pele ainda fria da amiga, em seguida ela toca seus lábios rachados.

Durante anos, Genevieve não se atreveu a tocar Sandy assim. Ela tinha medo da reação da outra mulher. Tinha medo de perder a amizade que tinha com Sandy. Mas vê-la assim tão ferida, trás de volta com força, tudo o que ela sentia por Sandy. Tudo o que ela ainda sente.

Carinho. Proteção. Amor.

Ela sabe que não deveria pensar da sua amiga assim, mas desde sempre, Genevieve amou Sandy em segredo. Ela ama como Sandy se veste, como Sandy cheira, ama seus cabelos escuros, ama seu sorriso, Genevieve a ama. E ela não queria, mas ela não pode evitar.

Ela ainda em silêncio, deixa seu polegar tocar os lábios, que são naturalmente rosados e bonitos, e agora estão secos e rachados.

Genevieve levanta da cadeira, deixando a sua mão tocar o lado menos machucado de Sandy. Seus dedos roçando no cano fino que está no nariz dela lhe passando oxigênio. Genevieve aproxima seu rosto do de Sandy, e lhe da um beijo em sua testa.

— Por favor, acorde — Ela sussurra assim que se afasta um pouco. Seus rostos ainda muito próximo. Genevieve fecha os olhos por alguns segundos. Apenas sentindo a aproximação de Sandy tão perto dela. Assim que ela abre os olhos, é pra ver Sandy a encarando com a expressão confusa.



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