História Minha Pequena Luz No Natal - Padackles - Capítulo 27


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Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Supernatural
Personagens Jared Padalecki, Jensen Ackles
Tags Amor Á Primeira Vista, Clínica De Animais, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Morador De Rua, Natal, Neve
Visualizações 148
Palavras 2.393
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura 📖

Capítulo 27 - Don't You Cry No More


Fanfic / Fanfiction Minha Pequena Luz No Natal - Padackles - Capítulo 27 - Don't You Cry No More

Jensen olha pra frente e neste momento um pássaro voa bem próximo ao seu rosto. Um sorriso surge em seus lábios com o pequeno pardal que continua voando ao seu redor como se tivesse gostado da presença de Jensen.

— Quer ser meu amigo? Eu estou precisando de um agora — Jensen diz com a voz baixa, a melancolia fluindo através das palavras foi totalmente acidental. Ele não consegue segurar.

O pássaro chilreia feliz próximo a Jensen e inesperadamente pousa no colo dele. Jensen se espanta, pássaros silvestres não costumam confiar assim em humanos, eles normalmente voam para o mais distante possível.

Jensen passa seu polegar pela cabecinha do pássaro, e é tão suave que ele tem medo de machuca-lo. O pássaro parece gostar do gesto e canta felizmente. Jensen sorri.

— Obrigado por me escolher — Jensen agradece gentilmente com a voz baixa, ele não quer assustar seu novo amigo.

O som alto da porta atrás dele se abrindo o alerta da presença de alguém. Alguém furioso. Jensen olha pra baixo e ao ver o carro de Dick ele engole em seco. Como diabos ele não o viu chegar?

Ele se levanta e antes de olhar pra trás, ele estica as mãos que seguram o pássaro, querendo assim que o pardal voe livre. Coisa que Jensen não pode ter. O passarinho voa e Jensen já se sente sozinho mais uma vez.

— Senhor, eu sinto ... — Jensen vira rápido quando ouve o som de um soco forte, e alguém caindo no chão. Jensen grela os olhos quando percebe que é o guarda que lhe ajudou a ter um tempo sozinho no terraço.

— Eu disse para não permitir que ele saísse do quarto, seu imprestável. — Dick rosna com autoridade por cima do homem caindo. Saliva caindo no rosto do pobre homem. — Quero que vá ao meu escritório e me espere lá. Você será punido por isso.

O homem empalidece o ouvir isso, e Jensen tenta não imaginar no que Dick planeja fazer ao segurança. Jensen não pode permitir isso, e se mostra presente.

— A culpa não é dele, eu praticamente o obriguei a me deixar sair. — Grita Jensen querendo de alguma forma defender o segurança que aparenta ser alguém de bom coração. — Ele não merece ser tratado assim.

Dick sorri pra Jensen, ele se aproxima e segura no queixo do loiro. — Ah querido, você também será punido. Tenho planos para você hoje a noite.

Jensen sente seu sangue congelar em suas veias ao ouvir isso. Ele será estuprado mais uma vez. E ele não pode e fazer nada. Dick apenas mostra seus dentes enquanto sorri.

Uma lágrima escorrega do olho esquerdo de Jensen e ele abaixa a cabeça derrotado. Tudo o que ele consegue pensar é em sua família. E como ele deve ser submisso se quiser protege-los. A dor de ter que ser submetido a isso várias vezes é devastadora. Ele se sente tão pequeno ...

Um som de um revólver sendo carregado faz Jensen levantar a cabeça o mais rapidamente possível, a tempo de ver o segurança que estava sendo ameaçado por Dick apontar o cano da arma para a sua direção. Jensen sente um calafrio percorrer a sua espinha quando vê a fúria do homem armado.

Dick vira o rosto para o homem e solta uma risada. — Olha só, o guardinha tomando coragem. O que vai fazer? Vai atirar em mim? Essa é boa.

Jensen observa paralisado que a raiva do homem não é para com ele, e para com Dick. O homem está com o rosto vermelho de raiva. Seu dedo tocando no gatilho, quase a ponto de aperta-lo. Sua mira exatamente no lugar da testa de Dick.

— Não vou deixar você acabar com a minha vida. — O homem rosna, seu olhar nunca deixando Dick, suas mãos um tanto trêmulas, mas ele ainda tenta se manter firme. — Eu tenho uma família, e eu quero vê-la mais uma vez. Você não vai mais nos fazer mal. Não vou deixar mais que você machuque esse garoto.

Dick por mais que esteja sorrindo arrogantemente, Jensen ainda pode ver uma gota de suor escorregar de seu couro cabeludo.

— Então vai me matar? Sabe que não tem coragem. — Dick afirma. Sua postura firme, um sorriso ainda nos lábios. — Meus seguranças leais ouviriam o tiro e o matariam em seguida.

Jensen solta um grito involuntário quando um tiro quase que silencioso surge. A bala indo diretamente para a perna de Dick. Dick ofega e olha pra cima, medo finalmente surgindo em seu olhar.

— Acho que não esperava um silenciador, não é mesmo? Tenho que agradecer, Dick Roman. Seu medo em ser pego por suas falcatruas realmente me ajudou agora. Sempre querendo apagar as evidências. Acho que aprendi bem. — O guarda sorri e aponta para a testa de Dick. — Ah, e não se preocupe com os outros seguranças. Ninguém gosta de você.

O segurança está a ponto de atirar quando Jensen grita o fazendo parar. — NÃO. Não tem que fazer isso. Não tem que ser igual a ele.

O homem encara Jensen incrédulo. — Quer que ele continue machucando você? Estuprando você?

Jensen sente todo o sangue escorrer de seu rosto ao ouvi-lo dizer isso. Como ele sabe o que Dick faz com ele naquele maldito quarto?

— Como ...

— Todos ouvimos, garoto. Todos podemos ouvir quando você grita e chora. Todos escutamos quando você o pede pra parar. Esse maldito porco merece sofrer. — O homem diz com brutalidade. Seus olhos assassinos para Dick, que está segurando a ferida de bala em sua perna.

Jensen sente quando as lágrimas caem de seus olhos. Todos podem ouvir a sua desgraça. Todos podem ouvir quando Dick está destruindo lentamente a sua dignidade ... a sua vida. Todos sabem ...

— Vocês ... eu ... — Jensen não consegue falar. As palavras estão entaladas na sua garganta, ele mal consegue respirar. Suas mãos começam a tremer, sua visão começa a escurecer, seu coração acelera. Droga, ele está tendo um ataque de pânico.

— Todos sabemos como você sofre. E todos temos que ouvir com lágrimas nos olhos sem poder fazer nada. Você não tem que passar por isso nunca mais. Eu posso acabar com isso agora. — Ele aponta com a arma mais uma vez em direção a Dick. Raiva firme em sua voz no final de sua frase.

Jensen tenta manter a respiração estável, mas ele não pode. As lágrimas estão se acumulando em seus olhos. Sua respiração está errática. Ele sente que está caindo em uma nuvem. O segurança percebe isso e rapidamente corre até Jensen com preocupação. Porém, antes dele conseguir alcançar Jensen, Dick agarra Jensen por trás e o aperta, o segurando como um escudo. Jensen tenta se soltar mais não consegue. O segurança para, sua arma voltando a apontar para Dick.

— Você quer tanto salva-lo. Não acho que vai querer acertar no doce Jensen, vai? — Dick fala alto perto do ouvido de Jensen. Sua voz grossa de dor. Ele manca um pouco pra trás quando percebe que o segurança dá dois passos a frente. — O tiro pode sair pela culatra.

— Você é um desgraçado — O segurança grita com raiva mortal nos olhos castanhos. Suas mãos tremendo, por mais que ele queira manter a mira em Dick, Jensen está na frente, e um movimento em falso pode mata-lo sem querer.

— Os melhores dos melhores são assim. Além do mais, eu sempre consigo o que eu quero. — Dick sorri com confiança. Jensen fecha os olhos, ele sabe como isso termina. Ele voltará a ser encarcerado naquele maldito quarto. E o pior. Dick vai matar o segurança. Jensen estragou tudo mais uma vez. — Agora você vai abaixar a arma, vai me deixar passar, vou chamar meus seguranças LEAIS. E depois darei um jeito em você.

O segurança aperta os lábios, suas mãos tremendo. Jensen observa quando o homem desiste e abaixa a arma designado. Jensen sente o medo fluir. Dick vai mata-lo. E é tudo culpa dele. Ele ouve Dick sorrir na sua orelha, e estremece quando ouve um sussurro cálido.

— Ah amor, já sei a punição perfeita pra você.

Jensen se sente sujo e perdido. Se sente com medo, e se sente indefeso. Ele está indefeso. Ao olhar pro segurança a sua frente tudo isso muda e só sobra a culpa.

— JENSEN.

Jensen ofega quando ouve essa voz gritar por ele. Não é possível. Isso não pode ser real. É a voz de Jared. Mas Jared morreu. Jared não está aqui. Ao olhar pra cima rápido ele percebe que ele não foi o único ao ouvir isso. Seu coração pula e um grito alto em seu ouvido surge antes dele não sentir mais a chão abaixo de seus pés.

Jensen não percebeu o qual perto da borda estavam, e não notou como Dick perdeu o equilíbrio ao olhar pra trás pra procurar a origem do grito por Jensen. Dick arrasta Jensen apara a borda, e ambos desequilibram.

— NNÃÃÃOOO.

O som desesperado do grito de Jared ecoa pelo ar.

{...}

Horas antes ...

Jared segura o GPS enquanto observa as ruas de um dos bairros ricos de Nova York. Dick é realmente convencido. Não tem nem o trabalho de se esconder. Ele com certeza é muito odiado, e mesmo assim mora em umas das casas mais caras de um bairro rico de Nova York.

Isso não tranquiliza Jared, pelo contrário. Se ele não tem medo de invasores, é por que ele está rodeado por seguranças. Isso o deixa frustrado. Como ele irá tirar Jensen de lá? Ele é só um cara normal. Ele não tem poder. Tudo o que ele quer é Jen de volta.

Seu celular vibra mais uma vez, e Jared pega o maldito aparelho sem mais opções. Ele atende com a mão que não segura o volante, e rosna um:

— O que porra você quer Sandy? Não tenho tempo pra ...

Você quer calar essa maldita boca e me ouvir? — Diz uma voz irritada e completamente não Sandy. Jared franze a testa confuso.

— Genevieve? O que você está fazendo com o celular de Sandy?. — Ele ouve um bufar exasperado do outro lado da linha e o som de lábios batendo antes dela falar de novo.

Você provavelmente saberia se tivesse atendido as 30 chamadas que fiz pra você. Qual é o seu problema? Por que não atendeu essa porcaria antes? — Ela grita causando um ruído doloroso em seus ouvidos. Ele afasta o celular, não querendo perder a audição de seu tímpano esquerdo.

— Ok, espera um pouco. Não estou no clima de ouvir gritos hoje, muito menos de você. — Jared bufa e quase pode ouvi-la rosnar do outro lado da linha. — Quer falar o que está acontecendo? Por que essa urgência pra falar comigo?

Sandy está no hospital.

É tudo o que Genevieve fala e isso faz Jared frear o carro no meio da pista, feliz que não tinha ninguém por trás dele. Ele segura o celular com força, seus olhos grelados.

— O QUE?.

Era isso que eu estava querendo falar a horas. Mas você podia atender o celular? Nããoo. — Ela fala com ironia, Jared porém não a ouve bem. A notícia ainda sendo processada em seu cérebro. Quando ele finalmente consegue falar sua voz sai baixa e instável.

— Ela ... ela está ...

Ela está viva, se é o que quer saber. Sei que a sua consciência iria pesar muito se fosse o contrário, não é? — Genevieve provoca e Jared aperta o maxilar, tentando não perder a paciência.

— Você não tem que se meter em ...

Ah, cala a boca. Você não liga pra Sandy. Tudo o que importa é o seu precioso Jensen. Agradeça que ela tem a mim. Eu me importo com ela. — Genevieve alfineta com pudor. Jared pode ouvir preocupação na voz dela. Ela está preocupada com Sandy, por isso Jared não pode culpa-la.

— É grave? — Jared tem medo de ouvir a resposta. Ele teve sim as suas desavenças com Sandy, mas ele realmente não se perdoaria se algo acontecesse com ela. Eles se conhecem a anos. Algo assim não pode sumir. — Ela ...

Não ... — Genevieve suspira. Um movimento é ouvido, e Jared imagina que ela está se sentando em algum lugar. — Ela está fora de perigo. Mas ela demorou a acordar, os médicos precisaram fazer uma bateria de exames para ver se não teve lesão no crânio. Ela acordou faz poucas horas ...

— E? ...

E ela está com amnésia. — O ar foge dos lábios de Jared enquanto continua escutando uma Genevieve cansada falar. — Ela perdeu quase tudo. Ela se lembra de coisas como seu nome e quem são seus pais. Mas o resto está quase todo apagado.

Como Jensen. Jared imagina. Os motivos são diferentes. Mas a situação é quase igual.

Ela não lembra de você, Jared. Ela acha que ainda tem 15 anos, acha que ainda estamos na escola. Suas memórias oscilam muito. — Genevieve lhe diz com a voz triste. Jared fecha os olhos. — É isso. Caso queira vir aqui e ... bem ... você sabe.

A linha é cortada, deixando um Jared abatido e sem ação.

Ele pensa. E pensa. Seus olhos miram na estrada a sua frente. E isso o faz tomar uma decisão.

— Não se preocupe, Jen. Não vou deixar você.

E com isso ele continua seu caminho em direção a Jensen. Ele sente muito por Sandy, realmente sente. Mas Jensen precisa mais dele agora. E ele pode estar sendo mesquinho, mas só Jensen surge em sua mente agora.

Assim que ele chega na frente da mansão Roman, é para uma visão que quase faz seu coração parar.

Dick está segurando Jensen bem na beirada do terraço. Ele pode ver o medo em Jensen, mesmo estando tão distante. Ele não consegue segurar o grito desesperado por seu amor assim que vê a cena.

— JENSEN.

Ele vê quando Dick e Jensen são alertados por sua presença. E sente gelo se formar por dentro de si, quando Dick se desiquilibra levando Jensen com ele.

Ele grita desesperado. — NNÃÃÃOOO.


Notas Finais


OMG é drama demais para aguentar 😢
O que acharam?


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