História Minha pequena princesa - Capítulo 1


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Alioni, Arthur Pendragon, Ban, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gelda, Gilthunder, Gowther, Griamor, Guila, Gustav, Hauser, Hawk, Helbram, Hendriksen, Jericho, King, Margaret, Meliodas, Merlin, Personagens Originais, Raphael, Sariel, Simon, Twigo, Veronica, Vivian, Zaratras, Zeldris
Tags Drama, Melizabeth, Nanatsu No Taizai, Novela, Romance
Visualizações 106
Palavras 2.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fanfic sendo repostada.
Bom, para quem não sabe, eu fui banida do Spirit, ou seja: perdi todas as minhas publicações, neste momento, preciso reescrever absolutamente TUDO.
Por sorte, está fanfic tinha apenas dois capítulos postados, então será fácil reescreve-la.
Mas enfim, leiam e aproveitem o capítulo, afinal, acho que ficou melhor do que a primeira versão.

Capítulo 1 - O último beijo.


Fanfic / Fanfiction Minha pequena princesa - Capítulo 1 - O último beijo.

Os fracos raios do sol atravessavam o tecido claro das cortinas brancas, aos poucos iluminando o quarto bagunçado.

As paredes rosa claro quase brilhavam, o carpete cor-de-rosa enfeitava o chão, cobrindo totalmente o piso de porcelanato.

Finalmente os grilos tinham silenciado, dando lugar ao lindo canto dos pássaros, que perambulavam de galho em galho, voando entre as cerejeiras.

Na grande cama, envolvida por lençóis claros, a bela garota buscava por um ângulo confortável para dormir, sentindo o cansaço abraça-la.

Quando sentiu a quentura do sol em seu rosto, abriu lentamente os lindíssimos olhos azuis, dando um "olá" ao novo dia.

Em questão de instantes, o despertador vibrou no criado-mudo, indicando que era hora de se levantar para ir até a escola.

Bufando, Elizabeth levantou-se rapidamente, derrubando os dezenas de ursinhos e bonecas ao seu lado, arrastando-se até o banheiro da suíte.

Encarou o próprio reflexo no espelho, percebendo o cabelo excessivamente bagunçado e as olheiras, resultados de uma noite mal dormida.

_ Oh, Deus, eu pareço um panda! _ ela resmungou, pondo as mãos nas bochechas e as puxando, formando uma careta estranha. _ Nunca mais passo a madrugada fazendo maratona de animes...

Despindo-se do pijama cor-de-rosa com estampas de gatinhos sorridentes e das pantufas de coelhinhos, ela seguiu até o chuveiro, permitindo que a água morna escorregasse pela sua pele, enxarcando o seu corpo e os longos cabelos prateados.

Lavou-se com sabonete líquido e xampu hidratante, aproveitando o momento para aflorar seus pensamentos, listando mentalmente tudo o que precisaria fazer naquela manhã de segunda-feira.

Não pôde evitar de sorrir ao lembrar-se dele, seu querido namorado, Meliodas.

Ele não era um homem muito alto, mas isso não era algo importante. Meliodas tinha cabelos louros e bagunçados, além de lindos olhos verdes, que lembravam esmeraldas brilhantes, refletindo a luz do luar.

Ele era incrível de todas as formas, um homem genial, inteligente, divertido, brincalhão, forte e galanteador, com certeza o seu par ideal, tal como ele mesmo se denominava.

Os dois se conheceram em um parque de diversões, em uma noite fria.

Elizabeth tinha fugido de casa após uma discussão com Penélope, vestiu um casaco quente, roubou alguns ienes da bolsa da mãe e saiu de casa sem dar explicações.

Pegou o primeiro táxi que viu na estrada e seguiu em direção ao parque de diversões, onde esbarrou com o loiro bonitão.

Desde aquele dia, ouve uma série de coincidências, e ambos passaram a encontrar-se a todo momento, até resolverem marcar um "encontro de verdade", em um restaurante de comida italiana.

Infelizmente, não podia falar com as irmãs ou com a mãe sobre o relacionamento, afinal, a família Liones era extremamente conservadora, e jamais admitiria que Elizabeth, em seus quinze anos, namorasse com um homem de vinte e dois.

Por Deus, ele era sete anos mais velho que ela! Como Penélope reagiria? Com certeza faria um escândalo, a mandaria para um convento!

Eram poucas as pessoas que sabiam do namoro, dentre elas estavam Diane, sua melhor amiga.

Terminado o banho, ela saiu de baixo do chuveiro, secando os cabelos com uma toalha limpa.

Passou creme hidratante nas pernas bonitas, se perfumou com uma fragrância doce e suave, em seguida penteando os cabelos e usando um modelador de cachos para deixar suas mechas onduladas.

Prendeu os fios prateados com uma bela fita cor-de-rosa, e preparou a maquiagem, que consistia em base, rímel, cílios postiços, delineador, corretivo, sombra clara, blush e batom rosado.

Oh, ela parecia uma bonequinha!

O uniforme escolar consistia em uma camiseta branca, casaco e saia preta até pouco acima dos joelhos, sapatilhas de couro, meia-calça branca e uma gravata vermelha, o que a faziam parecer uma estudante de anime.

Ajeitou o quarto de princesa antes de descer, arrumando o cobertor cor-de-rosa na cama, as bonecas e ursinhos de pelúcia, os puffs rosa e branco espalhados pelo cômodo, e também organizou os livros de contos-de-fadas nas prateleiras de vidro por ordem alfabética.

Seguiu em direção há penteadeira branca, retocando o batom rosa claro pela última vez, antes de pegar a mochila e descer para o café.

_ Bom dia, mamãe! _ falou animadamente ao adentrar a sala de jantar.

_ Bom dia, minha querida. _ Penélope sorriu, acenando para sua filha. _ Elizabeth, você está radiante hoje!

_ Como sempre, não é? _ Margareth riu.

_ Todo mundo bem humorado hoje, menos eu. _ Verônica bufou, cruzando os braços indignada.

_ O que ouve? _ questionou a prateada, se sentando ao lado da mãe na mesa.

_ O boletim de Verônica veio com três notas vermelhas. _ a matriarca disse, fazendo cara feia para a arroxeada. _ Oh, que desorgulho.

_ Sinto muito se sou péssima em geografia, ciências e inglês... 

_ Seria boa se estudasse! Você não se espelha em suas irmãs? Elizabeth e Margareth se esforçam para ter boas notas, estudam e honram a família Liones, diferentemente de você! 

_ Vai fazer o que? Tirar minha herança? 

_ Ando pensando seriamente nisso.

_ Pessoal, se acalmem! _ Elizabeth pediu.

_ Isso mesmo, são apenas notas, ela poderá recuperar. _ Margareth completou.

_ Eu espero ver a nota máxima no próximo boletim, ouviu senhorita Verônica Liones? _ Penélope praguejou.

_ Sim senhora.

Suspirando, Elizabeth voltou a comer, fingindo que nada havia acontecido.

_ Vivian se superou desta vez. _ falou. 

Vivian era a cozinheira particular da mansão, uma mulher loura bastante "irritante", pode-se dizer, mas era uma verdadeira rainha quando o assunto era "fogão e panelas", merecia o salário recheado que recebia.

Sim, os Liones eram possuidores de um grande patrimônio, uma fortuna invejável, provavelmente a família mais rica de todo o estado.

Após o final da refeição, os empregados retiraram a mesa e o motorista levou Elizabeth para a escola.

Logo ao descer da limousine, os olhares foram direcionados todos há Elizabeth, era óbvio que seria popular, não é? Com toda aquela riqueza e a beleza estonteante, como não seria notada?

Todos os alunos da Nanatsu School tinham uma queda pela Liones, hipnotizados pelo seu corpo perfeito, motivo de admiração e inveja.

Era tão desejada, que algumas garotas até tentavam imita-la, seja no jeito de se arrumar – laços no cabelo, batom cor-de-rosa, unhas compridas e decoradas com glitter –, ou, até mesmo, no jeito de se comportar – sendo sempre o mais "fofa, gentil e tímida" possível.

Elizabeth se tornou o modelo de "garota perfeita", a namorada que qualquer rapaz – e até mesmo garota – iria querer.

Enquanto caminhava pelos corredores do colégio – muito ocupada "brincando" com uma mecha de seu cabelo –, Diane se aproximou por trás, lhe dando um pequeno susto.

_ Olá, bitche! _ falou a morena.

_ Ah, que susto! _ pôs a mão no peito em sinal de espanto. _ Não chegue por trás desta maneira!

_ Tudo bem, desculpe! _ ela riu. _ Mas... Você precisava ter visto a sua cara!

_ Ah, não tem graça! _ cruzou os braços, em um ato infantil, enquanto fazia um biquinho de insatisfação.

_ Oh, tem sim!

_ Enfim, o que você quer?

_ Ora, não é óbvio? Perguntar sobre o seu relacionamento com o louro bonitão, né?

_ Anda tudo normal... Porque?

_ Sei lá, só perguntei por perguntar. _ Diane deu de ombros. _ E então? Vão se encontrar hoje novamente?

_ Sim! _ Elizabeth sorriu com as bochechas rosadas.

Meliodas sempre a esperava na saída da escola, e então, os dois tinham seus quinze minutos para ficar juntos, costumavam se esconder atrás da escola e ficar "dando uns amassos".

Elizabeth jamais se esquecera do dia em que se beijaram pela primeira vez, há um ano atrás.

Ela nunca tinha beijado antes, mas ele fez questão de a ensinar, e da melhor forma possível: na prática.

No fim, Meliodas se mostrou bastante experiente disso.

Mas, os dois nunca foram para a cama, vontade não faltava, mas a insegurança por parte dela não permitia.

Bom, pelo menos ele entendia, não ficava magoado.

_ Ele é tão romântico, não é mesmo? _ Diane juntou as mãos em frente ao corpo, rindo envergonhada. _ Ele lhe trás flores todo dia, Elizabeth! É um cavalheiro!

_ É verdade... _ a prateada pôs a mão sobre o coração, sentindo as batidas rápidas e fortes. _ Sempre que estou perto dele... Me sinto tão feliz, um calor invade o meu corpo e incendeia o meu coração, só consigo pensar nele, e quando estamos distantes, sinto como se uma parte de mim estivesse faltando...

_ Oh, amiga, você está amando! _ Diane fez um pequeno coração com as mãos.

Elizabeth sentiu-se aliviada por saber que não havia quase ninguém no corredor, não queria que outras pessoas ouvissem uma conversa íntima dela com a amiga.

O celular vibrou dentro da bolsa, e então Elizabeth retirou o iPhone dali de dentro, desbloqueando a tela e lendo as mensagens.

"Precisamos conversar.

O assunto é sério, Elizabeth.

Sei que está na escola, mas ainda faltam alguns minutos para a aula, estarei te esperando no mesmo lugar de sempre.

Será algo rápido, mas por favor, não demore."

_ Ah, Diane, eu preciso sair.

_ Onde você vai? A aula já vai começar!

_ Ainda faltam vinte minutos, dá tempo o suficiente, Meliodas precisa falar comigo.

_ Hein? Sobre o que?

_ Depois conversamos, Diane. _ e saiu correndo pelos corredores.

Atravessou o pátio da escola, em direção há parte de trás, nos fundos, local que era cercado de cerejeiras.

Avistou Meliodas sentado no banco, digitando alguma coisa em seu celular, não perdeu tempo e foi até ele.

_ Adivinha quem é! _ exclamou ao chegar por trás, cobrindo os olhos dele com as mãos.

_ Minha doce Elizabeth! _ ele riu, guardando o celular no bolso.

Ela sorriu, retirando as mãos do rosto dele e se sentando ao seu lado no banco.

_ Precisava falar comigo?

_ Sim, um assunto sério.

Ela sorriu maliciosa.

_ Que tal um beijo antes disso? 

_ Elizabeth, é melhor não...

Ignorando os protestos do louro, Elizabeth pulou no seu colo, chocando os seus lábios pintados de cor-de-rosa aos dele.

Era um beijo desesperado e quente, ruidoso e também delicioso, as línguas exploravam as bocas um do outro, como uma dança perfeita.

Meliodas tinha sabor de menta, refrescante.

Elizabeth tinha sabor de bala de morango, doce.

O ósculo foi quebrado quando o ar os faltou, então ficaram por alguns segundos encarando os olhos um do outro, até Elizabeth sentir-se constrangida com o contato tão próximo e corar como uma pimentinha.

_ Você fica tão fofa quando cora. _ ele sussurrou, esfregando delicadamente o seu nariz ao dela.

Um sorriso brotou nas faces, ela se sentia muito bem de tê-lo por perto.

A brisa suave fazia com que as lindíssimas pétalas rosadas caíssem, cobrindo o chão de cor-de-rosa, como uma cena de filme de romance.

O momento estava perfeito, até o semblante do loiro se tornar sério, e ele a empurrar para o seu lado no banco.

_ Este foi nosso último beijo. _ declarou.

_ O que? _ ela questionou, visivelmente surpresa.

_ Desculpe... _ olhou para ela. _ Mas estou terminando com você.

 A expressão de Elizabeth variava entre tristeza, descrença e confusão.

Ele estava pondo um ponto final em tudo? Como assim? Ela havia feito algo de errado? 

Um turbilhão de emoções a invadiu, aquilo só podia ser uma piada de mal gosto, isso! Ele estava a testando, uma brincadeira chata!

_ Meliodas, para de brincar... _ riu com o nervosismo.

_ Não estou brincando.

Ele estava muito sério, era possível ver determinação em seu olhar, e finalmente a ficha caiu: ele estava realmente terminando com ela.

Elizabeth abriu a boca surpresa, não sabia o que dizer, o que poderia dizer? 

Ficou o encarando, sem reação, até sentir lágrimas pententes lutando para escorrerem pelo rosto maquiado.

_ P-Por que? _ perguntou trêmula. _ E-Eu fiz algo de errado, Meliodas?

_ Não. _ ele meneou a cabeça.

_ Então... Por que?

_ Elizabeth, me desculpe, mas eu não sou o cara certo para você.

_ É sim! _ ela quase gritou, e a essa altura já chorava desesperadamente. _ Se você me abandonar, eu nunca irei conseguir superar essa rejeição! 

_ Você é linda, inteligente e gentil, sei que vai encontrar alguém melhor. _ disse, enxugando as lágrimas dela com ternura.

_ Eu te amo, Meliodas! Fique comigo! Por favor! Eu imploro, não encontrarei alguém melhor! 

_ Você é uma garota incrível, Elizabeth... Entenda, o problema não é você, sou eu! _ apontou para si mesmo, sentindo uma pontada de culpa por fazê-la chorar.

_ V-Você tem outra?

A pergunta dela o pegou de surpresa, e Meliodas preferiu não responder.

_ O seu silêncio já diz tudo... _ lágrimas escorriam, borrando a maquiagem.

_ Elizabeth, eu...

_ E-Eu te odeio! Eu te odeio! _ se levantou do banco, ficando de frente com ele enquanto chorava sem parar.

_ É... Eu sei.





Notas Finais


Como podem ver, a Elizabeth se mostra uma garota bastante romântica e insegura, não é?
Ela é aquela típica pratricinha: laços, roupas cor-de-rosa e maquiagem de boneca.
Podemos ver o seu lado romântico quando ela conversa com a Diane sobre os seus sentimentos sobre o Meliodas, e depois, o lado inseguro quando ela chora e diz ao Meliodas que "jamais encontraria alguém como ele".
Pretendo evolui-la com o tempo, para que está última característica mude, mas já deixo claro que a base da personalidade da Ellie – a inocência e o romance – prevaleceram.


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