História Minha perdição (Emison) - Capítulo 2


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Emily Fields
Tags Abusivo, Drama, Emison, Romance, Tortura
Visualizações 56
Palavras 2.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Orange, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii meus leitores de minha perdição, sorry mesmo pela demora, mas muitas coisas acontecendo e super bloqueio de criatividade, acabei me esquecendo das minhas fics e quando eu tentava escrever algo não saia, tenho grandes planos pra essa fic, não desistam dela e nem de mim meus amores ❤
Acho que esse foi o maior capítulo que já escrevi na minha life, e também vcs merecem um capítulo grandinho depois desse tempo de espera, boa leitura ;)

Capítulo 2 - Nada como uma boa festa


Me arrumei para aquela bendita festa, mesmo sem saber aonde era botei minha melhor roupa, e passei cerca de meia hora arrumando meu cabelo. Fiz uma maquiagem básica usando um tutorial da internet, nunca fui vaidosa e nem pretendia, mas eu queria buscar uma boa impressão naquela festa, já que provavelmente aqueles pestes iriam estar lá, mas eu não me importava.
Estava vestida com uma bota simples, e uma calça de tecido jeans falso, uma blusa tomara que caia bege da cor da bota e um casaco por conta do frio. Poderia estar um pouco brega mas não me importei.

Depois de me vestir eu já ia saindo, quando me esqueci de uma coisa super importante: meus pais.
Eles estavam assistindo tv, e quando me viram toda arrumada o susto deles não me assustou nem um pouco.
-Filha! Você está linda- disse minha mãe sorridente.
-Sim, mas pra onde vai senhorita. -disse em tom mandão.
Logo em seguida lembrei da moça que me chamou de senhorita mais cedo, e meu outro pensamento foi "puts, e agora?", eu havia esquecido do principal, eita Emily, sempre tão lerda e esquecida, digo a mim mesma.
Eu resolvo contar uma meia verdade.
-Eu vou pra uma festa mãe, que fui conviva por uma colega.
A minha mãe claro ficou desconfiada, eu não tinha colegas. Antes dela pensar logo me adiantei.
-Mãe, relaxa, você não conhece eu vou ficar bem.
-Se divirta Emily. -Disse meu pai sorrindo e deixando minha mãe com cara de tacho, ele que pensei que seria mais difícil, assim me despedi deles com um aceno e desejei com filme, saindo rápido para não correr o risco do meu pai mudar de idéia, e pode ouvir coisas como "deixa ela se divertir", "ela vai ficar bem".
Estava eu com meu celular na mão e o endereço nas notas dele, pelo gps que vi mais cedo não era tão longe dali peguei um táxi com o dinheiro que peguei de uma caixinha da minha mãe, esconderijo secreto pra ela mas eu sabia, perdão mãe, mas eu precisava ir aquela festa, uma força me fazia ir até lá, prometo te recompensar depois. Pego o táxi, e chego até lá, um grande barulho ensurdecedor com música alta do estilo eletrônica tocava, paguei pela corrida e sai, o motorista me desejou Boa festa e eu agradeci e lhe desejei bom serviço, amo pessoas educadas, sempre tratei todos com simpatia mesmo não fazendo o mesmo comigo, assim que cheguei um homem apareceu e me barrou.
-Ei, acho que está na festa errada. -Disse com cara de poucos amigos.
-Não, tenho certeza que é aqui. -No momento pensei que era uma pegadinha, céus como sou burra, ela claro que não iam me deixar em paz tão cedo, e me enganaram novamente.
-Olha quem está aqui, Emily Fields- disse em tom de deboche.
Ah não, juro que queria morrer ali mesmo, Caleb o grande famosinho e valentão que atormentou a vida por anos estava bem na minha frente e estava preparada pra ouvir todos os tipos de ofensas possíveis.
-Claro que está na festa errada Toby, deveria estar em um rodeio. -Pude ouvir as risadas e pude ver meus olhos se encher de lágrimas, como eu sou trouxa e frágil.
Ele estava acompanhado de Hanna, a abelha rainha da escola, eles eram vistos como rei e rainha daquela porcaria de colégio.
-Vai chorar é? Você sempre vai ser uma fracassada, como veio parar nessa festa? Você é tão ridícula. -Ele ria diabolicamente, eu tenho que confessar, tinha medo dele.
-Vamos embora amor, não vamos deixar ela estragar nossa noite. Adeus Emily.
-Emily? -Reconheci aquela voz doce de mais cedo imediatamente, logo senti minhas pernas bambas, eu estava realmente muito nervosa, parecendo uma criancinha.
-Você conhece essa daí? -Ah, não, o embuste se virou e veio de volta com a vadia da namorada.
-O que você tem haver com isso? -Vi ela o desafiar.
-Ora, ora, você também é uma fracassada?
-Bom, digamos que eu sou a dona da festa.
Eu pagaria pra dar replay daquela cena, com isso ele pagou uma parcela do que fez comigo anos, foi maravilhoso ver a cara dele depois disso.
-Ora, ora, vejo alguém sem argumentos. -Se pronunciou depois do silêncio de segundos do mesmo.
-Não vai fazer nada? -Disse Hanna, não quero namorar com um fracassado, disse ela saindo e ele indo atrás dela. Realmente acho que esse foi o melhor dia da minha vida.
Logo depois ela se virou pra mim e pude ver, aqueles pares de olhos azuis, da cor do pecado, cabelos loiros caindo sobre os ombros, tudo naquela mulher é perfeito, eu estava a observando e não havia me tocado do tempo, quando ela resolveu se pronunciar, dando um pequeno sorriso, mas que sorrido.
-Como acho que pode perceber sou Alison DiLaurentis. E você Emily, certo?
-Eu mesma, digo um pouco envergonhada.
-Não precisa ficar com vergonha, a noite é uma criança Em. -Aquela mulher parecia ler meus pensamentos, e eu estava com borboletas no estômago. 

Logo ela encerra o silêncio, percebi que ela tem esse poder, de quebrar silêncios sempre dizendo a coisa certa.
-Vamos entrar, que tal um drink?
-Bom, eu não bebo.
-Eu acho que tem refrigerante. -E aquele risinho, um pequeno pedaço do paraíso.
Entramos e ela logo foi atendida por um barmen, que lhe servir um dink, ela pediu um refrigerante pra ele e ele me serviu, eu acho que era a única pessoa naquela festa tomando refrigerante, me senti muito infantil agora.
Ela recebia olhares simpáticos, atraindo olhares de muitos, deveriam estar se perguntando e olhando estranho pra mim, mas eu não me importava, anos de experiência. Penso e rio internamente, aprendi que rir ao lembrar de coisas tristes ajuda.
-Fico muito feliz que tenha vindo a minha festa.
-É, como poderia perder essa oportunidade?  -digo sem saber o que falar bem, e ela ri.
-Você não deveria deixar eles te tratarem daquele jeito.
-Pois é, digo cabisbaixa.
-Eu posso te ajudar com isso.-Disse em um tom compreensivo.
-Obrigada. -A única coisa que achei que deveria responder.
A música tocava e ela bebia seu drink e sorria pra mim, aqueles olhos me hipnotizavam, e eu queria a atenção deles pra sempre.
-Como conseguiu meu perfil? Ele parou na lista no nada?- Até agora não sei como eu consegui dizer aquilo, eu estava muito tímida.
-Bom, a magia se está no mistério- diz ela sorrindo.
Eu deixo minha curiosidade de lado, não sabia como continuar esse assunto.
Ela continua sorrindo e logo quebra o silêncio.
-Você é especial Emily, poderia te levar para algum lugar?
-Ér...? -digo bem confusa.
-Relaxa, vamos.
Eu não tive tempo e nem soube dizer não, ela delicadamente se levantou e pegou na minha mão, juro que nesse momento parecia que eu estava andando de montanha - russa, e entrei no prédio subindo umas escadarias. Ela estava me levando pra um quarto?
Logo separei nossas mãos e ele notou meu olhar tenso.
Relaxa Emily, estamos indo pra um lugar especial, ela diz isso e passa as mãos pelo meu rosto, eu poderia ter tido um infarto e morrido ali mesmo.
Eu assenti e ela pegou na minha mão de volta, eu juro que estava tentando me controlar, mas estava muito envergonhada.
Subimos e subimos mais escadarias, assim chegando ao topo do prédio, um terraço.
-Como é lindo aqui. -Digo sorrindo e olhando toda a visão da festa e a cidade dali, como era pequena dava para ver tudo.
-Sabia que você iria gostar. -Eu amava como ela falava com sua autoconfiança.
Ela se juntou a mim e observou a cidade comigo.
-Você é especial Emily, pude notar isso.
Eu sorrio e neste momento devo estar parecendo um tomate.
-Eu não sei o que você viu em mim Alison, fico feliz que esteja gostando de mim. -Aí como eu sou ridícula, estou concordando com o Caleb agora, eu só falo coisas idiotas, pareço uma criança confusa.
-Em, eu te chamei pra mim festa e te trouxe aqui por um motivo.
-Verdade?
-Sim, desde que fiquei sabendo de você, eu quis te conhecer melhor, e quero te fazer uma proposta.
Eu estava confusa e não sabia o que falar, assenti demonstrando pra ela continuar, e até agora a loira fez de novo, leu meu pensamento.
-Emily, quer ser minha acompanhante?

~♡~

Houve - se um silêncio por alguns segundos.
-Acompanhante? De que tipo?
-Bom, doce Em, você vai me acompanhar em festas, eventos, e também pode ser minha parceira, se é que você me entende.
Eu olhava confusa mas entendia o que queria dizer, bom, pelo menos eu acho que entendia.
-Nós teremos uma relação?
-Se você quiser sim Em, eu mesma pretendo. -Disse convencida com um olhar malicioso, em apenas um dia essa mulher parecia ter total controle sobre mim, eu não queria nem imaginar se convivesse com ela.
Ela retirou um charuto de seu bolso junto com um isqueiro e acendeu, eu estava tão vibrada naquele rosto perfeito que nem percebi suas vestimentas e como o corpo dela era perfeito, ela estava vestida com um vestido vermelho tubinho e por conta do frio daquela noite um casaco um pouco grande preto, ela ficou tão estilosa, e um salto alto preto. O vento batia levemente e a fumaça se perdia no ar, nada ofuscava a beleza daquela mulher, muito pelo contrário.
Ela mais uma vez fez mais um de seus feitos, e usou seu dom de quebrar o silêncio, o clima não estava pesado, ela conseguia deixar tudo leve, com seu jeito e seu sorriso.
-Além disso eu vou te ajudar.
-Que tipo de ajuda.
-Bom, eu tenho dinheiro, e você pode vir morar comigo.
-Você quer me sustentar? Nada disso. -Digo um pouco indignada, afinal tenho 18 anos. Espera, eu não perguntei a idade dela.
-Não se preocupe Em, eu não vou te forçar a nada, mas você terá muitas vantagens vindo morar comigo.
Olho confusa pra vista de la de baixo, e Alison me oferece um charuto que havia em seu bolso.
-Não obrigada, nunca fumei. -Eu disse envergonhada.
-Pra tudo tem uma primeira vez Em, pode te ajudar a pensar.
-Ela sorriu e eu assenti, pegando o charuto e ela acendendo a chama, dei uma tragada e tussi, ela deu seu risinho e me deu umas dicas pra mim segundo ela não morrer engasgada.
Ficamos ali olhando a vista, a parte das colinas da cidade e ouvindo o barulho da festa que parecia distante, lá era alto.
Seus cabelos grudavam em seu batom vermelho e eu estava observando aquela cena com uma cara boba, como ela era linda.
Fumar foi só uma das pequenas coisas que eu faria por ela, afinal, eu faria de tudo que ela pedisse e queria, e até um pouco mais.

☆PDV Alison☆

Eu estava fumando com aquela doce menina que conheci naquele dia, eu sempre soube que ela seria a candidata perfeita, a que eu precisava, a pessoa que devia estar do meu lado, hoje o dia desde cedo foi intenso, arrumar essa festa, convites, trajes, mas quando tive o contato dessa bela moça morena de olhos castanhos escuros, ela foi meu principal objetivo,meu tiro seria certeiro e eu ia atirar sem medo de errar meu alvo, ela seria minha, minha garota.
Desde pequena minha vida foi conturbada, nasci vendo meus pais brigarem e dizendo que eu era um fardo, meu pai batendo na minha mãe e ela ainda o defendia, eu tinha muito medo e implorava pra eles parar, mas tenho que agradecer a eles porque me ajudaram a me tornar o que sou hoje, pronta pra tudo, sem medo de viver e de nada. Meu pai era um álcoolatra e minha mãe uma submissa, o que eu fiz foi o melhor a se fazer, e o melhor de tudo é que eu não me arrependo, não sinto um pingo de remorso.
Eu sempre gostei de ter o controle da situação, e não voltaria a aceitar críticas sobre mim, sou impulsiva e isso pode me atrapalhar um pouco nas minhas coisas, mas eu sempre mantenho o controle.
Emily estava fumando ao meu lado, tão inexperiente, tão meiga, tão doce e inocente, que dava até pena trazer ela pro meu mundo e tirar toda sua inocência, mas eu era egoísta, queria ela pra mim, só pra mim, e eu era a única que poderia tirar sua ingenuidade. Eu me senti mal e admiti pra mim mesma, que isso poderia ser um problema, naquele momento, em que ela deu uma tragada forte em seu charuto e se virou pra mim sorrindo abertamente, eu senti medo de perde-lá mesmo nunca a tendo, Emily é meu medo, e eu sempre me livro dos meus medos, mas ela era um medo diferente, um medo bom, e eu queria era sempre ao meu lado.
-Já está tarde, meus pais vão ficar preocupados. -Disse ela com aquele tom de ingenuidade, eu sou doentia, isso me excita.
-Fique mais um pouco, temos que conversar mais. -Ela me olhou confusa e eu sorri, percebi que meu sorriso mexia com ela e isso fazia eu me sentir muito bem, eu estava mantendo o controle das coisas, além de fazer minha menina sentir coisas.
Ela ia falar alguma coisa, nesse momento meus sentidos falaram mais alto e eu a beijei, foi um beijo calmo, tão doce, com sentimento, tão diferente dos outros. Ela era tão ela, tão especial.
Quando selei nossos lábios ela me olhava corada e confusa.
-Sua voz é linda Em, mas fica melhor assim.
Ela deu um leve sorriso e juro que desmoronaria agora.
-Foi meu primeiro beijo.
Naquele momento eu ia cair, eu estava muito feliz por isso é já desconfiava, mas a ingenuidade dela me excitava, estava feliz em ser sua primeira e eu seria sua única e última.
Essa foi a noite de primeira vezes dela, fumar, beijar, e eu queria tirar todas suas virgindades, ter ao lado dela todas as suas primeiras vezes, eu sorri de volta e coloquei minha mão direita em seu rosto o acariciando, enquanto a esquerda pegava sua mão.
O vento soprou e seu cabelo saiu de seu rosto, dando pra ver perfeitamente seu rosto corado, ela era perfeita, perfeita sendo ela, perfeita pra mim.
-Eu aceito ser sua acompanhante Alison, quando podemos começar?

Notas Finais


Eita!!! Espero que tenham curtido o capítulo, foi um dos que mais me veio inspiração pra escrever, se gostarem da fic please comentem e favoritem, isso é muito importante pra mim 💕


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