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História Minha Prostituta - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oooooi gente. Peço desculpas pela demora. Mas um capítulo para vocês.

Esse capítulo é mais leve. Fiquem atentos aos novos personagens em haha

Obs: perdoem se tiver erros

Boa Leitura

Capítulo 4 - Um dia de Paz


(Val)

Eu não sei quanto tempo fazia que eu estava no quarto. Eu já sabia que a boate havia fechado, mas nem se quer desci. Depois do que havia acontecido, eu estava sem forças para colocar um sorriso sensual na cara e fingir que nada aconteceu. Fazia tempo, fazia muito tempo que não era humilhada e nem violentada por algum cliente. E para mim, o pior nem era isso. Ser humilhada, o fato é que nem era para eu estar aqui. Se meu pai não fizesse aquela maldita dívida, eu não estaria aqui. Estaria em casa com minha mãe, meu irmão, até mesmo meu pai. Mas, agora não adianta mais. Meu pai está morto, minha mãe e meu irmão não sei como estão. Mas, eu, eu estou péssima.

Me levantei e fui tomar um banho. Tirei a roupa, joguei no chão e permiti deixar a água quente cair sobre meu corpo, me deixando aliviada. Estava cansada dessa vida. Dois anos aqui e acontecendo a mesma coisa. Transando com homens nojentos, sendo humilhada, violentada e estuprada e não poder falar nada. Ter que engolir o choro e aguentar calada. Mas, isso deixaria de me afetar, vou tacar o foda-se e se o Davi resolver me matar, ótimo.

— É isso - digo para mim mesma. Desligo o chuveiro e me enrolo na toalha. Me seco bem e enrolo a toalha no meu corpo. Pego minhas roupas que estavam no chão e abro a porta da suíte. Saído da mesma e vou caminhando até meu quarto

— O que estava fazendo na suíte até essa hora ? - Davi perguntou, ele estava parado na frente do meu quarto

— Dormi lá - dei de ombros, passei por ele e entrei no quarto

— Dormiu na suíte sem cliente ? Irei descontar do seu dinheiro - avisou. Soltei a toalha do meu corpo e fui até o guarda roupa

— Ótimo. Faça isso - digo. Pego uma roupa e vou ate o banheiro. Vejo ele me seguindo. Entro no banheiro e fecho a porta

— Um cliente ligou e te quer para mais tarde. Fique muito bonita, pois ele pagou uma bela grana para você ser dama de companhia hoje - ouvi ele dizer. Dama de companhia ?

— O que seria isso ? - perguntei saindo do banheiro. Estava curiosa

— Ele te contratou para ser a companhia dele. Ele vai em um jantar de sócios e você será a companhia dele. Você volta amanhã cedo - explicou. Disfarcei um sorriso que surgiu em meu lábios. Ficar um dia fora dessa boate, seria ótimo para mim

— Nossa, já tenho que ficar fazendo programa todo dia. Agora terei que fazer fora daqui também? Ridículo - fingi indignação

— Espero que você se comporte. Por que não estou gostando de você não fazer programa e dormir a noite toda - disse e foi até a porta — Esteja pronta as sete- concluiu e saiu do meu quarto, fechando a porta em seguida.

E então sorri

(...)

Já era quase sete da noite. Estava terminando de me arrumar. Não sabia como seria esse jantar de sócio. Mas, imaginei que era uma coisa elegante é importante. Então coloquei um vestido preto longo, que ficava coladinho no corpo. Ele tinha uma apertura na perda direita e o decote era em V. A alça do vestido era fina e ele tinha alguns brilhos. Tinha ganhado esse vestido de um cliente que tinha fetiche em mulher chiques, e depois ele deixou o vestido para mim.

— Uau, você está maravilhosa - Majo entrou no quarto. Olhe para ela e sorri

— Obrigada - agradeci

— Queria eu estar indo para um jantar de pessoas importantes - disse e fez beicinho. Comecei a rir — Davi pediu pra te chamar, por que o homem chegou - avisou.
Afirmei.

Olhei para o espelho novamente e passei um gloss. Não gostava de muita maquiagem, so tinha passado o básico e aprendi meu cabelo em um rabo de cavalo no alto. Coloquei o salto que também era preto e peguei uma bolsinha pequena de mão, que também ganhei do cliente. Não que eu tivesse celular para colocar na bolsa né. Mas, coloquei o gloss apenas. Me levantei

— Espero que fique bem - disse para mim

— Também espero. Fique bem também, qualquer coisa da um chute, você sabe onde - falei e ela sorriu. Sai do meu quarto e desci as escadas Davi já estava me esperando

— Caprichou - disse para mim. Forcei um sorriso — Se eu souber de qualquer coisa que você fez. Você já sabe - sussurrou em meu ouvido. — Ele está te esperando lá fora - disse. Afirmei e sai da boate, vi um carro muito bonito do lado de fora

— Olá - uma voz grossa disse atrás de mim. Me virei e fiquei surpresa ao ver quem era

— Você ? - perguntei

— É um prazer reencontra-la - disse gentilmente e beijou minha mão

— Você é o cara de ontem, certo ? - perguntei. Ele afirmou — Por que me contratou ?

— Você me passou confiança e além do mais é muito bonita. Tenho uma reunião chata e queria levar alguém que pelo menos me ajudasse a suportar a reunião- respondeu — Achei que você seria perfeita - sorri — Ah, você está muito linda - me elogiou. Corei. Foi até a porta do carro e abriu para mim. Agradeci com a cabeça e entrei. Ele fechou a porta, deu a volta no carro e entrou, ligou o carro e deu partida

— Uma coisa eu ainda não sei - comecei a falar enquanto ele dirigia. — Bom, você já sabe o meu nome. Mas, eu ainda não sei o seu - falei me lembrando desse detalhe. Ele parou o carro no sinal vermelho e me olhou

— Meu nome, é Jaime Palillo - disse e sorriu de lado

[...]

— Eu sou muito ruim para andar nessas coisas - confessei quando entramos no restaurante

— Tudo bem, eu te ajudo. Não irei te soltar - disse e segurou na minha cintura, aproximando meu corpo do seu. Senti meu corpo se arrepiar. Fomos andando pelo restaurante. Até ele apontar para uma mesa cheia de homens de ternos e algumas mulheres.

— Ah droga - digo ao olhar para a mesa. Abaixe minha cabeça

— O que houve ? - perguntou aparentemente preocupado. Não respondi. Ele olhou para onde eu tinha olhando — Aquele não é o cara que quase te bateu ontem ? - perguntou. Nada verdade, bateu

— Isso - respondi envergonhada

— Não sabia que ele era sócio também. Mas, tá tudo bem. Só fingi que não viu - sussurrou. Chegamos perto da mesa. Ergui minha cabeça. Jaime começou a me apresentar para as pessoas que estavam ali — Valéria, uma amiga minha - me apresentava. —Você eu não conheço - disse olhando para o Paulo.

— Paulo guerra - Paulo falou e apertou a mão de Jaime. Quem vê parecia mesmo que não de conheciam. — Você é o Jaime Palillo certo ? - Jaime confirmou

— Quem é a bela moça? - Jaime perguntou notando uma mulher morena sentada ao lado de Paulo

— Essa é Cris, minha noiva - a mulher sorriu gentilmente. Apertei a mão do Jaime com o susto que eu levei. Ele tinha uma noiva. Ele traía a noiva. Jaime soltou minha mão e apertou minha cintura delicadamente

— Prazer - dissemos e sentamos na cadeira — Pode pedir qualquer coisa tá bom - ele sussurrou para mim. Afirmei

— Tudo bem. Eu só preciso ir ao banheiro - falei para ele. Ele me disse a onde era o banheiro. Pedi licença para as pessoas e sai da mesa e fui até o banheiro. Entrei no mesmo e me olhei no espelho. Tentava me recompor. Respirei fundo. Lavei minhas mãos e sai do banheiro. Senti um puxão — O que está fazendo? - sussurei

— Você está muito gostosa - disse. Revirei os olhos

— Como pode ser ridiculo ? Sua noiva está aí e você falando de outra mulher. Toma vergonha na cara - soltei minha mão — Não sei por que está falando comigo, depois do que fez - disse

— Me desculpa. Não sei o que me deu - tentou se desculpar

— Não - respondi. — O problema que você tinha ontem, era com sua mulher ? - perguntei. Ele afirmou — Você descontou seu problema com ela, em mim. Tremendo covarde - digo com raiva e sai dali antes que ele falasse mais alguma coisa.

Cheguei na mesa e sentei na cadeira

— Tudo bem ? - Jaime perguntou. Afirmei

— Só estou com fome - digo e ele sorriu. Me deu o cardápio

[...]

— Eu sinto muito pelo jantar. Sei que foi um pouco chato, é que era coisa de trabalho. - Jaime falou assim que abriu a porta do quarto hotel

— Não se preocupe. Até que foi divertido. - falei. E imediatamente tirei os saltos

— Que bom que gostou. Agora a gente pode continuar a diversão aqui - ele disse. Droga. Não queria transar, Jaime era lindo. Mas, eu não estava afim. Olhei para ele — A gente pode procurar um filme na TV e pedir pipoca, chocolate, champanhe - ele disse e ligou a TV. Sorri envergonhada

— Você não quer transar ? - perguntei um pouco desconfiada

— Olha, você é linda, não vou negar. Mas, eu não quero transar com você. Talvez, não agora. Quem sabe um dia. Hoje eu só quero aproveitar o final da noite e fazer essa noite pra você muito boa, pois, sei que você transa com vários cara todos os dias. Então hoje, eu quero que você tenha um dia de paz, so para você - ele falou. Por impulso eu o abracei

— Muito obrigada, você não sabe o tanto que eu precisava - confessei e o soltei.

— Ótimo. Então vamos fazer assim. Você toma banho agora e coloca minha camisa, pois não temos roupas aqui, enquanto eu ligo para pedir comidas. Depois eu tomo banho e você escolhe o filme e depois de tudo pronto a gente conversa e se conhece melhor - afirmei e fui para o banheiro.

(...)

Já passava da duas da manhã. Jaime dormia no sofá cama que tinha no quarto. Eu estava deitada na cama pensando em como esse homem é gentil. Me contratou, não quis segundas intenções. Deixou eu dormi na cama sozinha, assistimos filmes e comemos pipoca e brigadeiros. Ele fez algumas perguntas sobre mim, mas, nenhuma eu quis responder. Até por que falar sobre a boate não é um assunto que me agrada. Mas, tirando isso essa noite foi muito boa. A não ser pelo fato de descobrir que Paulo tem uma noiva e descontar os problemas deles em mim. E o fato de como ele sendo um estúpido ele consegue me fazer arrepiar só com um simples toque. E como Jaime também me causa arrepios. Eu estou ficando doida. Preciso parar de pensar nesses homens, eles são clientes eu sou somente prostituta. Feita para satisfazer eles, apenas isso. Não sirvo para nada, além disso.

Suspirei cansada e então dormi


Notas Finais


Paulo é "casado" eita, no que isso vai dar ?

Jaime amorzinho ou só fingimento?
Hmmmmm. Até mais


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