História Minha razão ( Gadizaski ) - Capítulo 4


Escrita por:

Visualizações 89
Palavras 1.908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!!!

Capítulo 4 - Capítulo quatro


                        Daphne


Dias depois ...


O meu dia definitivamente  poderia ser considerado como o pior dia da minha vida. Eu tive que trancar a porta do meu escritório aqui na empresa e desligar o meu celular pessoal já que em oito horas seria o casamento da Talita.

Além das meninas não pararem de ligar para saber que horas eu iria me arrumar ou ir ver a Talita , a minha tia, justamente hoje resolveu pegar ainda mais no meu pé em relação ao meu casamento. Segundo ela nesses últimos dias eu estava mais empenhada em ajudar a Talita nos preparativos do casamento dela do que no meu, o que era uma grande mentira. A única coisa que eu fiz foi ir provar o meu vestido.


Depois do ocorrido no ateliê de quinta, a Talita até tentou conversar comigo a respeito, mas eu sempre inventava uma desculpa para nao tocar no assunto.


- Agora é so enviar. - disse ao finalizar o email.


Encostei as costas na cadeira e o telefone começou a tocar, revirei os olhos já imaginando que seria a minha tia me pedindo que eu falasse com o estilista que iria fazer o meu vestido. Resolvi nem atender a ligação.


                       Bruno


- Já está indo filho? - assenti enquanto fechava a minha mochila. 

- Sim. Consegui um bico de garçom em um casamento. 

- Tio, eu quero muitos docinhos. - Henrique disse e eu ri assentindo. 

- Pode deixar que pelo menos três eu trago. - ele sorriu animado e voltou a prestar atenção na tv. - Cade a mãe dele? - joguei a mochila nas costas e a minha mãe sentou na famosa poltrona dela, ela amava tanto essa poltrona que chegavava sentir ciúmes.

- Ela foi pegar dinheiro com o pai. O Henrique já está começando a ficar sem as coisas e ela odeia ficar te pedindo. - ri debochado.

- Muito pelo contrário, sou eu quem compra o que os filhos dela precisa e com o dinheiro que ela pega ...

- Por favor, Bruno. - respirei fundo e ergui as mãos. Era sempre assim, se tinha uma coisa que a mae nao gostava era da verdade. Talvez seja esse o motivo da Mônica ser como é.

- Qualquer coisa me liga. - dei um beijo rápido na sua testa e fiz o mesmo com o meu sobrinho.

- Eu sei que você fica super chateado, Bruno mas ela é a minha filha também. - minha mãe disse tentando tampar o sal com a peneira. Eu poderia passar a manha inteira tentando colocar na cabeça da minha mãe que a Monalisa nao era nada daquilo que ela imaginava, ela nao era nenhuma pobre coitada. A minha mae se apaegava a isso porque quando era muito nova se relacionou com um rapaz casado e alguns anos mais velho que ela. Depois desse lance ela descobriu que estava gravida e nesse meio tempo se relacionou com o meu pai, que nao é mais vivo. O pai da Monalisa sempre foi presente na vida dela, mas isso parecia não ser o suficiente pra ela.

- Ok, mãe. Eu vou indo para nao me atrasar.


( ... )


Depois de trocado e de receber algumas orientações, eu comecei a arrumar algumas taças nas bandejas para ja ir adiantando boa parte do meu trabalho.


Graças a Alicia, mais uma vez, eu consegui descolar mais esse trabalho. Segundo ela a própria noiva do casamento foi ate la e pediu que eu viesse servir no seu casamento, ela até poderia negar porque eu tinha bastante coisa pra fazer por la, mas Alicia era bem generosa, eu a considerava muito até mais que a minha própria irmã.


Horas depois ...


O lugar estava totalmente lotado. Muita gente fina, que mal mastigava. Eu sinceramente não daria pra ser rico, era tanta frescura de alguns que eu já imaginava o tanto de comida que seria desperdiçada.


- Mais champanhe, rapaz. - um homem de mais ou menos 35 anos pediu e eu assenti, mas quando virei acabei me esbarrando em um casal.

- Desculpa. - disse e engoli seco ao ver a Daphne, incrivelmente linda de maos dadas com o rapaz, que deveria ser o seu famoso noivo. - Presta mais atenção porque esse sapato custa mais do que a sua própria vida. - eu ate pensei em responder a altura, mas nao valeria a pena. Por pessoas como ele não vale a pena gastar saliva.

- Não foi proposital, Roberto. - ela disse desviando o olhar. - Agora vamos atrás da nossa mesa. - ele concordou e esbarrou o ombro no meu fazendo com que a bandeja caisse. 


                       Daphne


A cerimônia tinha sido maravilhosa, estava tudo muito lindo. Claro que em algumas coisas ela poderia melhorar, mas a Talita era muito simples então pra ela estava ótimo.


Quando chegamos no salão as meninas vieram até mim para tentar me " roubar " do Roberto,mas segundo ele eu estava tao afastada do mesmo que pelo menos hoje eu ficaria com ele.


- No nosso  casamento eu não quero esse tipinho de garçom.  - ele disse se referindo ao Bruno , e falando nele eu nao podia negar a minha surpresa ao ve-lo por aqui. Maldito destino!

- A gente não precisa ficar falando sobre isso a festa inteira. Foi sem querer ele nao viu você. - ele me encarou e coçou o queixo. Bebi um pouco da minha bebida e coloquei a minha bolsa na mesa.

- O que houve com você? Você não é assim. Nunca te vi defendendo ninguém, ainda mais pessoas desse tipo.

- Eu nao estou defendendo ninguém, apenas acho que nao devemos da tanta atenção a uma coisa tao sem importancia.

- Você está certa. - suspirei aliviada. 

- Sempre estou.

- Daphne! Amiga, o que achou? - Talita disse animada enquanto o Roberto cumprimentava o agora marido dela.

- Está tudo bem a sua cara. - ela riu alto e assentiu.

- É por isso que amo você. - neguei rindo. - Eu preciso que você venha comigo para me ajudar na troca do vestido.

- Por que vai trocar? E você tem empregados para  ...

- Por favor. Eu tenho certeza que o Roberto nao vai se importar, nao é Roberto? - ela sorriu sem mostrar os dentes e ele assentiu.

- Peço que nao demore muito.

- Pode deixar.- ela puxou meu braço e me arrastou.


                        Bruno


- Você precisa levar essas aqui para ...

- EI! - alguem chamou atenção da mulher que estava me dizendo onde eu teria que servir nesse exato momento. - Rapaz. - senti uma mao tocar em meu ombro e isso fez com que eu rapidamente virasse.

- Você?!  - franzi a testa. - Então ... esse casamento é seu.

- Sim. - ela sorriu. - Eu não sabia que você conhecia a minha amiga. 

- Me desculpe, mas isso nao é da sua conta. - ela concordou com a cabeça.

- Sim, você está certo. Será que você poderia me acompanhar por favor?

- Pra que? Eu sei que você é a noiva  e que certamente está me pagando, mas eu nao posso abandonar o meu trabalho agora.

- É so alguns minutos, por favor.


                       Daphne


Cruzei o braço e descruzei várias vezes, eu ja estava impaciente. Se tinha uma coisa que eu mais odiava nesse mundo era esperar por alguem.

A Talita me chamou pra vim pra cá, mas no final das contas o vestido dela estava em um outro quarto.


- Pode entrar. - ela disse e eu virei, a única coisa que senti no momento foi o meu corpo ficar imóvel, eu simplesmente gelei.

- O que ... - tentei terminar a frase, mas nao consegui.

- Talvez seja loucura da minha parte, mas eu acho que da última vez atrapalhei a conversa de vocês. - ela disse empurrando o Bruno pra dentro do quarto e fechou a porta.

- TALITA ABRA ESSA PORTA! - gritei indo na direção da porta, mas parei porque a última coisa que eu queria era que o Roberto soubesse que eu estava trancada com um homem. Ainda mais o homem que segundo ele eu defendi. - Se você tramou isso eu juro que ...

- Eu nao fiz nada. A sua amiguinha que foi atras de mim, culpe ela nao eu. E se quer saber a última coisa que eu queria era ficar no mesmo ambiente que você. - olhei pra ele e ri debochada.

- Você acha que é quem para falar assim comigo?

- Um cara que tem uma vida que custa muito menos que o sapato do seu noivo. - disse seco e eu umedeci os lábios. - Eu vejo que vocês realmente se combinam, ele é o tipo de homem pra você, não é?

- Eu nao concordo com o que ele disse naquele momento. 

- Nao me importa, você nao tem que me da satisfação de nada eu sou o emprego aqui. - respirei fundo e fechei os olhos por alguns instantes.

- Não fale como se eu fosse uma bruxa, você me conhece. - abri os olhos e me arrependi no mesmo momento. Que merda eu estavam fazendo? Me humilhando pra ele? Desde quando eu precisa disso?.

- Eu achava isso.

- Não seja cínico, Bruno. Eu nao sei porque você tenta se passar por bom nessa história sendo que quem mais sofreu foi eu. Eu nem sei porque estamos tendo essa maldita conversa, você nao deveria aparecer mais nunca na minha frente.

- Cínico? - ele riu sem humor e me deu as costas. - Cínico nao, eu fui burro. Burro por acreditar que nos iríamos ficar juntos. - ele voltou a olhar pra mim. - Como você foi capaz de nao aparecer no nosso último encontro mesmo depois de tudo e ainda mandar a sua tia me oferecer dinheiro para me afastar de você? - franzi a testa.

- O que você está dizendo, está louco? - me aproximei dele. - Eu fui no seu maldito encontro e quando cheguei na sua casa eu fui ...

- Casa? - ele me olhou com cara de interrogação. - Como casa?

- Não se faça de sonso, eu fui até a sua casa sim e fui expulsa de la. A sua familia além de me expulsar jogou na minha cara que você so queria o meu dinheiro e que naquele momento estava se divertindo com alguma periguete. - os meus olhos automaticamente lacrimejaram e eu rapidamente enxuguei a primeira lágrima. - Nao coloca a minha tia nessa sua mentira porque quem marcou o maldito encontro foi você.- ele respirou fundo e passou a mao no rosto. - Eu nunca deveria ter confiado em você, Bruno. Nunca. Você nao sabe o que eu passei.

- Eu não marquei nenhum encontro na minha casa. 

- Você acha que eu vou acreditar nas suas palavras? Eu nao sei nem porque estou tocando nesse assunto.

- Você realmente está falando a verdade? - ri e o encarei.

- Não sou você Bruno. Enquanto a esse papinho de que a minha tia foi atras de você para lhe oferecer dinheiro nao colou, ela nem sabia que tínhamos alguma coisa.

- Eu não acredito. - ele disse passando a mao no rosto e logo depois sentou na cama. - Daphne, a gente precisa conversar. - ele disse levantando e vindo na minha direção.

- Eu nao quero conversar.

- Por favor - ele tocou no meu rosto e eu dei dois passos para trás. - Tem algo nessa história que nao esta batendo.

- Eu .... - antes que eu terminasse de falar a porta foi aberta.

- Desculpe atrapalhar, mas o Roberto está vindo ai. - Talita disse afobada e eu arregalei os olhos. - Você precisa se esconder. - ela apontou para o Bruno.


Continua ...


Notas Finais


Eita!!!

Ate o próximo capítulo ♥♥ /q sairá amanhã :) :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...